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Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio

Parece não haver fim das utilidades da geolocalização em aparelhos móveis. Uma experiência lançada durante a competição Garage48 em abril último é intitulada Bribespot. Ela foi desenvolvida por uma equipe internacional da Estónia, Lituânia, Finlândia e Irã.

A proposta do aplicativo é que o cidadão use seu smartphone (ou sítio) para denunciar os locais onde são verificadas situações de subornos, indicar o valor solicitado e, se foi uma situação particular ou em alguma área de governo. Para evitar retaliação, as reclamações são feitas anonimamente.

É possível usar o Bribespot por meio de aplicações móveis para Android, iPhone (em fase de desenvolvimento) ou por meio do sitio. Pelos dados disponíveis no aplicativo, a Europa tem o maior índice de corrupção até o momento. Vamos esperar para ver quando as Américas começarem a postar. Esse é mais um aplicativo bem útil para o trabalho jornalístico. 

Não é sempre que um agregador torna-se tão útil. É o caso do Newspaper Map, um agregador de jornais mundial que permite visualizar mais de 10 mil jornais espalhados pelo mundo.

Esse agregador permite pesquisas por idioma, localidade, país, além de ter um aplicativo app que facilita a utilização pelo celular. As aplicações são inúmeras em um agregador dessa envergadura. Também é possível interagir os diversos links com as redes sociais, tais como Facebook e Twitter.  

Que tal conhecer os jornais da Groelândia ou da África Subtropical? Se quiser conhecer esse espaço, reserve bastante tempo, pois quando começar a navegar você não vai querer parar.

A liberdade de comunicar não é um direito universal. Nem tampouco foi exercitada de forma geral. Ela é o resultado de disputas e conquistas, com muito sofrimento e, em muitos casos, regada a muito sangue. Daí por que é tão importante que a valorizemos.

O mapa interativo a seguir, por exemplo, nos mostra a situação da liberdade de imprensa no mundo. Talvez você já o tenha visto, mas vale a pena ver que, bilhões de pessoas ainda não a possuem plenamente.

Se desejar, poderá ler outras notícias sobre censura e liberdade de imprensa produzidas aqui no Blog do Gipo


via chartsbin.com


Um mapa, diversas experiências
Desde pequeno encantava-me olhar e tantar entender os mapas. Lembro-me de ficar horas debruçado sobre os livros de geografia e história, tentando ver onde cada linha do mapa iria parar e, ingenuamente, imaginando que conseguiria percorrer um dia cada uma delas. Coisa de criança!

Cresci. O mundo mudou. Os interesses mudaram e, hoje, a internet proporciona uma outra experiência, mais ampla e significativa do que tinha quando criança. A pouco, vi uma dica da colega Suzana Barbosa, no blog do GJOL, sobre um aplicativo que permite criar mapas online.

Trata-se do UMapper, que permite incorporar mapas com tecnologia Adobe Flash a praticamente qualquer tipo de sítio. O legal dessa proposta é que ele permite que você escolha modelos e mantenha o potencial de interação com o mapa. Vale a pena testar.

Foto tirada no Times Square em 1945
O ato de conhecer/saber quem foi alguém era um evento que levava tempo, em alguns casos, meses ou até anos. Como o caso da famosa foto da enfermeira, vestida de branco, beijando um marinheiro, que ficou conhecida mundialmente.

A fotografia foi tirada na Times Square de Nova Iorque, em 1945. As identidades (dela e dele) demoraram muito para ser de conhecimento geral. Com as tecnologias, as distâncias se encurtaram e também o anonimato, que antes revestia as pessoas.

A figura pública, não é mais apenas do famoso. Qualquer um o pode ser e, depois da criação das marcações digitais (photo tagging), aí é que ninguém estará oculto.

A marcação digital ou photo tagging constitui-se no processo de reconhecer as fisionomias e atribuir-lhes identidade. No Facebook e no Flickr isso já é uma realidade, permitindo que o(a) autor(a) da foto, informe quem são os membros daquela foto, além de seus contatos.

Em que isso contribui? Em muito: do ponto de vista profissional, a marcação digital permite localizar facilmente os envolvidos em algum evento específico, diminuindo o tempo gasto nos processos; do ponto de vista historiográfico, se cria um "história das fotografias" ou mesmo facilita a "história das pessoas" que circundam determinado sujeito, em certo período histórico, contribuindo para a percepção do pesquisador que estuda a situação.

Por exemplo, se daqui a algumas décadas, um historiador e/ou outro curioso quiser estudar uma cena cotidiana, como uma partida de futebol ou um show musical, esse poderá consultar as marcações e localizar pessoas que estiveram presentes naquele momento específico. Parece longe da realidade? Mas não é!

Maior marcação digital de foto
Veja, por exemplo, a foto do Glastonbury Festival, que quebrou o recorde como a maior tag de imagem online, com 9.249 espectadores (até o momento) que se identificam na foto. Pense no potencial de histórias e memórias. E isso só está começando.