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Prezados amigos, estou muito "ausente" do Blog nesses tempos devido a escrita da tese. Peço aos colegas que partilham informações por aqui e que visitam esse espaço para não imaginar que abandonei a escrita.... 

Mas é que tenho de fazer uma breve "retirada estratégica" para melhor desenvolver a tese. Em breve retomarei as postagens diárias como fiz anteriormente.

Enquanto isso, postarei esporadicamente algumas questões que julgo importante. Continue visitando e colaborando com esse espaço.

Depois de um recesso merecido, que foi utilizado para rever dois capítulos de minha tese de doutoramento, voltamos a partilhar aqui no Blog do Gipo uma animação interessante.

Trata-se da produção canadense Le Noeud cravate, dirigida por Jean-François Lévesque e produzida por Michèle Bélanger e Julie Roy. A animação foi elaborado em Stop-Motion, levando 2 anos para ficar pronta. A imagem ao lado dá uma ideia do que um projeto dessa magnitude significa em horas de atenção e detalhes.

A animação ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Jutra Meilleur film d'animation de 2009 e o Prix du melleur court métrage du Festival du Film du Monde de Montréal, de 2008. 

O argumento da animação é simples e direto: o indivíduo, preso a rotina alienante do trabalho, perde suas paixões e sua identidade. Pior que muito do que retratado por ser visto diariamente nos espaços de trabalho, apesar de pouco reconhecido ou mesmo combatido. Vale a reflexão. Bom domingo.



A Mesa-redonda "Convergência e Experimentação" no II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo,  iniciou as atividades na tarde ontem (dia 08.12.2011) com a apresentação de\ diversas experiências relacionadas a jornais-laboratório. Partilho alguns trechos das apresentações dessa tarde. 

Lamento não disponibilizar todas, visto que a bateria da máquina fotográfica acabou antes do final. De qualquer forma, as apresentações dão uma deixa do que aconteceu nessa mesa redonda e nos debates posteriores.








O dia de hoje no II seminário Nacional de Ensino de Jornalismo em Curitiba (PR) foi muito produtivo.

Pela manhã apresentei meu trabalho, mas infelizmente, não pude registrar as apresentações. Agora a tarde, já consegui exercitar o registro.

A primeira apresentação da tarde foi proferida pela profa. Malu Fontes da FACOM/UFBA intitulada "Das oficinas às redações: a formação profissional e os processos de reportagem em tempos de convergência". A professora Fontes destacou a prática jornalística e os processos de formação na Faculdade de Comunicação da UFBA.  Também destacou as dificuldades enfrentadas como docente perante as limitações dos alunos (reais e construídas) durante o processo de aprendizagem. 

Veja a seguir os principais momentos da apresentação do trabalho:





Não é sempre que encontramos um curso gratuito que seja simples e fácil de acessar. As vezes, mesmo com a propaganda de diversos cursos na área do jornalismo, as listas de espera acabam por tornar-se um elemento de exclusão.

Mas não é o caso do curso on line de jornalismo científico, desenvolvido pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos (WFSJ) e pela Rede de Ciência e Desenvolvimento (SciDev.Net). Esse curso, composto por 8 lições on line, abrange temáticas bem variadas. Entre elas estão o planejamento e a estruturação do trabalho jornalístico, a avaliação de notícias científicas, a entrevista e a escrita do jornalismo científico, além de noções de como filmar a ciência.

Além da aula virtual, o curso disponibiliza questões e exercícios que permitem o aprofundamento das temáticas tratadas no material instrucional. O curso está disponível em português, árabe, turco, inglês, chinês, francês e espanhol. Aproveite, visite o sítio e, se achar interessante, consulte os materiais produzidos para o curso. 

Estão disponíveis duas entrevistas de Marcos Palacios, professor titular de Jornalismo da Universidade Federal da Bahia (Facom-Ufba) e pesquisador do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (Gjol). A dica foi dada pelo blog do GJol

No primeiro vídeo, Palacios explica os novos critérios que devem ser adotados para medir a qualidade do jornalismo na WEB. Ele fala ainda da potencialização dos arquivos dos jornais, proporcionada pelas mídias digitais e internet banda larga, bem como dos critérios de mensuração de qualidade utilizados no jornalismo impresso, televisivo e radiofônico nem sempre funcionam no Webjornalismo.

Já no segundo vídeo, Palacios fala sobre o jornalismo participativo, feito por pessoas que não fazem parte da grande imprensa com a utilização de tecnologias digitais móveis, como celulares e câmeras.

Veja a seguir os dois vídeos:





Recebi a notícia da colega Juliana Sampaio (UFF) sobre o seminário Controversas, que ocorrerá entre os dias 19 e 20.10.2011.

Segue nota enviada:

Ciência e Cidade serão os temas das mesas do Controversas

A terceira edição do seminário Controversas, realizado pelo curso de Jornalismo da Universidade Federal Fluminese, na semana que vem, nos dias 19 e 20 de outubro, trará como tema a cobertura jornalística em duas faces singulares: a ciência e a cidade. O Controversas, organizado pela professora Larissa Morais, pretende trazer a discussão sobre os desafios e as curiosidades dessas duas editorias do jornalismo. Participarão dos debates professores da Universidade e profissionais do jornalismo. Uma mesa já tradicional no Controversas é o que fecha a edição desse ano, a dos ex-alunos do curso de jornalismo da UFF.

Serviço:

Controversas "A reportagem de cidade e de ciência: duas faces do trabalho jornalístico",

Dias 19 e 20 de outubro

Mesas a partir das 16h

Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense

Rua Tiradentes, 17, Ingá, Niterói, RJ

Contato:
Inscrições para o Controversas pelo endereço: controversasuff@yahoo.com.br

Programação Completa

19/10/2011
14h às 16h: Democratização da Comunicação
 Álvaro Neiva, jornalista da Seção Sindical do ANDES-SN na UFF e membro da Frente Ampla pela Liberdade de Expressão do Rio de Janeiro, a FALE Rio.
 Renata Souza, jornalista responsável pelo jornal comunitário O Cidadão, da favela da Maré e imediações
 Rádio Pulga, rádio independente do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ
Mediação: Denise Tavares

16h às 18h: A cobertura de polícia
 Fábio Gusmão, editor de Cidade do Extra
 Marcelo Ahmed, produtor do Fantástico
 Carlos Aleixo, motorista aposentado do Extra
Mediação: Márcio Castilho

18h30 às 20h30: Jornalismo científico
 Ana Lúcia Azevedo, editora de História e Ciência do Globo
 Alicia Ivanissevich, editora da Ciência Hoje
 Heliete Vaitsman, ex-redatora do Jornal do Brasil e do Globo
 Erica Werneck, professora aposentada da UFF
Medição: João Batista de Abreu


20/10/2011

16h às 18h: A reportagem na Geral
 Liriane Rodrigues, repórter da CBN
 Custódio Coimbra, fotógrafo do Globo
 Sérgio Torres, repórter do Estado de S. Paulo
 Nilson Proviette, motorista da CBN
Mediação: Sylvia Moretzsohn

18h30 às 20h30: Prata da casa – 3º encontro de alunos e ex-alunos do Iacs
 Fabiane Moreira, assessora de imprensa do Governo do Estado do Rio
 Carol Barcelos, repórter de Esportes da TV Globo
 Danielle Cristine, analista de marketing das lojas Leader
 André Cano, assessor de imprensa da FSB
 Marcos Vasconcelos, repórter free lancer da Folha de São Paulo
 Ana Lúcia Valinho, trainee do Globo
Mediação: Alceste Pinheiro

Não é de hoje que se ouvem comentários sobre possíveis impactos negativos do fim da exigência do diploma de jornalismo para a prática jornalística. Desde o fim dessa exigência, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), muita "água em rolado", isto é, muitas empresas tem esperado para ver o que aconteceria.

De forma coerente com os princípios da qualidade, a grande maioria das indústrias jornalísticas, manteve a exigência da formação superior e das competências formativas necessárias para exercício profissional. É claro que reconhecemos que, muitas dessas competências formativas, não são plenamente desenvolvidas na formação inicial, mas sim agregadas e ressignificadas com o "corpo-a-corpo" da prática profissional.

Porém, alguns gestores de outras empresas de comunicação, pelo que parece, estão interessados apenas em diminuir suas planilhas de custos, já que tem aplicado a "lei" a seu favor. Esse parece ser o caso da companhia telefônica OI. Em notícia divulgada o jornalista Chico Sant'Anna indicou que a OI estava selecionando um gestor para o portal BrTCC News. 

Entre as competências necessárias (conhecimento avançado em Dreamweaver, Photoshop, CorelDRAW, linguagem de programação (domínio em linguagem ASP), Access, Flash, manutenção de Website e edição de vídeos), o selecionado seria "responsável pela publicação de matérias, fotos e desenvolvimento de novas ferramentas para o portal, bem como atualizar os perfis da empresa nas redes sociais, editar vídeos e clipes para ações de comunicação interna". Além disso, o candidato selecionado deveria ainda "ser especializado em Jornalismo, Marketing, Publicidade e Propaganda ou Relações Públicas".

Não há como não perguntar se vão selecionar dois ou mais profissionais, já que, mesmo com conhecimentos superficiais em comunicação, não é possível que um profissional seja tão "multiuso" assim, dominando Jornalismo, Marketing, Publicidade e Propaganda ou Relações Públicas (a menos que ele esteja sentado em frente ao computador consultando o Google!).

Só que a constatação da complexidade dos requisitos, não impede que a empresa jogue o profissionalismo pelo ralo: a exigência de formação do possível candidato selecionado é de ensino médio. O jornalista Sant'Anna conclui sua notícia dizendo:
[...] Ele vai ter que trabalhar de segunda a sexta das 8h às 17h, ou seja, bem além da jornada de trabalho legal de jornalistas, mas em compensação, lhe será oferecido um super salário compreendido na faixa salarial de R$ 1.001,00 a R$ 2.000,00.
E não há como deixar de perguntar: e a qualidade dos processos? A confiabilidade da informação? A proletarização da mão-de-obra? E essa não será a única. Cada vez que uma grande empresa toma uma atitude assim, transformando e descaracterizando o profissional, outras a seguem, pensando na desoneração de sua folha de pagamento. 

Estão disponíveis para download 4 livros sobre políticas governamentais em comunicação. Os livros foram produzidos pelo Programa Regional de Mídia e Democracia na América Latina pela organização Konrad-Adenauer-Stiftung. Diversos países são analisados e comparados, produzindo uma visão da mídia e das relações na América Latina.

Os livros podem ser acessados a seguir:


Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Martín Dinatale / Alejandra Gallo

Sinopse
O livro aborda as relações de presidentes com a imprensa e o público. Este trabalho pretende ser um raios-X da relação com Evo Morales (Bolívia), Hugo Chávez (Venezuela), Cristina e Nestor Kirchner (Argentina), Lula Da Silva (Brasil), Alvaro Uribe (Colômbia), Felipe Calderón (México) e Rafael Correa (Equador). Também mostra os desafios que temos pela frente para os jornalistas para abordar este novo paradigma da comunicação.


Título: MOJO - Mobile Journalism in the Asian Region

Ano: 2009

Autor(es)/Organizador(es): Stephen Quinn

Sinopse
O livro aborda como o telefone celular está mudando a forma que os jornalistas trabalham. Esta publicação apresenta o conceito do jornalista móvel, geralmente descrito pela sigla "mojo", que utiliza wi-fi ou redes de telefonia celular, para transmitir suas histórias, áudio, imagens e vídeo. Este imediatismo acelera como o jornalismo acontece, e introduz novos desafios para os executivos das empresas jornalísticas.




Ano: 2008

Autor(es)/Organizador(es):Eduardo Zukernik

Sinopse
O livro apresenta um estudo sobre a relação entre mídia, cidadãos e governos de cinco países latino-americanos, com base no monitoramento dos dois principais jornais, e como muitas novidades e programas de rádio e noticiários de televisão foram introduzidos.




Ano: 2008

Autor(es)/Organizador(es): Philip Kitzberger e German Javier Perez

Sinopse
O estudo apresenta a análise de 21 jornais de sete países, reunindo um total de cerca de 2400 notas. As notas foram tiradas de jornais de maior circulação em cada país.Entre os aspectos importantes é não só o volume, mas também a forma de cobertura, os perfis dos autores, bem como o uso de fontes. O estudo mostrou que não mais que 20% das notas aborda a questão da pobreza.

Vagas para docentes em Timor Leste

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:01 0 Comments

A Universidade Nacional de Timor-Leste (UNTL), neste momento a única instituição pública de ensino superior deste país, está contratando em regime temporário, para o ano letivo de 2012, docentes oriundos de outros países lusófonos. 

O valor da remuneração é de US$ 3.500 dólares por mês, pelo período de 10 meses, de fevereiro a novembro, com recesso em julho. A UNTL também assume as passagens de ida e volta.

Como requisitos mínimos, exige o título de mestre e a disposição de lecionar 3 disciplinas por semana, por dois semestres, a alunos de Bacharelato/Licenciatura.

A UNTL está firmando parcerias institucionais no Brasil para consolidar o processo de seleção e preparação desses quadros. As áreas em que entende haver maiores carências são:

- Na Faculdade de Ciências Sociais, cadeiras de introdução (1º ano) às seguintes disciplinas:
Administração Pública
Ciências Governamentais
Desenvolvimento Comunitário/Serviço Social
Políticas Públicas

- Na Faculdade de Ciências Sociais, cadeiras de introdução (1º ano) às seguintes disciplinas:
Gestão
Estudos do Desenvolvimento
Comércio e Turismo

Caso deseje, também poderão acessar o Plano estratégico da Universidade 2007-2017 e ter uma visão do planejamento institucional. 

Atualização em 04.10.2011

Já está disponível o edital de seleção aos interessados em lecionar na UNTL. Leia a seguir:
EDITAL_-_UPM_-_UNTL_-_Seleção_de_docentes


Essa é uma realidade que ainda está meio distante, mas que ganha força. Em notícia intitulada "A vez dos artigos" publicada na Folha de São Paulo, Sabine Righetti apresenta a constatação que publicar em revistas científicas pesa tanto que já substitui as teses em cursos de pós-graduação.

Pois é, segundo o artigo de Righetti,
[...] no Brasil, seguindo países como Holanda e EUA, alguns programas de pós-graduação já substituem a obrigação de escrever uma tese por artigos científicos. O aluno pode defender, em banca, três trabalhos publicados ou aceitos para publicação em revistas científicas. Pelo menos dois deles devem estar em periódicos de "alto impacto", ou seja, aqueles que são muito citados por pesquisadores. A substituição da tese pelos artigos é feita com aval da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que avalia a pós-graduação no país.
Quando escrevi minha dissertação de mestrado na UnB, a constatação de que muitos países já substituíam a tese por artigos foi um dos elementos que desenvolvi no contextos das experiências citadas no corpo da dissertação em 2003-4. Destaco que não era simplesmente a escrita de um ou dois artigos, mas a avaliação de uma produção respeitável, de uma ou mais décadas de trabalho acadêmico de ponta. 

É claro que, naquela época, a discussão era sobre a importância da formação em pesquisa em programas de mestrado e o impacto para a vida profissional do mestre egresso e, se era útil manter ou não essa formação. Já naquele tempo, o indicativo era de que é importante para a consolidação de uma futura carreira de pesquisador, a prática de pesquisa, mesmo que ele (egresso) não se reconheça ainda como tal.

Penso que, é possível termos um conjunto de artigos substituindo uma tese, mas me incomoda a ideia de aonde isso nos levará. Digo isso porque, no momento escrevo uma tese de doutorado. Sei o quanto é complexo, moroso e penoso esse processo. Também passei algum tempo em um "doutorado-sanduíche" em Portugal  e vi algumas realidades na formação jornalística da troca de dissertações por "relatórios de estágio profissional" no âmbito do Processo de Bolonha. 

Ao entrevistar colegas em quatro universidades portuguesas e escutar os possíveis impactos que eles enxergam com essa "transformação", a avaliação é extremamente negativa (de 10 entrevistados apenas 1 falou positivamente). Além disso, fica no ar um sentimento de "ausência da intelectualidade" (talvez causado pelo medo da mudança). 

Ainda é cedo para dizer o que ocorrerá de fato. Não sei se uma mudança desse porte, reguardando a "qualidade" poderia resolver. Mas é uma preocupação que deixo registrado para a posteridade. 


Parece brincadeira mais não é. Pelo menos é o que afirmam diversos jornais portugueses - SIC, AEIOU/Visão Notícias, IONLINE e RTP

Esses jornais repercutiram a notícia de que o Ministério de Comunicação e Informação da Venezuela (MinCI) criou um "cartaz nas suas instalações com nomes de jornalistas, editores, órgãos de comunicação social e agências de notícias internacionais hostis à revolução bolivariana e ao projeto socialista do presidente Hugo Chávez".

Com o título de "polvo mediático", são visíveis (pelo que afirmam os jornais) os logotipos das empresas e as fotos de alguns profissionais, que são classificados em três grupos: "neocolonialismo europeu", "neoliberalismo estado-unidense" e "oligarquia latino-americana". 

Em uma rápida procura no sítio oficial do governo venezuelano e do MinCI, não consegui localizar o cartaz, mas logo deverá cair na rede.  Mas algo parece certo: se cada governo que não concordar com a imprensa nacional resolver classificá-la, criando uma lista ou "index" dos nomes proibidos, teremos em breve, um novo ecossistema jornalístico repleto de taxonomias engraçadas e preconceituosas. 

Não é sempre que vemos entrevistas com jornalistas que falam sobre sua profissão e atuação no meio jornalístico. Encontrei a pouco a entrevista do jornalista Marcos Maracanã, que está atuando no Grupo Bandeirantes de Comunicação. A entrevista foi exibida em 19 de julho de 2011, na BAND Triângulo (MG) no Programa DNA.

Na entrevista, Maracanã fala sobre seu percurso como jornalista, as competências profissionais que teve de desenvolver, os obstáculos ao trabalho na mídia e, a relação entre mídia e público. É uma entrevista rápida, mas revela muito sobre a ação jornalística. O vídeo, que está disponível no You Tube,  pode ser visto a seguir:


Uma pesquisa, que não é nova, mas nem por isso deixa de ser interessante e reveladora, foi realizada no Reino Unido com foco na profissão de jornalista. Intitulada "Laid Off - What do UK journalists do next?", foi elaborada pelo jornalista François Nel, que é diretor do Journalism Leaders Programme da University of Central Lancashire (Preston, UK), em colaboração com o sítio Journalism.co.uk.

O foco da pesquisa foi no perfil dos profissionais do jornalismo e as expectativas após o processo de demissão, bem como a readaptação ao mercado de trabalho em mutação. Dos que participaram da pesquisa, alguns destaques: 23% tinham pós-graduação e 55% um curso de graduação, 41% foram os jornalistas por 10 anos ou menos, 64% foram despedidos em 2009, 54% são homens e somente 3% estava totalmente insatisfeitos com a profissão. Veja mais, lendo o relatório.

Algo é claro no estudo e que gera preocupação não apenas no Reino Unido, mas em praticamente qualquer lugar do mundo: existe uma lacuna entre conhecimento e experiência, deixando visível que muitas competências profissionais não são agregadas ao longo do trabalho jornalístico. Está aqui um problema a pensar no âmbito dos processos de formação e requalificação profissional.


Não é sempre que se pode falar disso, mas um infográfico produzido pelo jornal The Economist, que trata sobre o futuro da indústria jornalística, coloca o Brasil, junto com China e Índia, na lista dos países em que a circulação dos jornais impressos mais cresceu.

A matéria intitulada "Bulletins from the future", traz a chamada para a série de debates com o jornalista Tom Standage, onde ele aponta para o crescimento e a modificação no ecossistema jornalístico, tendo por base a chamada "crise" dos meios noticiosos e as perspectivas para a indústria face às mudanças tecnológicas. 

Atente para o infográfico produzido pelo The Economist, com informações do comScore, WAN e Pew:


Observando-se o infográfico, se percebe uma queda na circulação dos jornais impressos de 11% nos Estados Unidos, de 8% na Europa e de 6% na Oceania. Em contrapartida, se vê o aumento de 30% de circulação na África, 13% na Ásia e de 5% na América do Sul.

Enquanto países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Japão e Austrália enfrentam quedas de circulação, que já inviabilizou diversos periódicos de existirem nos últimos meses, o Brasil desponta com um aumento de 20,7% na circulação dos jornais impressos. 

Parece que a chamada "crise" ainda vai ficar longe dos espaços jornalísticos brasileiros. Pelo menos por enquanto, apesar de jornais começarem a migração para os espaços online, a situação ainda é bastante cômoda para as indústrias jornalísticas brasileiras. Vamos esperar que os ventos continuem favoráveis. 

Já não é novidade que o Twitter tem sido utilizado pela mídia como fonte de informações em primeira mão. Também não é novidade que muitas vezes, por falta de apuração das informações que são disponibilizadas pelas "celebridades", equívocos são constatados, divulgados e transformados em "verdadeiro" pelos veículos midiáticos. 

Visando diminuir esses equívocos, já que é impossível evitar, o Twitter lançou um guia de utilização para redações com foco nos profissionais de criação de notícias, TV, esportes e entretenimento. O guia se propõe a potencializar o uso do Twitter pelos profissionais da informação, promovendo a localização das "[...] fontes, verificando os fatos, a publicação de histórias". Legal, já que os equívocos - ou em alguns casos, a manipulação de possíveis fatos - tem sido disponibilizada sem os devidos cuidados que o ofício de jornalista exige.

O guia disponibiliza ainda ao usuário informações e diretrizes quanto ao uso do serviço do Twitter, bem como as políticas de tweets, marcas, direitos autoriais, privacidade, violência, spam, dentre outros tópicos nada fáceis de digerir. Vale a leitura e compreensão, com vistas a melhoria do uso da ferramenta na prática jornalística.

Para quem gosta de ver (ou mesmo rever) um "tempo que passou" no trabalho jornalístico, seguem algumas fotos que retratam o dia-a-dia de correr atrás do furo, de fazer apuração e o impacto da divulgação da informação no público.

Nas fotografias vemos, direta ou indiretamente, o métier do trabalho de comunicar. Era um outro tempo e uma outra tecnologia.

As fotos fazem parte de uma acervo digital disponível sobre a II Guerra Mundial, disponível para consulta, produzidas pelo The Atlantic em uma retrospectiva composta de 20 partes (em média, cada uma terá 45 fotografias de época). Fotos fortes e reveladoras do sofrimento da guerra.

Correspondente Alvin Steinkopf  da Associated Press em 11.07.1939

Multidão lê jornais sobre os bombardeios em Varsóvia e a invasão do território polonês. 1º de setembro de 1939.
Fotógrafo registra simulação de ataque em Templo Budista no Japão. 30 de maio de 1936.
Franklin D. Roosevelt discursando da Casa Branca sobre neutralidada americana na Guerra. 3 de setembro de 1939.



Os que tenham interesse em ampliar os conhecimentos e relações de intercâmbio em Jornalismo podem aproveitar a abertura de vaga para assistente de pesquisa na Society of Editors em Cambridge (Reino Unido).

A Society of Editors reúne editores, editores de gestão, diretores editoriais, editores de formação, editores-chefe e vice-editores de jornais nacionais, regionais e locais, revistas, rádio, televisão e novas mídias, advogados e acadêmicos de mídia envolvidos no ensino de jornalismo.

A vaga prevê um contrato de seis meses, podendo ser renovado posteriormente. Dentre as competências profissionais, o candidato deverá saber acompanhar a evolução da mídia, pesquisar questões específicas da liberdade de imprensa e padrões relacionados, lidar com as investigações na sociedade e realizar tarefas rotineiras de escritório.

Mais informações podem ser acessadas no sítio http://www.societyofeditors.org/ e pelo e-mail angela@societyofeditors.org (Angela Varley - Administrador).

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) abriu seleção pública para o provimento de 04 (quatro) vagas com foco em jornalismo e 02 (duas) com foco em relações públicas.

O período de inscrição de interessados no processo vai de 06.06 a 15.07.2011. As provas incluem as avaliações de títulos e arguição didática.

Apesar do perfil apontar para a formação específica em jornalismo, nesse edital, amplia-se a noção de áreas afins para a formação em graduação e, se agrega a exigência de experiência  e registro profissional.

O perfil exigido para as vagas pode ser visto a seguir:

Área/subárea: JORNALISMO/FOTOJORNALISMO
Número de vagas: 1 (uma) Regime de Trabalho: 40 horas semanais
Requisito mínimo: - Graduação em Comunicação Social - Habilitação Jornalismo;
- Doutorado em Comunicação;
- 03 (três) anos de experiência profissional como repórter fotográfico
ou editor de imagens em jornais ou revistas de grande circulação; e
- Registro profissional de Jornalista.

Área/subárea: JORNALISMO/JORNALISMO IMPRESSO
Número de vagas: 1 (uma) Regime de Trabalho: 40 horas semanais
Requisito mínimo: - Graduação em Comunicação Social - Habilitação Jornalismo;
- Doutorado em Comunicação;
- 03 (três) anos de experiência profissional como repórter ou editor em
jornais ou revistas de grande circulação; e
- Registro profissional de Jornalista.

Área/subárea: TEORIA DA COMUNICAÇÃO/COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA E CULTURA
Número de vagas: 1 (uma) Regime de Trabalho: 40 horas semanais
Requisito mínimo: - Graduação em Comunicação; e
- Doutorado em Comunicação ou áreas afins.
ou
- Graduação em áreas afins;
- Mestrado em Comunicação; e
- Doutorado em Comunicação ou áreas afins.
ou
- Graduação em áreas afins; e
- Doutorado em Comunicação.
Obs.: Serão consideradas áreas afins: Ciências Sociais, História, Estudos da Linguagem, Educação, Psicologia, Serviço Social e Filosofia.

Área/subárea: TEORIA DA COMUNICAÇÃO/TEORIA DA COMUNICAÇÃO
Número de vagas: 1 (uma) Regime de Trabalho: 40 horas semanais
Requisito mínimo: - Graduação em Comunicação; e
- Doutorado em Comunicação ou áreas afins.
ou
- Graduação em Comunicação ou áreas afins;
- Mestrado em Comunicação; e
- Doutorado em Comunicação ou áreas afins.
ou
- Graduação em áreas afins; e
- Doutorado em Comunicação.

Obs.: Serão consideradas áreas afins: Ciências Sociais, História, Estudos da Linguagem, Educação, Psicologia, Serviço Social e Filosofia.

Área/subárea: RELAÇÕES PÚBLICAS/RELAÇÕES PÚBLICAS
Número de vagas: 2 (duas) Regime de Trabalho: 40 horas semanais
Requisito mínimo: - Graduação em Comunicação Social - Habilitação Relações Públicas;
- Mestrado em Comunicação ou áreas afins;
- Doutorado em Comunicação ou áreas afins;
- 02 (dois) anos de experiência profissional na área de Relações
Públicas; e
- Registro no CONRERP.
ou
- Graduação em Comunicação Social - Habilitação Relações Públicas;
- Doutorado em Comunicação;
- 02 (dois) anos de experiência profissional na área de Relações Públicas; e
- Registro no CONRERP.

Obs.: Serão consideradas áreas afins: Administração, Ciência da Informação, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Educação, Ciência Política, Letras e Linguística.

Mais informações podem ser acessadas no sítio da Pró-Reitoria de Recursos Humanos da UEL, edital 155/2011.


Em seu sítio, o repórter fotográfico Chico Terra aponta para a precarização e o não respeito aos direitos autorais do trabalho jornalístico por parte das empresas jornalísticas no Amapá.

Segundo Terra, "os jornais locais se apropriam dos textos e fotos dos assessores do Estado [do Amapá], sem sequer citar seus nomes em matérias e fotos". Essa é uma prática comum em, praticamente, todos os espaços que produzem informação. É claro que, com a internet, muita coisa ficou mais evidente, pela facilidade do acesso.

Com a difusão dessa prática, o trabalho jornalístico e fotográfico fica precarizado. "Dá a entender ao leitor que compra o jornal, que há uma equipe escrevendo e fotografando, quando na verdade os veículos se valem do trabalho dos assessores do Estado, deixando suas redações vazias de profissionais que a todo ano são lançados no mercado de trabalho", alerta Chico Terra.

E o que parece ser pior: o espaço e criação do repórter fotográfico e mesmo do jornalista fica "tolhido" a uma única visão. A imagem, que poderia ser captada por diversos ângulos, torna-se a "imagem oficial", única.

É o que conclui Terra:
[...] os jornais deixam de contratar profissionais para realizar o trabalho que chega gratuito e redondo nas redações. E o contraponto? Onde fica? O outro lado, a visão do veículo? Esta última simplesmente não existe, exceto nas colunas de opinião, quando este passa a publicar apenas o que é conveniente aos ouvidos do governante de plantão, para não ferir a relação comercial em detrimento da própria verdade, ou o que se aproxima dela.

Está aqui um problema que merece a atenção de todos os profissionais envolvidos na produção de notícias. Vale a atenção dos órgãos representativos.