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Depois de um longo período de mergulho e de total imersão em uma temática, na semana passada depositei a minha tese de doutorado no Programa de Pós-graduação da FACOM-UFBA. 

Foram meses de reclusão, abstração e pensamento em como organizar um conjunto tão grande de informações sobre o Processo de Bolonha. A pesquisa abordou o Processo de Bolonha, com foco em Portugal e as mudanças ocasionadas em quatro universidades portuguesas nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo - Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade Fernando Pessoa.

As mudanças ocorridas nas instituições pesquisadas são ilustrativas do que vem acontecendo nas universidades e politécnicos em Portugal, e nos diversos cursos de Comunicação Social/Jornalismo da União Europeia entre os países signatários de Bolonha. 

A defesa da tese está marcada para o próximo dia 17.12.2012, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Aos amigos que estiverem em Salvador nesse período e desejarem acompanhar a apresentação pública, o convite está feito. 


Os 'efeitos' do Processo de Bolonha, que hoje agregam 49 países em torno da meta de criar uma área de ensino superior europeu comum, parece chegar ao Tocantins. 

É que a Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS) assinou, no último dia 23.11, um protocolo de cooperação técnica com o Conservatoire National des Arts et Métiers (CNAM) da França. Representando o CNAM, a dra. Mônica David,coordenadora de assuntos brasileiros, discorreu sobre as perspectivas dessa cooperação no âmbito da graduação e pós-graduação.

O protocolo prevê a mobilidade de alunos, professores e técnicos vinculados as duas instituições. Segundo o vice-reitor, Fernando Spanhol, “[...] em 2012, trabalharemos para viabilizar os meios e os recursos necessários para a ida de nossos alunos e servidores para o exterior”, divulgou a nota publicada no portal.

Para que essa aproximação seja possível, os currículos atuais da UNITINS serão revistos com o fim de se aproximar dos requisitos indicados por Bolonha e reuniões posteriores. O vice-reitor anunciou a criação de uma comissão que iniciará os estudos visando a mobilidade e os processos de acreditação.

O jornal britânico The Guardian deu destaque em galeria de fotos para os jogos indígenas que ocorrem na Ilha de Porto Real na cidade Porto Nacional (TO). 

A galeria, do fotógrafo brasileiro Eraldo Peres, jornalista da agência americana Associated Press, apresenta imagens de diversos momentos da competição, entre elas, a que aparece ao lado e foi repercutida em veículos de comunicação pelo Brasil.

Os jogos indígenas reúnem até o próximo dia 12.11 cerca de 35 etnias diferentes. Na cerimônia de abertura dos jogos, perto de 1.400 indígenas e 8 mil pessoas prestigiaram o momento. Segundo o portal Terra, do
[...] Tocantins, são 230 atletas de seis etnias, segundo a Secretaria da Cultura. São elas: Apinajé, de Tocantinópolis; Krahô, de Itacajá; Xerente, de Tocantínia; Karajá, da Ilha do Bananal; Javaé, de Formoso do Araguaia; e outra Karajá, de Xambioá. Um aldeia foi montada na ilha, com 32 ocas para receber os atletas, dirigentes e imprensa. A área foi apelidada de "Aldeia Olímpica Indígena".
o evento tem a cobertura de cerca de 200 jornalistas do Brasil e de países como Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, que desde o último dia 5, tem feito a cobertura da XI Edição dos Jogos dos Povos Indígenas.

Veja a galeria completa no The Guardian.


O evento ocorrerá em São Paulo, na ECA/USP, entre os dia 31 de julho e 02 e agosto de 2011, reunindo pesquisadores, professores e estudantes em comunicação de vários países.

O congresso abordará como tema central "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana", que serão desenvolvidos em painéis temáticos.

Para a apresentação de trabalhos, as proposições de autoria de professores e estudantes de pós-graduação, deverão refletir nas Sessões Temáticas o tema e subtemas do Congresso. Os trabalhos inscritos deverão ser encaminhados para uma das Sessões Temáticas abaixo listadas:

•ST1 – Audiovisual (Rádio, Televisão, Cinema)
•ST2 - Cibercultura
•ST3 - Comunicação Organizacional e Relações Públicas
•ST4 - Comunicação Pública da Ciência
•ST5 - Economia Política da Comunicação
•ST6 - Folkcomunicação
•ST7 – História da Mídia
•ST8 - Jornalismo
•ST9 - Marketing Político e Propaganda
•ST10 - Semiótica da Comunicação
•ST11 – Epistemologia da Comunicação
•ST12 – Políticas de comunicação e cultura
•ST13 – Estudos culturais
•ST14 – Estudos de audiência
•ST15 – Educomunicação
•ST16 – Publicidade e Propaganda

Mais informações no sítio da CONFIBERCOM.

Brasão da UBI
Aviso aos leitores do Blog do Gipo que, devido ao meu deslocamento para estágio doutoral no Departamento de Comunicação da Universidade de Beira Interior - UBI (Covilhã, Portugal), durante os meses de novembro e dezembro/2010, as postagens poderão sofrer pequenos atrasos devido aos ajustes que tenho de fazer a nova realidade.

Nesse período, estou sob orientação do prof. Antonio Fidalgo, do LABCOM.

Informo também que partilharei as discussões e atividades relacionadas ao ensino de jornalismo, que é foco de minha estada na UBI e, alguns momentos e espaços de minha estada nas terras lusitanas, como as a seguir:




Fonte: Photo Search
O Processo de Bolonha determinou a reestruturação do sistema de ensino universitário na Comunidade Européia, sobretudo a partir de 1999. Porém, essa movimentação iniciou muito antes, "ainda no ano de 1959", como afirma Elisabete Monteiro de Aguiar, da Faculdade de Educação da Unicamp.

Todo esse processo e seus impactos para a educação universitária nos países da comunidade européia foram debatidos no evento "Conversando sobre Graduação: Processo de Bolonha", disponibilizado na íntegra, no sítio do portal Camera Web CCUEC, da Unicamp.

Participam do evento, além da profa. Elisabete, o pesquisador e professor da Universidade de Aveiro, Antonio Francisco Cachapuz. A seguir, você poderá assistir ao evento, caso deseje aprofundar-se nesse assunto.




Os jornais "de maneira nenhuma podem sobreviver atrás de barreiras de pagamento", afirmou Marcos Palacios, professor da UFBA e, no momento, professor visitante da Universidade de Beira Interior (Portugal), a seção TV&MEDIA do jornal português Diário de Notícias (DN). 

Sob a manchete "Consumo de jornais cai em todo o mundo", o DN desenvolveu o que foi expresso no relatório de 2009 da Associação Norte-americana de Jornais, quanto a crise mundial. Segundo o jornal, 
Nos últimos 60 anos, a quota dos jornais no mercado publicitário norte-americano caiu para um terço, representando agora apenas pouco mais de 12 por cento, bastante abaixo da televisão (26%) e do correio endereçado (22%). [...] Apesar da visibilidade que está a ter nos Estados Unidos, a tendência de queda de audiências e de receitas de publicidade da imprensa é mundial, sendo escassos os exemplos em sentido contrário.
Indagado sobre a situação no Brasil, Palacios citou o exemplo do Jornal do Brasil, que teve de migrar para o digital.  Palacios, conforme citado no DN, afirmou:
[...] Acredito que no caso do Jornal do Brasil era uma decisão de certa maneira inevitável, porque o que estavam a perder de dinheiro com a edição impressa não se podia suportar. Ou o jornal encerrava totalmente ou buscava um novo caminho. [...] essa passagem para as novas plataformas não pode ser feita mantendo o mesmo formato do jornal impresso, como parece que até agora vem acontecendo. [...] Essas plataformas exigem formatos próprios que o Jornal do Brasil vai ter de desenvolver e implantar se pretende sobreviver [...]
De fato, a migração do impresso para o digital não pode assumir a idéia de simples transposição. É preciso mais e, nesse sentido, o desenvolvimento de um produto diferenciado atrai neoleitores e os que antes eram fidelizados. Está aqui um desafio para os processos formativos: fazer a diferença e criar um "novo" olhar sobre o digital e os processos jornalísticos.

Cena de Os Simpsons sobre doutorandos
A pouco vi um post do Antonio Granado em que ele fazia menção a um pequeno vídeo de menos de um minuto extraído de episódios do desenho Os Simpsons. O desenho dispensa apresentações, por ser amplamente difundido e, fora do convencional.

Nas diversas cenas de alguns poucos segundos, o foco do humor são os estudantes de doutoramento. Algumas das cenas apontam para o baixo salário, a pouca qualidade de vida nesse período e até para a falta de alimentação adequada. Parece brincadeira e dá vontade de rir do desenho, se não fosse a realidade de alguns pós-graduandos.

A busca pela titulação, não mais apenas pelo saber em si, mas pela própria obrigação imposta pelo mercado de trabalho (que exige a titulação como parte do processo de melhoria salarial). Desde que o Brasil atrelou nos anos 1980, a titulação a progressão salarial/funcional nas universidades, ser "doutor" não é uma questão de maturidade acadêmica e uma busca por contribuir com a ciência, mas uma questão de sobrevivência profissional no meio acadêmico.

Li em vários momentos, nos últimos 5 anos, no Jornal da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), artigos de doutorandos e mestrandos que, assim como o desenho dos Simpsons, tinham falta de alimentação adequada e moradia (enquanto estudantes no estrangeiros), principalmente na Itália, França e Espanha.

É uma pena que não seja apenas uma piada sem graça. Trata-se de realidade, onde o pesquisador em busca de sua titulação, tem sua degradação física, moral e até intelectual constatada. É claro que muitos superam, mas há casos em que a opção para alguns é o fim da vida. Esse foi o caso de um estudante de doutoramento em Química (em uma universidade européia), orientado por um prêmio Nobel, que poucos dias antes da defesa "surtou" e se matou. O mesmo sofrimento mental ocorreu na época que eu fazia mestrado na  Universidade de Brasília (UnB), onde casos assim já foram constatados, alguns com fins trágicos.

Segue o vídeo, caso deseje partilhar essas "pérolas" da realidade acadêmica dos processos formativos:





Você tentaria contar uma história em menos de 1 minuto? Se for bem curta, é  fácil! Mas, e se ela tivesse 15 mil anos? Você tentaria expor esses 15 mil anos de história de um lugar em 47 segundos? Pois foi o que o teaser criado para a Universal Shanghai Expo 2010, dirigido por Yann Couderc e produzido pela Creative Cube fez.

A proposta do teaser de 47 segundos é desenvolver o tema: "Mônaco: Entre o mito e a realidade, uma nação, uma comunidade". Diversos momentos da história (passada, presente e futura) são apresentados para reforçar os argumentos. Vale a atenção para localizá-los em tão pouco tempo.

Veja o que acha da proposta:

Monaco Shanghaï 2010 - World Expo (teaser) from Cube Creative on Vimeo.

A Universidade de Westminster, em associação com a British Journalism Review, realiza nos próximos dias 8 e 9 de junho o seu evento anual na área de jornalismo. O tema para 2010 abrangerá os aspectos ligados aos anunciados novos modelos de jornalismo.

A proposta do evento é discutir as possibilidades dos 'novos' modelos e os aspectos ligados ao financiamento destas propostas. Essa não será uma tarefa fácil. Muitos tem evitado especular sobre o assunto, com receio de "atirar no escuro".

Participam do evento os professores Francois Nel, da University of Central Lancashire, Rasmus Kleis Nielsen e David Levy, do Reuters Institute, Steven Barnett, da University of Westminster, Jane Moore, do The Sun, Peter Oborne, do The Mail/ Channel 4, Roger Parry, do Johnston Press, William Perrin, ativista e blogger e Claire Enders, do Enders Analysis.

O evento promete ser um espaço interessante de discussões. Esperemos que os resultados sejam partilhados logo na rede. As inscrições ainda encontram-se abertas.

O Internacional Symposium on Online Journalism é um evento realizado pelo programa da Cátedra "Knight em Jornalismo", da UNESCO, mantida na Universidade do Texas, em Austin e coordenado pelo professor Rosental Calmon (foto). Em 2010, o evento ocorrerá nos dias 23 e 24 de abril, próximo.

Os trabalhos aprovados estão disponíveis para download. Alguns são bem interessantes, como o de Chris Anderson, intitulado "Principles of Journalistic Symmetry: Building News Networks Before and After the “Publication” of News", que discute o ecossitema jornalístico face as tecnologias da informação.Outros textos, apontam para experiências de jornalismo online e democracia, em países da Europa, África e Ásia.



Foi assim que, a World Association of Newspapers se referiu em notícia hoje, ao periódico português "I", publicado por Martim Avillez Figueiredo. O periódico on-line vem ganhando a atenção do público português, tendo aumentado sua audiência em 16% nos últimos três meses.

O periódico foi lançado a quatro meses e, por ter um formato e organização pouco convencionais, vem conquistando novos leitores. O jornal foi considerado pela matéria, como "um dos primeiros expoentes do jornalismo pós-internet". A estrutura jornalística do periódico abrange quatro seções, que fogem das tradicionais seções (política, esportes ou economia), inovando com o "padrão de leitura das pessoas":  primeiro uma seção de opiniões e comentários; uma seção chamada "Radar" que oferece pequenos resumos  de notícias atuais; uma seção chamada "Zoom", que concentra artigos centrais sobre temas importantes; e, uma seção chamada "Más", que reúne um pouco de tudo, bem como informação esportiva.

A matéria destaca que o periódico não pretende ser réplica do impresso, mas oferece conteúdos provenientes de diversas fontes, com uma seção onde os leitores tem acesso a vídeos postados (tipo You Tube). O editor chefe Martim Avillez Figueiredo reafirma que "os conteúdos impresso e on-line são completamente distintos, como o são os grupos de leitores que queremos chegar" e, vai mais além, quando diz que o objetivo do jornal "não é criar um novo jornal diário, mas sim uma nova marca de mídia".


A própria forma de recrutamento de jornalistas do periódico foi bem diferente: por meio de uma página na internet, 1.350 candidatos disputaram uma das vagas, sendo que 18 foram escolhidos para somar a equipe existente de 50 jornalistas experientes.


Vamos ver como os meses à frente transformaram essas propostas em realidade e, como os colegas lusitanos responderão a esse "novo" processo de divulgação da informação.



O Blog do GJOL deu uma dica importante para quem pesquisa comunicação: a disponibilização de 5 livros de livre acesso. Os livros fazem parte da biblioteca da ECREA, que é uma associação sem fins lucrativos e que visa promover a pesquisa em mídia e comunicação na Europa.

Estão disponíveis:
- Press Freedom and Pluralism in Europe. Concepts and Conditions (2009), edited by Andrea Czepek, Eva Nowak and Melanie Hellwig;
- Reclaiming the Media. Communication Rights and Democratic Media Roles (2007), edited by Nico Carpentier and Bart Cammaerts;
 - Towards a Sustainable Information Society. Deconstructing WSIS (2006), edited by Jan Servaes and Nico Carpentier;
- The European Information Society. A Reality Check (2003), edited by Jan Servaes.


O livro Press Freedom and Pluralism in Europe. Concepts and Conditions (2009), de Andrea Czepek, Eva Nowak e Melanie Hellwig  discute a liberdade de imprensa e o pluralismo na Europa, sendo composto por estudos de pesquisadores de doze países que examinam os sistemas de comunicação social e as condições de independência e pluralismo. Eles discutem a liberdade de imprensa e a diversidade e, inclui, estudos de caso de um amplo espectro de sistemas de mídia, incluindo a Bulgária, Países Bálticos, Polônia, Romênia, Finlândia, França, Alemanha, Áustria, Itália, Espanha e UK.


O livro  Finding the Right Place on the Map. Central and Eastern European Media Change in a Global Perspective (2008), de Karol Jakubowicz e Miklós Sükösd discutem as questões de mídia comercial, a exclusão social, e o capitalismo de consumo em uma perspectiva comparativa. Cada capítulo analisa um aspecto diferente das tendências e problemas em torno dos meios de comunicação numa perspectiva comparativa europeia e mundial. O resultado é uma colaboração criativa dos autores que abrange uma rica variedade de temas controversos, sobre assuntos que vão desde a abordagem da sociedade civil e os meios de radiodifusão de serviço público para as culturas de jornalismo à representação da pobreza e de gênero que reforça a exclusão social e legitima o capitalismo de consumo.


O livro Reclaiming the Media. Communication Rights and Democratic Media Roles (2007), de Nico Carpentier e Bart Cammaerts apresentam questões afetas a democracia. Entre elas, surge a discussão sobre a conjuntura midiática e se essas oferecem o suficiente para as nossas democracias. Discutem-se quatro eixos centrais no livro: 1. a cidadania e a esfera pública, dando especial atenção ao tema geral dos direitos de comunicação; 2. a noção central sobre os direitos de comunicação, ou seja, de participação; 3. o papel tradicional de representação em relação à democracia e à cidadania, examinando e criticando os esforços democráticos do jornalismo contemporâneo e, 4. a diversidade de meios e estratégias de comunicação de ativistas.


O livro Towards a Sustainable Information Society. Deconstructing WSIS (2006), de Jan Servaes e Nico Carpentier traz a discussão polêmica da sociedade da informação como criadora de imaginários sociais. Um desses, é a promessa de um mundo melhor, por vezes, ingenuamente, assumindo uma viés de que o tecnológico será a solução final ou em outros casos, esperando para a criação de instrumentos de política que vai superar a diversidade da sociedade. O objetivo central do livro é avaliar as potencialidades da Sociedade da Informação e da CMSI(multistakeholderism) no apoio e na construção de espaços mais democráticos, justos e sociedades desenvolvidas.


O último livro,  mas não menos importante, é The European Information Society. A Reality Check (2003), de Jan Servaes é uma coletânea que trata da globalização das relações sociais, culturais e econômicas que são facilitadas e, ao mesmo tempo, segundo os autores, condicionada pela evolução das tecnologias da informação e comunicações (TIC) e infra-estrutura. O conhecimento humano trouxe a humanidade de uma cultura eminentemente oral para uma cultura letrada, graças à invenção da imprensa. O desenvolvimento da mídia eletrônica no século passado, abriu o caminho para a era da informação, em que as restrições espaciais e temporais praticamente sumiram. As conseqüências dessa revolução na comunicação humana são de caráter multidimensional, afetando a vida econômica, política e social a nível nacional, internacional e local.

O relatório da Comissão Européia sobre a competitividade digital publicado em Bruxelas em 04.08, aponta que houve um crescimento na utilização da internet desde 2008. Esse percentual chegou a 56% dos europeus, que tornaram-se internautas regulares, o que segundo o release divulgado, "representa um aumento de um terço em relação a 2004".
Segundo o relatório, "uma nova geração de europeus grandes conhecedores da Web e que estão prontos a aplicar as suas inovações está prestes a entrar em palco. Estes «nativos do digital» representam um potencial importante para o crescimento da Europa". Esse reconhecimento é importante, porém novamente é motivado mais pelo uso do capital econômico e menos pelo uso do capital intelectual. É uma pena!
Outro dado interessante: os jovens entre os 16 e 24 são os mais ativos no uso da rede, perfazendo 73% dos informantes da pesquisa. Esses utilizam regularmente serviços para criarem e partilharem conteúdos em rede. Também foi apontado, segundo o release divulgado que 66% dos europeus com menos de 24 anos utilizam a Internet todos os dias, contra 43% da média da União Europeia.
Um assunto que é tocado levemente pelo relatório e que parece virar uma tendência na internet é a questão da cobrança pelo conteúdo. Segundo o relatório, "embora a «geração digital» pareça relutante em pagar pelo descarregamento ou pela consulta em linha de conteúdos como vídeos ou música (33% dizem que não estão dispostos a pagar seja o que for, o que representa o dobro da média da UE), na realidade, o número de jovens desta geração que já pagaram por este tipo de serviços é duas vezes superior ao da restante população (10% de jovens utilizadores contra a média da União Europeia de 5%)."
Essa é uma questão complexa e que dará muito "pano para manga": quem deve pagar pelo conteúdo na internet? Será que se deve pagar por ele? Estamos mudando o modelo de negócio do impresso para o virtual e trazendo as mazelas do capitalismo viciado, transformando a internet em um novo modelo de exclusão? Essas são algumas questões que devemos pensar!
Você pode ampliar sua compreensão do relatório, fazendo a leitura do material disponibilizado pela Comissão Européia: