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Cartaz de Monty Python
Noite de sábado em Covilhã (Portugal). Choveu, ou melhor, como dizemos "serenou" o dia inteiro e, agora a noite, o termômetro (que ganhei de Marcos e Anamaria Palacios) marca 12 graus no alto da residência docente da UBI. Uma leva brisa torna esse frio um pouco mais acentuado, propício a um vinho e um bom filme.

Encontrei a pouco um vídeo do grupo Monty Python. O grupo encenou um programa de televisão que foi ao ar pela primeira vez em 5 de outubro de 1969. Como série televisiva, consistiu de 45 episódios divididos em 4 temporadas. O trecho a seguir, apresenta três cenas da famosa "Inquisição Espanhola". Vale a pena lembrar desse humor irreverente que foi inspirador para diversos grupos espalhados pelo mundo.




Cena da animação "A bela Adormecida"
Quando pensamos em 'vovozinha' a imagem é sempre de senhoras afetuosas e cuidadosas. Mas a animação de hoje apresenta uma outra face para às avós. Ela é intitulada "A Bela Adormecida da Granny O’Grimm", disponível no Vimeo e, foi dirigida por Nicky Phelan e produzida por Darragh O’Connell. A animação ganhou o Oscar em 2009.

A história é de uma vovozinha (com voz de Kathleen O'Rourke) que gosta de contar histórias à sua neta para ela adormecer. Até aí nada demais. Porém, a criança fica sempre aterrorizada porque as histórias da sua avó são sempre assustadoras. Veja, divirta-se e reflita sobre as histórias infantis.


Granny O'Grimm's Sleeping Beauty from Darragh O'Connell on Vimeo.


povo recebendo em aplauso seu rei
Imagem da animação
Vez por outra, encontramos uma animação que vale a pena a atenção. É o caso da animação Polônia, apresentado na Expo 2010 e, que em pouco mais de 8 minutos, traz a história da Polônia, desde seus tempos remotos até o presente.  O vídeo está disponível no Vimeo.

Por exemplo, os momentos da II Guerra Mundial retratados na animação são bem elaborados, apresentando os momentos políticos mais significativos e a transição do nazi-facismo para o socialismo e, de lá, para as greves que levaram a transformação do país e sua entrada na comunidade européia.

De fato, a montagem dos momentos marcantes é muito bem feita e, a qualidade, excepcional. Vale cada minuto gasto. Além, é claro, de se conhecer mais sobre a história do país. Bom domingo!


The Polish history(2010 Shanghai Expo) from Lotuspole on Vimeo.


Cena da animação "Tim".
A animação Tim, produzida por Ken Turner e disponível no Vimeo, nos transporta para os sonhos de criança, onde heróis e anti-heróis estão presentes na mente e nas expectativas de uma futuro ainda tão incerto.

A música da animação me fez voltar aos tempos de criança, já que na época, essa música era muito tocada em minha casa. Experimente! Conheça Tim e seu sonho. Talvez você se veja por aqui. Bom domingo.


TiM from Ken Turner on Vimeo.


Cena de The Power of Flight
Domingo é dia de animação no Blog do Gipo. Essa foi produzida por Elliot Cowan, ilustrador, animador e produtor de curtas da Austrália e, é intitulada The Power of Flight, disponível no Vimeo.

A animação apresenta uma das aventuras de Boxhead e Roundhead, personagens atípicos do que esperamos, cheios de contradições e possibilidades, assim como a própria existência humana.

Nesta animação, Roundhead segue o sonho de Ícaro e, voa junto com os pássaros. Mas como Ícaro, nem tudo acaba bem. Esse é um sonho antigo do homem: voar! Talvez apenas em nossa imaginação possamos fazer isso por enquanto. Bom domingo!


The Power Of Flight (2007) from Elliot Cowan on Vimeo.


Fonte: Aula Magna
A pauta de boa parte das empresas jornalísticas tem sido a inovação. De fato, a "crise mundial", que parece ter afetado uma parcela dos veículos noticiosos, tem levado certas empresas do ramo jornalístico a rever seus processos e repensar as formas de se fazer notícia e seu modelo de negócios. 

Mas, assim como ocorre em outras áreas do conhecimento, inovar ou renovar os processos, é algo que não ocorre no isolamento da área. Não é de hoje que a idéia de "construir junto" se aplica muito bem aos jornais e a prática do jornalismo.

Interdisciplinarmente, ou melhor, transdisciplinarmente as áreas do conhecimento podem e devem agregar valor a construção de novas formas de se sair da 'aclamada' crise. É essa renovação, com redefinição das formas de atuar e gerenciar a produção de notícias, que muitos especialistas tem problematizado.

Recentemente alguns estudiosos de várias áreas do conhecimento, entre eles Carlos Scolari, Mário Perez-Montoro e Mar Carnet gravaram suas "visões" pessoais e teóricas do que vem a ser inovação e, possivelmente quais caminhos a seguir. Algumas são bem esclarecedores e dão pistas para se pensar a inovação. Veja a seguir:












Foto: BBNews
Matt Ridley, ex-editor de ciência do The Economist (1984-1987), correspondente em Washington entre 1987-1989 e autor do livro “The Rational Optimist: How Prosperity Evolves” (sobre o livro, veja a entrevista), fez uma apresentação ao TED Talk sobre as idéias serem recombinadas, fundidas e estarem em constante mutação, ou como ele mesmo afirmou, "como as idéias fazem sexo".

Ridley é jornalista e doutor em Zoologia, o que o tornou familiar com termos ligados às ciências duras. Na apresentação, ele compara uma ponta de lança, tecnologia elaborada pelo homo erectus ao mouse, tecnologia do século XX. Em sua fala, destaca a "velocidade" de inovação da ponta de lança: "[...] a ponta de lança levou mais de 1 milhão a 1 milhão e meio de anos para mudar [...] o homo erectus fez a mesma ferramenta por mais de 30.000 gerações". Já o mouse, produto do século XX, "é obsoleto após cinco anos".

Obviamente, essas mutações são fruto da combinação de idéias, de uma tecnologia cumulativa. Para Ridley, "esse é o segredo para entender o que está acontecendo no mundo". E não pára aí: veja o vídeo, que está legendado em português, e perceba as idéias sobre recombinação e fusão, úteis na prática jornalística e nos processos formativos.





Essa é a essência do filme Mr. Nobody (Sr. Ninguém, no Brasil), dirigido por Jaco van Dormael, diretor  premiado em Cannes e indicado ao BAFTA e ao Leão de Ouro em Veneza. O filme narra a história de Nemo Nobody, que com cerca de 120 anos de idade, é o último dos mortais do planeta.

Como era de se esperar, aos 120 anos, Nemo não consegue concatenar as idéias e, suas memórias são tratadas como um "reality show", já que todos estão curiosos de uma tempo de mortalidade que não mais existe entre as pessoas.

Longe de ser um filme somente de ficção científica, com efeitos especiais, não é no futuro que o filme concentra sua atenção. É no passado, aliás, nos múltiplos e possíveis passados que Nemo Nobody pode/poderia ter vivenciado. 

O filme tem um toque de humor, pois um jornalista do futuro, tenta saber "como era um mundo em que as pessoas adoeciam, morriam, amavam e faziam sexo". Mas é bom deixar claro aos mais desavisados: o filme mistura três ou quatro histórias possíveis, construindo uma linha temporal e, logo em seguida, desconstruindo. 

O charme do filme se concentra na idéia da "escolha/decisão"  de um lado e, do outro, o abandono do certo pela sorte e o acaso. Não é um filme convencional e precisa de atenção as constantes construções/desconstruções de cena. Mas vale cada minuto, deixando no ar um gosto de: "E se....".

Você tentaria contar uma história em menos de 1 minuto? Se for bem curta, é  fácil! Mas, e se ela tivesse 15 mil anos? Você tentaria expor esses 15 mil anos de história de um lugar em 47 segundos? Pois foi o que o teaser criado para a Universal Shanghai Expo 2010, dirigido por Yann Couderc e produzido pela Creative Cube fez.

A proposta do teaser de 47 segundos é desenvolver o tema: "Mônaco: Entre o mito e a realidade, uma nação, uma comunidade". Diversos momentos da história (passada, presente e futura) são apresentados para reforçar os argumentos. Vale a atenção para localizá-los em tão pouco tempo.

Veja o que acha da proposta:

Monaco Shanghaï 2010 - World Expo (teaser) from Cube Creative on Vimeo.

O dia está acabando. Mas não podia terminar sem essa. Trata-se de uma animação bem divertida, no estilo Missão Impossível, onde um pombo faz a maior bagunça por conta de uma rosquinha. 

A animação é bem trabalhada e a  história segue o roteiro de filmes de espião. Vale a gargalhada! Boa noite de domingo a todos.




Gosto muito de um trecho do filme "A Máquina do Tempo" (The Time Machine, 2002), baseado na história escrita por H. G. Wells, que era para fazer parte da abertura, mas acabou sendo cortado. Ele está disponível apenas nos extras do DVD. 

Nesse trecho, existe um diálogo de certa de 5 minutos em que o professor Alexander Hartdegen, interpretado por Guy Pearce, conversa com os alunos sobre o tempo. Eles são interrompidos pelo reitor da Universidade que, após algumas frases e questionamentos sobre os artigos publicados pelo professor em revistas não tão usuais para o meio científico, o critica duramente por seu posicionamento. O professor Hartdegen faz uma belíssima defesa sobre o papel do professor em desenvolver o espírito científico e diz que seu papel centrar é fazer os alunos se questionarem: "E se...".

O reitor, em um ato tipicamente burocrático, responde: "E se... um professor brilhante, resolver jogar fora a sua carreira por continuar a agir assim...". Dá as costas para o professor e o deixa com ar de derrota, que fica meio perdido. De fato, o exercicio do pensar livre, científico e filosófico, para muitos é interpretado como simples devaneios injustificáveis. 

É a sensação que ficamos quando vemos o vídeo Prometeus - a revolução da mídia. Ele é um exercício de futurologia científica, apontando para possibilidades futuras no campo da comunicação e das práticas jornalísticas. Longe de ser um absurdo, já que o mercado é extremanente volátil, é um exercício bem interessante de se pensar: "E se...". Veja o vídeo a seguir, legendado para o português.



A Carta das Responsabilidades Humanas é fruto das discussões amadurecidas nos diferentes grupos de trabalho da Aliança para um Mundo responsável, plural e solidário, movimento social, de caráter internacional e humanístico. Esse movimento surgiu em 1993, com o objetivo de superar a inoperância social frente às crises mundiais, tais como as diferenças abismais entre o hemisfério norte rico e o hemisfério sul pobre, entre homens e mulheres, entre a humanidade e a natureza.

A Carta das Responsabilidades Humanas foi elaborada por 21 membros que representavam 14 regiões do mundo. A carta foi elaborada por meio de um processo interativo, tendo por princípios a unidade de ações e a diversidade de propostas.

Veja a seguir um vídeo sobre algumas questões debatidas pela Carta:



Da Carta das responsabilidades humanas
Enviado por CharteRH. - Temporadas completas e episódios inteiros online


Já fazia tempo que piadas surgiam no sentido de como seria a criação de um reality-show com presidentes. Pois é, alguém resolveu fazer isso. E olha que nem precisa estressar com a legalidade, já que no Brasil, apesar de praticado provisoriamente no período de exibição, o Código Civil, em seu art.11, define que os direitos de personalidade - que são contratados pela "emissora" - não poderiam ser disponibilizados pelo indivíduo, pois são intransferíveis, inalienáveis. Imagine a dificuldade diplomática existente se alguém resolvesse colocar em um mesmo espaço "presidentes latino-americanos". Que quiprocó seria!

Mas, na internet e na imaginação, tudo fica mais fácil e, mais cômico. A proposta foi criada por Oswaldo Graziani e  Juan Andrés Ravel, e disponibilizada no blog  El Chigüire Bipolar com o nome "Isla Presidencial", já disponível no YouTube. O material é bem produzido, além de engraçado.A dica foi dada pelo blog do GJol.

Episódio 1


Episódio 2




Uma boa dica de "videoteca" é disponibilizada pela Free Documentaries.org, onde você encontrará dezenas de documentários (para assistir e baixar), sem necessidade de registro prévio. A proposta dos organizadores do sítio é que uma prática democrática, envolve a liberdade de conhecimento do que é feito neste campo. 

Desta forma, sem ferir os direitos autorais e dos produtores de cada filme, o portal disponibiliza o que, segundo eles, "há de melhor na internet", em inglês, espanhol e francês. As produções são das mais diversas, indo de diretores e filmes mais conhecidos, tais como "Super Size Me" e "Tiros em Columbine", aos mais novos e não tão conhecidos pela terras brasílicas.

Vale a pena fazer uma visita e conferir!


Essa é uma boa questão. A utilização da internet está apenas "engatinhando". Diariamente encontramos novas utilizações que fazem o futuro ser ainda mais inóspito. Mas será que precisamos de tudo isso?

Achei muito interessante o novo vídeo produzido por Jesse Thomas. Já falamos sobre ele antes: ele é o responsável pela empresa de design de desenvolvimento, chamada jess3 e, como desenvolvedor nas empresas Busboys & Poets, DC Snacks, College Tonight, Casa Kimball, Drumbums, Unsung Designers, entre outras.

Nesse vídeo, intitulado The State of The Internet, Jesse aponta para algumas estatísticas quanto a utilização da rede que fazem pensar:

* 1,73 bilhões de pessoas são usuários da internet, destes apenas 67 milhões estão na África e 179 milhões na América Latina;
* 90 trilhões de e-mails foram enviados pela internet até setembro de 2009, sendo cerca de 247 bilhões de e-mails por dia (destes 200 bilhões são SPAM);
* Existem 234 milhões de websites até dezembro de 2009;
* Por mês, 250 bilhões de acessos são efetuados no Facebook, 24 bilhões no MySpace, 4,4 bilhões no Twitter e 1,9 bilhões no Linkedin;
* 12,2 bilhões de vídeos são vistos no YouTube por mês, só nos Estados Unidos.

Quer saber mais sobre esse verdadeiro "turbilhão" de informações? Veja as estatísticas apresentadas no vídeo a seguir.


JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.



Já fazia alguns meses que não postava nada sobre animação, por não encontrar uma que fosse realmente interessante. Hoje encontrei uma que dá muito em que pensar.

É a animação intitulada "Alma". Ela foi produzida pelo animador dos estúdios Pixar, o espanhol Rodrigo Blaas, em 2009 e, desde então, tem agregado prêmios dos mais diversos.

A beleza visual do filme é a típica de outros curtas da Pixar, mas não tem nada que ver com o tradicional "desenho infantil". Pareceu-me muito com um episódio do "Além da imaginação", que assisti quando criança (não sou tão velho assim, mas vi muita reprise!!!).

Veja e pense um pouco....


Alma from Rodrigo Blaas on Vimeo.



Essa é uma questão que me instiga: quais as competências formativas necessárias para o trabalho jornalístico? Lembro-me, quando eu mesmo passava pela graduação na área, de ouvir professores-jornalistas, falarem sobre a importância de uma formação sólida. Quando indagados sobre essa tal de "formação sólida", que é bem o discurso das diretrizes curriculares nacionais, todos engasgavam e titubeavam muito antes de ensaiar uma pseudo-resposta.

Qualquer que seja a resposta, algo está muito claro: as diretrizes curriculares nacionais para qualquer área não são o fim em si. Explico melhor: elas são referenciais de qualidade, vislumbres do que deveria ser uma formação mínima (esqueça a idéia de currículo mínimo, não é o caso). O problema é que não existe "a formação", mas formações possíveis. Prefiro a palavra no plural e, se houvesse uma forma de ampliar esse plural, o faria.

Nosso espaço formativo é muito fragmentado, o que é bom por um lado, já que permite a eclosão de novas possibilidades criativas de processos formativos. É entre essas diversas formações, algumas difusas (é verdade), surgem possibilidades híbridas de pensamento, que transcendem as tênues linhas da formação em uma determinada área. Daí, porque me atrai muito a idéia - sei que o acento foi retirado, não consigo ver a palavra "idéia" sem o acento - de formação ampla do profissional e não restritiva, fragmentando ainda mais o frágil conhecimento de área.

Dessa forma, penso que o conhecimento amplo da área jornalística, perpassa e é perpassada por muitas áreas do conhecimento. É o caso do planejamento. Ele é o tipo de conhecimento que é comum e as mesmo tempo específico. Veja os vídeos a seguir, disponibilizados por Carlos Vilela, do sítio CHMKT, que dão uma boa idéia das possibilidades do planejamento como competência formativa essencial.



2 from Carlos Vilela on Vimeo.


1 from Carlos Vilela on Vimeo.




Esse é um dos medos modernos: perdemos o que resta de humano em nós. Alguns apontam para a tecnologia como "o início do fim". O cinema esbanja capacidade criativa nesse sentido: dezenas de títulos tem como lema a máxima "o homem constroi, a máquina aspira a humanidade, o homem é destruído, a máquina reeinventa o humano, o homem destrói a máquina".

Esse tem sido o "script" básico da maioria dos filmes. Não é, que a máxima não divirta nas horas livres, mas penso que poderíamos agregar "mais valor contemplativo" sobre o ato de "criar" histórias (na maioria deles).  Lembro-me ainda, da primeira vez, que assisti ao filme Metropolis (1927), de Fritz Lang. O mesmo sentimento de "medo" de perder a humanidade é transmitada pelo filme. O homem "cria e é devorado" por sua criatura.


Do expressionismo alemão de Fritz Lang à ficção científica de Michael Ferris, John Brancato, Robert Venditti e Brett Weldele: muita coisa continua na mesma. É o que esse "novo e apocalíptico" filme transmite. Ele é intitulado Surrogates (no Brasil, com tradução para Susbtitutos). O filme é baseado em uma história em quadrinhos e se passa em 2054 (veja o trailer). Em poucos segundos da introdução, você fica sabendo que foi desenvolvido por uma empresa uma tecnologia robótica para aplicar aos mutilados e/ou com algum tipo de deficiência, mas que em poucos anos ela é apropriada pela "indústria da moda", como forma de beleza. O lema é: "fique em casa, onde você está mais seguro e, viva intensamente, por meio do seu substituto". Obviamente, o que seria exceção - seres com partes robóticas transitando entre os humanos - vira regra: o belo está em ficar em casa (onde é mais seguro e confortável) e, deixar seu substituto cibernético em seu lugar no trabalho, na rua, na escola e até nas relações humanas (sexo, namoro, festas, etc...).

O enredo do filme é uma espécie de "Second Life", aonde toda a sociedade optou por abandonar o real - perigoso, doentio e feio - pelo "virtualmente belo", um robô susbtituto que assume a vida principal. Dá para se ter uma idéia do potencial: corpos perfeitos, "gente" sempre jovem e bonita, quase indestrutíveis. É a vida que todo mundo "sonha" (pelo menos no filme).

Não vou contar o filme para não estragar quem tenha tempo e disposição para assistir, mas não posso furtar-me a não comentar: no presente, muitos tentam transformar o que, geneticamente herdamos (beleza, "feiura", altura, espacialidade, etc.). O mundo virtual tem sido uma válvula de escape para alguns. A história em quadrinho e o filme apontam para o perigo de "deixarmos  nossa humanidade" de lado. O que nos faz humanos? Sermos do jeito que somos: com gordurinhas localizadas, com narizes "grandes" ou "arredondados", sermos altos ou baixos, gordos ou magros... A tecnologia media uma série de experiências, mas não podemos trocar, por exemplo, uma caminhada no parque, por simplesmente "assistir via streaming" o parque e a vida.

É nessa mediação entre o real e o virtual, que nós seres humanos, devemos aprimorar nossa humanidade, nossa existência. É por isso que, depois desse pequeno "delírio", vou andar um pouco no parque e sair de frente do computador.... Pelo menos por agora!

Corrigindo: começou a chover, vou ter que me contentar mesmo com a "experiência virtual". 


Vou fugir ao que normalmente faço no blog. Não vou falar sobre jornalismo, jornais e ensino. Mas vou compartilhar com os amigos alguns "achados" da rede, que vale gastar cada minuto com atenção. Não por que eles sejam a "décima maravilha do mundo", mas por causa da criatividade e da simplicidade da produção.

O primeiro vídeo, foi uma dica do Nuno Costa, do Blog O Melhor e o Pior. Trata-se de uma peça publicitária, para a qual a Olympus tirou mais 60 mil fotos, selecionou 9.600 delas e usou 1.800 para fazer o filme. Vale cada minuto de atenção.



O segundo, foi dirigido por Oren Lavie, Yuval e  Merav Nathan, com produção de Shir Shomron e fotografia de Eyal Landesman, intitulado "Her Morning Elegance".



O Festival do Minuto é um evento que reúne profissionais, estudantes e interessados em geral na produção audiovisual. Como funciona? Bem, em cada edição um tema é sugerido, e os participantes podem criar um video de até um minuto de duração. Uma das categorias é o minuteen, com vídeos produzidos por jovens até 14 anos.
O que é preciso para participar? Basicamente duas coisas: Câmeras, que podem ser câmeras filmadoras amadoras, câmeras de celulares, webcan ou até mesmo câmeras fotografias para o desenvolvimento da animação e, um computador para uma edição simples.
O que está envolvido em produzir um filme em 1 minuto? Primeiro é entender que a duração é de 60 segundos. A idéia ser desenvolvida deve ter objetividade. Segundo, é necessário um roteiro, com seqüência de ações, possíveis imagens, situações, movimentos e sons é fundamental pois ajuda a organizar as idéias. Terceiro, as filmagens devem seguir o roteiro as filmagens, dessa forma sendo mais objetivas. Quarto, já na fase de finalização, a edição para dar os retoques na temática desenvolvida é essencial, colocando ordem nas cenas ou mesmo eliminando as seqüências que não deram certo.
Esses são alguns passos básicos. Quer saber mais? Há um tutorial para professores disponível no sítio, bem como outras orientações.Veja a seguir algumas produções feitas para o festival.

Vídeo 1: Lançamento do Minuteen e temática do ano


Vídeo 2: Duas coisas podem acontecer, 2000


Vídeo 3:Enquanto uns falam, outros calam, 2005


Vídeo 4: Crianças, 2008


Vídeo 5: Explosão demográfica, 2009