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Um projeto simplesmente fantástico está disponível na rede. Trata-se do "Chronicling America: Journalism's Voyage West", produzido pela Stanford University. Nesse projeto é possível, por meio de uma infografia interativa ter acesso, ano a ano, ao impacto de mais 140.000 jornais nos Estados Unidos ao longo da história.

O projeto abrange jornais que iniciaram em 1690 até 2011. É possível perceber pela infografia como os jornais foram, ao longo desses 321 anos de existência, cobrindo todo o território norte-americano com informações e notícias. Vale a pena tirar um tempo para conhecer os detalhes da infografia. No Vimeo é possível encontrar outros vídeos que informam o impacto de tiragens diárias, semanais e mensais e, em línguas diferentes do inglês. No vídeo a seguir, é possível ver esse processo de forma acelerada:


The Growth of US Newspapers, 1690-2011 from Geoff McGhee on Vimeo.

Quando se pensa em um filme, já se imagina uma superprodução, com um orçamento bem caro e atores/atrizes famosos(as). De fato, na grande maioria deles, essa é a fórmula principal de um possível, mas não confirmado, sucesso.

Encanta quando, com bem pouco recursos, mas muita criatividade, encontramos pequenas jóias de animação. É o caso de Protéigon.

Protéigon foi realizado pelo animador francês Steven Briand, que utiliza a técnica clássica de stop motion. Ele está disponível no Vimeo. O filme é descontraído e com uma linguagem bem contemporânea. Vale assistir. Bom domingo!


PROTEIGON from BURAYAN on Vimeo.

Duas palestras estão disponíveis no Vimeo, fruto do evento Blogpower 2011. Ambas abordam perspectivas de desenvolvimento da internet e dos impactos das mídias/redes sociais na vida cotidiana e também na forma de se compreender a participação.

A primeira é do prof. Jose Luis Orihuela, que atua na Universidade de Navarra no Departamento de Cultura y Comunicación Audiovisual, intitulada "¿Revoluciones tuiteadas? Medios sociales y protestas ciudadanas".

A segunda foi proferida pelo prof. Antoni Gutiérrez-Rubí, Director de Ideograma, consultor de comunicação estratégica e y professor de comunicación política, intitulada "Red, Evolución, Re(D)volución". Atualize-se no debate internacional. 



Presentación José Luis Orihuela - Blog Power 2011 from La Tercera TV on Vimeo.


Antoni Gutiérrez-Rubí en Blogpower 2011 from La Tercera TV on Vimeo.

Um dia no imenso mundo azul

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:34 0 Comments

E se o mundo só tivesse um único dia? Pois é, o que você faria dele? Que coisas você privilegiaria nesse único e especial dia e que deixaria registrado? Milhares de pessoas indicaram o que fariam nesse único dia de 24 horas.

O resultado foi um filme/documentário intitulado "Life In A Day" (A vida em um dia), produzido por nada menos do que o premiado Ridley Scott e pelo canal You Tube, com direção de outro diretor premiado, Kevin Macdonald.

A proposta do filme foi a produção de pequenos vídeos retratando momentos de um dia (em quaisquer espaços e momentos) que deveriam ser enviados para o You Tube. O dia 24 de julho de 2010 foi escolhido para esse envio. 

O que se vê no filme-documentário, de cerca de 1 h e 35 min, disponível no You Tube e que você vê a seguir (se ainda não o viu no cinema), são momentos, todos misturados, juntos, aglutinados, num dissolver da sociedade complexa. É um verdadeiro passei por culturas e costumes que nunca poderiam ser vivenciados dessa forma por qualquer pessoa no planeta, já que temos limitações de tempo e espaço. Mas no mundo do cinema, essa barreira é quebrada. Assista e vivencie. Ele está legendado em português.


Encontrei a pouco um vídeo que aborda 7 princípios sobre o design da persuasão com respeito a sítios na internet. O vídeo é intitulado "HFI Animate: 7 principles that make your website more engaging" e está disponível no You Tube. 

Ele foi elaborado por Susan Weinschenk, que é doutora em Psicologia pela Pennsylvania State University e atualmente trabalha na Human Factors International, Inc.

Apesar de alguns clichês batidos quanto a usabilidade da internet aparecem na fala, alguns outros argumentos são bem interessantes e destacam o quanto ainda teremos de avançar na compreensão do espaço virtual. De fato, a compreensão do espaço virtual apenas dá seus primeiros passos e, todos os processos de validação que temos atualmente, ainda serão muito ressignificados nos anos à frente. Mas vale a reflexão!

Veja o vídeo a seguir:




Já fazia algum tempo que queria partilhar essa temática por aqui, mas a ocasião não havia chegado. Trata-se de um vídeo produzido pelo TED.

Para quem não conhece, TED é uma organização sem fins lucrativos que começou em 1984 como uma conferência reunindo pessoas de três "mundos"/áreas: tecnologia, entretenimento e design. De lá para cá, são cada vez mais comuns as palestras curtas, muitas vezes polêmicas, mas extremamente atuais.

Uma delas, intitulada "After your final status update", foi ministrada por Adam Ostrow que é editor-chefe da Mashable e, trata sobre a vida no mundo virtual, mesmo quando o indivíduo já deixou de existir "nas bandas de cá". Já aviso que a proposta dela não é a de uma vida pós-morte no ambiente virtual, coisa bem futurista e longe de nossa atual compreensão. A discussão de Ostrow está no campo da produção de informação e memória. Segundo ele, "[...]todos nós atualmente estamos criando arquivos. E isso é algo completamente diferente do que qualquer coisa que já tenha sido criado por qualquer outra geração anterior". Sua perspectiva está na possibilidade da apropriação pela tecnologia desse conteúdo produzido. 

Dito de outra forma: o que há de interessante nesta palestra de menos de 6 minutos, é a possibilidade que Ostrow vê desse conteúdo produzido em vida pelo indivíduo continuar ativo e ser utilizado. Segundo Ostrow,
[...] Eu acho que com a capacidade das máquinas de entender a linguagem humana e como o processo de análise de vastas quantidades de dados continua a melhorar, será possivel analisar o conteúdo de uma vida toda -- os Tweets, as fotos, os vídeos, as postagens em blogs -- tudo que estamos produzindo em tão grande quantidade. E penso que assim que isso acontecer, será possível para a nossa persona digital continuar interagindo no mundo real por muito tempo depois que morrermos graças à quantidade de conteúdo que estamos criando e a capacidade da tecnologia de dar sentido a tudo isso.
Muito futurista? Talvez nem tanto, visto que isso começa a se tornar um negócio. De qualquer forma, escute a palestra e visite o sítio da IfiDie.org, que já tenta construir possibilidades em torno dessa proposta, com disponibilização de mensagens que somente serão entregues depois da morte do indivíduo. Assim como eu, também deverá ficar cheio de indagações. Outras experiências podem ser acessadas aqui. 


Já faz alguns meses que esse vídeo saiu, mas só agora conheci. Trata-se do vídeo The Stars on Facebook, onde de forma descontraída, são apresentados diversos estereótipos de usuários do Facebook. O engraçado no vídeo é que os estereótipos acabam por mostrar um pouco do percurso que diversos usuários fazem dentro dessa rede social.

Para alguns, o Facebook é apenas espaço trocas de letras, frases feitas, fotos ou mesmo apenas para aqueles que querer clicar e curtir o que os outros escreveram. Ainda há aqueles vidrados em geolocalização e em recordar memórias passadas. Seja qual for o perfil, o legal é perceber que tenho amigos que se encaixam em todos eles. Boas risadas!


Altoids Celebrates the Stars on Facebook from Evolution Bureau on Vimeo.

É muito complexo dizer qual a marca da geração que inicia o século XXI. Talvez seja mais fácil falar das gerações que adentram para o novo milênio. Essas diversas gerações, com suas perspectivas tradicionais, moderadas, avançadas e "transloucadas" criam diversas "sub-culturas" líquidas, que se refletem na mudança a nossa volta.

Um pequeno vídeo, disponibilizado pelo sítio United Photo Press no You Tube, desenvolve um percurso bem curioso sobre a juventude dos anos 60 até a transição do novo século. Com destaque para os avanços tecnológicos e sociais, a ênfase do vídeo é na "nova" constituição da sociedade do século XXI, desconexa, não-linear, pós-moderna.

Veja o vídeo a seguir e, mesmo que não concorde com a avaliação, a memória das imagens já valerá o tempo que gastar assistindo.



Você já ouviu falar em autômatos? No campo ficcional, já tivemos dezenas de filmes que tentam expressar a riqueza dessa temática. Um autômato é uma espécie de robô que desenvolve atividades pré-estabelecidas. Mas pode ser mais. Até um computador, com suas rotinas estabelecidas, pode ser visto como tal.

Mas quando começou essa tecnologia robótica? Pós-viagens espaciais? Por incrível que pareça, ela remonta a séculos atrás. No vídeo de hoje, a robótica é tratada pelo olhar japonês.

Segundo o vídeo, a arte das marionetes ou Karakuri, com seus mecanismos automatizados, que remontam a 200-300 anos atrás, já poderia ser incluído nessa perspectiva. Veja o vídeo e se encante com o que pode ser produzido pelo conhecimento passado de gerações anteriores. Se desejar saber mais, consulte o sítio da DSLR, que produziu o vídeo.


Karakuri from Matthew Allard on Vimeo.

Aproveite e, veja logo depois, o vídeo de um autômato moderno projetado pela Robo Garage, da Universidade de Kyoto. Compare e perceba de onde tiramos a ideia moderna. Bom domingo.


Quem já vivenciou a construção de uma revista, já tem noção de quão demorado e difícil é gestar os tempos e espaços dentro das páginas existentes. Também não é novidade o trabalho gerado para se colocar nas bancas um número. Se a edição for semanal então.... sem comentários!

Um vídeo divulgado e utilizado por Richard Turley, diretor criativo da revista de negócios Bloomberg BusinessWeek, em uma palestra para a Society of Publication Designers (SPD), mostra as diversas etapas, com suas especificidades. Claro que em tempo acelerado.

Veja a seguir. O vídeo está disponível no Vimeo e a dica foi dada Rodrigo Cunha no Blog do GJol (UFBA):


BUSINESSWEEK: THE MOVIE SORT OF from bizweekgraphics on Vimeo.

Direito autoral na medida certa
Os direitos autorais são um dos pontos mais sensíveis na hora de discutir o que vai para a internet. Não é ponto pacífico, mas já gerou centenas de discussões jurídicas e perda de tempo produtivo.

Já discutimos no Blog do Gipo, em outros posts, situações e materiais que apresentam posicionamentos legais.

Além disso, o Creative Commons é uma saída prática, legal e segura. Um vídeo interessante, partindo de uma dica do especialista em direito autoral Hélio Kuramoto, em seu sítio, complementa esse entendimento. Você pode vê-lo a seguir, de forma simples, clara e direta:



É pelo motivos expressos no vídeo que o Blog do Gipo possui uma licença Creative Commons do tipo "Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil (CC BY-NC-SA 2.5)". Traduzindo essa licença:

Você pode, partindo de meus posts existentes nesse blog:
Compartilhar — copiar, distribuir e transmitir a obra.
Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:
Uso não-comercial — Você não pode usar esta obra para fins comerciais.
Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob uma licença similar à presente.

Ficando claro que:
Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.

Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.

Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
•Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
•Os direitos morais do autor;
•Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.

Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.


Novo jornalismo
Em uma entrevista polêmica e ao mesmo tempo esclarecedora no Programa Roda Viva, o jornalista americano Gay Talese faz uma série de análises sóbrias e corajosas sobre a fragilidade da profissão e da atuação do jornalismo norte-americano.

Talese tem credenciais para falar das fragilidades. Trabalhou no New York Times, na Esquire, no The New Yorker, na Newsweek e na Harper's Magazine. Vivenciou períodos turbulentos da política estadunidense e grandes escândalos.

Rememorando a fragilidade do poder da mídia e do que vivenciou, Talese aponta para os momentos em que a mídia tem força e é fraca ao não se posicionar contra os abusos do poder, sobretudo após o 11 de setembro. É dentro desse "pacto do silêncio" que Talese afirma que "a busca por poder leva a destruição da integridade da mídia", quando para não perder acesso ao poder (e aos atores envolvidos), jornais e jornalistas preferem calar-se.

Vale a pena rever esses momentos da discussão com Talese. O trecho está a seguir, mas o programa completo pode ser visto no You Tube:



Essa é a imagem da Islândia? Descubra.
Propaganda é a chave? Professores da área dirão, muito provavelmente, que sim. Alguns afirmam que por meio de uma boa propaganda podemos ter chances reais de convencimento. Pois parece que isso fica evidente nesse vídeo de divulgação. 

O vídeo apresenta a Islândia e seus potenciais. Até aí nada de novo, poderia pensar. Qualquer vídeo de turismo faz isso. É, mas não com a classe desse. Veja as indicações positivas com a música ao fundo (e uma "dançinha" esquisita), que apontam para o potencial e a liberdade que o turista pode ter.

Como diz o colega português Pedro, no seu blog ContraFactos e Argumentos, de onde vem a dica, esse vídeo é uma mostra de "como se vende um país". Bom domingo.


Inspired by Iceland Video from Inspired By Iceland on Vimeo.

Salaverría: diferentes perfis formativos
Ramón Salaverría, que é professor e diretor do departamento de Proyectos Periodísticos da Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra (Espanha), concedeu uma entrevista sobre o jornalismo digital e alguns dos desafios contemporâneos. Entre esses desafios, abordou as questões relacionadas a perfil editorial, modelos de negócio e credibilidade informacional.

Na entrevista, Salaverría aponta também para perfis formativos dos jornalistas que atuam na área de jornalismo digital, indicando para a hiperespecialização que vem ocorrendo com o desenvolvimento da área. Veja outros pontos no vídeo a seguir:



Imagem de abertura da "saga"
Quando criança, gostava muito de ouvir e ler as histórias da Grécia Clássica. Empolgava-me com o imaginário presente nas mitologias. Mas como o tempo passa e as coisas vão sendo ressignificadas, nem mesmo a mitologia escapa desse movimento. É o caso da animação de hoje.

Ela foi intitulada Mitologia e tenta "recontar", de maneira mais leve, trechos da mitologia sobre o olhar de uma criança mimada que recebe de seu pai - Zeus - o que ela quer. Como um clássico laboratório de horrores, novos seres são gestados pela mente de uma criança curiosa e poderosa.

A proposta dos criadores - Javier Inga, Daniel Jarvis e Ricardo Jurado - é de uma releitura, sob a égide de uma criança cheia de vontades. O vídeo está disponível no Vimeo e vale a pena pensar nessa releitura. Se desejar ver mais sobre o vídeo, sugiro uma passada no Blog Mitologia mantido pelo grupo.


Mitología / Mythology from Mitologia on Vimeo.




Toby Mendel. Foto: IPI, Anna Blau
Toby Mendel, consultor da UNESCO e especialista em direito e democracia que liderou uma pesquisa comparativa sobre a regulação das comunicações nas 10 maiores democracias do mundo, participou do Programa Palavra Aberta, da TV Câmara sobre a temática da regulação da comunicação e das emissoras. Segundo Mendel,
[...] se não existir regulação na emissora, está não existirá. Precisamos da regulação para alargar a frequência. Chamar a regulação de censura é como fingir que a emissora não existe. Mas é importante saber qual o tipo de regulação usada e o que ela causa. Chamar todas as regulações de censura não faz sentido, é quase um absurdo; porém alguns tipo de regulação são censura.
E você, o que pensa dessa questão? O vídeo, disponível a seguir traz a entrevista completa e os argumentos apresentados. Todos encontram respaldo em linhas defensórias específicas, mas podem e devem ser contestadas, já que a democracia é uma via de mão dupla.
O estudo de Toby Mendel intitulado Freedom of Information está disponível para download no sítio da UNESCO.



Página de abertura do Vimeo Video School
Depois da verdadeira revolução que foi o compartilhamento de informações e vídeos na rede, o grande desafio tem sido a qualidade do que é partilhado. Nem sempre quantidade de produções quer dizer qualidade de produções. Nesse sentido, espera-se que as produções tenham melhor qualidade, na medida em que, os equipamentos tornem-se melhores.

Visando melhorar esses processos, o Vimeo, sítio de disponibilização de vídeos dos mais variados níveis de qualidade, tenta ambiciosamente melhorar o que se tem disponibilizado.

Para isso, lançou o Vimeo Video School, iniciativa importante que oferece de forma gratuita e dirigida a utilizadores com vários graus de conhecimentos, aulas, dicas e tutoriais para melhorar a qualidade dos processos. As indicações são atuais e de qualidade, inclusive com sugestões de materiais produzidos pela própria pessoa.

As aulas são rápidas, de 5-10 minutos em média, com excelente produção e extremamente bem-humoradas. Faça uma visita e confira. De repente você poderá aprender algo novo ou mesmo participar como instrutor, já que é possível participar enviando sugestões produzidas.

Veja um exemplo a seguir, sobre o enquadramento, onde Eric D. Franks apresenta a regra dos terços, muito utilizada nas produções:


Framing and Composition from Videopia on Vimeo.



Educação escolarizada
 A aprendizagem é fruto de muitos movimentos. Correntes mais modernas da pedagogia já compreendem que nem todo ato de ensinar gera aprendizagem e, que nem toda aprendizagem vem de um ensino sistematizado e escolarizado.

Compreendendo isso, que a educação é um ato imanente, que necessariamente depende do outro (de seu desejo, vontade e, até libido), não há como negar que aprendemos muito pelo humor. Com cenas cômicas, abstrai-se conhecimentos complexos e, que quando "ensinados" em algum momento do processo de escolarização, não foram compreendidos e internalizados pelo alunado. Diversos trechos de filmes mostram momentos cômicos recheados de "conteúdo", normalmente considerado, pelos alunos, como chato. Vejam algum deles:









Fonte
Risco? Incerteza? Essas são palavras presentes sempre que estruturamos qualquer prática, seja educativa, seja jornalística. Seria ingenuidade pensar que essas situações não ocorreriam em um processo de planejamento.

Quando planejamos, estamos projetando, o que reforça a noção de “lançar para frente”, isto é, para o que ainda não existe. Se não existe, estando apenas no mundo da abstração mental do(s) elaborador(es), está sujeito ao risco e à incerteza.

Cabe aqui um esclarecimento importante: as palavras risco e incerteza se entrelaçam e reforçam uma à outra. Como assim? Bem, o "risco" pode ser entendido como a probabilidade de ocorrerem situações aleatórias, que podem ser naturais ou artificiais, ou ainda uma combinação de ambas. Já a "incerteza" envolve qualquer tipo de erro, fruto da relação do ser humano com o meio, influindo na tomada de decisão. Pensando bem, podemos dizer que o risco é o somatório ou mesmo certo grau de estimativa da possibilidade da incerteza ocorrer. Daí, por que afirmamos que estão entrelaçados e reforçam uma à outra.

Quando no exercício da profissão, muitas situações complexas podem acontecer. É importante que o jornalista/repórter esteja "preparado". Discutimos muito isso em sala de aula, com foco em perguntas e situações vexatórias. Mas que dizer de situações que põem em risco a integridade física do jornalista? Como se preparar para se portar "ao vivo" a uma situação potencialmente perigosa ou mesmo evitá-la?

Não há como evitá-la, mas se preparar sim. Essa preparação “antecipada” (aqui uso um pleonasmo consciente!) é chamada de gerenciamento de risco. Podemos definir gerenciamento de risco como o processo sistemático de se identificar, analisar e reagir aos riscos de uma situação. Isso inclui maximizar as probabilidades e consequências de eventos positivos e minimizar as probabilidades e as consequências de eventos adversos.

Os vídeos a seguir, mostram situações em que jornalistas, quando faziam reportagens ao vivo, foram vítimas de acidentes. Resolvi postar esses vídeos, pois precisamos melhor entender "os espaços" que ocupamos (uma rápida olhada, com mais atenção poderia evitar muitos riscos) para posteriormente não sermos as vítimas e viramos notícia.

Vídeo 1: Repórter Werton Araújo de um jornal da filiada da Globo (TV Mirante de São Luís - Maranhão), leva um choque durante uma transmissão ao vivo



Vídeo 2: Repórter Lasier Martins, no telejornal vespertino mais assistido do Rio Grande do Sul, levou um choque durante uma reportagem sobre uvas (não percebeu um fio por detrás das uvas)



Vídeo 3: Durante uma entrevista a um boxeador ao vivo, o entrevisador - o polêmico Jorge Reis da Costa, o Kajuru - chama o boxeador de covarde e o "clima fecha..."



Vídeo 4: Repórter espalhola destrói obra de 16 dias (subiu onde não devia)



Vídeo 5: Repórter japonesa escorrega e cai no choro. Faltou jogo de cintura.



Vídeo 6: Também existem situações em que o jornalista perde a noção de seu trabalho e do respeito a quem entrevista. Lamentável!




Vídeo 7: Para descontrair, tem situações engraçadas...




Vídeo 8: Jornalista português se enrola com texto e se irrita ao vivo.




Cena da animação "Tim".
A animação Tim, produzida por Ken Turner e disponível no Vimeo, nos transporta para os sonhos de criança, onde heróis e anti-heróis estão presentes na mente e nas expectativas de uma futuro ainda tão incerto.

A música da animação me fez voltar aos tempos de criança, já que na época, essa música era muito tocada em minha casa. Experimente! Conheça Tim e seu sonho. Talvez você se veja por aqui. Bom domingo.


TiM from Ken Turner on Vimeo.