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Na maioria dos discursos sobre as redes sociais temos a impressão nítida de que elas vieram para quebrar os grupos fechados, ampliando espaços e oportunidades. É claro que alguns dirão o contrário: que as redes sociais estão tornando o indivíduo mais individualista e centrado no imaterial.

Qualquer que seja a sua posição, talvez tenha tido a mesma impressão que experimentei a pouco. Como "os usos" são fruto da necessidade, surgiu uma rede social bem segmentada, destinada a desportistas. Trata-se da rede Spoortal.

O Spoortal é uma rede social de desportistas, criada em Portugal, que integra os apreciadores de alguma modalidade esportiva com as instalações desportivas, permitindo aos interessados localizar outros amantes do esporte e marcar jogos. O registro é bem simples, podendo ser feito via Facebook ou diretamente no sítio, informando dados e esporte que se interessa. Já fazem parte da rede 460 interessados em práticas desportivas, segundo o que se vê na tela de acesso inicial. 

Está aqui um exemplo de como os interesses comuns vão criando espaços diferenciados para vivências diferenciadas. Vivencie, de repente você encontrará outros que queiram praticar esporte com você.

Um projeto espanhol, capitaneado pelo Ministério da Cultura, está recuperando e disponibilizando filmes antigos de momentos importantes da história da Espanha.

Os filmes são do arquivo da Biblioteca de Cinema Espanhol e agora podem ser vistos por meio do canal no You Tube. São 93 filmes (por enquanto), de diferentes momentos e períodos, que retratam o fazer e o viver de uma sociedade que passou por profundas mudanças sociais e econômicas.

Esse projeto é bem semelhante ao que temos aqui no Brasil, por meio do Arquivo Nacional e do Zappiens.br, que disponibiliza os jornais que eram veiculados no Cinejornal. Já falamos dele aqui no Blog do Gipo

Entre os vídeos, está o a seguir. Ele mostra o fazer jornalístico nos anos 1930. Foi produzido como noticiário para Cineclube, ainda mudo. Veja a riqueza de detalhes visuais e também a dificuldade de produção em uma época que fazer jornalismo era uma mescla de arte e ofício.


A Socine - Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual disponibilizou para download os dois volumes resultantes do encontro de 2010 realizado nas instalações da Universidade Federal de Recife, em Pernambuco.

Os dois volumes foram organizados por Laura Cánepa, Adalberto Muller, Gustavo Souza e Marcel Vieira a apresenta parte dos mais de 300 trabalhos apresentados ao SOCINE 2010.

Segundo os organizadores, os dois volumes estão divididos em 27 textos cada, sendo que o volume 1 aborda temas como teoria e método, crítica e recepção, mercado audiovisual e relações do cinema com televisão, com literatura e com o teatro. 

Já o volume 2, tem predominância de trabalhos de análise fílmica, divididos em cinema brasileiro, cinema mundial, documentário e sonoridades.

Também é possível no sítio ter acesso a outras obras, fruto de eventos e pesquisas na área de cinema e audiovisual. Boa leitura! 

O dia começou em Palmas em tom de choque. Ao olhar a capa da edição do Jornal do Tocantins (23.08.2011), deparei-me com a estarrecedora notícia de que haviam sido presos 3 acusados de matar e comer órgão de vítima. 

É isso mesmo que você está lendo: um ato de canibalismo, regado a muita cachaça. E não é apenas acusação: os noticiários já estão a toda mostrando trechos do sujeito da foto que confessou o ato descabido. 

Segundo a edição do Jornal do Tocantins,
Os três confessaram que mataram, cortaram o corpo, retiraram o fígado e comeram assado. O delegado da 1ª DP, Sandro Dias, disse que os três foram identificados a princípio como Jacione Costa Dias, 20 anos, Jailton Jesus da Cruz, 29 anos, conhecido como Dentinho, e Paulo César Rodrigues dos Santos, 50 anos, conhecido como Baiano Doidão.  

Mais um caso de quão fundo e distante da humanidade nos encontramos. E algo ainda pior: a mídia tocantinense aproveitou o embalo para forçar ainda mais o estado de "choque", ao destacar em cada um dos telejornais os detalhes da ação criminosa. 

Em entrevista exclusiva, para um dos telejornais, o autor da ação de canibalismo ainda tentou dar um ar de religiosidade ao ato, indicando que, na Bahia, ele participava de cultos afro-brasileiros que reforçavam essa ação. Desculpa esfarrapada para um ato de crueldade regado a bebida alcoólica. Vamos ver se a mídia nacional irá aproveitar da mesma forma essa aberração e as possíveis repercussões. 


Já faz algum tempo que queria partilhar uma forma de fazer jornalismo e transmitir informações que era bem comum no Brasil antes da popularização da TV. Trata-se do cinejornal, que era exibido no cinema, antes dos filmes, como forma de comunicar e de propagar notícias. A programação tinha formato e cunho jornalístico para exibição cinematográfica. 

Uma parte desse acervo está disponível no Arquivo Nacional e pode ser acessado via internet, pelo sítio da Zappiens.br. Essa é uma iniciativa experimental criada para ser um serviço gratuito de agregação e distribuição de conteúdo audiovisual científico, educativo, artístico e cultural da Comissão de Trabalhos de Conteúdos Digitais (CT-Conteúdos) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Vale a pena conhecer e pesquisar no acervo.

No que indico a seguir, é possível assistir ao cinejornal "Atualidades Agência Nacional nº 3 (1963)", que traz as notícias sobre a visita dos cosmonautas Popovic e Nicolaiev ao Rio de Janeiro, a greve de ônibus elétricos no Rio de Janeiro, notícias sobre a 'melhoria' das condições de trabalho no campo, entre outras. É uma viagem pelo túnel do tempo e da forma como se fazia jornalismo em um Brasil do passado. Veja o vídeo:



Bingham em Machu Picchu
Cem anos atrás as primeiras fotos de uma imponente cidade do Império Inca tornavam-se públicas. Até então, pelos custos e indisponibilidade da tecnologia, boa parte das "grandes descobertas" arqueológicas eram pintadas a mão ou mesmo retratadas em desenhos.

Nas lentes do historiador e fotógrafo Hiram Bingham (1875–1956), da Universidade de Yale, a cidade hoje conhecida como Machu Picchu, era descoberta e fotografada.

Algumas dessas fotos podem ser vista a seguir, estando disponíveis no sítio da National Geographic e em outros na internet:






O II Congreso Internacional Ciudades Creativas ocorrerá em Madrid (Espanha) entre os dias 26 a 28.10.2011. O evento é organizado pela Facultad de Ciencias de la Información da Universidad Complutense de Madrid.

O congresso abordará as ações inovadoras que agentes públicos e privados tem efetivado para a melhoria do que se constituiu como cidade. Esse é um espaço importante onde se convergem discussões que permeiam administração pública, tecnologia, educação e outras áreas do conhecimento.

Segundo a organização,
[...]este Segundo Congreso el concepto de Ciudad Creativa con el que iniciábamos el primero, donde considerábamos a las ciudades como una de las grandes manifestaciones del ser humano: Son espacios elegidos para vivir y para vivir de una manera determinada. La ciudad es la cristalización de la actividad creativa del hombre, la solución a los problemas que surgen en el vivir cotidiano y la expresión de las acciones humildes y egregias de la cultura humana. Es contenido y continente, es actividad y descanso, es lugar de encuentro y punto de partida, es soledad y muchedumbre, es bullicio y silencio, es estrellas sobre los tejados. Está ligada al desarrollo humano. En ella confluyen la actividad de todas las ciencias y el sentido de todas las miradas. Es un ejercicio constructivo de la creatividad fluida, flexible y plural. Para avanzar le pide al hombre que la habita, imaginación, trabajo, gestión, coherencia, interactividad, espíritu colaborativo, solidaridad y alegría. Los edificios públicos, las escuelas, los hospitales, las grandes avenidas, los rincones íntimos, las altas torres, los mercados, las iglesias, las plazas, los parques, los puntos de encuentro, los ayuntamientos, los cines, los teatros, los estadios, las calles, las casas, los museos, los bares, las librerías, los restaurantes, el metro, los quioscos, los transportes, las tiendas, la gente… la ciudad, serán el foco de nuestras miradas en este II Congreso Internacional de Ciudades Creativas.

As inscrições de trabalhos (resumos e completos) podem ser feitos em 22 grupos de trabalhos, no endereço virtual destinado ao recebimento das propostas. Também é possível seguir o evento pelo Facebook e no Twitter.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 01.06, a proposta que estabelece a eleição direta para escolha de reitores, vice-reitores e diretores das instituições públicas de educação superior.

Essa tem sido uma situação complexa, já que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) falava apenas das universidades federais, deixando a lacuna para as demais públicas.

Segundo a Agência Câmara,
O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de Lei 4646/04, do Senado, e 3674/04, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). As propostas modificam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) [...] determinando que o órgão colegiado deliberativo superior das instituições públicas de educação superior será formado de forma democrática, com 2/3 dos assentos ocupados por membros da comunidade acadêmica e 1/3 por representantes da sociedade civil local e regional.
Por que tão importante modificação não ganhou destaque midiático e mesmo discussão dentro das universidades? Porque, praticamente, a lei já está aprovada. Segundo noticiado pela Agência Câmara, a proposta tramitou em caráter conclusivo, isto é, o projeto não precisa ser votado no Plenário da Câmara, mas apenas pelas comissões designadas pela apreciação. Já que o projeto foi aprovado em seu mérito jurídico pela Comissão, ele retorna ao Senado Federal para apreciação final.

Vale a pena observar o que as previsões de desenvolvimento tecnológico tem a ofertar sobre a internet, seu uso e o desenvolvimento da área. Não que elas sejam confiáveis, mas revelam a intensidade de desenvolvimento possível e ansiado pela área.

Entre as expectativas, temos indicações sobre o tráfego na internet, utilização da rede, previsões sobre o número de aparelhos celulares em uso e a atividade dos hackers. Vale a expectativa.


Passa rápido: o Blog do Gipo completa hoje dois anos de funcionamento. Foram ao todo 600 postagens até hoje, 13.05.

Essas postagens versaram sobre ensino, mídias sociais, ensino de jornalismo, dados sobre formação, entre tantos outros assuntos.

E não foram apenas indicações ou links, mas reflexões sobre aspectos ligados as competências formativas, tão essenciais na prática docente em comunicação e jornalismo.

E quanto ao acesso dos colegas? O gráfico a seguir nos dá uma ideia do movimento em torno dessas temáticas:

Parece pouco? Se comparado a sítios de trivialidades é bem pouco. Mas se pensarmos que esse espaço é destinado a profissionais, estudantes e interessados na temático do Ensino do Jornalismo, esse número é bem promissor. Por exemplo, algumas postagens, pelo assunto e possível impacto, tiveram em um único dia, durante os últimos meses, mais de 5000 visualizações de página.

Agradeço aos colegas e aos que fazem esse espaço. Continuamos na labuta pela manutenção desse espaço, ainda acreditando que o esforço para atualização diária (ou quase!) é uma necessidade e contribui para expandir a temática.



Aprecio muito os infográficos. Eles ampliam o campo de visão e permitem compreeender elementos complexos de forma mais fácil. É o caso dos aspectos que apontam para estatísticas de usabilidade. Quando o assunto é internet, um infográfico amplia e facilita o aprendizado.

Esse é o caso do infográfico que foi disponibilizado pela Pew Internet, conceituada agência de pesquisas estadunidense, revelando as preferências de uso, segundo o conceito geracional. As gerações foram divididas em seis categorizações e, partindo-se delas, a utilização de aspectos diferenciados da rede. Note que, em algumas faixas etárias, a utilização de aspectos da rede, tal como o blog, é quase inexistente, segundo a pesquisa do Pew.


Uma oportunidade na Espanha
Para aqueles interessados em ampliar seus horizontes profissionais, uma oportunidade muito interssante é o Programa Balboa para Jovens Jornalistas Ibero-americanos. Trata-se de uma seleção a bolsas de estudo, que tem duração de 26 semanas, entre fevereiro e julho de cada ano.

Como funciona? São 200 horas de aulas, divididas em sessões intensivas de um dia por semana, e 1300 horas práticas de trabalho em um meio de comunicação, empresa ou instituição pública ou privada em Madri (Espanha).

Segundo o sítio do Programa Balboa, os custos cobertos se referem a passagem e seguro-médico, além de uma bolsa mensal de 1000 euros para despesas de moradia e alimentação. São exigências para concorrer:

- Os candidatos devem ser graduados em jornalismo;
- Ter menos de 32 anos até a data da viagem; e
- Alto nível de espanhol, que deverá ser comprovado através de um certificado do Instituto Cervantes ou similar.

São 25 bolsas nesta seleção de bolsistas. Na edição de 2011, dos 25 selecionados, 4 eram provenientes do Brasil. Aproveite!  Mais informações por meio do sítio do Programa Balboa.

Quem já vivenciou a construção de uma revista, já tem noção de quão demorado e difícil é gestar os tempos e espaços dentro das páginas existentes. Também não é novidade o trabalho gerado para se colocar nas bancas um número. Se a edição for semanal então.... sem comentários!

Um vídeo divulgado e utilizado por Richard Turley, diretor criativo da revista de negócios Bloomberg BusinessWeek, em uma palestra para a Society of Publication Designers (SPD), mostra as diversas etapas, com suas especificidades. Claro que em tempo acelerado.

Veja a seguir. O vídeo está disponível no Vimeo e a dica foi dada Rodrigo Cunha no Blog do GJol (UFBA):


BUSINESSWEEK: THE MOVIE SORT OF from bizweekgraphics on Vimeo.

Foi publicado hoje no jornal do Tocantins, edição de 27.04.2011, na seção Opinião, um artigo direto e constrangedor da leitora Vanessa Cassol, intitulado "Impeachment 2011" . Em termos simples, mas claros, Cassol relembra o impacto dos movimentos de 1992 que geraram o impeachment do então presidente da república.

Fazendo a analogia com Palmas (TO), Cassol aponta para os escândalos que surgiram nos últimos meses, seja no Executivo ou mesmo no Judiciário tocantinense e o aparente descaso com que isso vem sendo encarado por todos. Pena que os argumentos parecem proceder.

Mas o que me chamou a atenção foi uma proposta feita por ela, na verdade, um convite. Reproduzo-o a seguir, por julgar que vale a reflexão sobre a situação na capital e em todo o estado:
Em face de tantas injustiças e corrupções que existem em nosso País, faço um convite à você gestor corrupto, a você mesmo que tem um poder incrível nas mãos para trazer benefícios àqueles que lhe pagam seu salário e todas as mordomias da sua família. Convido-lhe à passar 7 dias nas seguintes, e até então, hipotéticas situações: no primeiro dia você deverá passar pela  experiência de estar com problemas seríssimos de saúde (digo: seríssimos!) e utilizar um posto público para tratamento. No segundo dia, que seja preso e viva esse dia como tal. No terceiro, que passe a noite em uma calçada, na fila, para matrícula dos filhos na rede pública. No quarto, ter sido desempregado e saber que toda sua família dependia daquele salário mínimo. No quinto dia, chegar em "sua" casa de adobe, nos dias de muita chuva e saber que a vela acabou e que seus filhos estão com fome. No sexto dia você será atendido por um funcionário público, após horas aguardando, e ficará sabendo que o preço para que seu processo seja pago, ficará em 50% do valor que é de direito seu. E enfim, no sétimo, último e sagrado dia, lhe convido para voltar a toda sua vida real, que tenha a mesma rotina e viagens de sempre, que seus cartões de créditos continuem da mesma forma, que sua família lhe veja ainda que por uma cortina, com um orgulho fantasiado para não passar vergonha perante a sociedade, e assim pegue a Bíblia nas mãos, e olhe para os céus.


Estão disponíveis para download seis livros sobre comunicação, internet e direitos autorais publicados entre 2009 e 2010 pela Editora Cultura Acadêmica, que é segundo selo da Fundação Editora da UNESP.

Já indicamos outros livros publicados pela editora em outro post. Eles são gratuitos e fazem parte da proposta de disponibilizar as produções da UNESP, resultantes de financiamento público. Bom exemplo para as demais universidades que ainda titubeiam em tomar essa decisão.
Segue a seleção que fizemos. Caso tenha dificuldade de baixar ou o link esteja com problema, basta acessar o sítio da Editora Cultura Acadêmica:



Ano:2010

Autor(es)/Organizador(es): Elizabeth Roxana Araya e Silvana Vidotti

Sinose (da editora)
Um número cada vez maior de produtores de conteúdo informacional, embora de acordo com os padrões culturais prevalecentes nem sempre seja considerado qualitativamente favorável, evidencia uma nova configuração cultural exponencialmente representativa no fluxo da informação em que o indivíduo, que não há muito tempo era um mero consumidor de conteúdo intelectual, é agora também um participante ativo na criação desses conteúdos. Os indivíduos que lidam com essas novas formas de produzir, disseminar e usar conteúdos informacionais devem estar conscientes das diferenças que se impõem quando a informação é digital. Eles devem conhecer as implicações quanto ao fluxo da informação e seus aspectos simbólicos, bem como saber sob quais condições a lei de direitos autorais estabelece que essas práticas devam acontecer.



Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Marta Valentim

Sinose (da editora)
O livro "Gestão, mediação e uso da informação" vai ao encontro dos estudos teóricos e metodológicos de objetos e fenômenos que envolvem a gestão, a mediação, uso e apropriação da informação em distintos ambientes.







Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es):Maria Cristina Gobbi e Maria T. Kerbauy

Sinose (da editora)
Constituem a obra capítulos derivados de diferentes perspectivas acerca do tema da televisão digital terrestre, compondo um panorama prismático de diversos aspectos integrantes da inovação a partir das plataformas já existentes e da problemática da implantação, abarcando tópicos distintos componentes da implantação e manutenção do novo sistema - autores na sociedade tecnológica, diversidade cultural e política de informação, educação e participação por meio da interatividade, produção de conteúdos audiovisuais, regulação e políticas de educação, mobilidade e democracia, modelos de negócio, a viabilidade da interatividade, cenários e desafios para as emissoras públicas, a implantação no Brasil e na Espanha, a convergência com instituições educacionais, gestão de conteúdos narrativos, democracia digital, a implantação no Pará e a atuação de emissoras em cada estado, a transição do sinal analógico para o digital, a repercussão midiática sobre a implantação e as controvérsias e desinformações sobre o "apagão digital".



Ano:2010

Autor(es)/Organizador(es): Ana Lúcia de Castro

Sinose (da editora)
Este livro reúne a reflexão acerca das identidades na cultura contemporânea,realizada por pesquisadores que participaram do Seminário: Cultura contemporânea, corpo e novas tecnologias: diálogos em torno das identidades. O objetivo geral das reflexões aqui apresentadas é tomar as inovações tecnológicas e seus impactos na vida cotidiana - particularmente na renovação e reinvenção de formas de sociabilidade e de construção de identidades - como uma chave privilegiada para o adentramento em meandros da cultura contemporânea. O corpo, suporte da cultura e território de construção de identidades, ao incorporar os recursos tecnológicos disponibilizados pelo mercado estético, como próteses, implantes, intervenções e tratamentos à base de laser, tem seu estatuto modificado e as fronteiras entre natureza e cultura passam a ser revistas em novos parâmetros, impondo novos desafios à reflexão sócio-antropológica. Este livro busca contribuir para este debate, somar um pequena centelha ao enorme esforço que se faz necessário no sentido de repensarmos as clássicas dicotomias conceituais que vem marcando a reflexão das ciências humanas e se demonstrando cada vez mais abaladas em seu alcance explicativo, frente às aceleradas transformações vivenciadas na vida social nesta modernidade do início do século XXI.



Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Sabrina Rodrigues Garcia Balsalobre


Sinose (da editora)
O estudo das inter-relações entre língua e sociedade, a partir de um corpus jornalístico, é o foco primordial desse livro. Trata-se da investigação do sistema de formas de tratamento nos jornais da Imprensa Negra paulista - movimento realizado por negros e destinado a essa população no período posterior à abolição da escravatura no Brasil - e em O Combate - jornal de circulação mais ampla na cidade de São Paulo no início do século XX. As formas de tratamento representam um exemplo privilegiado da relação entre a escolha linguística e seu motivador social. Elas foram analisadas a partir da relação de alguns pontos de vista teóricos, a saber: o estudo do jornal como um hipergênero, proposta de Bonini (2003, 2004, 2006), com o intuito de se avaliar as características peculiares de cada um dos gêneros do jornal; a proposta de análise da situação do interlocutor no momento da enunciação de Soto (2001); a investigação das marcas de interatividade, proposta por Andrade (2008); e a semântica do poder e da solidariedade de Brown e Gilman (1972 [1960]). O estudo desse fenômeno linguístico revelou à necessidade dos negros do período de conquistarem um espaço na sociedade paulistana da época e, dessa forma, a Imprensa Negra representava um espaço de circulação de sua voz na sociedade.



Ano:2009

Autor(es)/Organizador(es): Mariângela Spotti Lopes Fugita

Sinose (da editora)
Por que é importante investigar a indexação durante a catalogação? A resposta é que, por meio de tal procedimento, é possível conhecer as realidades de bibliotecários e usuários. A pesquisa apresentada neste livro se destaca por dois motivos: trata-se de um trabalho coletivo, com objetivos, fundamentação teórica e metodológica comuns; adota uma abordagem sociocognitiva que não só evidencia a tarefa de indexação de assuntos na catalogação de livros por catalogadores, como também privilegia e entrelaça as diferentes visões dos usuários do catálogo, discentes, docentes, pesquisadores, bibliotecários de referência e dirigentes de bibliotecas - grupos que fazem parte do contexto sociocognitivo dos catalogadores, pois são usuários dos resultados da tarefa que realizam.



Campanha da Avesso
A Unilever está com uma nova campanha no ar. A campanha foi produzida pela Avesso, empresa de publicidade parceira do Blog do Gipo, e traz o novo conceito da Unilever que é “Cada Gesto Conta”. O foco é comunicar esse modelo de desenvolvimento sustentável defendido pela empresa.

Segundo Daniela Cachich, Diretora de Comunicação Corporativa da Unilever:
Estamos falando de um mundo melhor para todo mundo. No desenvolvimento dessa campanha focamos muito na questão da multiplicação dos gestos. Onde cada gesto pode parecer pequeno, mas se multiplicado por muitas pessoas, são muito grandes e tem um impacto muito forte.
A campanha é composta por cinco filmes, cada um focado em um produto da Unilever: Becel, Comfort, Dove, Lifebuoy e Omo. A criação da campanha é de Anselmo Ramos, Vice-Presidente de Criação da Agência Ogilvy. Veja os bastidores e entenda por que propaganda é a "alma" do negócio:




fotografia de kirk citron
Fonte: TED
Essa é uma constatação bem real: que faremos com tantas notícias? Kirk Citron, publicitário e coordenador do projeto The Long News, que pretende preservar as notícias que terão impacto nos próximos séculos, apresentou alguns argumentos sobre a noticiabilidade.

Citron, relembra no vídeo a seguir, que temos de ser seletivos no meio deste verdadeiro caos comunicacional. Para exemplificar, ele traz os números da Reuters, que publica por ano, cerca de 3,5 milhões de notícias. E essa é apenas uma fonte! "Mas quantas dessas histórias realmente terão importância a longo prazo?", problematiza ele em sua fala.  

De fato, a seletividade da informação é essencial, mas cabe uma cautela: quem definirá o que será importante daqui a 100, 200 ou 500 anos? Quem selecionará qual notícia virará história, sendo preservada e mantida? Temo pela manutenção da prática medieval de preservar apenas a história dos vitoriosos, dos grandes acontecimentos e, deixarmos para trás, as histórias das pessoas de carne e osso, dos pequenos grupos, dos esquecidos sociais.





Fonte: Graco Medeiros
Uma discussão interessante que está rolando no momento no meio jornalístico é o caso  WikiLeaks que divulgou grandes volumes de documentos inéditos e secretos. 

O problema que surgiu com essa grande quantidade de fontes inéditas, como um verdadeiro Tsunami,  foi o que fazer com elas. Parece brincadeira: o que um jornalista faz com uma fonte inédita que possibilite um "furo"? Ele pesquisa, confere os dados (uma, duas ou mais vezes), entrevista outros, cria argumentos e conexões e, publica. Simples assim!

É, mas quando a enxurada de fontes veio por meio do WikiLeaks a situação não foi de "euforia jornalística" com o novo, mas sim uma situação de "congelamento". Explico melhor: os jornais ficaram tão entupidos de possibilidades que não sabiam o que fazer com tanta notícia quente. Foram milhares de relatório, todos a serem averiguados, milhares de dados a serem conferidos e milhões de possíveis conexões a serem estabelecidas. Resultado? Quase-inércia. O novo, isto é, a liberação massiva de dados, pegou a imprensa em uma situação que nunca haviam vivenciado.

Martin Moore, diretor do Media Standards Trust, em um artigo para o Idea Lab, chegou a brincar em um post afirmando que "em breve, todas as organizações de notícias, terão um bunker "próprio" - uma sala escura, onde um grupo escolhido à dedo entre os repórteres, estarão recolhidos com seus cartões de memória, laptops com dados recém-abertos, algumas pizzas velhas e muito café". Parece brincadeira? Achei quando li o primeiro parágrafo, mas ele cita o caso do U.K.'s Daily Telegraph, que fez isso com "meia dúzia de jornalistas em uma sala durante nove dias, com cerca de 4 milhões de registros de gastos dos políticos".  E aponta que o mesmo está sendo feito pelo The Guardian, o The New York Times e o Der Spiegel com Julian Assange do WikiLeaks.

Moore apresentou cinco questões importantes para os jornais e jornalistas pensarem quando a enxurada de dados/fontes começarem, já que o assunto também cai na discussão da ética:
1. Como podemos aproveitar a inteligência do público para gerar uma longa lista de matérias?
2. Como podemos torná-las pessoais?
3. Como podemos usar os dados para aumentar a credibilidade das matérias?
4. Como filtramos os dados (e decidimos o que se publicar ou não) da melhor forma e o mais rapidamente possível?
5. Como podemos nos assegurar de que, no futuro, pessoas e organizações dispostas a "vazar" grandes volumes de informação entreguem esses dados para nós?
Estão aqui questões que gostaria de ver a resposta. Com a palavra os editores....

Arara Azul. Foto: Alvaro Luiz Apolônio
Em minha ingenuidade, achei durante muito tempo que criar uma reserva, seja indígena, seja florestal ou mesmo um parque ecológico, era sinônimo de preservação na natureza (fauna e flora). Grande engano!

Ontem, na II Feira Internacional de Artesanato (Mundial Art), que acontece até o próximo dia 08 em Palmas (TO), me deparei com uma situação. O evento reúne a arte e a cultura do Brasil, da República Tcheca, do Peru, da Bolívia, do Equador, do Paquistão, do Quênia, da África do Sul, da Índia, do Nepal, da Turquia, da Grécia, do Egito, do Marrocos e de Cuba. Uma verdadeira Babel!

Passeando com minha esposa e aprecisando as diversas culturas e produções, encontrei um estande Pataxó. Fiquei encantado com a produção de artefatos e utensílios de madeira de primeira, mogno legítimo!. E aí comecei a pensar "cá com meus botões": de onde vem essa madeira? Tudo bem, você dirá: "Ah, eles podem tirar algumas árvores para produzir subsistência...". Tudo bem até aí.

Foto: Espaço Livre
Mas fiquei fascinado mesmo, foi com um cocar feito de penas. Belo ornamento, em um azul cintilante e estonteante. Novamente em minha ingenuidade, perguntei ao índio pataxó, todo ornamentado, se as penas eram sintéticas. A respostas foi curta e grossa: "Não, são de arara mesmo". E ainda perguntei de novo: "De arara azul mesmo? Originais?", para ouvir um outro sim. Fiquei me perguntando quantas araras deixaram de viver por causa daquele colar?

Mas vamos ao que interessa. Está aí, sem rodeios e de forma clara: a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) está na lista de animais em extinção desde 2003 no Apêndice 1 do CITES (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) e vulnerável de acordo com a IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza). 

E isso fica como? Como preservar, se o "preservado", que internacionalmente grita pela proteção às áreas, também destrói? E quanto era o belo cocar? O preço estava em R$ 1.000,00 (mil reais), sem desconto e à vista! 

Foto: BBNews
Matt Ridley, ex-editor de ciência do The Economist (1984-1987), correspondente em Washington entre 1987-1989 e autor do livro “The Rational Optimist: How Prosperity Evolves” (sobre o livro, veja a entrevista), fez uma apresentação ao TED Talk sobre as idéias serem recombinadas, fundidas e estarem em constante mutação, ou como ele mesmo afirmou, "como as idéias fazem sexo".

Ridley é jornalista e doutor em Zoologia, o que o tornou familiar com termos ligados às ciências duras. Na apresentação, ele compara uma ponta de lança, tecnologia elaborada pelo homo erectus ao mouse, tecnologia do século XX. Em sua fala, destaca a "velocidade" de inovação da ponta de lança: "[...] a ponta de lança levou mais de 1 milhão a 1 milhão e meio de anos para mudar [...] o homo erectus fez a mesma ferramenta por mais de 30.000 gerações". Já o mouse, produto do século XX, "é obsoleto após cinco anos".

Obviamente, essas mutações são fruto da combinação de idéias, de uma tecnologia cumulativa. Para Ridley, "esse é o segredo para entender o que está acontecendo no mundo". E não pára aí: veja o vídeo, que está legendado em português, e perceba as idéias sobre recombinação e fusão, úteis na prática jornalística e nos processos formativos.