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Você já ouviu falar em autômatos? No campo ficcional, já tivemos dezenas de filmes que tentam expressar a riqueza dessa temática. Um autômato é uma espécie de robô que desenvolve atividades pré-estabelecidas. Mas pode ser mais. Até um computador, com suas rotinas estabelecidas, pode ser visto como tal.

Mas quando começou essa tecnologia robótica? Pós-viagens espaciais? Por incrível que pareça, ela remonta a séculos atrás. No vídeo de hoje, a robótica é tratada pelo olhar japonês.

Segundo o vídeo, a arte das marionetes ou Karakuri, com seus mecanismos automatizados, que remontam a 200-300 anos atrás, já poderia ser incluído nessa perspectiva. Veja o vídeo e se encante com o que pode ser produzido pelo conhecimento passado de gerações anteriores. Se desejar saber mais, consulte o sítio da DSLR, que produziu o vídeo.


Karakuri from Matthew Allard on Vimeo.

Aproveite e, veja logo depois, o vídeo de um autômato moderno projetado pela Robo Garage, da Universidade de Kyoto. Compare e perceba de onde tiramos a ideia moderna. Bom domingo.


Essa é uma boa questão. Em tempos de tecnologia avançada, as experiências e aplicações se tornam cada vez mais amplas e, óbvio, o jornalismo não poderia escapar a essas experiências. É o que o Mashable Tech noticiou e problematizou, no artigo intitulado Can robots run the news?. 

No artigo, Sarah Kessler, escritora freelance para o periódico, destacou a experiência feita pela Medill School of Journalism e  McCormick School of Engineering da Northwestern University, que consiste em criar um "robô" que produz notícias esportivas. Esse projeto foi chamado de Stats Monkey e, disponibiliza automaticamente notícias sobre eventos esportivos, com título "criativo" e até foto.

Como funciona esse "robô jornalista"? O sistema é baseado em duas tecnologias, uma eminentemente estatística, onde os modelos probabilísticos são cruzados com as pontuações dos jogos e, a outra, uma biblioteca de arcos narrativos que descrevem as principais dinâmicas de jogos. O sistema "decide"  qual  o caminho narrativo a ser seguido, os componentes principais da história do jogo e,  o sistema colocá-os juntos em uma forma coesa e convincente.

É claro que existem limites a ação desses programas criados, como reforça Kessler. Mas não podemos esquecer que a tecnologia tem superado muitos limites nas últimas décadas e, com o avanço das chamadas "inteligências artificiais" muito ainda veremos de inovação. 

Será esse o fim do jornalismo? Dificilmente. Mas com certeza será o fim do modelo de jornalismo que conhecemos, onde se reproduz simplemente uma "fórmula ou receita" de como fazer, e não se gasta tempo de qualidade na construção cognitiva de uma produção intelectual. Vamos ver o que as redações preferem.

Se desejar ler outros artigos sobre a temática, seguem algumas sugestões:
L'ère des robots-journalistes Le Monde, March 9, 2010
Program Creates Computer-Generated Sports Stories NPR's All Things Considered, January 10, 2010
The Rise of Machine-Written Journalism - Wired.co.uk, 12/16/2009
US university Coding future of News - AFP 12/15/2009
A twist on broadcast journalism and sports writing - LA Times, 11/27/2009