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As tecnologias digitais tem exercido sensíveis impactos nas relações dos sujeitos entre si e com suas famílias. Muitas vezes, o choque geracional no uso dessas tecnologias digitais tem amplificado as divergências e criado uma visão de que o "novo" tecnológico está destruindo o "antigo" modo de vida social. Não entrarei no mérito dessas possíveis afirmações, já que ambas encontram respaldo em pesquisas e grupos sociais.

Sobre isso, encontrei uma experiência sobre como diminuir o(s) possível(is) problemas entre pais e filhos no usos das tecnologias digitais. Trata-se do material produzido pelo Foro Generaciones Interactivas, da Espanha. O fórum é mantido pela Fundação Telefônica, pela Universidade de Navarra e pela Organización Universitaria Interamericana (OUI).

Em tom descontraído, uma série de vídeos, aborda a utilização da internet e das tecnologias digitais decorrentes dela no vínculo familiar e, como "superar" com bom humor as dificuldades surgidas. A "família digital" aborda temas para crianças, adolescentes e adultos e suas relações com as tecnologias digitais. 

O vídeo a seguir, dá uma mostra de como algumas questões "espinhosas" são tratadas:


É muito complexo dizer qual a marca da geração que inicia o século XXI. Talvez seja mais fácil falar das gerações que adentram para o novo milênio. Essas diversas gerações, com suas perspectivas tradicionais, moderadas, avançadas e "transloucadas" criam diversas "sub-culturas" líquidas, que se refletem na mudança a nossa volta.

Um pequeno vídeo, disponibilizado pelo sítio United Photo Press no You Tube, desenvolve um percurso bem curioso sobre a juventude dos anos 60 até a transição do novo século. Com destaque para os avanços tecnológicos e sociais, a ênfase do vídeo é na "nova" constituição da sociedade do século XXI, desconexa, não-linear, pós-moderna.

Veja o vídeo a seguir e, mesmo que não concorde com a avaliação, a memória das imagens já valerá o tempo que gastar assistindo.



Desde que a febre por e-books (livros digitais) começou, mais e mais são produzidos e trazem consigo agregações tecnológicas interessantes. Essas parecem estimular o sentimento de que o livro impresso está com os dias contados.

Mas esqueça todos produzidos até agora. O que vem por aí vai superar todos esses já existentes. Essa é a afirmação de Mike Matas na apresentação intitulada "A next-generation digital book", no TED.

Matas trabalhou na Apple, onde projetou interfaces de usuário para o iPhone, o iPad e o Mac OS X. O vídeo, de quase 5 minutos e legendado em 11 idiomas, apresenta as inovações dos e-books, que vão desde os aspectos estéticos até a interação ampliada com os conteúdos.

Surpreende ver o que nos aguarda na "próxima" geração, já tão presente entre nós. Vale assistir o vídeo a seguir:

Aprecio muito os infográficos. Eles ampliam o campo de visão e permitem compreeender elementos complexos de forma mais fácil. É o caso dos aspectos que apontam para estatísticas de usabilidade. Quando o assunto é internet, um infográfico amplia e facilita o aprendizado.

Esse é o caso do infográfico que foi disponibilizado pela Pew Internet, conceituada agência de pesquisas estadunidense, revelando as preferências de uso, segundo o conceito geracional. As gerações foram divididas em seis categorizações e, partindo-se delas, a utilização de aspectos diferenciados da rede. Note que, em algumas faixas etárias, a utilização de aspectos da rede, tal como o blog, é quase inexistente, segundo a pesquisa do Pew.


Vez por outra encontro em livros que falam da história da mídia referências a uma "época de ouro" do jornalismo. Alguns dizem que os anos 1930 e 1940 foram as décadas do crescimento jornalístico e nada se compara a essa época. São épocas de grande saudosismo para esses.

De fato, foi a época das grandes "indústrias jornalísticas" que surgem como impérios pessoais, não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. Eram épocas em que as prensas não podiam parar e as máquinas imperavam nos espaços de escrita. Mas não foi uma "época de ouro" para todos. Realmente, foi dourada apenas para quem ganhou muito, seja o glamour, o reconhecimento/premiação, seja o dinheiro que isso proporcionava.

A ponta dessa cadeia produtiva, a força de trabalho que era o "rosto desconhecido da notícia", o distribuidor de rua, sempre foi o elo mais fraco. Algumas imagens dessa época dourada foram preservadas pelos clics de Lewis W. Hine, que retratou o trabalho infantil e a expropriação do indivíduo nos Estados Unidos.

A seguir, algumas dessas imagens mostram esse período "áureo" das indústrias jornalísticas. As notas de cada fotografia foram produzidas por MarGGa Duval e disponibilizadas na coletânea feita por ela sobre Hine com foco no trabalho infantil:
Michael McNelis (8). Havia acabado de se recuperar de um segundo ataque de pneumonia. Quando foi fotografado havia saído de uma chuva forte (Filadélfia, Pensilvânia)

Tony Casale (11). Vendeu jornal por quatro anos. Vendia jornal até as 22 horas. Tinha marcas em seus braços: mordidas de seu pai por ter vendido pouco. Segundo ele: "bêbados dizem palavras feias para nós"

Num sábado à tarde (St. Louis/Missouri)

Dormindo na escada




Um documentário produzido por Marty Stalker e intitulado "Egypt: After The Revolution", mostra as perspectivas dos egípcios após os movimentos ocorridos no país em março último. Jovens entre 18 e 19 anos, bem como outros setores da sociedade, relatam no documentário suas expectativas por justiça, democracia e liberdade, mas demonstram entender que se trata de uma construção que ainda está longe de sua completude.

Essas são expectativas importantes já que o país esteve mergulhado em contradições que colocavam de lados opostos uma classe minoritária extremamente rica e, do outro, uma massa empobrecida e amordaçada.

O documentário foi filmado em uma Canon 5D Mark II e você poderá ver os bastidores dessa empreitada de Stalker no sítio Scattered Images.


Egypt: After The Revolution from Marty Stalker on Vimeo.


Será que ainda conseguimos ser simples? Essa é uma pergunta que sempre me faço. Faz tempo que deixei a simplicidade e tornei a vida complexa e ampla. Tanto que nem sempre sei ao certo aonde isso irá me conduzir.

De qualquer forma, achei muito inspiradora a simplicidade de pequenos gestos e formas, que no olhar de uma criança, a animação de hoje traz. Trata-se da animação intitulada "Spring “George”, que é um trabalho de autoria do BEAKUS, um estúdio da animação com base em Londres. Em seu sítio, você encontrará diversas animações contemplativas.

Nessa, George devaneia em torno de seu cotidiano simples, sem ser simplório! Curta essa experiência, que está disponível no Vimeo. Bom domingo.


CBeebies Spring "George" from Matthias Hoegg on Vimeo.


Stillman: várias vidas
Qual o peso de uma vida profissional? Que impactos esta pode ter sobre os processos políticos e sociais em certo momento histórico? Lembro-me que essas eram questões que tínhamos quando li a primeira biografia de um jornalista.

Essa experiência ocorreu pelos idos de 1990, quando na graduação lemos a biografia do jornalista paulista Samuel Wainer, que fundou o jornal Última Hora. Na época, não tinha o enfoque de pensar na vida do indivíduo Samuel, mas no impacto da ação profissional desse jornalista para a história do Brasil.

De lá para cá, toda biografia de jornalista que tive acesso, ficava recheada desses questionamentos e dos possíveis impactos que a ação profissional poderia ter na(s) história(s) cotidiana(s). Percebi que não tínhamos uma vida apenas, mas vidas que se entrecruzavam constantemente e até de forma antagônica!

A pouco, encontrei uma outra "vida" bastante interessante. Trata-se da biografia do jornalista e fotógrafo americano William James Stillman, que viveu no século XIX. Stillman foi correspondente do The Times em Atenas e Roma e, um crítico extremo da condição política italiana. Em sua autobiografia temos detalhes interessantes, pelo que percebi em uma rápida olhada, do dia-a-dia da conturbada profissão de jornalista como correspondente.

Sua biografia intitulada "Autobiography of a Journalist" está disponível em dois volumes (vol. 1 / vol.2) no sítio ManyBooks. Lá você poderá optar por fazer o download em 23 formatos diferentes, dependendo de sua tecnologia. Vale a leitura!

Imagem de abertura da "saga"
Quando criança, gostava muito de ouvir e ler as histórias da Grécia Clássica. Empolgava-me com o imaginário presente nas mitologias. Mas como o tempo passa e as coisas vão sendo ressignificadas, nem mesmo a mitologia escapa desse movimento. É o caso da animação de hoje.

Ela foi intitulada Mitologia e tenta "recontar", de maneira mais leve, trechos da mitologia sobre o olhar de uma criança mimada que recebe de seu pai - Zeus - o que ela quer. Como um clássico laboratório de horrores, novos seres são gestados pela mente de uma criança curiosa e poderosa.

A proposta dos criadores - Javier Inga, Daniel Jarvis e Ricardo Jurado - é de uma releitura, sob a égide de uma criança cheia de vontades. O vídeo está disponível no Vimeo e vale a pena pensar nessa releitura. Se desejar ver mais sobre o vídeo, sugiro uma passada no Blog Mitologia mantido pelo grupo.


Mitología / Mythology from Mitologia on Vimeo.





Momento da animação
 Quem disse que com um caderno e uma caneta não se faz uma boa animação? Pois é, Jamie Bell fez uma animação intitulada A Brief History of Pretty Much Everything, que retrata a história da humanidade em breves e hilários momentos. Ele está diponível no You Tube.

O trabalho de Bell foi feito em Flip Book, em estilo tradicional, mas com toques de grande maestria. Foram ao todo 2000 páginas de desenhos para ter a animação que segue. E isso com apenas 17 anos. Bom domingo e boas gargalhadas!




Vista frontal de Kasbah Ait ben Haddou
Quando se fala em barro, logo vem a mente uma associação a chuva (pelo menos na cabeça de um brasileiro nordestino como eu, que lembra das chuvas torrenciais de inverno de minha infância e como o barro se desmanchava durante a "tempestade"). Em minha cabeça, uma cidade de barro/areia só mesmo as que eu fazia na praia quando criança.

Dizer então que existe uma cidade feita de barro e de pé por centenas de anos, face à chuva e as intempéries, parecia "conto" para alegrar amigos em uma roda de papo. Mas me surpreendi que essa cidade existe.

Ela se chama Kasbah Ait ben Haddou e fica localizado a 30 km ao norte de Ouarzazat, no Marrocos. Um Kasbah é uma vila fortificada, com celeiros, um estábulo e, óbvio, um muro que abrange todo o perímetro (Alguns vão dizer que se trata de Ksar e que uma Kasbah é menor, mas não vou entrar nessa discussão, já que guias de turismo e diversos sítios a chamam de Kasbah).

O Kasbah Ait ben Haddou é bastante famosa no cinema, já tendo sido pano de fundo de inúmeras produções, tais como Lawrence da Arábia (1962), O Homem Que Queria Ser Rei (1975), Jesus de Nazaré (1977), A Jóia do Nilo (1985), A Última Tentação de Cristo (1988), A Múmia (1999), Gladiador (2000) e Alexandre (2004).

Materiais regionais: barro, palha e pedras
Essa cidade, também chamada pelas pessoas da região de "Porta/Portão do Saara", servia de ponto de partida/chegada das caravanas sedentas por descanso e comércio. Os edifícios são construídos com tijolos de terra e palha secos ao sol. É difícil pensar que essa "precariedade" possa abrigar andares de casas e, que sem nenhuma coluna de concreto fique de pé. Mas os séculos tem mostrado que é possível isso acontecer. Segundo o guia local que nos acompanhou, por ano, eles gastam cerca de 2 meses para reconstruir o que a chuva desmancha, preservando assim a memória visual do local.

O Kasbah Ait ben Haddou (ou Ksar Ait ben Haddou) não abriga uma grande população, já que os moradores migraram para o outro lado do rio Ounila, vivendo hoje em uma cidade mais moderna, de concreto. Segundo o guia que nos acompanhou, ainda habitam 07 famílias (os guias ilustrados falam em 10 famílias e, outro guia local, que estava acompanhando alguns italianos, falou em apenas 3 famílias). O que afirmam, é que essas famílias vivem da mesma forma como seus antepassados a, pelo menos, 800 anos.

O certo é que uma visita a esse local é uma verdadeira viagem no tempo. Um tempo em que as pessoas viviam com muito pouco e, mesmo diante de toda a precariedade, construíam impérios e defendiam suas vidas com mais intensidade. Não que hoje o marroquino não o faça, mas a "sensação" parece ser maior quando se adentra pelas estreitas ruas do Kasbah ou quando um vendedor tenta de vender uma imitação de astrolábio, jurando que é autêntico. É uma sensação única.

Compartilho as fotos que tirei do local pelo Facebook, bastando clicar no link público a seguir:



Escola Verde de Bali
Quando se fala em educação, qualquer que seja (de crianças, de jovens, de adultos ou mesmo de idosos), sempre partimos da idéia de que "ainda há tempo". Tempo para recuperar o que não se teve na época certa (quando se fala em educação de adultos), tempo para rever ações e práticas, tempo para renovar e aprender.

Essa matéria tão complexa, o tempo, é evocada com a perspectiva de termos um futuro positivo. A educação pressupõe essa positividade (bem, a grande maioria!) e, a escola, como instituição, eclode como defensora dos valores sociais para uma sociedade melhor.

Mas qual escola? Quais práticas? Que competências e habilidades desenvolvemos nas escolas atuais? São essas competências e habilidades voltadas para a sociedade que sonhamos (verde, protetora dos ecossistemas)? Dificilmente. Alguns diriam que essa escola, totalmente verde, ou melhor, que foge dos padrões modernos (de sociedade e, até de arquitetura) não existe.

Espaços coletivizados e conectados
De fato, teria de concordar até assistir a palestra no TED de John Hardy, um designer de jóias que junto com a esposa resolveu pensar uma escola verde. Essa iniciativa, criada na Ilha de Bali, mostra um pouco do que todos os educadores sonham em perspectiva: uma escola includente, conectada com os problemas ambientais e sociais, renovável e crítica.

Assista a apresentação. Ela está legendada em português e mais outras nove línguas. O palestrante John Hardy é um sujeito simples. Não impressiona pela oratória, mas impressiona pelo exemplo de que ainda há tempo para se criar um escola diferente.



Capa do volume 1
A história da África e de seus povos era desconhecido da maioria das pessoas, praticamente de todos, que só tinham conhecimento de "pedaços" e "retalhos". Ações como a Lei 10.639/2003, que preconiza o ensino das relações étnico-raciais nas salas de aulas brasileiras, diminuíram esse abismo histórico. Mas a presença do hiato, continuava: não tínhamos conhecimento dessa história e, tampouco os livros permitiam que essa história eclodisse, com todas as suas formas e cores.

Pois é, não tínhamos! Em uma parceria, a UNESCO e a SECAD publicaram e disponibilizaram para download a coleção História Geral da África. Essa é composta de oito livros e está disponível em português. A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili.

Essa coleção permitirá que compreendamos o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações. Segundo a UNESCO, "a coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos".

Aproveite e faça o download de cada um dos oito volumes, bem como do guia de utilização da coleção para sala de aula.

•Volume I: Metodologia e Pré-História da África (PDF, 8.8 Mb)
•Volume II: África Antiga (PDF, 11.5 Mb)
•Volume III: África do século VII ao XI (PDF, 9.6 Mb)
•Volume IV: África do século XII ao XVI (PDF, 9.3 Mb)
•Volume V: África do século XVI ao XVIII (PDF, 18.2 Mb)
•Volume VI: África do século XIX à década de 1880 (PDF, 10.3 Mb)
•Volume VII: África sob dominação colonial, 1880-1935 (9.6 Mb)
•Volume VIII: África desde 1935 (9.9 Mb)

Guia da Coleção Histórica Geral da África: edição em português


Cena do descongelamento em Tolerantia
Nesses tempos de falta de tolerância, uma animação produzida na Bósnia retrata como a intolerância tem resultados catastróficos. A animação foi produzida por Ivan Ramadan e é intitulada “Tolerantia”, sendo premiada como "Melhor Curta Europeu" pela European Film Academy em 2008. Ela está disponível no Vimeo.

A história é bem simples: um homem pré-histórico é descongelado na idade do gelo e começa a construir a sua nova sociedade, dando destaque ao sol. Só que outro homem pré-histórico tem a mesma idéia, porém decidindo que adoraria, o que parece ser, a noite. Nem precisa falar o que vai acontecer. Bom domingo!


Tolerantia - a short animated film by Ivan Ramadan from Ivan Ramadan on Vimeo.


Cena da animação "A bela Adormecida"
Quando pensamos em 'vovozinha' a imagem é sempre de senhoras afetuosas e cuidadosas. Mas a animação de hoje apresenta uma outra face para às avós. Ela é intitulada "A Bela Adormecida da Granny O’Grimm", disponível no Vimeo e, foi dirigida por Nicky Phelan e produzida por Darragh O’Connell. A animação ganhou o Oscar em 2009.

A história é de uma vovozinha (com voz de Kathleen O'Rourke) que gosta de contar histórias à sua neta para ela adormecer. Até aí nada demais. Porém, a criança fica sempre aterrorizada porque as histórias da sua avó são sempre assustadoras. Veja, divirta-se e reflita sobre as histórias infantis.


Granny O'Grimm's Sleeping Beauty from Darragh O'Connell on Vimeo.


cartas antigas diversas
Essa é uma história bem intrigante. Ouvi a alguns meses a chamada na TV e não peguei a história, mas encontrei a notícia publicada no jornal inglês Western Gazette, que relata a entrega de um cartão postal enviado da África do Sul em 1957 e que chegou apenas em 2010 ao destino.

O postal foi entregue em Dorset, no sudoeste de Inglaterra e é endereçado a um tal de "J.C. Belsey". Esse encontra-se nas mãos dos funcionários do centro de educação ambiental Monkton Wyld Court, que não tem idéia de quem é, ou era, o destinatário. A suposição era que possa ter sido um aluno, funcionário ou professor do centro.

Segundo o jornal português I-online, quando indagado sobre o que aconteceu ao postal para que demorasse tanto tempo a chegar ao destino, um funcionário dos correios da Grã-Bretanha, disse que “era difícil especular sobre o que aconteceu”, mas que era “extremamente improvável que o postal tenha permanecido nas instalações tanto tempo”. 

Essa é, espero, uma das últimas "peripécias" da jeito de se comunicar via carta. Vamos aguardar para verificar se algum e-mail 'se perde' no tempo....
Leia a notícia


fotografia de kirk citron
Fonte: TED
Essa é uma constatação bem real: que faremos com tantas notícias? Kirk Citron, publicitário e coordenador do projeto The Long News, que pretende preservar as notícias que terão impacto nos próximos séculos, apresentou alguns argumentos sobre a noticiabilidade.

Citron, relembra no vídeo a seguir, que temos de ser seletivos no meio deste verdadeiro caos comunicacional. Para exemplificar, ele traz os números da Reuters, que publica por ano, cerca de 3,5 milhões de notícias. E essa é apenas uma fonte! "Mas quantas dessas histórias realmente terão importância a longo prazo?", problematiza ele em sua fala.  

De fato, a seletividade da informação é essencial, mas cabe uma cautela: quem definirá o que será importante daqui a 100, 200 ou 500 anos? Quem selecionará qual notícia virará história, sendo preservada e mantida? Temo pela manutenção da prática medieval de preservar apenas a história dos vitoriosos, dos grandes acontecimentos e, deixarmos para trás, as histórias das pessoas de carne e osso, dos pequenos grupos, dos esquecidos sociais.





Algum tempo atrás assisti a um debate sobre a questão da identidade latino-americana. A proposta da atividade era preparar o professor da escola pública brasileira para desenvolver o conceito do que é ser “latino-americano”.

E essa é uma questão por demais complicada. Apesar da convenção de que existe “uma América Latina”, com características próprias e culturas “próximas”, essa não passa de uma convenção, uma percepção. O que de fato temos são múltiplas e, às vezes, conflitantes culturas e políticas na América Latina. Tudo bem que é importante termos um fortalecimento das relações com outros países, mas forçar a criação de uma “cultura de bloco” é algo que não surge da noite para o dia. Daí o esforço de órgãos governamentais para que isso seja uma construção das gerações futuras, ensinado na escola. Um verdadeiro processo de aculturação (para lembrar das aulas de sociologia!). 

Mario Vargas Llosa, escritor peruano erradicado na Espanha, em entrevista a revista TAM nas Nuvens, edição nº 34 de outubro/2010, revelou sua visão sobre essa complexa questão. Quando indagado sobre a importância de reelaborar um país e uma cultura em outro país, Vargas Llosa afirmou algo que nos dá algumas pista para pensar
Para mim, isso sempre foi fundamental. Porque eu vivi mais tempo fora do Peru do que no Peru. Isso me deu uma visão mais objetiva. Conhecemos melhor nosso país quando viajamos ou saímos dele. Conseguimos, então, enxergar e julgar melhor as distorções que, muitas vezes, o patriotismo produz. Posso dizer que descobri a América Latina na Europa. Eu não me sentia latino-americano enquanto vivia no Peru. Aqui descobri que era um latino-americano, que participava de uma comunidade, que tinha uma série de denominadores comuns, tradições, problemas, uma missão cultural. Ao mesmo tempo, a experiência de viajar foi imprescindível. Viajar me salvou de uma certa visão estreita, nacionalista e provinciana.
Essa visão de Vargas Llosa reforça o que parece ainda ser distante do discurso brasileiro: noção de uma comunidade, com denominadores comuns, tradições, problemas e uma missão cultural. Uma rápida olhada na história brasileira, mostrará que nos alinhamos no século XIX com uma visão europeizante e, em meados do século XX, com uma visão norte-americana de mundo. Nossos livros de história reforçam esses valores e, a América Latina passa muito, muito longe de nossas cabeças. Quando lembramos, é para reforçar a instabilidade econômica e política, como o recente caso do Equador ou mesmo os devaneios de outros presidentes da região. 

Olhando para os processos formativos em jornalismo, esses valores são reforçados. Parece não existir uma “América Latina” que produz e faz comunicação, que ensina jornalismo e que vive a notícia. Nossos olhares são direcionados para a Europa e a América do Norte. Raros são os cursos que destacam o jornalismo na América Latina e, salvo raras e louváveis iniciativas, lemos algo de colegas da região. Essa é uma questão pedagógica importante para a revisão dos projetos pedagógicos de curso, que pouco ou nada apontam para uma possível aproximação com a temática. 

Outra questão é se queremos isso. Como brasileiros, entendemos a dificuldade que é inerente a um país continental, com múltiplas culturas. Entendemos que a unidade não quer dizer homogeneidade. Aceitamos certo conceito de “brasilidade”. Mas, será que estamos preparados para investir em um conceito de latino-americanidade?


Essa é a essência do filme Mr. Nobody (Sr. Ninguém, no Brasil), dirigido por Jaco van Dormael, diretor  premiado em Cannes e indicado ao BAFTA e ao Leão de Ouro em Veneza. O filme narra a história de Nemo Nobody, que com cerca de 120 anos de idade, é o último dos mortais do planeta.

Como era de se esperar, aos 120 anos, Nemo não consegue concatenar as idéias e, suas memórias são tratadas como um "reality show", já que todos estão curiosos de uma tempo de mortalidade que não mais existe entre as pessoas.

Longe de ser um filme somente de ficção científica, com efeitos especiais, não é no futuro que o filme concentra sua atenção. É no passado, aliás, nos múltiplos e possíveis passados que Nemo Nobody pode/poderia ter vivenciado. 

O filme tem um toque de humor, pois um jornalista do futuro, tenta saber "como era um mundo em que as pessoas adoeciam, morriam, amavam e faziam sexo". Mas é bom deixar claro aos mais desavisados: o filme mistura três ou quatro histórias possíveis, construindo uma linha temporal e, logo em seguida, desconstruindo. 

O charme do filme se concentra na idéia da "escolha/decisão"  de um lado e, do outro, o abandono do certo pela sorte e o acaso. Não é um filme convencional e precisa de atenção as constantes construções/desconstruções de cena. Mas vale cada minuto, deixando no ar um gosto de: "E se....".

O jogo Farmville, desenvolvido pela produtora Zynga e disponibilizado pelo Facebook, entrou no rol das 50 piores idéias dos últimos tempos da revista Time. O jogo conta atualmente com 70.220.564 de usuários. 

Trata-se de um jogo onde o usuário tem de evoluir como um fazendeiro administrando uma fazenda virtual. Entre as atividades desenvolvidas, estão o plantio, o cultivo e a colheita de diversas plantas, árvores e animais, além da construção de casas, celeiros e outros elementos típicos de uma fazenda.

Segundo a Time, o jogo, ou melhor, "a série de tarefas" que são desencadeadas pelo constante clic do mouse, é uma das piores invenções, devido a perda de tempo que o 'jogo' ocasiona. Na lista publicada, figuram ainda o Spam E-mail, o Smile Checks, o Microsoft Bob, o Clippy e o Nintendo Virtual Boy. A lista completa traz algumas surpresas. Veja o por quê.