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Diversos veículos notíciosos pelo mundo repercutiram hoje a pesquisa realizada pelo Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, que analisou fontes de tráfego para sítio noticiosos nos Estados Unidos.

Nos dados da pesquisa, o Google Search, Google News e o Google Maps são responsáveis por 30% do tráfego para sítios noticiosos. Parece pouco? Mas não é. Segundo o jornal português Público, essa cifra "[...] deixa muito pouco espaço para a concorrência, já que o tráfego proveniente de links externos oscila entre os 35 e os 40 por cento".

O gráfico a seguir mostra o percentual de audiência a partir do Google, comparado ao de outras empresas de comunicação:


A pesquisa "Navigating News Online", do  Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, pode ser acessada na íntegra e revela outros elementos importantes nessa procura pela audiência/tráfego na internet.

Aos domingos, posto sempre uma animação. Mas hoje resolvi fazer algo diferente e colocar à disposição dos leitores um editorial que achei bem pertinente. Trata-se do "sucesso" relâmpago do Twitter nas últimas horas. Não é a trilha sonora de carnaval de uma escola de samba, nem uma marchinha. Muito menos um Axé. Trata-se de um editorial de jornal semanal. Editorial? É isso mesmo.

Nas últimas horas, um editorial da jornalista Rachel Sheherazade falando do Carnaval ganhou repercussão nacional justamente por destacar não a folia e alegria efêmera do carnaval, mas as mazelas que esse acaba por alargar. Vale ouvir ou ler.



Apture: uma nova forma de fazer pesquisa
Uma nova forma de pesquisa, essa é a proposta do Apture. Essa funcionalidade permite acesso instantâneo à informação com a tecnologia de pesquisa na página. A instalação é descomplicada. Para instalar no Blogger, basta incluir o código fornecido pela Apture em um gadget no final da página e pronto.

Como funciona isso na prática? Basta selecionar uma palavra ou frase que surgirá uma pequena indicação com as palavras "learn more". Basta clicar nela que você encontrará imediatamente o conteúdo de toda a web - em uma janela. Isso tudo sem sair da janela principal. E o melhor: totalmente gratuito.

O Blog do Gipo está testando sua funcionalidade e você já pode usá-lo. Veja na imagem a seguir o que é preciso fazer:


É isso mesmo! Selecione a palavra que quiser e a tela abrirá. Ao clicar, páginas correlatas, indicações de vídeo e outras surgirão. Faça o teste. É uma experiência totalmente nova de pesquisa.  Quer saber mais? Assista o vídeo disponível no Vimeo.

símbolo do nvda
Sigla do NVDA
O Blog do Gipo tem como meta levar informação acessível ao maior número possível de pessoas. Dessa forma, ao longo de sua criação, vem testando ferramentas que visam facilitar o acesso de pessoas com baixa acuidade visual (visão subnormal).

Vencida essa primeira etapa, estamos implantando o uso da ferramenta NVDA para acesso do conteúdo a cegos. O NVDA ou leitor de "Non Visual Desktop Access", tem licença GPL (sigla em Inglês para "LICENÇA PÚBLICA GERAL GNU"), de autoria da Fundação para o Software Livre e adotada pelos sistemas GNU/Linux e outros.

Como funcionará esse processo? Lembrando que o Blog do Gipo é um sítio pessoal, mantido apenas pelo autor, nos próximos meses migraremos algumas funcionalidades, visando facilitar a utilização. Desde já, é possível testar o NVDA por meio do símbolo presente em todas as páginas do Blog do Gipo. 

Passos de implementação

Ao clicar na imagem estilizada que representa a sigla NVDA, um programa executável será aberto (não se assuste com isso!). Salve-o em seu pen drive, pois poderá utilizá-lo em qualquer computador.


Esse programa está compactado (podendo ser acessado via .zip, .rar ou assemelhado). Após a descompactação, procure o arquivo "nvda.exe" e clique duas vezes. Com isso, o programa ficará ativo em seu computador (ou em qualquer um que usar. Lembre-se: essa versão não instala nada no computador que está usando. Caso queira uma versão permanente em seu computador, vá ao sítio da NVDA).

Tenha paciência para ajustar o programa, pois ele irá reconhecendo e sintetizando a leitura. Caso queira trocar a voz utilizada ou fazer outros ajustes, clique com o botão direito em cima do símbolo NVDA na barra inferior do navegador (windows ou linux) e vá testando o som e funionalidades que melhor se aproxima de suas necessidades.  


Robert Niles
Essa é uma pesquisa que dá o que falar. Robert Niles, que já foi editor Web, redator e repórter de vários jornais, incluindo o Los Angeles Times e o Herald-Times, convida os colegas a se perguntarem sobre que habilidades são necessárias para o chamado "sucesso profissional". 

No artigo intitulado "What skills do you need to succeed in your journalism career?", publicado no OJR: The Online Journalism Review, Niles relembra que antes da internet as habilidades dos jornalistas eram bem claras:
Uma geração atrás, as habilidades necessárias para um jornalista eram bem definidas. Se você estava indo trabalhar em uma redação de um jornal impresso, era necessário saber como redigir/escrever um relatório/notícia. Caso você fosse trabalhar em fotojornalismo, você precisava desenvolver ainda a fotografia e as habilidades de edição de fotos. Se fosse ser  cinegrafista precisava saber como filmar e editar vídeo. Se fosse telejornalista, seria necessário desenvolver a habilidade de falar no ar com confiança e autoridade.
Porém Niles reconhece que hoje é "necessário isso tudo e muito mais". É por isso que, nesse artigo, ele abriu o espaço para a participação em uma enquete que expressa quais as habilidades que os jornalistas já possuem e quais as que desejariam desenvolver. Veja, preliminarmente, como se manifestaram online os leitores, inclusive eu:


É interessante olhar as respostas e ver que os resultados não são tão distantes assim quanto se imagina. A amostragem é a mesma em ambas as respostas. Mesmo os que dominam uma determinada "área do saber" digital, concordam que "sempre" estão em processo de aprendizagem e, que novas competências e habilidades são diariamente incorporadas ao trabalho. 

A revista Exame, em sua edição especial de julho/2010 (ed.971-E), trouxe a lista dos 200 maiores grupos privados do Brasil. Dentre a longa lista, estão três da área de comunicação/mídia: as Organizações Globo, a RBS Comunicações e o Estadão.

As Organizações Globo, segundo a revista, subiu da 38ª posição em 2008 para a 34ª posição em 2009. Com um faturamento de vendas de US$ 6.513.611.000,00 e mais de 15 mil empregados em 104 empresas, as Organizações Globo mantém atividades em três países - Brasil, Inglaterra e Estados Unidos. Dentre as empresas controladas pelo "clã" Marinho (José Roberto, João Roberto e Roberto Irineu) estão: a Globo Comunicação e Participações, a Infoglobo Comunicações, a Editora Globo, a Globosat Programadora, a Agência O Globo Serviços de Imprensa, o Diário de São Paulo, a Comercial Fonográfica, a Distel, a DTH, a Get Empreendimentos Temáticos, a GLB, a Globo International Company, a Interpro, a Net Brasil, a Prime Securities, a Sigem, a Sigla, a Sigla da Amazônia, a UGB e a Zende. Além desse rol de empresas, ainda temos as empresas coligadas, que engrossam o patrimônio e colocam as Organizações Globo nesta posição: o Canal Brasil, a Net Serviços de Comunicação, a PB Brasil Entretenimento, a Telecine Programação de Filmes, a USA Brasil Programadora, a Sky Brasil Serviços, a Zap, o Valor Econômico, a Endemol Globo, a GB Empreendimentos e Participações e a TT2 Telecomunicações. 

Já o grupo RBS Comunicações, de Porto Alegre (RS), ocupa o 180º lugar do ranking dos maiores. Com um faturamento de vendas na faixa dos US$ 645.658.000,00 e com seus 4.996 empregados em 16 empresas, a RBS Comunicações tem sob seu controle as empresas: RBS, TV coligadas de Santa Catarina, Rádio (Gaúcha, Itapema FM de Florianópolis, Atlântida FM de Porto Alegre, Educadora de Guaíba, Itapema FM de São Paulo), a RIC, a ORBEAT Som e Imagens, o Canal Rural Produções e a Kzuka Promoções. O grupo é dividido pela H+ Participações que possuem 70% das ações e pelo grupo GIF III Fundo de Investimentos e Participações, com o restante das ações. 

E, o grupo Estadão, de São Paulo (SP), ocupa o 194º lugar do ranking dos maiores. Com um faturamento de vendas na faixa dos US$ 556.724.000,00 e com seus 2.654 empregados, o Estadão controla as empresas: Agência Estado, o Estado de S. Paulo, o Estúdio Eldorado, a OESP (Gráfica, Mídia, Particpações), a Rádio Eldorado e a ECSL. Ainda tem como empresas coligadas: a ZAP Internet e a SPDL - São Paulo Distribuição e Logística. Esse patrimônio é dividido entre Ruy Mesquita (16,66%),  Octávia de Cerqueira e Cézar Mesquita (16,66%), Maria CecíliaVieira de Carvalho Mesquita (16,66%), Patrícia Maria Mesquita (16,66%) e o restante entre outros sócios da Família Mesquita, com menos ações.

Arianna Huffington é um nome conhecido. Diretora e fundadora do The Huffington Post, tem inovado no mundo do jornalismo digital. O jornal tem como esteio a informação política em cerca de 25% de seu espaço e sempre começa com um grande tema apoiado por uma grande imagem, possuindo hoje 22 seções. Essas mudanças fizeram do jornal uma referência em jornalismo digital.

Em uma entrevista intitulada "La comandante 'blog'" para o El País, Huffington destacou a importância dos blogueiros na produção de notícias. Segundo ela, no início do jornal, "eram 500 blogueiros, hoje são 6000". Essa estratégia, dentre outras, colocou o  The Huffington Post à frente  do The Washington Post, do The Wall Street Journal e do USA Today nas estatísticas de acesso. Ela também reforça o papel da participação do periódico nas redes sociais (Facebook e Twitter) como um elemento propulsor do trabalho jornalístico realizado, onde somente no mês passado, mais de três milhões de leitores comentaram matérias por esses canais.

Quando indagada sobre a qualidade e  a aposta do The Huffington Post na participação dos cidadãos na produção de notícias, Arianna Huffington declarou:
Yo creo en una fórmula híbrida de periodismo: necesitamos editores profesionales, periodistas profesionales y cientos de ciudadanos periodistas que lo harán como lo hicieron en el último levantamiento que se produjo en Irán, desde sus comunidades.
Será essa uma boa estratégia? Pelo menos no caso do The Huffington Post  parece que sim, já que o jornal tem um volume de tráfego de mais de 12,3 milhões de usuários únicos por mês, além de um "exército de 6.000 blogueiros, [além de] 250 posts originais todos os dias".  Veja outros aspectos da entrevista no vídeo da reportagem.


Essa é a essência do livro intitulado "E o rádio?: novos horizontes midiáticos", organizado por Luiz Artur Ferraretto e Luciano Klöckner, da PUC-RS. O livro é uma coletânea de 40 artigos apresentados no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, realizado em Curitiba, em 2009. Os temas abordados são dos mais variados, tais como história, ensino, cidadania, criatividade, publicidade, programação e futuro da mídia sonora.
Já no prefácio da obra, os organizadores dão o tom da obra, ao indagarem:
Afinal, e o Rádio? A pergunta vai e volta com frequência. Está presente nas salas de aula das universidades, nas redações e nos estúdios das emissoras, nos escritórios de diretores, coordenadores, chefes... Ganha abrangência e gera preocupação nestes tempos de internet, globalização, convergência... Afinal, e o Rádio? Para onde vai este veículo que há nove décadas foi chegando de mansinho e ganhando os ouvintes com estardalhaço maior ou menor conforme reinava absoluto ou retirava-se para um plano secundário?
Essas são questões tratadas pelos autores participantes que, direta ou indiretamente, apontam a atualidade do rádio, apesar de outras mídias parecerem ter mais repercussão.Vale a leitura e reflexão.

Em uma sociedade do hiperconsumo, para lembrar de Gilles Lipovetsky em "A Felicidade Paradoxal", quais os significados da pirataria? Como a comunicação e os processos formativos a compreendem? Alguns autores tem apontado para a idéia de que a pirataria no meio digital, não é apenas a necessidade de consumir, mas também de se interferir na elaboração dos conteúdos, compartilhando. 

Essa é uma das idéias de Cândida Nobre, da UFPB, no trabalho intitulado "Os processos de ressignificação da pirataria no ciberespaço", apresentado na COMPÓS/2010. Nobre, ao conceituar pirataria, esclarece:
Reforçamos que a pirataria não envolve única e exclusivamente a motivação de lucro direto diante da cópia da obra. É possível ao usuário realizar uma cópia para si próprio, bem como ver um vídeo disponibilizado no YouTube que, a princípio seria protegido por direitos autorais e a indústria ainda assim rotular seu comportamento como pirataria. A razão que leva o indivíduo ao consumo da cópia é variável. Assim como o interesse da comercialização da cópia é o lucro, há os que consomem tais produtos por estarem abaixo do preço e, portanto, compartilham da mesma motivação do vendedor. Há, no entanto, obras que eram de difícil acesso até estarem disponíveis na rede, de forma que recorrer ao “pirata” é a única maneira de entrar em contato com o produto.
E, finalmente, há ainda a dificuldade de acesso do público em relação aos produtos culturais. Neste caso, não estamos tratando das pessoas que têm a opção de ir ao cinema ou comprar um filme no comércio informal, mas daqueles que só terão acesso às obras se estas forem adquiridas por meio da pirataria. Para esta parte da população, a pirataria pode ser entendida como um caminho para a inclusão social. Tanto é assim que mais uma vez destacamos a pesquisa feita no Brasil constatando que a pirataria não é vista com maus olhos pela maioria da população e a prática estaria associada ao mesmo princípio de Robin Hood, de extrair algo dos ricos para os pobres terem acesso (BOECHAT e HERDY, 2008). A diferença seria que, ao menos à primeira vista, o consumo da cópia não restringe o outro do acesso à obra.

Esses argumentos dão muito em que pensar, já que essa visão ampliada associada a pirataria, resgata a noção básica de compartilhamento do conhecimento. Nobre propõe, ainda, uma tipologia de compreensão desses argumentos. Vale a pena a leitura dos argumentos.

Esse é um dos assuntos mais produtivos dos últimos tempos. Parece persistir a "dúvida cruel": as redes sociais são um forma de jornalismo? Ao meu ver, uma rede social pode ser utilizada como um espaço de produção jornalística, mas não quer dizer que toda rede social seja jornalismo. Mas quais os elementos diferenciadores?

Achei muito interessante a dica do colega português Pedro Jerônimo, no blog Jornalices. Ele dispobilizou o vídeo, que coloco a seguir, da entrevista de Jennifer Preston, responsável pela rede social do The New York Times. 

Para Preston, as redes sociais são um meio do jornal se comunicar com a audiência, sendo uma ferramenta muito valiosa para o jornalismo. Ela cita o caso do Twitter do NYT, com mais de 2,5 milhões de seguidores, onde se pode compartilhar em tempo real as informações disponibilizadas no jornal, bem como a comunidade no Facebook, com 600 mil fãs, destinado a fotografias de todo o mundo compartilhadas pelos leitores.

Veja outros pontos destacados por Jennifer Preston a seguir.


A conectividade dos países é um assunto de interesse de todos que desenvolvem atividades basedas na internet. Essas informações nos ajudam a perceber possíveis tendências e desenvolvimentos do uso das mídias digitais no espaço de criação da informação.

Uma apresentação feita por Bryan Segal, vice-presidente da ComScore, empresa especializada em medição de inteligência digital,  nos dá uma visão geral do que acontece no Canadá. Segundo os dados da empresa, no Canadá a internet tem mais penetração do que em países como Israel, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil. 

O mesmo crescimento é visto, por exemplo, na faixa etária de acesso a internet. Enquanto que as mídias tradicionais tiveram uma queda entre 2001 e 2007, o uso da internet subiu de 24% para 40% entre os na faixa etária de 18 a 24 anos. Crescimento semelhante também é visto nos dados das outras faixas etárias. Outros dados são bem esclarecedores. Veja a apresentação de Segal.



Esse é um dos dados disponibilizado pela apresentação elaborada pela empresa espanhola 101.es, sobre as redes sociais na Espanha. O aumento de 999% no número de usuários do Facebook na Espanha assusta um pouco, mas representa a aproximação com a tecnologia e o impacto que as redes sociais tem sobre os quase 8 milhões de pessoas da Espanha na rede.

Outros dados também são interessantes. Por exemplo, a plataforma de comunicação social Tuenti, tem 35% mais tráfego na Espanha do que o Google, contando com 7 milhões de usuários.

Você poderá ver esses dados no vídeo a seguir e, o melhor, ao final da apresentação são indicados os sítios das fontes. A dica veio do blog catalão Novosmedios.org.




O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) proibiu a veiculação da propaganda de cerveja "Devassa Bem Loura", da Schincariol, que traz a socialite norte-americana Paris Hilton. Na propaganda, Hilton aparece em poses sensuais.

Para o CONAR, que  tem a função de regular, coibir e punir abusos na propaganda no Brasil,  essa campanha estimularia o excesso de consumo. O Código de Autorregulação Publicitária, em seu anexo A, sobre bebidas alcóolicas, traz a regra básica:

1. Regra geral: por tratar-se de bebida alcoólica — produto de consumo restrito e impróprio para determinados públicos e situações — deverá ser estruturada de maneira socialmente responsável, sem se afastar da finalidade precípua de difundir marca e características, vedados, por texto ou imagem, direta ou indiretamente, inclusive slogan, o apelo imperativo de consumo e a oferta exagerada de unidades do produto em qualquer peça de comunicação.
Além desses aspectos, a Secretaria Especial dos Direitos da Mulher diz que a campanha desrespeita a figura da mulher, com o uso de imagens sexistas.

Segundo o sítio G1, 
A Schincariol, dona da marca Devassa Bem Loura, afirmou entender "o filme estrelado pela modelo Paris Hilton não ofende,em nenhum aspecto, a qualquer norma ou orientação emitida pelo Conar, mas acata a decisão ao manter o filme fora de veiculação".
Seja qual for o posicionamento - pró ou contra - a propaganda e a polêmica gerada já atingiram os resultados esperados: de um lado, órgão regulador exercita o objetivo de sua existência e, do outro, mais e mais pessoas procuram no You Tube para ver o que de "especial" tem essa campanha, gerando maior consumo e procura do produto.

Veja você mesmo o que parece gerar tanta repercussão. Atente que, nem de longe, a propaganda chega perto das imagens do Carnaval e da exposição do corpo feminino. 






Nunca é demais saber como anda a "cotação" das tecnologias quanto a sua usabilidade. Foi o que Jane Hart, consultora da The Centre for Learning & Performance, disponibilizou. Trata-se de um Top 100 de mídias sociais e assemelhados.

Como era de se esperar, o Twitter ficou em 1º lugar na pesquisa. É importante entender que, em 2007 o microblogging Twitter ocupava a 43ª posição, subindo em 2008 para a 11ª e, agora em 2009, para o 1º lugar.

Já o Delicious, um serviço de compartilhamento de links favoritos, caiu para o 2º lugar em 2009. Ele vem mantendo a preferência, já que desde 2007 oscila entre 1º e 2º lugares.

Esse Top 100 é um bom guia e termômetro de como andam as diversas ferramentas, úteis na sala de aula e também nas redações. A grande questão é se, de fato, a amostra representa a realidade de usabilidade. Não consegui localizar a metodologia, nem o quantitativo dos pesquisados nesse ranking. Se alguém souber, contribua nos comentários.

De qualquer forma, vale a visualização dos resultados a seguir.




Alguns afirmam que o rádio, em tempos de internet, é coisa obsoleta. Em certo sentido, isso até poderia ser afirmado, mas a realidade de alguns locais tem mostrado que ele continua forte como um veículo de difusão de notícias.

É o que o estudo realizado por Michael W. Link, da The Nielsen Company, mostrou. Ele disponibilizou o relatório intitulado How U.S. Adults Use Radio and Other Forms of Audio.O estudo aponta para o rádio como o mais importante meio de difusão de notícias entre os adultos norte-americanos.

O estudo foi realizado com base em 752 dias de programação. Os resultados são bem interessantes. Entre esses, o estudo concluiu:

• 90% dos adultos estão expostos a algum tipo de mídia de áudio em uma base diária, com transmissão, tendo no rádio a maior parte de tempo de audição;

• A exposição ao "áudio" se dá em quatro níveis de uso, entre os ouvintes:
(1) Usa a transmissão de rádio via satélite (atingiu 79,1% diariamente; sendo 122 minutos diários entre os usuários);
(2) CDs e fitas (chegou a 37,1% diariamente; 72 minutos);
(3) Áudio portátil, tais como iPods/MP3 (chegou a 11,6% diariamente; 69 minutos), áudio digital armazenado em um computador, tais como arquivos de música transferidos e utilizados em um computador (alcance de 10,4% diariamente; utilização média de 65 minutos), streaming de áudio digital em um computador (atingir 9,3% ao dia; 67 minutos) e;
(4) Áudio em celulares (chegou a 2% diariamente; 9 minutos).

• O papel dos dispositivos de áudio portátil:
i) Importância dos players de MP3 e iPod, com média de 8 minutos de escuta por dia entre toda a amostra observada;
ii) entre os ouvintes (11,6%), o maior alcance estava entre aqueles com idade de 18-34 anos (20,8%), solteiros (18,5%), e aqueles que tendem a ser mais esclarecidos quanto ao uso da tecnologia (18,2%);
iii) Mesmo entre aqueles que usam outras formas de mídia de áudio, a transmissão de rádio ainda tem um amplo alcance. Por exemplo, entre aqueles que também ouviram o áudio portátil, tais como dispositivos leitores de MP3 ou iPod, o rádio teve um alcance diário de 81,6% e, 97 minutos de média de tempo de audição.

• A exposição ao áudio na mídia tem o maior alcance entre aqueles com níveis mais elevados de educação e renda;

• A radiodifusão é a forma dominante de mídia de áudio em casa, no trabalho e no carro;

• O "Broadcast" do rádio atinge a faixa etária entre 18-34 anos, com taxas equivalentes às de adultos em geral, ficando na faixa de 79,2% dos ouvintes, com uma média de 104 minutos por dia;

• Entre as plataformas de mídia, a televisão ao vivo foi a mais elevada do alcance e uso diário entre os pesquisados (95,3%, 331 minutos), seguida pela transmissão de rádio (77,3% alcance, 109 minutos), Web / Internet [excluindo o uso do e-mail] (63,7%, 77 minutos), jornais (34,6%, 41 minutos) e revistas (26,5%, 22 minutos); 

• Em média, as pessoas gastam quase idêntico tempo durante a semana (454 minutos) e nos finais de semana (458 minutos), usando um das cinco principais fontes de mídia.
 Nos gráficos a seguir, provenientes do Nielsen Wire, esses dados são melhor visualizados:



Outro dado que "salta aos olhos", é referente ao tempo, nos dias úteis, de audição aos meios. O rádio é o segundo colocado, perdendo apenas para a Televisão:

Longe de estar aposentado, o rádio continua a ser um veículo importante de difusão de notícias. Mas ,é importante, pensar em como ele será reinventado e se articulará com a própria web e com o jornalismo digital.

Você pode ler o estudo completo aqui.


Essa é a discussão que Martin Conboy, professor da University of Sheffield, do Reino Unido, faz no artigo intitulado "A parachute of popularity for a commodity in freefall?". O artigo foi publicado no número especial de junho da revista Journalism, e trata da problemática "crise" que vive o jornalismo (e seus profissionais) nesse início de século.

Conboy parte da idéia de que o
[...] jornalismo é ameaçado por todos os lados na contemporaneidade. A reputação dos jornalistas continua a despencar e o jornalismo, parece ser incapaz de gerar interesse ativo, consistente, no processo político. [...] O principal motivo para preocupação, parece ser que, à luz do colapso das receitas de publicidade e  da fragmentação das audiências, impulsionado em parte pela introdução de novas tecnologias no campo da comunicação pública, o jornalismo está lutando  com o fim de um modelo de negócios.  O futuro do jornalismo depende, em grande medida, do que entendemos por  jornalismo.
Essa é uma constatação real: vivenciamos uma "crise", isto é, o modelo atual de negócios do jornalismo não responde mais as demandas impostas pelo mercado e, principalmente, pelos leitores. O papel dos jornais no processo de comunicação, como elemento central, já deixou há vários anos (melhor dizendo, décadas) de ser o que ele tensionava que ainda fosse. É claro que ainda há nichos muito fortes e tradicionais de leitores, mas os neoleitores atuais, já não creditam a força necessária para o modelo sobreviver.

E qual será esse futuro? Conboy defende que esse futuro passa pela redefinição do que é o jornalismo e de suas funções, sobretudo no papel desempenhado por alguns veículos que agem como verdadeiros "cães de guarda" de segmentos.

É interessante o reconhecimento por parte de Conboy, nesse artigo, da existência de "polaridades de espectro de jornalismo". O que vem a ser isso? É o que, em outros autores, conhecemos como nicho. Ele cita George Newnes, editor inglês, que escreveu em 1890, classificando dois modelos de jornais: "um que dirige as notícias para os assuntos das nações e, outro, não tão ambicioso, mas que, ano após ano,  leva diversão e entretenimento para as camadas de trabalhadores". E esse, parece ser, um problema para Conboy, já que o jornalismo (e seus profissionais), parecem querer apenas o "jornalismo que gera prêmios", o jornalismo dos grandes veículos, do reconhecimento nacional e internacional e, bem poucos, fazem um jornalismo cultural para as massas.

E onde entra a idéia de "queda livre" anunciada por ele? Justamente na noção de crise. Para ele, a crise no jornalismo, é uma "tentativa tardia de chegar a termos em questões que tem permeado outras construções culturais e políticas ao logo dos últimos 20 anos ou mais".  Outras áreas do conhecimento, já vivenciam essa indefinição epistemológica desde o início dos anos 1970, estando a comunicação "em crise", com a chegada do novo modelo midiático com interface virtual, na década de 1990.

Mais do que uma mercadoria que é comprada e vendida a um preço determinado, mais do que notícias que atendam um nicho privilegiado e dominante, o jornalismo (e seus profissionais), tem um responsabilidade social, que deve ser encarada como estratégia de mobilização democrática. Daí, nessa concepção, Conboy afirmar que, blogs e redes sociais, são um caminho inevitável no futuro do jornalismo. É dentro desse "ecossistema midiático", com suas experiências e vivências múltiplas, que os profissionais do futuro serão formados (ou deformados, dependendo do contexto!).


Não demorou muito e, os jornais espanhóis citados na notícia do periódico Soitu.es e, divulgado  pelo Blog Periodistas 21, teve resposta. Na notícia publicada, o jornalista Juan Varela, problematiza a condição de diversos jornais e a estratégia comercial para superação da crise, bem como a pouca efetividade dessa ação. Comentamos sobre isso aqui no Blog do Gipo.

Os jornais publicaram diversas notícias que tentam demonstrar o contrário, inclusive explicando algumas perdas na tiragem. Veja as notícias, já que essa 'briga' parece não terminar agora:



Nenhum país parece que escapou da crise dos meios tradicionais de comunicação. Apesar dos esforços da indústria da notícia impressa, em tentar inovar e criar novos espaços de interação com os leitores, a crise chegou para ficar.

Parece ser cada vez mais difícil manter os atuais consumidores dos modelos tradicionais e, criar neoleitores, parece ser algo que somente tem acontecido com destaque na web e, ainda, de forma gratuita.

Essa é uma conclusão possível quando observamos os números divulgados hoje pelo Blog Periodistas 21, especializado em jornalismo e mídias. Nele, o jornalista Juan Varela, problematiza os jornais que produzem encartes de verão como estratégia comercial de superação da crise e a pouca efetividade dessa ação.

Segundo varela, a crise atingiu os principais jornais, a ponto de influenciar a tiragem. Entre os jornais em crise, ele destaca:
El líder El País bajó en julio a 357.000 ejemplares y no llegó a 375.000 en agosto, una caída de alrededor del 2% que llega hasta el 9% si nos fijamos sólo en la venta al número. El diario de Prisa acumula una pérdida de difusión de 9% sobre 2008, un año ya malo.
El Mundo tampoco se salva. En julio perdió casi un 7% y bajó de 265.000 ejemplares de difusión. En agosto, 274.100 con una caída del 3%. Y en venta al número un batacazo de más del 10% en julio y del 7% en agosto. Pierde casi un 7% de difusión en 2009.
El descenso es muy superior para La Razón, de un 17% en la venta en quioscos de agosto, menos de 75.000 ejemplares aumentados hasta 111.000 con suscripciones y venta en bloque. Resultado una caída en el año de más del 16%.
Entre los diarios de Madrid se salva a medias ABC, que cayó en los quioscos hasta 130.000 ejemplares en agosto (-4%), pero mantiene una difusión anual superior en un 2,6% a 2008, con una media de 258.000 ejemplares.
Público, quizá el único diario con una oferta algo alternativa en su enfoque del verano creció los dos meses de verano tanto en venta al número como en difusión total. Supera en un 2% su difusión del año pasado y roza los 70.000 ejemplares.
En Barcelona sigue la sangría de El Periódico, que pierde en verano más un 4% de su difusión y un 11%, hasta una media de 135.400 ejemplares en lo que va de año. La Vanguardia se mantiene estable en los 201.000 ejemplares y una caída interanual del 0,4%.
Os dados refletem uma crise que não deve parar apenas no consumo da mídia impressa, mas que tem reflexos também na própria aceitabilidade do periódico, na medida em que a internet ganha espaço e reconhecimento.  É, as economias de nicho ganham forma.



Não é de hoje que os meios tradicionais de comunicação tentar rever posições quanto a sua existência e a própria interação com leitores. Dessa vez, O Globo lançou uma campanha intitulada "O Globo: Muito além do papel de um jornal".

Os vídeos produzidos são bem interessantes. No primeiro, de 2008, O Globo trabalha com a palavra informação e a construção das notícias, seja no meio impresso ou online. O jogo de palavras é bom, a sonoridade da propaganda dá um ar de solidez de missão, que faz do jornal, mais do que simplesmente o papel impresso.


No segundo vídeo, de 2009, intitulado "Nós e Você. Já são dois gritando", O Globo trabalha a noção de construção coletiva, apelando para a participação do cidadão como colaborador da notícia, como um diferencial importante.

Veja os vídeos e comente sobre o que percebeu deles.
Vídeo 1


Vídeo 2



O Ibope Nielsen Online disponibilizou alguns dados do estudo Painel de Internautas, que tem como objetivo mensurar a audiência brasileira única, audiência duplicada, origem e destino das visitas dos sites e time spent, entre outros, informou o sítio Clube OnLine, e perpercutido pelos blogs Convergência Digital e TeleSíntese.

O crescimento médio passou de 33,2 milhões de usuários em julho para 36,4 milhões em agosto de 2009. É importante entender que, esses conectam a rede no trabalho ou em residência, não sendo computado as mídias móveis.

Quanto ao tempo médio, continuou a crescer, atingindo as marcas de 71 horas e 30 minutos de tempo total de utilização e, no caso da navegação em páginas apenas, o tempo total caiu de 48 horas e 26 minutos em julho para 46 horas e 14 minutos em agosto. Segundo as notícias veiculadas sobre os dados do IBOPE Nielsen Online, o número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões.

Veja outros dados importantes disponibilizados pelo Clube OnLine:


Painel de residências e local de trabalho – 10 marcas, incluindo aplicativos – agosto de 2009
 Marcas
Brand Audiência Única
Total de Minutos
Páginas Vistas
Google 
34.173
6.394.997
14.893.938


MSN/WindowsLive/Bing 
32.579
14.666.604
4.453.464
Orkut 
27.893
6.068.968
18.531.372
UOL 
27.685
2.797.405
4.075.192
Microsoft 
25.700
1.583.738
159.388


iG
23.999
1.255.794
2.210.055
Globo.com 
22.918
1.688.541
2.609.028


Terra
22.776
1.134.449
1.933.440
YouTube
22.434
1.309.488
1.779.542


Yahoo!
21.871
1.143.352
2.239.515

Painel de residências e local de trabalho – 10 marcas, excluindo aplicativos – agosto de 2009

Marcas
Brand Audiência Única
Total de Minutos
Páginas Vistas
Google
34.137
6.163.339
14.893.938
Orkut 
27.893
6.068.968
18.531.372
MSN/WindowsLive/Bing 
27.707
2.300.908
4.453.464
UOL
27.685
2.797.363
4.075.192
iG
23.999
1.255.794
2.210.055
Globo.com
22.918
1.688.541
2.609.028
Terra 
22.776
1.134.449
1.933.440
YouTube
22.434
1.309.488
1.779.542
Yahoo! 
21.781
1.050.861
2.239.515
Blogger
19.134
484.623
889.230
 Uma marca (Brand) é um conjunto de canais, domínios e/ou urls pertencentes, ligados ou cedidos a uma empresa ou subsidiária. A audiência de home pages, por exemplo, está contida dentro da audiência da marca.
Em agosto de 2009, 37,3 milhões de pessoas usaram a internet no trabalho ou em residências, crescimento de 2,3% sobre os 36,5 milhões registrados no mês de julho. A quantidade de pessoas com acesso no trabalho ou em residências, que era de 44,5 milhões, cresceu 5% e chegou a 46,7 milhões.

Tempo de uso, número de usuários ativos e número de pessoas com acesso – internet no trabalho e em domicílios, Brasil – julho e agosto/2009



Julho/2009
agosto/2009
Tempo de navegação por usuário (hh:mm)  
48:26
46:14
Número de usuários ativos (000)  
36.449
37.289
Número de pessoas com acesso (000)        
44.452
46.646
           
Considerando apenas os internautas residenciais, o crescimento mensal do número de usuários ativos em agosto foi de 5,4%, atingindo a marca de 29 milhões de pessoas. Em relação a agosto de 2008, a evolução foi de 19%. O tempo de navegação por pessoa em residências chegou a 30 horas e 33 minutos. O número de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet cresceu para 42,2 milhões.
Tempo de uso, número de usuários ativos e número de pessoas com acesso – internet em domicílios, Brasil – julho e agosto/2009

Julho/2009
agosto/2009
Tempo de navegação por usuário (hh:mm)  
30:13    
30:33
Número de usuários ativos (000)  
27.501  
28.977
Número de pessoas com acesso (000)        
40.164   
42.209
              

O Ibope Nielsen Online projeta a existência de 64,8 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel.


As categorias com maior crescimento proporcional no número de usuários na navegação, no trabalho e em residências, em agosto na comparação com julho, foram Educação e Carreiras, com aumento de 7,2%, Notícias e Informações, com evolução de 4,4%, e Governo e Entidades sem Fins Lucrativos, com crescimento mensal de 2,7