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Parece brincadeira mais não é. Pelo menos é o que afirmam diversos jornais portugueses - SIC, AEIOU/Visão Notícias, IONLINE e RTP. 

Esses jornais repercutiram a notícia de que o Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela (MinCI) criou um "cartaz nas suas instalações com nomes de jornalistas, editores, órgãos de comunicação social e agências de notícias internacionais hostis à revolução bolivariana e ao projeto socialista do presidente Hugo Chávez".

Com o título de "polvo mediático", são visíveis (pelo que afirmam os jornais) os logotipos das empresas e as fotos de alguns profissionais, que são classificados em três grupos: "neocolonialismo europeu", "neoliberalismo estado-unidense" e "oligarquia latino-americana". 

Em uma rápida procura no sítio oficial do governo venezuelano e do MinCI, não consegui localizar o cartaz, mas logo deverá cair na rede.  Mas algo parece certo: se cada governo que não concordar com a imprensa nacional resolver classificá-la, criando uma lista ou "index" dos nomes proibidos, teremos em breve, um novo ecossistema jornalístico repleto de taxonomias engraçadas e preconceituosas. 

O espaço educativo tem assistido nas últimas semanas um embate fora do comum: de um lado, personalidades da língua portuguesa e, do outro, o Ministério da Educação. Fazia muito tempo que uma polêmica desse naipe não surgia. O foco é simples: o que é ou não certo, quando se pensa a plasticidade linguística.

Depois de vários embates, o MEC joga duro e lança o que chamou de "Dossiê - Livro Didático", composto de artigos de diversos intelectuais em meios de comunicação de massa espalhados pelo país. A chamada na página inicial do ministério é forte: "comunidade científica reage ao obscurantismo que prega censura ao livro didático". O peso dos intelectuais chama atenção, em um movimento de "quase blindagem da situação". Vale a leitura.