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Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio. 

A pouco vi pela postagem do colega português Nuno Costa um vídeo que me chamou a atenção. Trata-se do documentário Motalko, de Miklós Falvay, que usa uma série de imagens de arquivo sobre as primeiras bombas de gasolina na Hungria. Até aí pensei que seria mais um vídeo com recursos normais de apresentação 2D. Mas me enganei.

Miklós Falvay utilizou o blender, que é um programa de computador de código aberto, que tornou o passei histórico uma aventura 3D (caso queira ver outro exemplo, a animação Sintel é muito boa). Os resultados são sensacionais: o que antes era sem vida, ganha profundidade e novos contornos. Assista e veja o que acha. 


ARCHIVE PHOTO INSERTS FROM MOTALKO from Miklós Falvay on Vimeo.


Quem já não ficou com a mão cansada de tanto clicar na internet? Quase todos que a utilizam diariamente, padecem desse sofrimento.  São centenas e, as vezes, milhares de clics. Mas parece que temos uma "luz no fim do túnel".

É que Andreas Lutz, músico e designer suíço, inovou em seu sítio: aboliu a clicagem e, instituiu uma interface completamente audiovisual. Com o uso de uma webcam e um microfone, é possível acessar todo o material disponível no sítio.

Apesar de estar disponível no mercado tecnologias com interface táctil, a  proposta de Lutz é a utilização apenas de gestos e sons, sem toques na tela. Será esse o 'princípio do fim' para o mouse? Vamos esperar para ver o que reserva o futuro.

Vale a pena conferir. A seguir, disponibilizo a vídeo que dá uma idéia do que você encontrará no percurso. Testei no final do dia e os resultados são promissores. A dica foi dada pelo blog Periodistas21.

Realidade aumentada e empresas

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 14:51 0 Comments

A realidade aumentada já está ficando comum. É claro, que a grande maioria das pessoas, não a utilizam ainda no seu trato diário. Porém, com o desenvolvimento de novos ambientes virtuais e a melhoria do acesso a tecnologia, as empresas e a própria propaganda muito se beneficia com o uso da realidade aumentada.

A seguir, alguns vídeos que encontrei na rede sobre a apropriação da empresas da tecnologia:

Vídeo 1: Cerveja canadense Molson Dry


Vídeo 2: Empresa USPS, especializada em logistica e entrega de mercadorias. O cliente escolhe a caixa que melhor se adapta a sua necessidade.


Vídeo 3: Zugara é um shopping online que permite ao cliente "experimentar" a roupa que mais lhe agrada.


Vídeo 4: BRADESCO - demo do aplicativo "Presença" para clientes do banco.



Parecia final de jogo. Todo mundo em uma grande ansiedade e, para variar, os apresentadores da cerimômia do Comitê Olímpico Internacional, fazendo o maior suspense. Mas, depois da tensão e da dificuldade em abrir o envelope, veio a tão esperada notícia por parte dos brasileiros: Rio de Janeiro receberá  as Olímpiadas de 2016.


Legal, mas tem muita mão-de-obra a ser realizada. O Rio de Janeiro precisará ser remodelado, além de construir dezenas de instalações para as diversas modalidades, em quatro grandes pólos: Barra, Deodoro, Maracanã e Copacabana.

No infográfico (ao lado), vemos que o Rio, de Janeiro praticamente, perdia para as outras candidaturas. Vamos ter que investir muito, com resposnabilidade,  para não fazer feio.

E não pára aí: tem a situação da segurança. Será que até 2016, o governo vai finalmente resolver as disputas internas das favelas e do tráfico de drogas? Vamos esperar para ver.

Quanto as mudanças, o vídeo a seguir, produzido em 3D, apresenta as modificações e construções necessárias. Logo após, o vídeo da candidatura do Rio.






Quando pequeno, gostava de olhar para o céu estrelado e imaginar como seriam os planetas, as estrelas e o nosso sistema solar.  Como um apaixonado pelas "estrelas" via o planeta Mercúrio, assim como está ao lado. Com muita sorte e um céu bem limpo, um ponto brilhante!

Anos depois, fui descobrir que o que via no meu presente, era apenas o passado distante que, talvez não mais existisse. Intrigava-me muito pensar sobre o presente que era a minha realidade momentânea, que na verdade era um passado distante.


Ao chegar em casa a pouco, deparei-me com uma dica de um Twitter de Marcos Palacios (@palacios49), que dizia: "Maior aproximação da Sonda ao planeta Mercúrio será às 18:55 h. Ao vivo com 3 câmeras na Nasa: http://bit.ly/3KDEi9".

Repassei a dica e acessei o endereço que conduziu para o MESSEGER, sigla que signica Mercury Surface, Space Environment, Geochemistry and Ranging, mantido pela NASA. No sítio, é possível acessar as 3 câmeras da NASA que estão na sonda Mercury Flyby 3.

Nesse momento vejo o que nunca pensei que observaria com "tanta proximidade": em tempo real, vejo Mercúrio. Neste instante, que escrevi isso, a sonda estava a 2.707 km de altura. É  fantástico ver o que quando criança olhava por um pequeno telescópio, a milhões de kilômetros. E tudo isso mediado pela tecnologia em tempo real!


A Realidade Aumentada vem ganhando espaço como a nova fase da computação gráfica. Ela consiste na interação da máquina e do usuário na produção de um visual gráfico, que mescla objetos reais com virtuais.

Já postei outras discussões no Blog do Gipo, que você pode ler em: Twitter e realidade aumentada e Realidade Aumentada, nesse último, disponibilizo vídeos e indicação de textos para conheciemnto geral.  


E aí? Quer experimentar e criar a sua própria imagem de realidade aumentada? É o que promete o sítio da EZFlar. A empresa criada por Eduardo Malpeli, Daniel Roda e Alex Freitas, disponibilizou um programa que converte praticamente tudo em realidade aumentada.

Você faz upload de uma imagem, texto, vídeo, 3D, som ou mesmo algo do Twitter e, seguindo os passos indicados pelo sítio, imprime sua própria imagem, que pode ser testada na hora.



Você já imaginou usar seu Twitter e, poder interagir visualmente com ele? Pois é isso que promete o Flyar.

Trata-se de uma aplicação de visualização do Twitter que usa realidade aumentada e interação por gestos. Ele foi produzido pela YDreams, empresa especializada em aplicativos com realidade aumentada.

Como funciona? Ele parte do mesmo princípio de qualquer aplicativo de realidade aumentada: com uma webcam cria-se uma imagem de vídeo ampliada, que permite visualizar seus tweets que aparecem dentro de uma "floresta" com pássaros. Daí para frente, a medida em que você interage com gestos, as animações se movimentam, trazendo tweets ou voando para outros cantos da tela.

Pena é que o aplicativo só funcione em Windows XP, Vista e Windows 7. Mas de qualquer forma, vale conhecer. A seguir, um vídeo de divulgação.


O sítio do documentário canadense Waterlife, dirigido e escrito por Kevin McMahon é um achado na internet. Digo isso, por que consegue deixar um assunto denso, sério e, muitas vezes chato em uma apresentação leve, alegre e, acima de tudo criativa.

O sítio é todo em flash, com uma trilha sonora bem escolhida e com informações claras e significativas. Em cada área de discussão do sítio, há a construção de um ícone em forma de um animal ou objeto representativo com as diversas páginas disponíveis. O hipertexto construído é muito bom e, as informações embasadas em estudos realizados para o documentário.





Vale cada segundo de navegação, além óbvio,  de toda a informação sobre preservação ambiental.

Um vídeo promocional está disponível na rede com partes do documentário e, do que aparece no sítio.


Quando criança, era comum pedir a minha mãe uma "provinha" do que ela preparava na cozinha para a hora do almoço. Essa era uma prática saborosa e que atiçava a vontade e o apetite pelo que vinha à frente.
Do ponto de vista tecnológico, temos tido um "gostinho" do que vem por aí nos próximos 20 anos. A realidade virtual, tecnologias tácteis, entre outros exemplos, demonstram a tendência das tecnologias móveis a se aproximarem mais da realidade e se esforçarem a criar a sensação de presencialidade em todos os espaços. 
É claro que, apesar desse "gostinho" já ser real, essas tecnologias demorarão muito ainda para ser uma realidade massiva, mas vamos torcer para que, quando chegarem, possam realmente integrar e não ser mais uma ferramenta de exclusão.
A seguir alguns vídeos que demonstram os protótipos que estão sendo desenvolvidos e que já nos ajudam a vislumbrar o futuro. 

Vídeo 1: Microsoft's Future Vision Series - Microsoft's 2019 Future Vision Montage: Envisioning the Future


Vídeo 2: Produzido em 2005, mas apresenta algumas funcionalidades que são "coisa nova" nas bandas de cá das Américas.

Já postei anteriormente outros vídeos sobre aplicações da realidade aumentada. Encontrei outros dois bastante interessantes. O primeiro da Nokia apresenta o conceito de imersão desenvolvido pela empresa e que deverá, daqui a algum tempo, estar presente no mercado brasileiro. A idéia mescla a realidade aumentada com recursos de áudio em 3D, vídeo em 3D, além é claro, da 'inovação' dos gestos simples (que ficam muito bem na jovem do comercial!) para controlar as ações e teclas do envio de mensagens e de outras funcionalidades.
O segundo vídeo, resume o trabalho intitulado "Augmenting Aerial Earth Maps with Dynamic Information" desenvolvido por Kihwan Kim, Sangmin-Oh, Jeonggyu Lee e Irfan Essa, apresentado no IEEE ISMAR (International Symposium on Mixed and Augmented Reality) em Orlando, Florida. Com o uso de ferramentas como Google Earth ou Microsoft Virtual Earth, os autores incluíram informação dinâmica obtida a partir de vídeos. O objetivo é produzir no mapa transmissões ao vivo de paisagens dinâmicas dentro de uma cidade. Interessante a proposta e demonstra o avanço que teremos no futuro próximo com as aplicações da realidade aumentada.



Vídeo Nokia


Vídeo Augearth


Não sou tão "antigo" assim, mas comecei no mundo profissional com uma máquina de escrever, da marca Olivetti. Era pesada e fazia um barulho na hora de teclar. Todo dia era um esforço imenso, que ficava com os pulsos doendo. Alguns anos depois, chegou uma máquina de escrever elétrica. Uau! Acabou o sofrimento dos pulsos, mas em compensação o barulho era muito maior do que a velha máquina manual. 
Nos início dos anos 1990, tive acesso ao primeiro computador, em um curso de Introdução a informática, na Universidade Estadual do Ceará (UECE). Parecia coisa de outro mundo: o computador era imenso, parecido a uma cabine dessas que encontramos em áreas de lazer de shopping para jogos eletrônicos. Foi meu primeiro contato ao computador. Fiquei maravilhado enquanto carregava linha por linha a tela verde... O tempo passou tive meu primeiro PC - se é que o 8088 pode ser assim chamado! Novamente a fascinação pela tecnologia... Depois outros vieram...
Quase duas décadas depois desse contato inicial, encontro-me com o que somente viámos em filmes de Hollywood: tecnologia táctil, sem fios, sem hardware pesado, praticamente sem quase nada. Estou falando de tecnologia semelhante ao que vimos no filme Minority Report. Só que dessa vez não é filme. É realidade!
Essa realidade foi permitida pelo projeto SixthSense (sexto sentido), desenvolvido pelo MIT, nos Estados Unidos. Esse projeto parte da idéia que usamos nossos 5 sentidos para recolher informação no mundo que nos rodeia e para responder a ele: tato, visão, audição, olfato, paladar. E a defesa mais incrível: que poderíamos ter um sexto sentido com o auxílio das tecnologias da informação, onde tudo está on-line e móvel.
Como funciona o projeto? SixthSense é uma interface gestual que aumenta o mundo físico à nossa volta com a informação digital e permite que você use gestos naturais para interagir com essa informação. Ao usar uma câmera e um projetor montado em um pequeno pingente, SixthSense vê o que você vê e visualmente aumenta as superfícies ou objetos que estão interagindo com a informação.
Veja como funciona no primeiro vídeo e, depois, se quiser saber mais, há um vídeo de apresentação de uma palestra disponível no TED.

Vídeo 1


Vídeo 2


Lembro-me no início dos anos 1980, quando assiti pela primeira vez um filme da trilogia Star Wars, quão empolgado fiquei com as animações e efeitos especiais da época. Era vibrante sonhar com um futuro distante e comunicação via hologramas.


Bem, alguns anos (...décadas, melhor dizendo) e o que parecia coisa muito distante, parece ficar cada vez mais próximo. Trata-se do uso da holografia como parte da "composição da notícia". A holografia é uma forma de apresentação da imagem em três dimensões (altura, largura e profundidade).



A CNN ensaiou algumas utilizações que ficaram bem próximas ao que George Lucas usou em Star Wars, nos anos 80. Fico me perguntando quando teremos essa tecnologia no celular? Veja o que o "futuro" nos reserva:


Vídeo 1: Repórter Jessica Yellin fala a respeito da eleição via holograma




Vídeo 2:Entrevista de Anderson Coorper brincando com a "técnica"




Vídeo 3: David Bohrman fala sobre a utilização




Não é de hoje que muita filosofia já foi produzida em torno da idéia de "real". Mas o que vem a ser o real? Não vou exaustivamente dissertar sobre isso, pois o espaço não é esse (posso fazer isso em minhas aulas, se alguém tiver paciência!). Para muitos, real é tudo que é possível interação e um certo grau de "manipulação", em uma vertente bem aristotélica.
Parece que a tecnologia caminha para a união dessas idéias. A dica foi dada no Twitter por @walterlongo, sobre uma holografia em que é possível interagir. Veja o vídeo a seguir:

Bem, tive curiosidade e fui até o site dos desenvolvedores do ShinodaLab, Takayuki Iwamoto, Mari Tatezonoy, Takayuki Hoshiz e Hiroyuki Shinoda, todos da Universidade de Tókio, no Japão. A idéia dos pesquisadores é a utilização de um "gabarito móvel", isto é, a mão humana, que serve como plano de interação com as imagens em 3D.
Como funciona? A tecnologia consiste em utilizar as exposições táteis das mãos humanas, que expostas ao ultrasom permitem a irradiação e produção de campos de pressão na mão do usuário, sem o auxílio de luvas ou outros acessórios.
Achou complexo? Dê uma olhada nos cálculos que eles utilizaram e nos princípios físicos no artigo Airborne Ultrasound Tactile Display, de Takayuki Iwamoto, Mari Tatezono, Takayuki Hoshi e Hiroyuki Shinoda e, Non-Contact Method for Producing Tactile Sensation Using Airborne Ultrasound, de Takayuki Iwamoto, Mari Tatezono e Hiroyuki Shinoda. Com essas leituras ficará mais fácil entender aonde iremos chegar com essa tecnologia... Ou melhor, aonde não iremos parar!


Na quinta-feira, dia 23.07, assistia ao Jornal da Globo, quando fizeram a chamada "empresas utilizam cada vez mais impressoras em 3-D para criar objetos que são projetados no computador. O equipamento, que era bem caro, vem caindo de preço e pode, um dia, estar popular". Impressora 3D? É isso mesmo!
Com uma tecnologia de superposição de camadas de plástico, qualquer objeto é construído. A reportagem apresenta uma série de objetos: uma moto em tamanho natural (isso mesmo!), um alicate, uma corrente (sem solda ou emendas)...
Segundo Scott Crumb, criador da impressora e presidente da Stratasys, pioneira na tecnologia, vem aí uma geração de máquina auto-replicantes, isto é, "a máquina construindo a própria máquina". Coisa de Matrix? Muito pelo contrário! Crumb afirma que já no presente, sua impressora "consegue produzir 32 partes dela mesma, daí não é difícil prever que máquinas vão construir máquina inteiras".



Outro vídeo produzido pode ser visto a seguir (paciência, esse demora um pouco):


É até difícil pensar quais serão os limites do futuro ou se haverá algum limite. Se não, qual ética teremos de começar a construir agora? Ou será melhor não tê-la?