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O ditado diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Pois é o que a imagem abaixo revela sobre a chamada "democracia da liberdade" praticada em alguns países.

A imagem é sobre as ações da Polícia de Nova Iorque na desocupação de Wall Street nos Estados Unidos. Ela estampou a primeira página do jornal Metro de Nova Iorque e foi repercutida aqui no Brasil em alguns jornais, mas com muito menos espaço.

Para quem não tem acompanhado esse assunto, já fazem mais de dois meses que diversos manifestantes  ocuparam uma praça em Nova Iorque para protestar. O movimento recebeu o nome de "Occupy Wall Street", com o  objetivo de protestar contra o sistema econômico capitalista e a exclusão. O movimento assumiu um caráter múltiplo, agregando manifestantes contra o sistema social, estudantes, desempregados, ecologistas e diversas manifestações sociais e culturais. De lá para cá, diversas tentativas de desocupação foram realizadas, mas sem muito sucesso.




O Festival CulturaDigital.Br é um encontro colaborativo entre aqueles que desenvolvem pesquisas e experiências na área da cultura com enfoque no digital. 

Na edição de 2011, que ocorrerá de 02 a 04 de dezembro, no MAM-Rio e no Cine Odeon, na cidade do Rio de Janeiro, serão desenvolvidas palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas.

Os interessados em apresentar seus trabalhos e experiências ligadas a cultura digital tem até o dia 30 de setembro para enviar suas propostas. Após a data, as atividades serão avaliadas pelos curadores do evento. Os selecionados terão a ida ao Festival viabilizada pela organização do evento.

Segundos os organizadores, "a programação do encontro será colaborativamente organizada por meio de uma Chamada Pública Internacional de Atividades". O endereço para consulta é: http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.

A imagem  de uma imensa labareda do sol ganhou espaço na primeira página de jornais de diversos países.

Trata-se de uma violenta explosão solar que arremessou ao espaço uma das maiores cargas de massa coronal.

Segundo diversas reportagens, a explosão acelerou as partículas solares a 1100 km/s. Os cientistas avaliam que é nesta velocidade que se chocarão contra a magnetosfera da Terra. A foto foi registrada pela Solar Dynamics Observatory (SDO), satélite da NASA.

Importante? Claro. Mas os espaços na capa variam de acordo com os interesses da comunidade a que se destina o jornal. Não encontrei nenhum jornal no Brasil que colocasse em destaque na primeira página a imagem, mesmo reduzindo-a.

Veja as capas que repercutiram a fotografia:

 


Depois de três décadas de utilização, os ônibus espaciais deixarão de ser o veículo de transporte de astronautas.

Iniciado em 1975, o programa de naves parcialmente reutilizáveis, space shuttle, que substituíram as naves Apollo, também chegou ao fim.

A foto, que foi tirada pelo astronauta italiano Paolo Nespoli, traz a belíssima imagem do ônibus espacial Endeavour acoplado com a Estação Espacial Internacional. Essa fotografia tem tudo para ser uma foto rara nos séculos a frente.

No próximo mês de julho, com o lançamento da ônibus espacial Atlantis, o programa será encerrado definitivamente. Mais informações no sítio da NASA.

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A notícia já deixou de ser repercutida. A morte de Osama Bin Laden não é mais o "quente" na área da comunicação de massa. Outras histórias são mais  importantes e, para alívio de muitos, o problema foi transferido para outros espaços mundiais, seja um tremor de terra, seja o problema nuclear ou mesmo a candidatura ao FMI.

É assim na área da comunicação/jornalismo: a temporalidade é curta, mas os impactos permanecem nesse "continuum informacional" que parece não terminar. Depois desse tempo, desse afastamento da notícia e do ardor informacional, resolvi voltar e escutar o discurso do presidente Barack Obama. Voz calma, semblante que tenta disfarçar a preocupação e uma sensação no ar: será o fim ou apenas um novo começo? Difícil responder. Difícil justificar o injustificável.

Será uma impressão apenas? Veja o discurso e, se desejar, compartilhe o que pensa sobre isso.

Tem um ditado popular que diz que "um dia da caça, o outro do caçador". Na animação de hoje, o caçador tenta transformar um indivíduo diferente em presa sua e leva a pior.

Essa bela animação foi produzida por Gordon Pinkerton, estudante de animação gráfica e é intitulada "Hunted". Ela foi produzida para seu trabalho final no Ringling College of Art and Design, sendo disponibilizada na Vimeo. Bom domingo.



Hunted - Gordon Pinkerton - Ringling Thesis 2011 from Gordon Pinkerton on Vimeo.


O trabalho do cartunista.  Fonte: Ilustração
Para muitos, os quadrinhos são apenas uma forma de diversão e entretenimento. Estórias fantásticas alegram e geram emoções de espanto e força. Mas há quadrinhos que são história realmente. (Não entrarei no mérito da diferença, aqui no Brasil, de história [acontecimentos, fatos] e estória [fábulas, contos]).

Essas histórias, em formato de quadrinhos, trazem informação e reflexão onde a fotografia não pode (ou não é permitida). Por meio desse tipo de "cobertura" é possível perceber questões como direitos humanos, igualdade, justiça social e econômica, imigração, educação, trabalho e saúde. Um exemplo bem interessante de jornalismo em quadrinhos que vi recentemente é o de Sarah Glidden.

Glidden é uma cartunista americana que trabalha com temáticas voltadas para o oriente médio. Um dos seus trabalhos está disponível no Cartoon Movement e é intitulado "The Waiting Room". A história trata dos refugiados provenientes da Síria e a dificuldades de entrada em outros países. Apesar de voltado para esse país, o mesmo é vivenciado por milhares de outros provenientes de muitas terras e partes do mundo. Veja os traços de Glidden a seguir e confira a história toda no Cartoon Movement:


 

Vez por outra encontro em livros que falam da história da mídia referências a uma "época de ouro" do jornalismo. Alguns dizem que os anos 1930 e 1940 foram as décadas do crescimento jornalístico e nada se compara a essa época. São épocas de grande saudosismo para esses.

De fato, foi a época das grandes "indústrias jornalísticas" que surgem como impérios pessoais, não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. Eram épocas em que as prensas não podiam parar e as máquinas imperavam nos espaços de escrita. Mas não foi uma "época de ouro" para todos. Realmente, foi dourada apenas para quem ganhou muito, seja o glamour, o reconhecimento/premiação, seja o dinheiro que isso proporcionava.

A ponta dessa cadeia produtiva, a força de trabalho que era o "rosto desconhecido da notícia", o distribuidor de rua, sempre foi o elo mais fraco. Algumas imagens dessa época dourada foram preservadas pelos clics de Lewis W. Hine, que retratou o trabalho infantil e a expropriação do indivíduo nos Estados Unidos.

A seguir, algumas dessas imagens mostram esse período "áureo" das indústrias jornalísticas. As notas de cada fotografia foram produzidas por MarGGa Duval e disponibilizadas na coletânea feita por ela sobre Hine com foco no trabalho infantil:
Michael McNelis (8). Havia acabado de se recuperar de um segundo ataque de pneumonia. Quando foi fotografado havia saído de uma chuva forte (Filadélfia, Pensilvânia)

Tony Casale (11). Vendeu jornal por quatro anos. Vendia jornal até as 22 horas. Tinha marcas em seus braços: mordidas de seu pai por ter vendido pouco. Segundo ele: "bêbados dizem palavras feias para nós"

Num sábado à tarde (St. Louis/Missouri)

Dormindo na escada




Quando se fala em navegações, não é possível dissociar de piratas. O imaginário social da época fazia com que esses bucaneiros se transformassem em todo tipo de criaturas. Com isso, de forma consciente ou não, as vivências coletivas os transformaram em criaturas horrendas.

A animação de hoje nos apresenta um pouco desse imaginário. Ela é intitulada "Pirates - The curse of the evil eye" e apresenta uma visão imaginária de uma grupo de piratas. A animação foi produzida por Yves Geleyn e por Remy Tornior, com música de François Montmayeur, levando quase 4 anos para ser finalizada . Ela está disponível no Vimeo.

Aproveite, veja e ria com as peripécias desses piratas e o desfecho da aventura. Bom domingo.


PIRATES!!! "The Curse of the Evil Eye" from Rémy Tornior & Yves Geleyn on Vimeo.


Imagem aérea da UnB entre 1963/1964. Fonte: CEDOC
Não poderia deixar passar em branco, já que estamos no mês de abril, o dia 09 de abril de 1964.

Trata-se do dia em que invadiram a Universidade de Brasília (UnB), considerada pelos militares um dos últimos espaços de "revolta" contra o novo regime.

Já postei algumas indicações e memórias em dois outros momentos (Em um 31 de março de 1964 e Em um 1º de abril de 1964).

Quando pesquisava em 2000 para a elaboração de um texto que faz parte da coletânea intitulada "Anísio Teixeira e o Ensino Superior", deparei-me com diversas imagens desse dia.

Tudo ocorreu no fatídico 9 de abril. Nesse dia, o Comando Supremo da Revolução baixou o Ato Institucional nº 1, que concentrava poderes no governo (exclusivo poder de decretar estado de sítio e de apresentar emendas), impunha punições a civis (suspensão de poderes políticos por dez anos e cassação de mandatos de parlamentares, bem como suspensão por seis meses das garantias constitucionais de estabilidade dos servidores públicos) e militares que considere subversivos.

De posse deste ‘ato jurídico legal’ invadiram, com suas forças militares, as instalações da Universidade de Brasília no mesmo dia. Nenhuma pessoa pôde entrar ou sair das dependências da Universidade, sendo professores presos.

Nas recordações do professor Darcy Ribeiro ficou claro o sofrimento por que passaram esses professores e funcionários:
Quando, amanhã, o Brasil – e dentro dele a Universidade de Brasília – conquistar a alforria para retomar o comando de seus próprios destinos, precisaremos recordar estes dias trágicos da travessia do túnel da iniqüidade. Entre eles, principalmente, o da invasão de 1964, em que, depois de assaltada por tropas motorizadas, a UnB teve diversos professores presos levados a um pátio militar para serem ali desnudados e assim humilhados por toda uma tarde. Este quadro de um magote de professores gordos e magros, velhuscos, uns secos de carnes, outros barrigudos, esquálidos, dois deles enfermos, todos nus num pátio policial não deve ser esquecido jamais: é o dia da vergonha.
Em 13 de abril de 1964 Anísio Teixeira, bem como todos os membros do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília, foram exonerados e foi nomeado para o cargo o reitor pró-tempore, Zeferino Vaz .

Veja algumas das fotos da época, que encontrei e que fazem parte do texto publicado, retratando o dia em que os professores e alunos foram presos e transportados em ônibus da viação Araguarina. Elas estão no acervo do CEDOC/UnB:





Um mapa, diversas experiências
Desde pequeno encantava-me olhar e tantar entender os mapas. Lembro-me de ficar horas debruçado sobre os livros de geografia e história, tentando ver onde cada linha do mapa iria parar e, ingenuamente, imaginando que conseguiria percorrer um dia cada uma delas. Coisa de criança!

Cresci. O mundo mudou. Os interesses mudaram e, hoje, a internet proporciona uma outra experiência, mais ampla e significativa do que tinha quando criança. A pouco, vi uma dica da colega Suzana Barbosa, no blog do GJOL, sobre um aplicativo que permite criar mapas online.

Trata-se do UMapper, que permite incorporar mapas com tecnologia Adobe Flash a praticamente qualquer tipo de sítio. O legal dessa proposta é que ele permite que você escolha modelos e mantenha o potencial de interação com o mapa. Vale a pena testar.

Problemas à vista!
Navegar é preciso! Frase bastante conhecida aqui nas terras brasileiras. Mas como navegar em uma nau de borracha? Como enfrentar os perigos dos mares bravios?

Na animação Pfffirate, um pirata resolve desbravar os mares com uma nau de borracha, encontrando perigos diversos. Descubra como ele os enfrenta e os desafios dessa aventura.

O vídeo foi produzido pelos franceses Guillaume Hérent e Xavier André, com música de Bertrand Bossard. Com ele, Hérent se graduou em 2003. Alguns trabalhos posteriores de Hérent, como Valiant e As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, reforçam a beleza do trabalho como um profissional promissor.

O vídeo está disponível no Vimeo. Bom domingo.


Pfffirate from Guillaume Herent on Vimeo.


Confiança
Uma imagem publicada no Jornal do Tocantins de hoje, 1º de abril, me chamou a atenção. Apesar da notícia não ser animadora, já que aponta para a morte de 40 civis, a imagem é bem promissora.

Trata-se de uma jovem líbia, que ostenta em seu braço bandeiras dos países que participam da operação Protetor Unificado que tem o objetivo declarado de evitar que as tropas do governante líbio, Muamar Kadafi, matem civis por uso de aviões militares.

A foto, proveniente da Agência Estado, reflete o sentimento dos líbios que esperam a vitória e a transformação social. Nesse 1º de abril, a imagem é bem inspiradora.

Fonte: Jornal do Tocantins e Agência Estado, 1º de abril de 2011