Mostrando postagens com marcador universidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador universidade. Mostrar todas as postagens

Depois de um longo período de mergulho e de total imersão em uma temática, na semana passada depositei a minha tese de doutorado no Programa de Pós-graduação da FACOM-UFBA. 

Foram meses de reclusão, abstração e pensamento em como organizar um conjunto tão grande de informações sobre o Processo de Bolonha. A pesquisa abordou o Processo de Bolonha, com foco em Portugal e as mudanças ocasionadas em quatro universidades portuguesas nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo - Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade Fernando Pessoa.

As mudanças ocorridas nas instituições pesquisadas são ilustrativas do que vem acontecendo nas universidades e politécnicos em Portugal, e nos diversos cursos de Comunicação Social/Jornalismo da União Europeia entre os países signatários de Bolonha. 

A defesa da tese está marcada para o próximo dia 17.12.2012, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Aos amigos que estiverem em Salvador nesse período e desejarem acompanhar a apresentação pública, o convite está feito. 


Prezados amigos, estou muito "ausente" do Blog nesses tempos devido a escrita da tese. Peço aos colegas que partilham informações por aqui e que visitam esse espaço para não imaginar que abandonei a escrita.... 

Mas é que tenho de fazer uma breve "retirada estratégica" para melhor desenvolver a tese. Em breve retomarei as postagens diárias como fiz anteriormente.

Enquanto isso, postarei esporadicamente algumas questões que julgo importante. Continue visitando e colaborando com esse espaço.

Depois de um conjunto de reajustes, a Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS) voltou a ofertar Educação a Distância (EaD) no Estado do Tocantins por meio do sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Concentrando-se na formação inicial, a proposta será executada via Plataforma Freire (http://freire.mec.gov.br), com previsão de início para março de 2012.

A UNITINS retoma seu projeto de EaD com a oferta de 300 vagas nos cursos de graduação em Pedagogia e Letras - Português/Espanhol. As vagas serão ofertadas nos polos nas cidades de Palmas, Cristalândia e Araguacema. Em cada polo, serão ofertadas 50 vagas para o curso de Letras - Português/Espanhol e 50 vagas para Pedagogia.

Uma rápida olhada na Plataforma Freire, mostra que a procura começou bem, apesar de não ser ainda de amplo conhecimento da sociedade e do professorado o retorno as atividades em EaD. Veja a seguir (clique para ampliar):


Segundo o relatório das 22:00, em Palmas, 10% das vagas já haviam sido solicitadas para o curso de Letras e 8% em Pedagogia. Em Cristalândia, 8% das vagas já haviam sido solicitadas para Pedagogia e 2% para Letras. Em Araguacema, a Plataforma Freire registra que 4% das vagas foram solicitadas para Pedagogia.

A inscrição, reservada a professores leigos que queiram ter a sua formação inicial no âmbito da licenciatura,  vai até o dia 18 de setembro. Para reservar a vaga, o professor da rede pública deverá entrar exclusivamente na Plataforma Freire (http://freire.mec.gov.br), fazendo a escolha pela área de seu interesse. 

A avaliação trienal realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um importante instrumento de acompanhamento na pós-graduação. Ela é realizada em todos os Programas de Pós-Graduação stricto sensu no Brasil, com visitas presenciais para avaliação das atividades realizadas.

Nessa visita técnica da comissão são avaliados a coerência, a consistência e a abrangência dos projetos e da proposta curricular, a composição e perfil do corpo docente, a produção intelectual em publicações qualificadas, a inserção  e impacto regional, dentre outros quesitos.  

Em 2010, ano da última avaliação trienal, os 877 avaliadores com qualificação e competência técnico-científica nas suas respectivas áreas de conhecimento participaram de 46 comissões de avaliação, acompanhando 2.718 programas em todo o território brasileiro.

Segundo o relatório da avaliação, o crescimento nacional comparado a 2007 ficou na faixa dos 20,8%. Se a faixa de corte for por região, as regiões norte, nordeste e centro-oeste, respectivamente com 35,3%, 31,3% e 29,8% tiveram as maiores altas. É claro que, mesmo com isso, a quantidade de Programas de Pós-Graduação nessas regiões, mesmo somados, ainda são muito inferiores aos 2.190 existentes na região sudeste do país.

Veja o mapa comparativo das taxas de crescimento relativo disponível a seguir:


Leia o relatório completo da Avaliação Trienal de 2010.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou, no último dia 13, que está está desenvolvendo uma versão de fácil acesso ao Portal de Periódicos para aparelhos smartphones e tablets.

Em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a versão para equipamentos móveis permitirá acesso a todo o conteúdo atual do portal. A versão ainda está em fase de testes, mas está recebendo contribuições e sugestões por meio do e-mail: periodicos@capes.gov.br. Também é possível visualizar o ambiente para versão mobile.

Com isso, a CAPES torna o Portal de Periódicos presente em praticamente todos os espaços. Basta agora mudar sua política de acesso e permitir que todas as instituições, e não apenas as conveniadas (que são apenas 311), tenham acesso aos conteúdos. Com isso, a política de divulgação científica com recursos públicos estaria completa e totalmente aberta aos interessados em pesquisas e consultas.

Quando se fala em avaliar quem, por obrigação e ofício avalia, torna-se uma assunto complexo. Não apenas isso, mas problemático, já que se espera que o avaliador tenha as competências as quais ele avalia.

A formação e docência em comunicação é repleta dessas competências, mas a avaliação é quase inexistente. Fala-se muito em avaliar o aluno e quase nada em avaliar o docente/profissional. E, mesmo quando isso parece "ocorre", é motivo para uma "quase revolução" dentro dos espaços acadêmicos.

Um recente evento intitulado "A Universidade e os Índices Nacionais e Internacionais", realizado em São Paulo nos dias 24 e 25 de maio, teve a participação de Herman Voorwald, secretário da Educação do Estado de São Paulo e conselheiro da Fapesp, além de professores e representantes da Unesp, da USP, da Unicamp, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), da Uerj e da Capes. O objetivo do encontro foi discutir os diversos índices - nacionais e internacionais - adotados para avaliar as universidades, sua produção acadêmica e seus docentes.

Um desses critérios avaliativos é o Índice de Xangai. Esse índice, que tem um nome bem maior - Academic Ranking of World Universities (ARWU) - foi criado em 2003 por um grupo da Universidade Shangai Jiao Tong, na China, e é utilizado para classificar as universidades em todo o mundo pela produção acadêmica. Outros índices também são amplamente utilizados, tais como o Webometrics (Espanha), o Ecole Nationale Supérieure de Mines de Paris (França) e o Times Higher Education - THE (Reino Unido).

No encontro realizado, a conferência de abertura foi proferida pelo geógrafo francês Hervé Thèry, pesquisador do Centro de Pesquisa e de Documentação sobre a América Latina (Credal), que apresentou e problematizou o Índice Xangai.

Segundo a Agência FAPESP,
[...] os mapas apresentados por Thèry, as universidades com as melhores classificações no índice se concentram nos Estados Unidos, na Europa e no Japão, sendo a Universidade de Harvard a primeira da lista. Embora cada indicador tivesse seu critério de avaliação, o professor focou principalmente no ARWU para nortear sua pesquisa. Na sua apresentação, Thèry destacou que a posição de liderança obtida por essas universidades tem como itens de maior peso na avaliação a quantidade de artigos publicados e de citações em revistas "de maior peso" como Nature e Science e o número de professores e ex-alunos agraciados com o Prêmio Nobel ou com a Medalha Fields (concedida pela União Internacional de Matemática).Embora pesquisadores brasileiros tenham estudos publicados em revistas de alto fator de impacto, o País não figura entre as 100 maiores no mapeamento feito pelo pesquisador francês. "Uma barreira para que o Brasil alcance uma posição de destaque está na ausência de laureados com Nobel ou a Medalha Fields", disse.
Esse é um problema sério, mas não pode ser superado pela política da produção apenas. É claro que avaliar a produção acadêmica é essencial. Mas é preciso mais. É imprescindível que novas práticas de pesquisa e publicação sejam incentivadas desde a formação no âmbito da graduação e não esperar que isso ocorra "por força da lei" na pós-graduação stricto sensu. Superar esse discurso excludente, de que pesquisador é apenas o com formação em âmbito doutoral, pode ser um dos pontapés iniciais para a transformação. E é claro que a avaliação dos participantes passa por isso.

Com informações do JC-Email.

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 01.06, a proposta que estabelece a eleição direta para escolha de reitores, vice-reitores e diretores das instituições públicas de educação superior.

Essa tem sido uma situação complexa, já que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) falava apenas das universidades federais, deixando a lacuna para as demais públicas.

Segundo a Agência Câmara,
O texto aprovado foi o substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de Lei 4646/04, do Senado, e 3674/04, da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). As propostas modificam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) [...] determinando que o órgão colegiado deliberativo superior das instituições públicas de educação superior será formado de forma democrática, com 2/3 dos assentos ocupados por membros da comunidade acadêmica e 1/3 por representantes da sociedade civil local e regional.
Por que tão importante modificação não ganhou destaque midiático e mesmo discussão dentro das universidades? Porque, praticamente, a lei já está aprovada. Segundo noticiado pela Agência Câmara, a proposta tramitou em caráter conclusivo, isto é, o projeto não precisa ser votado no Plenário da Câmara, mas apenas pelas comissões designadas pela apreciação. Já que o projeto foi aprovado em seu mérito jurídico pela Comissão, ele retorna ao Senado Federal para apreciação final.

O XXIV FORGRAD - Fórum Nacional de Pró-reitores das Universidades Brasileiras ocorreu em Palmas (TO) entre os dias 29.05 a 01.06.2011. 

Com o foco na temática “Ensino, Pesquisa e Extensão no contexto da graduação para os próximos 10 anos”, o evento destacou as potencialidades existentes nas diversas pastas do Ministério da Educação (MEC) e as políticas implantadas nos últimos governos.

Como no momento pesquiso ensino de jornalismo  e políticas de formação nos cursos de graduação em Comunicação Social/Jornalismo, não podia deixar de estar presente e ver o que se pretende para a próxima década. O evento, apesar da organização impecável, não impressionou muito, já que não foi apresentado nada de "novo" no campo de políticas emergentes. 

As apresentações foram muito interessantes e algo parece ser certo: ainda temos muito a construir. Sejam instituições federais, estaduais, confessionais, municipais ou mesmo particulares, o caminho ainda é muito longo e difícil. A superação da burocracia e inércia de programas governamentais ainda é um dos grandes problemas apontados pelos Pró-Reitores presentes.

Outra coisa que ficou evidente: o auditório, sempre quase vazio, não era o lócus das decisões. Essas sempre tomadas em pequenos grupos em reuniões fechadas eram de fato os espaços "democráticos". Apesar de professores e Pró-reitores criticarem esse modus faciendi de "fazer acontecer" em pequenos e "seletos" grupos, nada mudou. É a "política brasileira" se fazendo presente no espaço "democrático" da universidade.

Uma oportunidade na Espanha
Para aqueles interessados em ampliar seus horizontes profissionais, uma oportunidade muito interssante é o Programa Balboa para Jovens Jornalistas Ibero-americanos. Trata-se de uma seleção a bolsas de estudo, que tem duração de 26 semanas, entre fevereiro e julho de cada ano.

Como funciona? São 200 horas de aulas, divididas em sessões intensivas de um dia por semana, e 1300 horas práticas de trabalho em um meio de comunicação, empresa ou instituição pública ou privada em Madri (Espanha).

Segundo o sítio do Programa Balboa, os custos cobertos se referem a passagem e seguro-médico, além de uma bolsa mensal de 1000 euros para despesas de moradia e alimentação. São exigências para concorrer:

- Os candidatos devem ser graduados em jornalismo;
- Ter menos de 32 anos até a data da viagem; e
- Alto nível de espanhol, que deverá ser comprovado através de um certificado do Instituto Cervantes ou similar.

São 25 bolsas nesta seleção de bolsistas. Na edição de 2011, dos 25 selecionados, 4 eram provenientes do Brasil. Aproveite!  Mais informações por meio do sítio do Programa Balboa.

Imagem aérea da UnB entre 1963/1964. Fonte: CEDOC
Não poderia deixar passar em branco, já que estamos no mês de abril, o dia 09 de abril de 1964.

Trata-se do dia em que invadiram a Universidade de Brasília (UnB), considerada pelos militares um dos últimos espaços de "revolta" contra o novo regime.

Já postei algumas indicações e memórias em dois outros momentos (Em um 31 de março de 1964 e Em um 1º de abril de 1964).

Quando pesquisava em 2000 para a elaboração de um texto que faz parte da coletânea intitulada "Anísio Teixeira e o Ensino Superior", deparei-me com diversas imagens desse dia.

Tudo ocorreu no fatídico 9 de abril. Nesse dia, o Comando Supremo da Revolução baixou o Ato Institucional nº 1, que concentrava poderes no governo (exclusivo poder de decretar estado de sítio e de apresentar emendas), impunha punições a civis (suspensão de poderes políticos por dez anos e cassação de mandatos de parlamentares, bem como suspensão por seis meses das garantias constitucionais de estabilidade dos servidores públicos) e militares que considere subversivos.

De posse deste ‘ato jurídico legal’ invadiram, com suas forças militares, as instalações da Universidade de Brasília no mesmo dia. Nenhuma pessoa pôde entrar ou sair das dependências da Universidade, sendo professores presos.

Nas recordações do professor Darcy Ribeiro ficou claro o sofrimento por que passaram esses professores e funcionários:
Quando, amanhã, o Brasil – e dentro dele a Universidade de Brasília – conquistar a alforria para retomar o comando de seus próprios destinos, precisaremos recordar estes dias trágicos da travessia do túnel da iniqüidade. Entre eles, principalmente, o da invasão de 1964, em que, depois de assaltada por tropas motorizadas, a UnB teve diversos professores presos levados a um pátio militar para serem ali desnudados e assim humilhados por toda uma tarde. Este quadro de um magote de professores gordos e magros, velhuscos, uns secos de carnes, outros barrigudos, esquálidos, dois deles enfermos, todos nus num pátio policial não deve ser esquecido jamais: é o dia da vergonha.
Em 13 de abril de 1964 Anísio Teixeira, bem como todos os membros do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília, foram exonerados e foi nomeado para o cargo o reitor pró-tempore, Zeferino Vaz .

Veja algumas das fotos da época, que encontrei e que fazem parte do texto publicado, retratando o dia em que os professores e alunos foram presos e transportados em ônibus da viação Araguarina. Elas estão no acervo do CEDOC/UnB:





Ética: construção permanente
O projeto “Códigos de ética jornalística: valores em transformação num cenário profissional de rápidas mudanças”, financiado pelo CNPq e orientado pelo professor Rogério Christofoletti tem disponibilizado um rico acervo de documentos na área da profissão jornalística.

O acervo atual, disponível no sítio objETHOS, possui 42 códigos de ética traduzidos para o português. Entre esses encontramos códigos provenientes dos Estados Unidos, Brasil, Noruega, Reino Unido, Paquistão, China, Rússia, Turkia, Pakistão, dentre outros.

Além dos códigos, o sítio ainda tem uma relação bem ampla de indicações na blogosfera mundial sobre a temática. Vale a pena o acesso e a comparação de como nossos colegas constróem a imagem profissional em outras partes do mundo.


Situação difícil da profissão. Crédito foto.
Que a desregulamentação da profissão de jornalista iria produzir rupturas na forma de se tratar a profissão, já era esperado. Mas não proveniente de uma instituição de ensino que mantém um curso de graduação em Comunicação Social/Jornalismo. Foi o que parece ter ocorrido no Centro Universitário UnirG, em Gurupi (TO).

Rodrigo Fernandes Martins, que preside o Centro Acadêmico (CA) de Comunicação Social da UnirG, publicou hoje no jornal comunitário tocantinense "A boca do Povo" uma nota de repúdio onde indica que a assessora de comunicação da casa, jornalista diplomada, foi trocada por um advogado.

Segundo a nota,
O cargo de Assessor de Comunicação da Fundação UnirG, que era ocupado pela jornalista Giselle Raffi, formada na casa, agora é ocupado pelo advogado Heráclito Suitter. Nada temos contra o referido advogado, mas não podemos ficar calados diante de tamanho desrespeito e desvalorização que a UnirG está tendo com o próprio curso que oferece. Enquanto outras instituições de ensino lutam pela valorização do diploma do Curso de Jornalismo, a UnirG, com esta atitude, deixa a entender que concorda com a lei aprovada em 2009. Entendemos que se trata de um cargo de confiança e que sempre quando há mudança de presidente na instituição é feita também a mudança de vários gestores, mas a UnirG deve tomar cuidado para não dar um tiro no próprio pé. O Centro Universitário deve zelar pela imagem de todos os cursos que oferece. Tendo um Curso de Comunicação Social na casa é inconcebível que os cargos da área não sejam ocupados por jornalistas. Isso é declarar que o curso não tem serventia, o que é um absurdo, pois trata-se de um serviço prestado pela própria instituição.
De fato, é uma lástima que uma instituição formadora prefira optar por alguém que não é da área. Mais ainda, quando pensamos em avaliação institucional, perde-se nessa quando um egresso, anteriormente valorizado, é substituído. Além disso, o próprio corpo discente da instituição começa a colocar em dúvida a usabilidade de sua formação, como se percebe na nota de repúdio do CA. Vamos esperar os desdobramentos e ver se o Sindicato dos Jornalistas do Tocantins irá se manifestar.

A Organização dos Estados Americanos, por meio de seu Departamento de Desenvolvimento Humano, Educação e Cultura, torna público a oferta de bolsas de pós-graduação em período integral e/ou pesquisa conducente a um título, para o processo seletivo 2012-2013.

Segundo a OEA, 

As bolsas são outorgadas por um período não superior a dois (2) anos acadêmicos e a renovação para o segundo ano acadêmico será aprovada se houver fundos disponíveis e se a renovação for necessária para continuar o programa de estudos ou pesquisa para o qual a bolsa foi inicialmente outorgada. O valor total da bolsa da OEA não deverá exceder US$ 30.000,00 por ano acadêmico, incluídos o valor da matrícula, outros benefícios da bolsa e custos administrativos. A OEA/DDHEC não oferece bolsas para estudos no campo das ciências médicas, nem para a aprendizagem de novas línguas.

No comunicado da OEA ainda são expressos os tipos de Bolsas:

• Auto-colocados: Candidatos solicitam admissão diretamente às universidades ou instituições educativas de sua própria escolha. O número de bolsas do tipo auto-colocadas que a OEA/DDHEC vai oferecer é somente uma (1) bolsa auto-colocada por país. Por tanto, os candidatos que elejam este tipo de bolsa terão menos probabilidade de receber uma bolsa da OEA.

• Colocadas pela OEA: A OEA procura colocação dos candidatos selecionados em universidades ou instituções educativas dentro do Consórcio de Universidades da OEA, levando em consideração, da melhor forma possível, os países de preferência declarados pelo candidato.


Requisitos básicos de Elegibilidade:

1. Ser cidadão ou residente permanente legal de um Estado Membro.
2. Ter um título universitário ao momento de apresentar a postulação ao Organismo Nacional de Enlace (ONE).
3. Encontrar-se em bom estado de saúde física e mental para completar o programa de estudo.
4. Dominar o idioma do país e/ou do programa de estudos.
5. Os candidatos a programas presenciais devem se comprometer a voltar ao país patrocinador para permanecer por um período mínimo de 24 meses depois de haver terminado o programa de estudos para o qual receberam a bolsa. Os candidatos a programas de ensino a distância (online) devem se comprometer a permanecer no país patrocinador pelo mesmo período de tempo.

Mais informações podem ser obtidas pelo Portal das Américas. Já o formulário de solicitação de bolsa online pode ser acessado no endereço: https://www.oas.org/fms/Announcement.aspx?id=294&Type=1&Lang=spa

Calmas e furiosas: constante dicotomia
Quando morava no litoral, sempre me encantava com o movimento das marés. O vai-e-vem das ondas, constantes e, ao mesmo tempo, inconstantes. Calmas em um momento e, noutros, com uma fúria sem limites e controle. Essa talvez seja a beleza que existe nos mares. Mas a ação jornalística também pode ser comparada ao que vivenciei.

Em tempos "líquidos" e de uma anunciada pós-modernidade, cada vez se torna mais difícil ensinar a ética jornalística. Essa é a conclusão que Stephen Ward é obrigado a reconhecer no artigo "5 Principles for Teaching Journalism Ethics in the Digital Age", publicado no sítio MediaShift. Ele é diretor do Center for Journalism Ethics in the School of Journalism and Mass Communications da Universidade de Wisconsin-Madison e, desenvolve atividades docentes constantes problematizando a ética em sala de aula.

Por que a dificuldade? Porque os padrões mudaram. Ward reconhece que em tempos passados os livros e manuais traziam conceitos de ética que eram repassados, em um verdadeiro cânon do "que fazer e do que evitar". Mais esses tempos "simples" já não existem mais. Para ele, há um choque entre o "velho" e o "novo" no campo da ética jornalística. O "velho" abrange questões amplamente discutidas em sala de aula, tais como o compromisso com o profissionalismo, a separação de notícias e opinião, os métodos para verificar os relatórios, uma preocupação com o rigor, e os ideais de objetividade.

Já o "novo", para muitos avassalador em seus métodos, invade o campo discursivo e profissional com elementos midiáticos diferenciados, tais como imediatismo, transparência, opinião crítica e jornalismo partidário, anonimato, levando muitos usuários a ignorar os métodos de precisão e verificação.

Essa constatação de Ward não é nova, mas vale lembrar que era de se esperar que novos usos fossem surgir das tecnologias que emergem e, que essas, provocassem uma crise nos paradigmas jornalísticos existentes.

Existe, então, do ponto de vista do ensino, um caminho para se ensinar ética jornalística em uma sociedade inconstante? Ward pensa que sim, mas envolve abandonar o consenso a priori. Ele indicou cinco elementos que todo professor de jornalismo deveria levar em consideração ao pensar seu curso. São eles:

1. Iniciar a partir da experiência vivencial que o aluno possui da mídia, isto é, discutir o que eles vivenciam, explorando o "tumulto de opiniões" sobre o jornalismo. Se você evitar isso, pode correr o risco de perder credibilidade aos olhos de seus alunos.

2. Auxiliar os estudantes a ter um envolvimento reflexivo: aqui entra a importância de servir de "ponte" entre o conhecimento e o alunado. O ponto central é dar-lhes elementos que permitam refletir, por conta própria, sobre os princípios, a medida em que o docente, vai mediando/intermediando com métodos para análise de situações éticas, dando perspectivas.

3. Insistir no desenvolvimento de um pensamento crítico, não nos modismos. Trabalhe contra a tendência de rejeitar princípios, simplesmente porque são tradicionais e parecem não estar na moda. Por exemplo, os "entusiastas" da nova mídia pode apressar-se a rejeitar a objetividade da notícia como um ideal. Eles podem usar raciocínios capciosos. Em tais situações, os professores têm de perguntar por razões melhor, para indicar as áreas onde a objetividade possa ser necessária, e para introduzir versões matizadas de objetividade que evitem as objeções mais óbvias.

4. Ser transitório. Ministre o curso para que seus alunos possam acompanhar a transição nas estruturas tradicionais e profissionais.Faça uma avaliação justa da ética no jornalismo profissional. Como surgiu e quais são suas características essenciais? Em seguida, compare esse quadro com os valores que fundamentam hoje a ética. A questão norteadora é: Até que ponto os princípios tradicionais se aplicam hoje? Que orientações editoriais são necessárias para lidar com situações novas, novos dilemas? Grande parte do ensino de ética jornalística deve envolver discussões sobre como a ética do jornalismo pode reinventar-se para que ela possa orientar jornalistas por meio de múltiplas plataformas midiáticas. Mostre que a invenção de novas orientações é possível. Examine como as organizações de notícias estão construiindo novas orientações sobre uma série de problemas, por exemplo, a partir do conteúdo cidadão verifique como lidar com os boatos na mídia social. Desafie-os a escrever a sua própria política de ética no anonimato online ou outros problemas.

5. Ser "global" em seu ensino. Com a "globalização" do jornalismo, exige-se que os alunos possam pensar sobre sua responsabilidade de informar um público que ultrapassa as fronteiras. Em um mundo de mídia em constante alternância, os alunos devem ponderar se os jornalistas precisam adotar uma visão mais global de si mesmos. Eles precisam considerar a possibilidade de uma ética do jornalismo global. Além disso, devemos ensinar a pluralidade de abordagens para a ética jornalística, que possa ser aplicada da Escandinávia e da Europa para a Ásia.

Essas indicações são importantes, pois permitem ao docente rever sua prática em sala de aula. Mas, Ward alerta algo que achei especialmente interessante. A revolução na sala de aula começa pelo próprio professor, sendo esse mais dialético, permitindo espaços para que seus alunos participem e construam pontos de vista; holístico, ajudando a eclosão de vários tipos de fatos e idéias nas discussões; e, socrático, por meio de questionamento e discussão, para que os alunos formulem seu próprio quadro ético.




Capa do livro
Está disponível para download os dois volumes do livro "O Pensamento Jornalístico Português: das Origens a Abril de 1974". Os livros foram escritos pelos professores Jorge Pedro Sousa (Coord.), Mário Pinto, Ricardo Jorge Pinto, Gabriel Silva, Nair Silva, Carlos Duarte, Eduardo Zilles Borba, Mônica Delicato, Patrícia Teixeira e Patrísia Ciancio. Estão disponível por meio do LabCom, da Universidade de Beira Interior.

O volume 1, com 534 páginas, apresenta a contextualização da história e do pensamento jornalístico português e, o volume 2, com 1240 páginas, traz os apêndices com indicadores de produção bibliográfica portuguesa.

Segundo Jorge Pedro Sousa, coordenador da obra:
A ambição fundamental do projecto foi, para além da publicação destelivro, a construção de uma biblioteca on-line de acesso livre de resumos de livros sobre jornalismo publicados em Portugal até 1974, com algumas informações sobre a respectiva localização em bibliotecas e os seus autores, e de textos interpretativos sobre as obras encontradas. Em acréscimo aos contributos teóricos ao Jornalismo resultantes deste trabalho, pensa-se que os resultados da presente pesquisa podem  ser relevantes para a investigação futura em campos como a história,sociologia, comunicação política, etc. e ajudam a compreender a evolução e o momento presente do jornalismo português e da profissionalidade dos seus intérpretes: os jornalistas portugueses.
Estamos certos de que essa contribuição, inestimável para a história da área, já conquistou um espaço nas discussões e pesquisas, tanto em Portugal, quanto no Brasil.


Fonte: Photo Search
O Processo de Bolonha determinou a reestruturação do sistema de ensino universitário na Comunidade Européia, sobretudo a partir de 1999. Porém, essa movimentação iniciou muito antes, "ainda no ano de 1959", como afirma Elisabete Monteiro de Aguiar, da Faculdade de Educação da Unicamp.

Todo esse processo e seus impactos para a educação universitária nos países da comunidade européia foram debatidos no evento "Conversando sobre Graduação: Processo de Bolonha", disponibilizado na íntegra, no sítio do portal Camera Web CCUEC, da Unicamp.

Participam do evento, além da profa. Elisabete, o pesquisador e professor da Universidade de Aveiro, Antonio Francisco Cachapuz. A seguir, você poderá assistir ao evento, caso deseje aprofundar-se nesse assunto.





O Guía de Herramientas Google para Periodistas: búsqueda e investigación, lançado pelo Google em 2010, a partir de oficinas com 300 profissionais da área jornalística tem sido, de fato, um "guia" importante sobre o que é possível fazer com a ferramenta. 

Ele é simples e fácil de compreender, agregando valor ao que é possível fazer no meio desse "caos informacional". Mas é importante entender que, apesar de agregar valor, é necessário um direcionamento. Não é apenas "decorrar" o que é possível fazer e, "voilà", temos um jornalista. Já discutimos em outras postagens sobre que competências formativas são necessárias e, voltamos a reforçar: elas são extremamente importantes, não sendo fruto apenas de um exercício "casual" da profissão, mas de uma elaboração teórica consistente, resultado de uma formação inicial. Daí, técnica e teoria, reforçam a práxis jornalística e permitem o desenvolvimento de um profissional competente. 

Simples? De jeito nenhum. O negócio é mais complicado. Não sabemos ao certo, apesar dos vários cursos e formações, qual ou quais os perfis necessários, como desenvolvê-los, o que de fato é competência profissional, etc. São questões complexas e há muitas "versões" do que é melhor nos processos de formação, sendo defendidas por centenas de profissionais e universidades. O que é certo e parcialmente aceito: não podemos reduzir o jornalismo a técnica apenas, retirando seu potencial téorico-intelectual.

Um guia, como o do Google, é uma ferramenta e não o "todo" formativo necessário. Talvez o seja para os "jornalistas de fim de semana", leigos ao processo formativo e ávidos por metodologias simples. Quanto aos riscos de se desperceber isso, a caricatura da revista espanhola El Jueves (2008), reproduzida no guia,e disponibilizada pelo colega Féliz Bahón, retrata bem os perigos de uma "Google jornalista". Reflita sobre ela.



Fonte: Dossiê Redes Sociais
Está disponível o dossiê Redes Sociais da Revista Eletrônica de Jornalismo Científico ComCiência (Unicamp), que é lastreada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O objetivo da revista é popularizar os assuntos científicos e, dessa forma, os artigos são escritos de forma a clarificar assuntos mais complexos. Dessa forma, os autores do dossiê eleboraram artigos de fácil compreensão, indicando questões centrais.

Entre os autores, estão nomes conhecidos como Adriana Amaral, Mirna Tornus, Alex Primo e Raquel Recuero.


Segue o sumário:

Editorial
A banalização do banal - Carlos Vogt
Reportagens
Privacidade na rede: questões de segurança e de direito
@candidato vai seguir você
Plataformas sociais auxiliam a construção do conhecimento?
A vida social numa rede de avatares
Os quinze minutos de fama e a espetacularização do cotidiano
Artigos
Redes sociais e sites de relacionamento: em busca de comunidades
Raquel Recuero
O jornalismo e a reconfiguração midiática
Mirna Tonus
Redes sociais de música: segmentação, apropriações e práticas de consumo
Adriana Amaral
Como o Wikileaks vem transformando jornalistas em decifradores de código
Tiago C. Soares
A internet na história dos movimentos anti-vacinação
Paulo Roberto Vasconcellos-Silva e Luis David Castiel
Resenha
A cauda longa
Por Rafael Evangelista
Entrevista
Alex Primo
Poema
Figuração do tempo
Carlos Vogt


E.Everhart. Foto: Journalistics.
Essa é uma "boa" questão para pesquisa. Li recentemente um artigo de Erin Everhart, jornalista e especialista em marketing social, intiulado "Can Twitter Make You a Better Editor?" e publicado no Journalistics

Confesso que a pergunta pareceu atraente em si, já que fiquei curioso de ver as argumentações que Everhart traria. Bem, ela começa sua argumentação lembrando que já exerceu a função de editor em uma editora de livros e, vivenciou situações em que os autores tinham dificuldade na escrita. Ela compara esse processo ao de escrita em um jornal, onde o editor também desenvolve as mesma funções de compreensão da escrita. 

Para Everhart, o Twitter obriga o escritor "a ser conciso, dizendo exatamente o que se quer em poucas palavras quanto possível, especialmente se você está esperando para ser reenviada sem outra edição". Nesse sentido, ela defende que o exercício da escrita no Twitter pode auxiliar e melhorar os processos de escrita.

Mas será que isso substitui uma formação específica? Everhart não defende essa idéia. De fato, ela conclui que "o Twitter pode desempenhar um papel chave para ajudar você a ficar melhor no que você diz e como você diz. Mas não acho que o Twitter vai substituir uma educação sólida em um curso de jornalismo". E aí, você concorda com essa idéia?


Pesquisadores que participaram do I Seminário
A Rede Procad vem desenvolvendo ações para ampliar a compreensão do ensino de jornalismo em tempos de convergência digital. Essa é uma tarefa extremamente complexa, em face das restrições bibliográficas e de informações oficiais. Mesmo em face disso, o I Seminário da rede realizado pela UFSC nos dias 26 e 27.08, que contou com pesquisadores de diversas partes do Brasil, apontou para possibilidades importantes nesse campo.

Os pesquisadores envolvidos discutiram a necessidade de um outro encontro, onde novos resultados serão partilhados e problematizados, além de apontarem para a necessidade de ampliar as regiões/estados de aplicação da metodologia desenvolvida pela rede.

A coordenação da Rede na UFSC, que é desenvolvida pelo prof. Elias Machado e equipe, destacou que essa seria uma das questões tratadas na reunião dos coordenadores da rede. Aguardamos com expectativa a indicação de um segundo seminário nacional de ensino de jornalismo.