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Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio

O fotógrafo Wilton de Sousa Júnior conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha pela imagem que retrata a presidente Dilma sendo "transpassada" por uma espada. 

Essa imagem ficou famosa no Brasil, sendo repercutida por muitos veículos de comunicação, entre eles o Estadão e a revista VEJA.

O prêmio internacional reforça a ideia de que imagens inusitadas, casuais, mas bem registradas, são a deixa para o reconhecimento e para a criação de momentos que entrarão para a hsitória. 

Depois dessa, muitos fotógrafos vão ficar de olho em situações corriqueiras, mas que podem ter um potencial para o registro.

Filmes que utilizam fotografia como pano de fundo surgem todos os dias. Mas que provoquem sentimentos e evoquem a reconstrução de memória com suavidade são bem poucos. É o caso do filme Paper Memories, escrito, dirigido e editado por Theo Putzu e que está disponível no Vimeo

O filme foi construído com cenas de fotografias utilizando a técnica Stop-Motion, usando cerca de 4000 fotografias. Até o momento, o filme já conquistou 33 prêmios em festivais pela Itália, Estados Unidos e Reino Unido.

O filme é suave, simples e evoca lembranças de momentos vividos pelo personagem principal, já idoso e solitário, ao lado de sua esposa. A história não é inédita, mas a experiência de assistir gera sentimentos novos em quem o vê pela primeira vez. As fotos, junto aos lugares, funcionam como um tipo de marcação, que evoca os sentimentos e as lembranças. Vale a pena assistir!


PAPER MEMORIES from Theo Putzu on Vimeo.


O jornal britânico The Guardian deu destaque em galeria de fotos para os jogos indígenas que ocorrem na Ilha de Porto Real na cidade Porto Nacional (TO). 

A galeria, do fotógrafo brasileiro Eraldo Peres, jornalista da agência americana Associated Press, apresenta imagens de diversos momentos da competição, entre elas, a que aparece ao lado e foi repercutida em veículos de comunicação pelo Brasil.

Os jogos indígenas reúnem até o próximo dia 12.11 cerca de 35 etnias diferentes. Na cerimônia de abertura dos jogos, perto de 1.400 indígenas e 8 mil pessoas prestigiaram o momento. Segundo o portal Terra, do
[...] Tocantins, são 230 atletas de seis etnias, segundo a Secretaria da Cultura. São elas: Apinajé, de Tocantinópolis; Krahô, de Itacajá; Xerente, de Tocantínia; Karajá, da Ilha do Bananal; Javaé, de Formoso do Araguaia; e outra Karajá, de Xambioá. Um aldeia foi montada na ilha, com 32 ocas para receber os atletas, dirigentes e imprensa. A área foi apelidada de "Aldeia Olímpica Indígena".
o evento tem a cobertura de cerca de 200 jornalistas do Brasil e de países como Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, que desde o último dia 5, tem feito a cobertura da XI Edição dos Jogos dos Povos Indígenas.

Veja a galeria completa no The Guardian.

A pouco vi pela postagem do colega português Nuno Costa um vídeo que me chamou a atenção. Trata-se do documentário Motalko, de Miklós Falvay, que usa uma série de imagens de arquivo sobre as primeiras bombas de gasolina na Hungria. Até aí pensei que seria mais um vídeo com recursos normais de apresentação 2D. Mas me enganei.

Miklós Falvay utilizou o blender, que é um programa de computador de código aberto, que tornou o passei histórico uma aventura 3D (caso queira ver outro exemplo, a animação Sintel é muito boa). Os resultados são sensacionais: o que antes era sem vida, ganha profundidade e novos contornos. Assista e veja o que acha. 


ARCHIVE PHOTO INSERTS FROM MOTALKO from Miklós Falvay on Vimeo.

Para quem gosta de ver (ou mesmo rever) um "tempo que passou" no trabalho jornalístico, seguem algumas fotos que retratam o dia-a-dia de correr atrás do furo, de fazer apuração e o impacto da divulgação da informação no público.

Nas fotografias vemos, direta ou indiretamente, o métier do trabalho de comunicar. Era um outro tempo e uma outra tecnologia.

As fotos fazem parte de uma acervo digital disponível sobre a II Guerra Mundial, disponível para consulta, produzidas pelo The Atlantic em uma retrospectiva composta de 20 partes (em média, cada uma terá 45 fotografias de época). Fotos fortes e reveladoras do sofrimento da guerra.

Correspondente Alvin Steinkopf  da Associated Press em 11.07.1939

Multidão lê jornais sobre os bombardeios em Varsóvia e a invasão do território polonês. 1º de setembro de 1939.
Fotógrafo registra simulação de ataque em Templo Budista no Japão. 30 de maio de 1936.
Franklin D. Roosevelt discursando da Casa Branca sobre neutralidada americana na Guerra. 3 de setembro de 1939.



Milhares de fotografias disponíveis

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 10:31 0 Comments

O sítio AlaPhoto.com disponibilizou um acervo de mais de 25 mil fotos, para uso não comercial, de famosos fotógrafos.

Entre esses está Henri Cartier-Bresson, considerado um dos mais importantes fotógrafos do século XX. A foto ao lado, produzida por Cartier-Bresson, mostra o impacto visual de sua arte.

Além de Cartier-Bresson, você poderá ver fotografias de Ansel Adams e Irving Penn para a revista Genialíssimo, de Andrea Klarin e Markus Klinko para a revista Vogue, de Balazs Pataki e Navid Baraty para a revista Eureka!, além de centenas de fotos produzidas para eventos que viraram história.

Bingham em Machu Picchu
Cem anos atrás as primeiras fotos de uma imponente cidade do Império Inca tornavam-se públicas. Até então, pelos custos e indisponibilidade da tecnologia, boa parte das "grandes descobertas" arqueológicas eram pintadas a mão ou mesmo retratadas em desenhos.

Nas lentes do historiador e fotógrafo Hiram Bingham (1875–1956), da Universidade de Yale, a cidade hoje conhecida como Machu Picchu, era descoberta e fotografada.

Algumas dessas fotos podem ser vista a seguir, estando disponíveis no sítio da National Geographic e em outros na internet:






Depois de três décadas de utilização, os ônibus espaciais deixarão de ser o veículo de transporte de astronautas.

Iniciado em 1975, o programa de naves parcialmente reutilizáveis, space shuttle, que substituíram as naves Apollo, também chegou ao fim.

A foto, que foi tirada pelo astronauta italiano Paolo Nespoli, traz a belíssima imagem do ônibus espacial Endeavour acoplado com a Estação Espacial Internacional. Essa fotografia tem tudo para ser uma foto rara nos séculos a frente.

No próximo mês de julho, com o lançamento da ônibus espacial Atlantis, o programa será encerrado definitivamente. Mais informações no sítio da NASA.

alta qualidade (full size)
1600 x 1200
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Em seu sítio, o repórter fotográfico Chico Terra aponta para a precarização e o não respeito aos direitos autorais do trabalho jornalístico por parte das empresas jornalísticas no Amapá.

Segundo Terra, "os jornais locais se apropriam dos textos e fotos dos assessores do Estado [do Amapá], sem sequer citar seus nomes em matérias e fotos". Essa é uma prática comum em, praticamente, todos os espaços que produzem informação. É claro que, com a internet, muita coisa ficou mais evidente, pela facilidade do acesso.

Com a difusão dessa prática, o trabalho jornalístico e fotográfico fica precarizado. "Dá a entender ao leitor que compra o jornal, que há uma equipe escrevendo e fotografando, quando na verdade os veículos se valem do trabalho dos assessores do Estado, deixando suas redações vazias de profissionais que a todo ano são lançados no mercado de trabalho", alerta Chico Terra.

E o que parece ser pior: o espaço e criação do repórter fotográfico e mesmo do jornalista fica "tolhido" a uma única visão. A imagem, que poderia ser captada por diversos ângulos, torna-se a "imagem oficial", única.

É o que conclui Terra:
[...] os jornais deixam de contratar profissionais para realizar o trabalho que chega gratuito e redondo nas redações. E o contraponto? Onde fica? O outro lado, a visão do veículo? Esta última simplesmente não existe, exceto nas colunas de opinião, quando este passa a publicar apenas o que é conveniente aos ouvidos do governante de plantão, para não ferir a relação comercial em detrimento da própria verdade, ou o que se aproxima dela.

Está aqui um problema que merece a atenção de todos os profissionais envolvidos na produção de notícias. Vale a atenção dos órgãos representativos.

"Criança é sempre criança", não importa de que parte do mundo ela venha. Essa é uma máxima que parece ser bem verdade. No momento fotográfico capturado por Lee Jin-man para a Associated Press, essa máxima ganha mais contorno.

Na foto repercutida como destaque do dia em diversos veículos do Brasil (Folha, Bol, dentre outros), três crianças coreanas usam óculos 3D para brincar com celulares durante uma visita a museu da SK Telecom, empresa de telecomunicações da Coreia do Sul, em Seul.

Parabéns a Lee Jin-man e a Associated Press pelo registro. Segue foto:


No último dia 03 de maio (dia mundial da liberdade de imprensa), John Slattery, jornalista que atua em Londres (Inglaterra), registrou em seu sítio um comentário sobre a curiosa campanha de contestação  "I’m a Photographer, Not a Terrorist!" ("Eu sou um fotógrafo, não um terrorista"), realizada em frente ao City Hall, de Londres, com entrega de uma carta ao prefeito Boris Johnson.

O flashmob teve como objetivo protestar contra as leis que tem impedido indivíduos de tirar fotografias em espaços públicos. Essas leis antiterrorismo têm sido aplicadas em diversos países da Europa e nos Estados Unidos.

A contestação, segundo o grupo manifestante, é que os fotógrafos profissionais estão sofrendo cada vez mais o assédio dos seguranças, o que tem atrapalhado (e até impedido, em muitos casos) o trabalho realizado. Faz sentido: a sensação de constante medo, têm prejudicado e gerado instabilidade no desenvolvimento das ações de segurança em locais públicos e privados abertos a visitação (a exemplo do que aconteceu ao brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi morto com oito tiros pela polícia londrina, que o teria confundido com um homem-bomba).

A campanha tenta alertar a todos os que trabalham e apreciam fotografia de que o que pode correr risco é a história visual que é construída pelos clics, já que todo sujeito com uma máquina de fotografar pode ser visto como uma potencial ameaça.

Valeu a manifestação! Uma seleção de fotos do flashmob pode ser vista a seguir:




Vez por outra encontro em livros que falam da história da mídia referências a uma "época de ouro" do jornalismo. Alguns dizem que os anos 1930 e 1940 foram as décadas do crescimento jornalístico e nada se compara a essa época. São épocas de grande saudosismo para esses.

De fato, foi a época das grandes "indústrias jornalísticas" que surgem como impérios pessoais, não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. Eram épocas em que as prensas não podiam parar e as máquinas imperavam nos espaços de escrita. Mas não foi uma "época de ouro" para todos. Realmente, foi dourada apenas para quem ganhou muito, seja o glamour, o reconhecimento/premiação, seja o dinheiro que isso proporcionava.

A ponta dessa cadeia produtiva, a força de trabalho que era o "rosto desconhecido da notícia", o distribuidor de rua, sempre foi o elo mais fraco. Algumas imagens dessa época dourada foram preservadas pelos clics de Lewis W. Hine, que retratou o trabalho infantil e a expropriação do indivíduo nos Estados Unidos.

A seguir, algumas dessas imagens mostram esse período "áureo" das indústrias jornalísticas. As notas de cada fotografia foram produzidas por MarGGa Duval e disponibilizadas na coletânea feita por ela sobre Hine com foco no trabalho infantil:
Michael McNelis (8). Havia acabado de se recuperar de um segundo ataque de pneumonia. Quando foi fotografado havia saído de uma chuva forte (Filadélfia, Pensilvânia)

Tony Casale (11). Vendeu jornal por quatro anos. Vendia jornal até as 22 horas. Tinha marcas em seus braços: mordidas de seu pai por ter vendido pouco. Segundo ele: "bêbados dizem palavras feias para nós"

Num sábado à tarde (St. Louis/Missouri)

Dormindo na escada




Encontrei a dica a pouco no sítio Tecnoblog. Trata-se do sítio Stolen Camera Finder, que auxilia na localização de câmeras perdidas ou roubadas. Não se trata de um sítio "policial", nem de detetive particular, no estilo Sherlock Holmes.

O sítio utiliza para isso os dados EXIF que ficam guardados dentro das fotos. Normalmente, as fotos tiradas com uma câmera digital e armazenadas no formato JPEG, contém um campo chamado EXIF.

Segundo o sítio Tecnoblog,
É nesse campo que são armazenadas diversas informações sobre como a foto foi tirada, como o horário, o tempo de exposição, o balanço de branco e até se o flash estava ligado ou desligado. Algumas câmeras gravam também no campo EXIF a marca e modelo da câmera, bem como o seu número serial.

Como funciona a proposta do Stolen Camera Finder? Basicamente, quando alguém tirar uma foto e a postar em algum sítio na internet (Flickr, por exemplo), o sítio faz uma busca pelo número serial na base de dados pré-existente (já tem mais de 1 milhão de seriais cadastrados). Se o serial da foto for idêntico com algum na base de dados, ele indica onde está essa foto, ajudando a pessoa a localizar onde sua câmera foi parar.

Outra coisa interessante, apontada pelo sítio Tecnoblog, é a possibilidade de criação de registros de perda ou roubo. "Se a sua câmera foi perdida ou roubada, basta enviar para o site uma imagem tirada com ela e criar um registro com a data, seu e-mail e alguma nota importante sobre o que aconteceu com ela. Se uma imagem com o serial da câmera for encontrada, ele avisará por e-mail. Ou se alguém enviar uma foto com o serial da câmera perdida, o site exibe o registro", reforça o sítio.

Mais informações sobre o sítio podem ser acessadas no Google Code e também pelo FAQ.


Imagem aérea da UnB entre 1963/1964. Fonte: CEDOC
Não poderia deixar passar em branco, já que estamos no mês de abril, o dia 09 de abril de 1964.

Trata-se do dia em que invadiram a Universidade de Brasília (UnB), considerada pelos militares um dos últimos espaços de "revolta" contra o novo regime.

Já postei algumas indicações e memórias em dois outros momentos (Em um 31 de março de 1964 e Em um 1º de abril de 1964).

Quando pesquisava em 2000 para a elaboração de um texto que faz parte da coletânea intitulada "Anísio Teixeira e o Ensino Superior", deparei-me com diversas imagens desse dia.

Tudo ocorreu no fatídico 9 de abril. Nesse dia, o Comando Supremo da Revolução baixou o Ato Institucional nº 1, que concentrava poderes no governo (exclusivo poder de decretar estado de sítio e de apresentar emendas), impunha punições a civis (suspensão de poderes políticos por dez anos e cassação de mandatos de parlamentares, bem como suspensão por seis meses das garantias constitucionais de estabilidade dos servidores públicos) e militares que considere subversivos.

De posse deste ‘ato jurídico legal’ invadiram, com suas forças militares, as instalações da Universidade de Brasília no mesmo dia. Nenhuma pessoa pôde entrar ou sair das dependências da Universidade, sendo professores presos.

Nas recordações do professor Darcy Ribeiro ficou claro o sofrimento por que passaram esses professores e funcionários:
Quando, amanhã, o Brasil – e dentro dele a Universidade de Brasília – conquistar a alforria para retomar o comando de seus próprios destinos, precisaremos recordar estes dias trágicos da travessia do túnel da iniqüidade. Entre eles, principalmente, o da invasão de 1964, em que, depois de assaltada por tropas motorizadas, a UnB teve diversos professores presos levados a um pátio militar para serem ali desnudados e assim humilhados por toda uma tarde. Este quadro de um magote de professores gordos e magros, velhuscos, uns secos de carnes, outros barrigudos, esquálidos, dois deles enfermos, todos nus num pátio policial não deve ser esquecido jamais: é o dia da vergonha.
Em 13 de abril de 1964 Anísio Teixeira, bem como todos os membros do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília, foram exonerados e foi nomeado para o cargo o reitor pró-tempore, Zeferino Vaz .

Veja algumas das fotos da época, que encontrei e que fazem parte do texto publicado, retratando o dia em que os professores e alunos foram presos e transportados em ônibus da viação Araguarina. Elas estão no acervo do CEDOC/UnB:





Confiança
Uma imagem publicada no Jornal do Tocantins de hoje, 1º de abril, me chamou a atenção. Apesar da notícia não ser animadora, já que aponta para a morte de 40 civis, a imagem é bem promissora.

Trata-se de uma jovem líbia, que ostenta em seu braço bandeiras dos países que participam da operação Protetor Unificado que tem o objetivo declarado de evitar que as tropas do governante líbio, Muamar Kadafi, matem civis por uso de aviões militares.

A foto, proveniente da Agência Estado, reflete o sentimento dos líbios que esperam a vitória e a transformação social. Nesse 1º de abril, a imagem é bem inspiradora.

Fonte: Jornal do Tocantins e Agência Estado, 1º de abril de 2011


Imagem: quantas ideias
Quem trabalha com informação, sabe o peso de uma boa imagem no processo de construção da notícia. Uma "boa" imagem amplia o potencial da noticiabilidade, permitindo uma retenção maior, por meio visual, do que se quer transmitir. Daí a necessidade de se gastar tempo de qualidade em se escolher a imagem que fará parte da notícia publicada.

Como a imagem ao lado. Ela foi criada/fotografada por Anna Neizvestnova, da República Russa e é intitulada "Siamese twins". Fez parte do Festival Internacional da Imagem - Festimage 2010, que é realizado pela Câmara Municipal de Chaves, cidade situada no norte de Portugal.

Não me canso de visitar o sítio, que é um verdadeiro passeio pelas artes fotográfica e digital. Veja algumas imagens que selecionei:


Foto: Darina / País: Ucrânia / Título: The Clown




Foto: Debashis / País: Índia / Título: Tribal Mother & Child



Foto: Sudipto Das / País: Índia / Título: Journey




Capa da Time: foto premiada
A fotografia choca pelo requinte de crueldade expressa. Trata-se da fotografia da afegã Bibi Aisha, 18 anos, mulher da província afegã de Oruzgan, que foi mutilada pelo marido que cortou-lhe o nariz e as orelhas por ela ter voltado para a família, depois de o acusar de maus tratos.

A fotografia foi tirada pela repórter sul-africana Jodi Beiber e publicada na capa da conceituada revista Time de 1º de Agosto de 2010. A fotografia venceu o 54º concurso internacional World Press Photo 2010.

Segundo o sítio da World Press Photo, a "jovem foi resgatada por militares e por uma organização de apoio a mulheres vítimas de violência ficando em Cabul e, posteriormente enviada para os Estados Unidos, onde foi operada, recuperando o seu nariz".

Um portifólio com fotografias de mulheres intitulado "Women of Afghanistan Under Taliban Threat" está disponível no sítio da revista Time, permitindo-se conhecer um pouco mais dessa realidade.



 A lua em seu esplendor
Essa é uma pergunta que constantemente me faço, já que tenho tão pouco tempo de olhar para o céu. De dia é quase impossível fazer o exercício que Aristófanes fez seu personagem Sócrates, na obra As Nuvens, desenvolver: olhar para o céu simplesmente e imaginar. A noite, nem se fala, poucos são os momentos que superamos a luz dos grandes centros e vemos a beleza dos céus estrelados.

Mas, a pouco, recebi uma belíssima indicação via Twitter do colega José Man. Fernandes (@JMF1957). Trata-se da gravação do eclipse lunar, disponibilizado por William Castleman. O vídeo está disponível no Vimeo.  A cena gravada ao longo do evento é deslumbrante. Aproveitei e vi outras produções que Castleman disponibiliza. Veja. Pelo menos a êxtase, produzida pela imagens e a música, colaboram para a "experiência".

Eclipse lunar de 21.12, vista na Flórida(Estados Unidos)

Winter Solstice Lunar Eclipse from William Castleman on Vimeo.

Céu noturno em Linville, Queensland (Austrália)



Foto tirada no Times Square em 1945
O ato de conhecer/saber quem foi alguém era um evento que levava tempo, em alguns casos, meses ou até anos. Como o caso da famosa foto da enfermeira, vestida de branco, beijando um marinheiro, que ficou conhecida mundialmente.

A fotografia foi tirada na Times Square de Nova Iorque, em 1945. As identidades (dela e dele) demoraram muito para ser de conhecimento geral. Com as tecnologias, as distâncias se encurtaram e também o anonimato, que antes revestia as pessoas.

A figura pública, não é mais apenas do famoso. Qualquer um o pode ser e, depois da criação das marcações digitais (photo tagging), aí é que ninguém estará oculto.

A marcação digital ou photo tagging constitui-se no processo de reconhecer as fisionomias e atribuir-lhes identidade. No Facebook e no Flickr isso já é uma realidade, permitindo que o(a) autor(a) da foto, informe quem são os membros daquela foto, além de seus contatos.

Em que isso contribui? Em muito: do ponto de vista profissional, a marcação digital permite localizar facilmente os envolvidos em algum evento específico, diminuindo o tempo gasto nos processos; do ponto de vista historiográfico, se cria um "história das fotografias" ou mesmo facilita a "história das pessoas" que circundam determinado sujeito, em certo período histórico, contribuindo para a percepção do pesquisador que estuda a situação.

Por exemplo, se daqui a algumas décadas, um historiador e/ou outro curioso quiser estudar uma cena cotidiana, como uma partida de futebol ou um show musical, esse poderá consultar as marcações e localizar pessoas que estiveram presentes naquele momento específico. Parece longe da realidade? Mas não é!

Maior marcação digital de foto
Veja, por exemplo, a foto do Glastonbury Festival, que quebrou o recorde como a maior tag de imagem online, com 9.249 espectadores (até o momento) que se identificam na foto. Pense no potencial de histórias e memórias. E isso só está começando.