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Um projeto simplesmente fantástico está disponível na rede. Trata-se do "Chronicling America: Journalism's Voyage West", produzido pela Stanford University. Nesse projeto é possível, por meio de uma infografia interativa ter acesso, ano a ano, ao impacto de mais 140.000 jornais nos Estados Unidos ao longo da história.

O projeto abrange jornais que iniciaram em 1690 até 2011. É possível perceber pela infografia como os jornais foram, ao longo desses 321 anos de existência, cobrindo todo o território norte-americano com informações e notícias. Vale a pena tirar um tempo para conhecer os detalhes da infografia. No Vimeo é possível encontrar outros vídeos que informam o impacto de tiragens diárias, semanais e mensais e, em línguas diferentes do inglês. No vídeo a seguir, é possível ver esse processo de forma acelerada:


The Growth of US Newspapers, 1690-2011 from Geoff McGhee on Vimeo.

Foto: Magel Studio
Lembro-me de quando criança ter um caderno de caligrafia e uma disciplina que obrigava a realização de infindáveis cópias de formatos de letras e números. Perguntava-me se um dia precisaria disso no futuro. Bem, o futuro chegou e, hoje me indago: preciso saber caligrafia? Ou melhor: preciso treinar caligrafia ainda em face das tecnologias digitais que facilitam o processo de escrita e apresentação de produtos da escrita?

Minha resposta, a priori, é sim. Mesmo com o uso da tecnologia e das facilidades que essa proporciona, hoje, depois de mais de 30 anos do meu primeiro caderno de caligrafia, entendo que, o não exercício da escrita motora, pode fazer o indivíduo "atrofiar" sua habilidade motora nesse campo específico. Ainda hoje, mesmo com todas as facilidades dos editores de texto e dos corretores gramaticais, me sinto mais seguro sobre a escrita de uma determinada palavra, quando a escrevo. Sinto como se processos de memória relacionados a cognição fossem ativados pelo exercício motor.

Conversando com colegas professoras da rede pública de Palmas, algumas delas apontavam com muita preocupação a inserção de laptops e tablets nas redes municipal e estadual, já que os alunos das séries iniciais, não conseguiam desenvolver a escrita com tanta facilidade. É claro que não tenho pesquisas locais sobre o assunto, mas é uma excelente temática para os que estudam linguagem.

De qualquer forma, se você, assim como eu, quiser lembrar as aulas de caligrafia, existe um curso de caligrafia, ministrado pela profa. Kimberly Walker, do MIT, disponível na plataforma Udemy. Faça o cadastro e acesse as 50 vídeo-aulas e o material de leitura. As aulas tem cerca de 2-3 minutos de duração, com técnicas de escrita. Caso tenha dificuldade no registro da plataforma Udemy, no You Tube também encontra-se disponível as aulas. Veja uma amostra a seguir:



Um dia no imenso mundo azul

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:34 0 Comments

E se o mundo só tivesse um único dia? Pois é, o que você faria dele? Que coisas você privilegiaria nesse único e especial dia e que deixaria registrado? Milhares de pessoas indicaram o que fariam nesse único dia de 24 horas.

O resultado foi um filme/documentário intitulado "Life In A Day" (A vida em um dia), produzido por nada menos do que o premiado Ridley Scott e pelo canal You Tube, com direção de outro diretor premiado, Kevin Macdonald.

A proposta do filme foi a produção de pequenos vídeos retratando momentos de um dia (em quaisquer espaços e momentos) que deveriam ser enviados para o You Tube. O dia 24 de julho de 2010 foi escolhido para esse envio. 

O que se vê no filme-documentário, de cerca de 1 h e 35 min, disponível no You Tube e que você vê a seguir (se ainda não o viu no cinema), são momentos, todos misturados, juntos, aglutinados, num dissolver da sociedade complexa. É um verdadeiro passei por culturas e costumes que nunca poderiam ser vivenciados dessa forma por qualquer pessoa no planeta, já que temos limitações de tempo e espaço. Mas no mundo do cinema, essa barreira é quebrada. Assista e vivencie. Ele está legendado em português.


O jornal britânico The Guardian deu destaque em galeria de fotos para os jogos indígenas que ocorrem na Ilha de Porto Real na cidade Porto Nacional (TO). 

A galeria, do fotógrafo brasileiro Eraldo Peres, jornalista da agência americana Associated Press, apresenta imagens de diversos momentos da competição, entre elas, a que aparece ao lado e foi repercutida em veículos de comunicação pelo Brasil.

Os jogos indígenas reúnem até o próximo dia 12.11 cerca de 35 etnias diferentes. Na cerimônia de abertura dos jogos, perto de 1.400 indígenas e 8 mil pessoas prestigiaram o momento. Segundo o portal Terra, do
[...] Tocantins, são 230 atletas de seis etnias, segundo a Secretaria da Cultura. São elas: Apinajé, de Tocantinópolis; Krahô, de Itacajá; Xerente, de Tocantínia; Karajá, da Ilha do Bananal; Javaé, de Formoso do Araguaia; e outra Karajá, de Xambioá. Um aldeia foi montada na ilha, com 32 ocas para receber os atletas, dirigentes e imprensa. A área foi apelidada de "Aldeia Olímpica Indígena".
o evento tem a cobertura de cerca de 200 jornalistas do Brasil e de países como Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, que desde o último dia 5, tem feito a cobertura da XI Edição dos Jogos dos Povos Indígenas.

Veja a galeria completa no The Guardian.

A SOCINE, Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual acaba de divulgar o lançamento da REBECA, uma revista on-line, semestral, aberta a todos os sócios.

A revista REBECA abre mais um espaço para reflexões e troca de idéias, visando à publicação de trabalhos não apenas acadêmicos, mas também de cunho cultural abrangente, criativo.e que possibilite dar visibilidade a questões relevantes da área em contextos sócio-culturais dinâmicos. Sua chamada para o primeiro número tem prazo final para 1 de fevereiro de 2012.

Segundo os editores, a revista inclui as seguintes seções:

Dossiê - Em nossa primeira chamada de artigos para a seção Dossiê, buscamos abordar questões relevantes sobre a primeira década do século XXI. A seção “Um olhar sobre a década” receberá trabalhos sobre a condição do cinema e do audiovisual nesse período, dedicados ao cinema brasileiro e também a outras cinematografias, abordando as novas formas de expressão , novas narrativas, questões dos gêneros e de gênero, formatos, tecnologia, novas mídias, economia e mercado, políticas culturais, autores, incluindo panoramas dos estudos. Ou seja, buscamos uma sessão temática com amplitude para receber contribuições de diferentes tipos, em função das áreas de interesse dos nossos pesquisadores.
Artigos de Temáticas Livres – seção que reúne artigos de temática livre que não se incluam na temática do Dossiê;

Entrevistas – outro espaço especial de cada edição, trazendo entrevistas com autores, pesquisadores, realizadores, roteiristas, artistas e personalidades da área de fotografia, som e montagem;

Resenhas e Traduções - seção reservada à publicação de resenhas de livros e outras publicações da área, filmes ou filmografias, ampliando para obras audiovisuais de outros formatos como televisão, sites e/ou novas mídias e/ou eventos, além da tradução de artigo significativo já publicado, mas inédito no Brasil;

Fora de Quadro - seção livre voltada para a publicação de trabalhos com forma de expressão e formato livres.
As seções Dossiê, Temática Livre, Resenhas e Fora de Quadro aceitam submissão de trabalhos. Já, nas seções Entrevistas e Resenhas e Resenhas e Traduções, tanto as entrevistas como as traduções serão realizadas a critério dos editores de REBECA. Neste sentido, convidamos a todos que participem de nossa revista, enviando artigos, opiniões e reflexões e agradecemos suas participações como associados da SOCINE.

Para maiores informações, acesse o link http://socine.org.br/rebeca/

Está disponível para download o livro Pragmática: Comunicação Publicitária e Marketing, organizado por Annamaria Jatobá Palacios (UFBA) e Paulo Serra (UBI). O livro é o resultado das IV Jornadas LabCom sobre Pragmática, Comunicação Publicitária e Marketing, evento anualmente promovido pelo Laboratório de Comunicação e Conteúdos Online (LabCom). 

Estive presente ao evento em Covilhã (Portugal) e vale a pena ler os textos das apresentações. Na ocasião postei três pequenas indicações do que vi por lá (Pragmática, comunicação publicitária e marketing, Ironia e publicidade é destacada por Paulo Serra e Publicidade e jornalismo para a terceira idade).

Segundo os organizadores do livro,
A organização das IV Jornadas foi motivada pela necessidade de se dar atenção, no âmbito acadêmico, a gêneros textuais identificados como persuasivos e a aspectos relacionados com os processos produtivos destas tipologias. Partiu-se da premissa de que existe uma reconhecida lacuna na produção acadêmico-científica, principalmente em língua portuguesa, comprometida com estes enfoques.
Esse livro será mais uma importante leitura no âmbito das formações na área publicitária e também referência para aqueles que pesquisam a temática. 

Já faz alguns meses que esse vídeo saiu, mas só agora conheci. Trata-se do vídeo The Stars on Facebook, onde de forma descontraída, são apresentados diversos estereótipos de usuários do Facebook. O engraçado no vídeo é que os estereótipos acabam por mostrar um pouco do percurso que diversos usuários fazem dentro dessa rede social.

Para alguns, o Facebook é apenas espaço trocas de letras, frases feitas, fotos ou mesmo apenas para aqueles que querer clicar e curtir o que os outros escreveram. Ainda há aqueles vidrados em geolocalização e em recordar memórias passadas. Seja qual for o perfil, o legal é perceber que tenho amigos que se encaixam em todos eles. Boas risadas!


Altoids Celebrates the Stars on Facebook from Evolution Bureau on Vimeo.

Newsgathering não é uma palavra nova, mas com o advento da internet e de uma certa facilidade na "recolha de informações", tornou-se uma prática bastante difundida.

Trata-se de um tipo de disponibilização de notícia, que tem por mote ofertar ao jornalismo e seus profissionais informação. Esse tipo de atividade noticiosa, longe do tradicional jornalismo que pressupõe a apuração, tem como cerne os releases produzidos por empresas e organizações. Em muitos casos, a apuração é descartada no processo e se "aceita" o que é produzido e divulgado pela entidade.

Trata-se de um mercado novo, ainda distante? Se você pensa assim é melhor rever suas premissas. Agregadores de notícias já são um realidade em diversos países. Um deles chamado "noodls" é um agregador global de informações em tempo real que disponibiliza a "voz das organizações corporativas". É claro que é a voz oficial. Não a que foi verificada, apurada, contestada, mas a que expressa a compreensão da organização de "certas verdades".

Segundo o sítio, mais de 100 mil releases são produzidos ao dia, sendo que destes, o noodls agrega 13.051 de 32.783 organizações líderes em 163 países e 90 mercados.

Os números impressionam. Mas a pergunta não quer calar: será esse um novo jornalismo? Bem, para muitas editorias que se alimentam desses agregadores têm sido. E você, leitor, sabe de onde vem a notícia que consome? Será que ela é fruto de apuração e crítica, ou trata-se de uma versão oficial, fruto de um olhar, o da entidade?

O sítio AlaPhoto.com disponibilizou um acervo de mais de 25 mil fotos, para uso não comercial, de famosos fotógrafos.

Entre esses está Henri Cartier-Bresson, considerado um dos mais importantes fotógrafos do século XX. A foto ao lado, produzida por Cartier-Bresson, mostra o impacto visual de sua arte.

Além de Cartier-Bresson, você poderá ver fotografias de Ansel Adams e Irving Penn para a revista Genialíssimo, de Andrea Klarin e Markus Klinko para a revista Vogue, de Balazs Pataki e Navid Baraty para a revista Eureka!, além de centenas de fotos produzidas para eventos que viraram história.

Jornalistas sob perigo. Foto: Al Jazeera
Para quem quiser se aprofundar mais na temática da ação jornalística em situações de conflito, o documentário “Shooting the Messenger” que foi produzido pela televisão Al Jazeera, dá destaque a morte ou intimidação deliberada de jornalistas em zonas conflito.

O documentário frisa a mudança: os jornalistas que já foram considerados "intocáveis" em tempos de conflito, tais como os médicos e enfermeiros, passam a ser considerados um "perigo", quando divulgam as ações violentas em situações de conflito.

Assista ao documentário. Ele está dividido em quatro partes.









Você já ouviu falar em lábio leporino? O nome talvez lhe seja desconhecido, mas a imagem de uma pessoa com desenvolvimento incompleto do lábio e/ou do palato, talvez lhe seja familiar. Pois é, esse desenvolvimento incompleto ocorre enquanto o indivíduo está sendo formado no útero, onde o lábio e o palto (popularmente chamado céu da boca) se desenvolvem separadamente.

Estudos realizados no Brasil, apontam que de cada mil nascimentos, ocorre uma variação de 1,54 a 0,47 indivíduos nascidos vivos que apresentam desenvolvimento incompleto do lábio. Isso representa "aproximadamente 260.908 portadores de fissuras labiopalatais no país", reforça estudo realizado por Biazon e Peniche, publicado em 2008. Também existe uma vasta literatura médica sobre o assunto disponível online, caso queira saber mais.

De qualquer forma, as políticas brasileiras desenvolvidas nas últimas décadas tentam diminuir o sofrimento desses cidadãos que vivem um isolamento social e, na maioria das vezes, são estigmatizados pela comunidade local, seja por preconceito social, seja pela própria ignorância. 

O problema se concentra na classificação dessa situação. Normalmente, a cirurgia reconstrutiva, chamada de palatoplastia, não é considerada de emergência, podendo se arrastar por meses e até anos, antes da total reconstrução. No Brasil, apesar dessa situação, o governo ainda assume a responsabilidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Mas em diversos cantos do mundo, as pessoas acometidas do desenvolvimento incompleto do lábio dependem da ação de entidades sem fins lucrativos e assistenciais para terem apoio. É o caso da Smile Train, que tem desenvolvido ações de reconstrução facial em diversos cantos do mundo. Veja o vídeo a seguir e, se possível, colabore para diminuir o sofrimento de milhares de jovens. 




Infográfico enfoca WikiLeaks

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:10 0 Comments

Um infográfico recente apresenta de forma ampliada os principais elementos e o percurso do WikiLeaks na disponibilização da notícia. O WikiLeaks revolucionou a forma de enxergar as relações entre países e as notícias, quando disponibilizou milhares de documentos confidenciais que retratam a visão de dezenas de Embaixadas de diversas nações. 

O infográfico foi elaborado pela OnlineSchools.org. Alguns elementos visuais enfocados no infográfico esclarecem, com base nos dados publicados no Yahoo News, na CNN, na Times e na CBSNews, as informações e fontes do WikiLeaks.

Um dos pontos interessantes está nas comunicações diplomáticas. Segundo o infográfico, 145.222 "cable" são sobre relações e política externa, 122.954 são sobre política interna e, do total das comunicações, 97.070 são consideradas confidenciais.



Atualizado em 16.04.2013

A consulta ao infográfico não está mais está disponível. A pedido, o link foi removido. Pena para os leitores que confiavam na informação.




"Criança é sempre criança", não importa de que parte do mundo ela venha. Essa é uma máxima que parece ser bem verdade. No momento fotográfico capturado por Lee Jin-man para a Associated Press, essa máxima ganha mais contorno.

Na foto repercutida como destaque do dia em diversos veículos do Brasil (Folha, Bol, dentre outros), três crianças coreanas usam óculos 3D para brincar com celulares durante uma visita a museu da SK Telecom, empresa de telecomunicações da Coreia do Sul, em Seul.

Parabéns a Lee Jin-man e a Associated Press pelo registro. Segue foto:


Demorou um pouco, mas Palmas entrou no circuito das manifestações organizadas por interação com as mídias sociais. Seguindo o modelo de outras cidades no Brasil e no mundo, que utilizaram as mídias sociais para mobilizar, um grupo de estudantes utilizou o Facebook para convidar consumidores para a ação.

O foco do protesto foi o aumento da gasolina nos postos de Palmas. Por meio do Facebook, twitter e mensagens via celular, uma ação rápida de protesto foi organizada no último dia 28.04.2011. O protesto consistiu em se abastecer no máximo com R$ 0,50 (cinquenta centavos de real) com cartão de crédito ou com notas de R$ 50 e  R$ 100 e exigir a nota fiscal devidamente preenchida.

Outro protesto está marcado para hoje, 03.05.2011, às 18:30 h, e está sendo organizado pelo Facebook.

O vídeo a seguir mostra como o protesto foi desenvolvido e as repercussões.



Uma boa iniciativa foi disponibilizada pela Prefeitura do Rio que criou um sítio em que a população pode acompanhar pela Internet as principais transformações da cidade em função dos Jogos Olímpicos de 2016. Trata-se do Projeto Cidade Olímpica.

O objetivo do projeto é documentar e divulgar obras como corredores expressos, urbanização de favelas e a revitalização da zona portuária, que serviram de suporte para as Olimpíadas de 2016.

O sítio contém fotos 360º (aquelas tiradas de diversos ângulos, permitindo uma sensação de "estar no local"), vídeos, entrevistas, etc. Também integra as mídias sociais e mapas do Google, porém não permite uma interação com o público leitor, não havendo espaço para trocas, nem marcações urbanas. Pena, mas não deixa de ser uma forma de "auditagem" do que está sendo feito. Boa iniciativa.

Quem já vivenciou a construção de uma revista, já tem noção de quão demorado e difícil é gestar os tempos e espaços dentro das páginas existentes. Também não é novidade o trabalho gerado para se colocar nas bancas um número. Se a edição for semanal então.... sem comentários!

Um vídeo divulgado e utilizado por Richard Turley, diretor criativo da revista de negócios Bloomberg BusinessWeek, em uma palestra para a Society of Publication Designers (SPD), mostra as diversas etapas, com suas especificidades. Claro que em tempo acelerado.

Veja a seguir. O vídeo está disponível no Vimeo e a dica foi dada Rodrigo Cunha no Blog do GJol (UFBA):


BUSINESSWEEK: THE MOVIE SORT OF from bizweekgraphics on Vimeo.

Bauman: mente inquieta
Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês que tem impactado a forma de ver a sociedade moderna, atribuindo-lhe uma perspectiva de pós-modernidade.

De fato, seus livros traduzidos para o português tem defendido a existência de uma pós-modernidade líquida.

Apesar de gerar controvérsia no mundo acadêmico por conta dessa defesa, é um dos autores mais interessantes dos últimos tempos (em minha humilde avaliação).

Seus escritos, nas últimas décadas tem agregado muita análise e discussão na forma de se compreender o mundo moderno (ou pós-moderno) e as nuances sociais. Gosto especialmente do livro Vidas Desperdiçadas, onde ele discute a exclusão social.

Seus livros foram disponibilizados recentemente no blog LetrasUSP Download, fruto de uma tentativa de divulgação, todos em PDF para download. Diferente das outras indicações que damos aqui no Blog do Gipo, não há referência no sítio sobre os direitos autorais e sua utilização. A dica veio do blog do GJOL.


O Centro de Documentação e Memória da Educação de Jovens e Adultos – Pólo Tocantins faz parte de uma rede interinstitucional, coordenada pela Universidade Federal do Pará (UFPA), tendo como participantes a Universidade Estadual do Pará (UEPA), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e a Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS).

Em janeiro último, postamos o lançamento oficial do blog, com modificações realizadas. Leia mais.

Veja o que planejamos e já iniciamos:




Novo jornalismo
Em uma entrevista polêmica e ao mesmo tempo esclarecedora no Programa Roda Viva, o jornalista americano Gay Talese faz uma série de análises sóbrias e corajosas sobre a fragilidade da profissão e da atuação do jornalismo norte-americano.

Talese tem credenciais para falar das fragilidades. Trabalhou no New York Times, na Esquire, no The New Yorker, na Newsweek e na Harper's Magazine. Vivenciou períodos turbulentos da política estadunidense e grandes escândalos.

Rememorando a fragilidade do poder da mídia e do que vivenciou, Talese aponta para os momentos em que a mídia tem força e é fraca ao não se posicionar contra os abusos do poder, sobretudo após o 11 de setembro. É dentro desse "pacto do silêncio" que Talese afirma que "a busca por poder leva a destruição da integridade da mídia", quando para não perder acesso ao poder (e aos atores envolvidos), jornais e jornalistas preferem calar-se.

Vale a pena rever esses momentos da discussão com Talese. O trecho está a seguir, mas o programa completo pode ser visto no You Tube:



A Revista Brasileira de Ciência Política, publicada pelo Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), abriu chamada para composição do dossiê "Mídia, política e democracia". Os artigos podem ser enviado até 31 de março, para o e-mail rbcp@unb.br, e as normas da revista se encontram no sítio. 

Segundo os editores, professores Luis Felipe Miguel e Flávia Biroli,
Neste dossiê, a Revista Brasileira de Ciência Política dará destaque a artigos que discutem as relações entre meios de comunicação e política, em seus diversos aspectos. O funcionamento dos meios de comunicação e seu impacto para a democracia, a conformação da agenda pública, as transformações no discurso político e a importância da visibilidade na produção do capital político, os processos de produção das preferências e da opinião pública, a atuação dos diferentes veículos em contextos eleitorais e as formas de participação e delimitação do debate público estão entre os temas que o dossiê pretende abarcar. 
A edição deve ser lançada em outubro de 2011, sendo uma boa oportunidade para quem desenvolve estudos na área.