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Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio

O fotógrafo Wilton de Sousa Júnior conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha pela imagem que retrata a presidente Dilma sendo "transpassada" por uma espada. 

Essa imagem ficou famosa no Brasil, sendo repercutida por muitos veículos de comunicação, entre eles o Estadão e a revista VEJA.

O prêmio internacional reforça a ideia de que imagens inusitadas, casuais, mas bem registradas, são a deixa para o reconhecimento e para a criação de momentos que entrarão para a hsitória. 

Depois dessa, muitos fotógrafos vão ficar de olho em situações corriqueiras, mas que podem ter um potencial para o registro.

Depois de um recesso merecido, que foi utilizado para rever dois capítulos de minha tese de doutoramento, voltamos a partilhar aqui no Blog do Gipo uma animação interessante.

Trata-se da produção canadense Le Noeud cravate, dirigida por Jean-François Lévesque e produzida por Michèle Bélanger e Julie Roy. A animação foi elaborado em Stop-Motion, levando 2 anos para ficar pronta. A imagem ao lado dá uma ideia do que um projeto dessa magnitude significa em horas de atenção e detalhes.

A animação ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Jutra Meilleur film d'animation de 2009 e o Prix du melleur court métrage du Festival du Film du Monde de Montréal, de 2008. 

O argumento da animação é simples e direto: o indivíduo, preso a rotina alienante do trabalho, perde suas paixões e sua identidade. Pior que muito do que retratado por ser visto diariamente nos espaços de trabalho, apesar de pouco reconhecido ou mesmo combatido. Vale a reflexão. Bom domingo.



Um destaque do estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", disponibilizado pela Rooter, sob encomenda do Google, coloca o Brasil na frente de diversos países quanto ao uso de redes sociais e blogs.

Segundo o estudo, tem ocorrido um incremento na intensidade das atividades de criação, compartilhamento e transformação dos conteúdos, com constantes aumentos nos diversos países da União Europeia, América e Ásia, sendo que nos últimos 2 anos, esse incremento foi na faixa de 10 a 15 pontos percentuais. Pela figura comparativa a seguir, temos uma noção desse crescimento:


Como se observa na figura, o Brasil é utilizado como marco comparatório para os países listados. Entre 85% e 90% dos usuários no Brasil, segundo o estudo, utilizam o tempo de navegação em redes sociais e blogs. Itália, Espanha e Japão gastam entre 75% e 80% do tempo de uso em redes sociais e blogs. Outros países como Áustria, Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha estão com percentuais de navegação em redes sociais e blogs inferiores aos 75% do tempo de uso da rede.

Esses dados são bem reveladores, pois demostram o tamanho do problema que o estudo reforça: a produção de conteúdos na rede. De fato, cada vez mais conteúdos (alterados e sem direitos autoriais comprovados) são produzidos e lançados na rede, ampliando a pressão para a quebra desses direitos existentes. Só no Reino Unido, por exemplo, 32% dos usuários, em 2010, passaram a "subir" criações próprias - texto, imagens, vídeos, fotos, músicas remixadas, etc. - contra 19% em 2008. Na Espanha esse número era de 7% em 2008 e cresceu para 23% em 2010. Interessou? Veja outras indicações e acesse o relatório aqui

Foto: Getty Images
Já não é mais novidade o uso das tecnologias móveis. Smartphones, tablets e celulares são uma realidade em boa parte dos países e, até mesmo nas regiões mais remotas (mesmo que seu uso seja bem precário!). Só possuir os "aparelhinhos" cria um novo "status quo" entre muitos jovens e crianças.  

A grande discussão entre educadores e comunicadores é sobre qual é a idade para o uso. Recentemente, postei uma discussão sobre a incorporação dessas tecnologias móveis e a preocupação com o gradual abandono da caligrafia (Você pode ler aqui).

Encontrei a pouco, por sugestão do colega Lorenzo García Aretio no sítio Educación a Distancia (EaD), uma infografia bem reveladora. Ela traz dados de acessibilidade por faixas etárias provenientes do Google e das agências MediaMark, SodaHead e USC Annenberg Center for Digital Future.

Você verá que os dados mostram algo que já sabemos (basta olhar em um shopping à volta e encontramos dezenas de crianças e jovens com seus móveis): um crescimento vertiginoso do uso das tecnologias móveis entre crianças e jovens. Veja você mesmo as informações que a infografia disponibiliza a seguir:



Procurando na rede livros sobre a área, deparei-me com alguns deles no Issuu, que é uma plataforma de publicação digital onde se prima por oferecer experiências de leitura de revistas, catálogos e jornais, além de livros.

Na pesquisa, encontra-se de tudo, daí a necessidade de se 'mergulhar' na rede e procurar o que interessa e, claro, tenha valor para o campo da pesquisa acadêmica. 

Alguns desses 'achados' valem a atenção, tais como o clássico de Luiz Beltrão "Introdução à Filosofia do Jornalismo":



Outros escritos que você encontrará nesse espaço e que valem a leitura:


Para quem estuda comunicação e telecomunicação no Brasil, é essencial o acesso aos três volumes da pesquisa "Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" organizada pelos pesquisadores Daniel Castro, José Marques de Melo e Cosette Castro e fruto do trabalho de campo do grupo de pesquisa MID – Mídias Interativas Digitais, da Universidade Federal de Mato Grosso.

A obra é chancelada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pela SOCICOM - Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Veja a seguir um pequeno resumo de cada um dos volumes:

Sinopse dos organizadores

O primeiro volume desta obra é dividido em duas partes: a primeira apresenta o estudo das tendências nas telecomunicações, e reúne artigos escritos exclusivamente para este livro, além de cinco textos publicados originalmente no Boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior nº 10, uma edição especial de telecomunicações lançada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em outubro de 2010. A segunda parte traz artigos que colaboram para o pensamento na área de comunicação e oferecerem um panorama das indústrias criativas e de conteúdos.


Faça o download 


Sinopse dos organizadores

O segundo volume desta obra é dedicado a resgatar, como o próprio título diz, a Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil, como resultado de parceria realizada entre o Ipea e a Federação Brasileira das Sociedades Científicas de Comunicação (Socicom).

Sinopse dos organizadores

O terceiro volume, apresenta o resultado (parcial) de quatro pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros da área da comunicação sobre o Estado da Arte nesse campo do conhecimento. Neste volume é possível conhecer o número de faculdades e cursos de pós-graduação em comunicação no país, analisando áreas de concentração e/crescimento. Um segundo ponto da pesquisa sobre o Panorama da Comunicação analisa as profissões existentes hoje e as novas habilidades necessárias para que o país possa investir em uma indústria de conteúdos e serviços digitais. A terceira parte do estudo analisa as indústrias criativas e de conteúdos e os movimentos das empresas em direção ao modelo digital. Finalmente, a pesquisa realiza estudo comparativo na área de comunicação com outros países, possibilitando a análise de nossas fragilidades e potencialidades.

Está disponível para consulta e download, o número 19 da Revista Conexão - Comunicação e Cultura, publicada pelo Centro de Ciências da Comunicação (CECC) da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O novo número é destinado a discussão do Ensino e aprendizagem em Comunicação.

A revista Conexões tem como proposta, segundo o sítio, "divulgar reflexões inéditas, enfatizando questões relacionadas à ética e à comunicação, à história da mídia, às tendências do setor comunicacional e suas múltiplas facetas, às discussões sobre a linguagem e à possibilidade de diálogos interdisciplinares". 

Segundo a editora, profa. Marle Sólio,
Para a edição 19 de nossa Conexão, convocamos pesquisadores e estudiosos a refletir sobre questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem em Comunicação. A edição apresenta 12 artigos, seis dos quais integram a questão posta: Temos: Ensino de Jornalismo: perfil profissional, regionalização das habilidades técnicas e competências, que busca um cotejo entre academia e mercado, passando por uma análise da flexibilização curricular empreendida aos cursos da área pelo MEC; Do discurso à educação: reflexões sobre comunicação e cultura contemporânea, que observa o processo de ensino e aprendizagem em Comunicação, apontando às relações interdisciplinares entre mídia e mercado; Ensinar ética e assumir responsabilidades: os novos desafios para as empresas informativas, que olha para a ética e a responsabilidade social das empresas informativas a partir dos códigos éticos das organizações enquanto são instrumentos de gestão ética; TV multimídia e sua relação com a Comunicação, a escola e a juventude, que investiga a interação da TV multimídia com professores, alunos, cultura e escola, destacando experiência desenvolvida no Paraná; O ensino de planejamento nos cursos de Comunicação/Relações Públicas no Brasil, que discute o valor do ensino de “planejamento”, com equilíbrio entre a abordagem operacional e a estratégia, transitando entre a teoria e a prática; Ensino “pra que te quero”?: práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação, que reflete sobre a possibilidade de desenvolvimento de práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação como dispositivo de agenciamento da mobilização do sujeito para a aprendizagem.
Vale a pena refletir sobre essas questões. Essas não são novas, mas o contexto em que nos encontramos no momento (discussão sobre diploma, diretrizes curriculares, etc), tornam as questões essenciais e necessárias. Tive a oportunidade de receber um exemplar das mãos de uma das autoras, profa. Maria Luiza Cardinale e já iniciei a leitura. Aproveite e Boa leitura

Impresso, televisivo, digital, em quadrinhos e agora, em forma de lego. Parece não faltar mais nenhuma forma de se divulgar a informação e as notícias. A proposta não é oficial e permanente, mas é fruto do trabalho de diversos leitores que "simulam" em forma de Lego diversas notícias que tiveram impacto na mídia mundial.

A proposta de retratar eventos, no mínimo curiosa, foi utilizada pelo jornal britânico The Guardian, para incrementar o final de ano. A equipe do jornal mergulhou nas milhares de fotos do Flickr para localizar grupos que retrataram momentos noticiosos por meio do Lego.

Os momentos são dos mais variados, indo da morte de Steve Jobs, dos tumultos em Londres, do casamento real, até as dificuldades de segurança com o presidente Obama. Vale conhecer as experimentações visuais "jornalísticas". Algumas, que considero mais expressivas, estão a seguir:

Rebelião na Líbia. The Guardian, outubro de 2011. Disponível em: yappen all day long 

Protestos em Zuccotti Park. The Guardian, setembro de 2011. Disponível em: [Clint]

Presidentes Obama e Merkel. The Guardian, Junho de 2011. Disponível em: purpleplanetcom 

Casamento real/primeiro beijo oficial. The Guardian, abril de 2011. Disponível em: allyhook


Alguns artigos bem interessantes sobre a profissão de jornalista e seu reconhecimento estão circulando nas últimas semanas. Temos posições das mais diversas, mas é muito bom que a discussão esteja acontecendo e que a formação esteja em pauta.

Também temos um discussão bem interessante acontecendo na lista da COMPÓS, que vale acompanhar. São muitas posições e pressões sobre quais competências profissionais e seu reconhecimento no Brasil.

Sugiro a leitura de alguns deles para sentir o clima:

Sim ao diploma de jornalista, de Terezinha Tarcitano no Correio do Brasil
Jornalista pensa que não é trabalhador, de Leonardo Sakamoto no Correio do Brasil
O jornalismo entre duas vertentes, por Thaïs de Mendonça Jorge no Observatório da Imprensa
Volta o debate sobre o diploma: Apelando ao Supremo, de Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa


O II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, promovido pelo projeto “O ensino do Jornalismo na Era da Convergência-Procad/Capes” ocorrerá entre os dias 8-10.12.2011 na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) em Curitiba (PR). A profa. Claudia Quadros, coordenadora do II seminário, já divulgou a programação do evento, que reproduzo abaixo.

No evento, apresentarei uma comunicação na Mesa-redonda– Convergência e Ensino, intitulada "Mudanças curriculares e ensino de jornalismo: notas sobre o impacto do processo de Bolonha em cursos de Comunicação Social/Jornalismo".


PROGRAMAÇÃO DO II SEMINÁRIO NACIONAL DE ENSINO DE JORNALISMO
Dia 08/12/2011
Local: Campus Barigui, sala 03 – subsolo do Bloco C
8h às 8h30 - Credenciamento
8h30 às 9h - Abertura
"No princípio era o verbo": a expressão escrita como iniciação na formação jornalística

MarcosPalacios, professor da UFBA e coordenador nacional do projeto “O ensino do Jornalismo na Era da Convergência-Procad/Capes”.

9h - 12 horas
Mesa -Redonda – Ensino e Convergência no Jornalismo: PROCAD
Mediador Elias Machado - UFSC

Matrizes curriculares em tempos de convergência:
(os casos de Columbia, nos EUA; Pompeu Fabra, na Espanha e UFSC, no Brasil)
Elias Machado, Tattiana Teixeira e Mariana Rosa e Silva

A convergência observada como matriz:
o ensino e o mercado do jornalismo para além da tecnologia e do conteúdo
Álvaro Larangeira, Claudia Quadros, Frederico Tavares e Kati Caetano - UTP

O (ainda) desafiante ensino do jornalismo digital em tempos de convergência
Suzana Barbosa – UFBA

14 horas – 18 horas
Mesa -Redonda – Convergência e Experimentação
Mediadora: Suzana Barbosa - UFBA

Laboratório de Convergência: Um experimento interdisciplinar em jornalismo online
Geane Alzamora, Nísio Teixeira e Tacyana Arce - UFMG

Três pressupostos para a produção de jornal-laboratório no contexto da convergência
Cristiano Anunciação - UFSC

Agência Megafone: experimentando o webjornalismo
Ana Paula Machado Velho - CESUMAR

Entre o Humanismo e o Tecnicismo: a experiência do Jornal Laboratório e do Estágio Universitário como prática simulada e assistida.
Robson Dias – UNB

Jornalismo comunitário na internet: convergências na produção de um novo saber-fazer
Maria Lucia Becker – UEPG

O ensino de jornalismo pela crítica cultural: Experiência de produção multimídia na formação profissional e cidadã.
Sérgio Luiz Gadini - UEPG

Dia 9/12/2011
8h às 12 horas
Mesa-redonda– Convergência e Ensino
Mediadora: Malu Fontes - UFBA

Ensino dos critérios de noticiabilidade
Beatriz Correa P Dornelles – PUCRS

Convergência midiática: jornalismo mais democrático?
João Somma Neto e Kelly Prudencio –UFPR

Currículos e metodologias no ensino de jornalismo no norte brasileiro: Em tempos de novas tecnologias e convergência
Edileuson Almeida - UFRR/UTP

Mudanças curriculares e ensino de jornalismo: notas sobre o impacto do processo de Bolonha em cursos de Comunicação Social/Jornalismo
Francisco Gilson Rebouças Porto Junior - UFBA/UNITINS

Educomunicação e o Ensino de Jornalismo Digital: Práticas Pedagógicas em Espaços Virtuais de Aprendizagem (EVA)
Denise Regina Stacheski, Flávia Lúcia Bazan Bespalhok e Nanachara Carolina Sperb

14h às 18 horas
Mesa-redonda- Convergência e Práticas
Mediadora: Kati Caetano – UTP

Reflexões sobre o ensino e a produção de telejornais na universidade
Antonio Brasil e Cárlida Emerim - UFSC

A produção no webjornalismo audiovisual universitário: as funções dos corpos docente e discente no trabalho em equipe
Juliana Fernandes Teixeira – UFSC

Espelho, espelho meu: ‘inscriacionices’ de jornalistas e a imagem de si
Maria Luiza Cardinale Baptista – UCS

O ensino, a pesquisa e a extensão de conteúdos audiovisuais: a experiência da PUCPR Mônica Cristine Fort, Mônica Panis Kaseker e Suyanne Tolentino de Souza.

Jornalismo cultural na web: a experiência do site Cultura Plural na formação acadêmica e na visibilidade da cultura popular dos Campos Gerais/PR
Karina Janz Woitowicz – UEPG

Notícias da Câmara: Práticas da cobertura política da Câmara Municipal de Ponta Grossa para o Portal Comunitário
Hebe Maria Gonçalves de Oliveira – UEPG

Coquetel de Encerramento

Duas palestras estão disponíveis no Vimeo, fruto do evento Blogpower 2011. Ambas abordam perspectivas de desenvolvimento da internet e dos impactos das mídias/redes sociais na vida cotidiana e também na forma de se compreender a participação.

A primeira é do prof. Jose Luis Orihuela, que atua na Universidade de Navarra no Departamento de Cultura y Comunicación Audiovisual, intitulada "¿Revoluciones tuiteadas? Medios sociales y protestas ciudadanas".

A segunda foi proferida pelo prof. Antoni Gutiérrez-Rubí, Director de Ideograma, consultor de comunicação estratégica e y professor de comunicación política, intitulada "Red, Evolución, Re(D)volución". Atualize-se no debate internacional. 



Presentación José Luis Orihuela - Blog Power 2011 from La Tercera TV on Vimeo.


Antoni Gutiérrez-Rubí en Blogpower 2011 from La Tercera TV on Vimeo.

Foto: Magel Studio
Lembro-me de quando criança ter um caderno de caligrafia e uma disciplina que obrigava a realização de infindáveis cópias de formatos de letras e números. Perguntava-me se um dia precisaria disso no futuro. Bem, o futuro chegou e, hoje me indago: preciso saber caligrafia? Ou melhor: preciso treinar caligrafia ainda em face das tecnologias digitais que facilitam o processo de escrita e apresentação de produtos da escrita?

Minha resposta, a priori, é sim. Mesmo com o uso da tecnologia e das facilidades que essa proporciona, hoje, depois de mais de 30 anos do meu primeiro caderno de caligrafia, entendo que, o não exercício da escrita motora, pode fazer o indivíduo "atrofiar" sua habilidade motora nesse campo específico. Ainda hoje, mesmo com todas as facilidades dos editores de texto e dos corretores gramaticais, me sinto mais seguro sobre a escrita de uma determinada palavra, quando a escrevo. Sinto como se processos de memória relacionados a cognição fossem ativados pelo exercício motor.

Conversando com colegas professoras da rede pública de Palmas, algumas delas apontavam com muita preocupação a inserção de laptops e tablets nas redes municipal e estadual, já que os alunos das séries iniciais, não conseguiam desenvolver a escrita com tanta facilidade. É claro que não tenho pesquisas locais sobre o assunto, mas é uma excelente temática para os que estudam linguagem.

De qualquer forma, se você, assim como eu, quiser lembrar as aulas de caligrafia, existe um curso de caligrafia, ministrado pela profa. Kimberly Walker, do MIT, disponível na plataforma Udemy. Faça o cadastro e acesse as 50 vídeo-aulas e o material de leitura. As aulas tem cerca de 2-3 minutos de duração, com técnicas de escrita. Caso tenha dificuldade no registro da plataforma Udemy, no You Tube também encontra-se disponível as aulas. Veja uma amostra a seguir:



Uma série de livros para download sobre a discussão do uso da internet e dos espaços virtuais está disponível. Os livros foram produzidos como estudos de caso pelo Foro Generaciones Interactivas, da Espanha.

Todos foram produzidos apontando para dados de utilização por crianças e jovens da internet e das redes sociais. Os argumentos são positivos apontando para o uso controlado e consciente da web pelas crianças e jovens. 

Os que pesquisam a temática encontrarão nesse material um rica fonte de referências, úteis para a reflexão dos impactos da tecnologia no desenvolvimento de crianças e jovens. Boa leitura.


Ano 2011
Autor(es)/organizador(es): Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
El informe relaciona el perfil de uso de los menores de dichas redes (no usuario, usuario o usuario avanzado) con su acceso a la tecnología, su conocimiento, sus relaciones familiares o los riesgos y oportunidades que les plantean, entre otros aspectos. Entre sus conclusiones destacan que la utilización de las redes sociales deriva en un mayor acceso a otros contenidos y servicios que potencian sus vínculos con sus iguales. Asimismo, el uso positivo de las redes sociales no impide que existan ciertos riesgos: el uso intensivo de estas redes se asocia a una mayor exposición de la intimidad o a una disminución de tiempo en otras actividades como son el ocio tradicional o el estudio.

Ano 2011
Autor(es)/organizador(es): Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
Entre marzo y junio del año 2009 más de 1500 menores de la Comunidad de Madrid participaron en el estudio promovido por el Foro. El objetivo del trabajo era, por un lado, proveer a los centros educativos participantes de una imagen realista de la relación que sus alumnos mantenían con las TIC; con este fin, todos los colegios participantes recibieron un informe personalizado que identificaba los principales retos y oportunidades a los que sus alumnos se enfrentaban en el uso de la tecnología.




Ano: 2011
Autor(es)/organizador(es): Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
Entre marzo y junio del año 2009 casi 1600 menores de la Comunidad Autónoma de Andalucía participaron en el estudio promovido por el Foro. El objetivo del trabajo era, por un lado, proveer a los centros educativos participantes de una imagen realista de la relación que sus alumnos mantenían con las TIC; con este fin, todos los colegios participantes recibieron un informe personalizado que identificaba los principales retos y oportunidades a los que sus alumnos se enfrentaban en el uso de la tecnología.




Ano: 2010
Autor(es)/organizador(es): Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
El CIMEL (Centro de Investigación Medios y Entretenimiento en Latinoamérica) ha realizado el Informe “La Generación Interactiva en la Argentina” a partir del estudio que llevó a cabo el Foro Generaciones Interactivas para el proyecto "La Generación Interactiva en Iberoamérica".Con una muestra de más de 2.300 niños el objetivo de este informe es describir desde el ámbito más educativo y familiar el uso que dan los niños argentinos a las Nuevas Tecnologías.


Ano: 2009
Autor(es)/organizador(es): Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
Los principales rasgos de la Generación Interactiva en España se identifican es este libro, fruto de casi 13.000 encuestas realizadas entre menores españoles de 6-18 años de 113 centros de toda España. Este estudio define y tipifica la relación de los menores españoles con diversas pantallas como Internet, los videojuegos, el teléfono móvil o la televisión. Lo hace desde una visión integrada de todas las pantallas y de los ámbitos más importantes que rodean a este público, como son la escuela o la familia.



Ano: 2008
Autor(es)/organizador(es):Xavier Bringué e Charo Sádaba

Sinopse (informado pelo sítio)
O presente estudo pretende oferecer uma reflexão sobre quais são as características que identificam a Geração Interativa na Ibero-América de modo particular.
Esta monografia se concentra nos dados coletados pelo projeto «Gerações Interativas na Ibero-América» entre 25.467 estudantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia,México, Peru e Venezuela, durante os meses de outubro de 2007 e junho de 2008. O texto aborda as respostas obtidas dos jovens organizadas em torno às principais telas e atendendo tanto a questões de uso e posse quanto de valoração.


Ano: 2010
Autor(es)/organizador(es): Fernando Garcia

Sinopse (informado pelo sítio)
Este libro pretende arrojar algo de luz sobre las redes sociales en Internet, ese lugar virtual en el que parecen juntarse al mismo tiempo todos los adolescentes y jóvenes del mundo. Está dirigido a los educadores (padres, madres y docentes) que asisten desorientados a un fenómeno cuyo origen, significado y consecuencias aún está por explicar. A través de la información y recomendaciones recogidas en este libro, se pretende que los menores hagan un uso seguro y provechoso de las redes sociales.


Ano: 2010
Autor(es)/organizador(es): Fernando Garcia

Sinopse (informado pelo sítio)
Internet ya está en todos los hogares. ¿Es esto bueno?¿Comporta riesgos?¿Ofrece oportunidades?¿Qué hacer para minimizar aquellos y maximizar estas? El autor partiendo de una descripción de qué es Internet y de cómo son los adolescentes de hoy, propone a los padres y madres de familia una serie de pautas de actuación y consejos educativos con el objetivo de que el uso de la red en el hogar sea saludable, responsable y educativo.



Ano: 2010
Autor(es)/organizador(es): Fernando García e Xavier Bringué

Sinopse (informado pelo sítio)
El presente libro intenta resolver algunos de los interrogantes que aparecen en torno a los menores y al uso que hacen de las pantallas. Y lo hace desde una mirada real y práctica de la relación que mantienen niños y adolescentes argentinos con las diversas pantallas, así como desde los retos y las oportunidades que surgen en el ámbito educativo y familiar.







Ano: 2009
Autor(es)/organizador(es): Fernando García

Sinopse (informado pelo sítio)
Una descripción de cómo son los adolescentes de la Generación Interactiva, qué pantallas utilizan, qué hacen con ellas y cómo es la mediación que ejercen la familia y la escuela. Todo ello acompañado de una reflexiñon educativa y una serie de consejos prácticos para padres, madres y educadores en general.

Um dia no imenso mundo azul

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:34 0 Comments

E se o mundo só tivesse um único dia? Pois é, o que você faria dele? Que coisas você privilegiaria nesse único e especial dia e que deixaria registrado? Milhares de pessoas indicaram o que fariam nesse único dia de 24 horas.

O resultado foi um filme/documentário intitulado "Life In A Day" (A vida em um dia), produzido por nada menos do que o premiado Ridley Scott e pelo canal You Tube, com direção de outro diretor premiado, Kevin Macdonald.

A proposta do filme foi a produção de pequenos vídeos retratando momentos de um dia (em quaisquer espaços e momentos) que deveriam ser enviados para o You Tube. O dia 24 de julho de 2010 foi escolhido para esse envio. 

O que se vê no filme-documentário, de cerca de 1 h e 35 min, disponível no You Tube e que você vê a seguir (se ainda não o viu no cinema), são momentos, todos misturados, juntos, aglutinados, num dissolver da sociedade complexa. É um verdadeiro passei por culturas e costumes que nunca poderiam ser vivenciados dessa forma por qualquer pessoa no planeta, já que temos limitações de tempo e espaço. Mas no mundo do cinema, essa barreira é quebrada. Assista e vivencie. Ele está legendado em português.


As tecnologias digitais tem exercido sensíveis impactos nas relações dos sujeitos entre si e com suas famílias. Muitas vezes, o choque geracional no uso dessas tecnologias digitais tem amplificado as divergências e criado uma visão de que o "novo" tecnológico está destruindo o "antigo" modo de vida social. Não entrarei no mérito dessas possíveis afirmações, já que ambas encontram respaldo em pesquisas e grupos sociais.

Sobre isso, encontrei uma experiência sobre como diminuir o(s) possível(is) problemas entre pais e filhos no usos das tecnologias digitais. Trata-se do material produzido pelo Foro Generaciones Interactivas, da Espanha. O fórum é mantido pela Fundação Telefônica, pela Universidade de Navarra e pela Organización Universitaria Interamericana (OUI).

Em tom descontraído, uma série de vídeos, aborda a utilização da internet e das tecnologias digitais decorrentes dela no vínculo familiar e, como "superar" com bom humor as dificuldades surgidas. A "família digital" aborda temas para crianças, adolescentes e adultos e suas relações com as tecnologias digitais. 

O vídeo a seguir, dá uma mostra de como algumas questões "espinhosas" são tratadas:


Meios de comunicação e ensino

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:08 0 Comments

Está disponível para download o livro “Media and Information Literacy: curriculum for teachers”, publicado pela UNESCO, que aborda os meios de comunicação no contexto escolar. A dica foi dada por Rogério Christofoletti do Monitorando.

O livro foi fruto do trabalho coletivo de diversos especialistas, que desde 2008, vem discutindo competências e habilidades na área da comunicação e do ensino. O livro apresenta os percursos de elaboração, revisão e validação dessas competências consideradas essenciais pelos especialistas consultados na África, América Latina, região do Caribe e sul da Ásia.

É uma das leituras essenciais para quem quer entender como está a discussão em torno da convergência de meios (rádio, televisão, Internet, jornais, livros, arquivos e bibliotecas digitais) em uma única plataforma e o fazer docente.

Os 'efeitos' do Processo de Bolonha, que hoje agregam 49 países em torno da meta de criar uma área de ensino superior europeu comum, parece chegar ao Tocantins. 

É que a Fundação Universidade do Tocantins (UNITINS) assinou, no último dia 23.11, um protocolo de cooperação técnica com o Conservatoire National des Arts et Métiers (CNAM) da França. Representando o CNAM, a dra. Mônica David,coordenadora de assuntos brasileiros, discorreu sobre as perspectivas dessa cooperação no âmbito da graduação e pós-graduação.

O protocolo prevê a mobilidade de alunos, professores e técnicos vinculados as duas instituições. Segundo o vice-reitor, Fernando Spanhol, “[...] em 2012, trabalharemos para viabilizar os meios e os recursos necessários para a ida de nossos alunos e servidores para o exterior”, divulgou a nota publicada no portal.

Para que essa aproximação seja possível, os currículos atuais da UNITINS serão revistos com o fim de se aproximar dos requisitos indicados por Bolonha e reuniões posteriores. O vice-reitor anunciou a criação de uma comissão que iniciará os estudos visando a mobilidade e os processos de acreditação.

Fazia um bom tempo que uma propaganda não causava tanto alvoroço. Pois é o que a propaganda "Unhate" (Não odeie) da empresa italiana Benneton causou. 

A campanha reúne líderes mundiais de potências rivais se beijando. Um típico "selinho" que virou moda aqui pelo Brasil entre as chamadas "celebridades". 

Segundo o que foi noticiado pelo Estadão, a campanha tem o objetivo de "[...] estimular uma cultura sem ódio em todo o mundo". Longe disso acontecer, o que se viu durante todo o dia de ontem nas páginas da mídia impressa e na internet foram reações que expressam mais ódio do que paz. Até o Vaticano se pronunciou contra a propaganda afirmando, segundo veículos jornalísticos, que processará a empresa. 

Selecionei algumas capas de jornais que apresentam fotos da propaganda ontem (17.11.2011). Elas estão disponíveis no Newseum. Achei muito interessante que no México, o Jornal Vanguarda, além de mostrar imagens da propaganda original, criticou uma imagem semelhante de dois candidatos presidenciais mexicanos, que segundo o jornal, 'parodiam' a campanha, já que trocaram também um selinho. Seguem capas:






A foto do ex-presidente Lula ganhou espaço em mais de 40 veículos noticiosos. A fotografia de Roberto Stuckert mostra o chamado "novo visual" do ex-presidente Lula que retirou o cabelo e a barba que peculiarmente o identificava, antecipando-se aos efeitos do tratamento de câncer. De fato, não o reconheci no primeiro momento, mas com um olhar mais cuidadoso, ficou claro de quem se tratava.

As capas são dos mais variados veículos de comunicação. Algumas delas dão um destaque grande a fotografia e a questão do tratamento de saúde de Lula.

Algumas outras capas colocaram a foto de Lula bem ao lado da crise que passa o ministro Carlos Lupi. No exterior, repercutiram a foto os jornais Buenos Aires Herald, e Portafolio e El Tiempo, de Bogotá.

Segue a seleção de capas caso deseje fazer outro tipo de análise. Elas estão disponíveis no Newseum: