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Depois de um longo período de mergulho e de total imersão em uma temática, na semana passada depositei a minha tese de doutorado no Programa de Pós-graduação da FACOM-UFBA. 

Foram meses de reclusão, abstração e pensamento em como organizar um conjunto tão grande de informações sobre o Processo de Bolonha. A pesquisa abordou o Processo de Bolonha, com foco em Portugal e as mudanças ocasionadas em quatro universidades portuguesas nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo - Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade Fernando Pessoa.

As mudanças ocorridas nas instituições pesquisadas são ilustrativas do que vem acontecendo nas universidades e politécnicos em Portugal, e nos diversos cursos de Comunicação Social/Jornalismo da União Europeia entre os países signatários de Bolonha. 

A defesa da tese está marcada para o próximo dia 17.12.2012, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Aos amigos que estiverem em Salvador nesse período e desejarem acompanhar a apresentação pública, o convite está feito. 


O fotógrafo Wilton de Sousa Júnior conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha pela imagem que retrata a presidente Dilma sendo "transpassada" por uma espada. 

Essa imagem ficou famosa no Brasil, sendo repercutida por muitos veículos de comunicação, entre eles o Estadão e a revista VEJA.

O prêmio internacional reforça a ideia de que imagens inusitadas, casuais, mas bem registradas, são a deixa para o reconhecimento e para a criação de momentos que entrarão para a hsitória. 

Depois dessa, muitos fotógrafos vão ficar de olho em situações corriqueiras, mas que podem ter um potencial para o registro.

Um projeto simplesmente fantástico está disponível na rede. Trata-se do "Chronicling America: Journalism's Voyage West", produzido pela Stanford University. Nesse projeto é possível, por meio de uma infografia interativa ter acesso, ano a ano, ao impacto de mais 140.000 jornais nos Estados Unidos ao longo da história.

O projeto abrange jornais que iniciaram em 1690 até 2011. É possível perceber pela infografia como os jornais foram, ao longo desses 321 anos de existência, cobrindo todo o território norte-americano com informações e notícias. Vale a pena tirar um tempo para conhecer os detalhes da infografia. No Vimeo é possível encontrar outros vídeos que informam o impacto de tiragens diárias, semanais e mensais e, em línguas diferentes do inglês. No vídeo a seguir, é possível ver esse processo de forma acelerada:


The Growth of US Newspapers, 1690-2011 from Geoff McGhee on Vimeo.

Procurando na rede livros sobre a área, deparei-me com alguns deles no Issuu, que é uma plataforma de publicação digital onde se prima por oferecer experiências de leitura de revistas, catálogos e jornais, além de livros.

Na pesquisa, encontra-se de tudo, daí a necessidade de se 'mergulhar' na rede e procurar o que interessa e, claro, tenha valor para o campo da pesquisa acadêmica. 

Alguns desses 'achados' valem a atenção, tais como o clássico de Luiz Beltrão "Introdução à Filosofia do Jornalismo":



Outros escritos que você encontrará nesse espaço e que valem a leitura:


Está disponível para consulta e download, o número 19 da Revista Conexão - Comunicação e Cultura, publicada pelo Centro de Ciências da Comunicação (CECC) da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O novo número é destinado a discussão do Ensino e aprendizagem em Comunicação.

A revista Conexões tem como proposta, segundo o sítio, "divulgar reflexões inéditas, enfatizando questões relacionadas à ética e à comunicação, à história da mídia, às tendências do setor comunicacional e suas múltiplas facetas, às discussões sobre a linguagem e à possibilidade de diálogos interdisciplinares". 

Segundo a editora, profa. Marle Sólio,
Para a edição 19 de nossa Conexão, convocamos pesquisadores e estudiosos a refletir sobre questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem em Comunicação. A edição apresenta 12 artigos, seis dos quais integram a questão posta: Temos: Ensino de Jornalismo: perfil profissional, regionalização das habilidades técnicas e competências, que busca um cotejo entre academia e mercado, passando por uma análise da flexibilização curricular empreendida aos cursos da área pelo MEC; Do discurso à educação: reflexões sobre comunicação e cultura contemporânea, que observa o processo de ensino e aprendizagem em Comunicação, apontando às relações interdisciplinares entre mídia e mercado; Ensinar ética e assumir responsabilidades: os novos desafios para as empresas informativas, que olha para a ética e a responsabilidade social das empresas informativas a partir dos códigos éticos das organizações enquanto são instrumentos de gestão ética; TV multimídia e sua relação com a Comunicação, a escola e a juventude, que investiga a interação da TV multimídia com professores, alunos, cultura e escola, destacando experiência desenvolvida no Paraná; O ensino de planejamento nos cursos de Comunicação/Relações Públicas no Brasil, que discute o valor do ensino de “planejamento”, com equilíbrio entre a abordagem operacional e a estratégia, transitando entre a teoria e a prática; Ensino “pra que te quero”?: práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação, que reflete sobre a possibilidade de desenvolvimento de práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação como dispositivo de agenciamento da mobilização do sujeito para a aprendizagem.
Vale a pena refletir sobre essas questões. Essas não são novas, mas o contexto em que nos encontramos no momento (discussão sobre diploma, diretrizes curriculares, etc), tornam as questões essenciais e necessárias. Tive a oportunidade de receber um exemplar das mãos de uma das autoras, profa. Maria Luiza Cardinale e já iniciei a leitura. Aproveite e Boa leitura. 

Impresso, televisivo, digital, em quadrinhos e agora, em forma de lego. Parece não faltar mais nenhuma forma de se divulgar a informação e as notícias. A proposta não é oficial e permanente, mas é fruto do trabalho de diversos leitores que "simulam" em forma de Lego diversas notícias que tiveram impacto na mídia mundial.

A proposta de retratar eventos, no mínimo curiosa, foi utilizada pelo jornal britânico The Guardian, para incrementar o final de ano. A equipe do jornal mergulhou nas milhares de fotos do Flickr para localizar grupos que retrataram momentos noticiosos por meio do Lego.

Os momentos são dos mais variados, indo da morte de Steve Jobs, dos tumultos em Londres, do casamento real, até as dificuldades de segurança com o presidente Obama. Vale conhecer as experimentações visuais "jornalísticas". Algumas, que considero mais expressivas, estão a seguir:

Rebelião na Líbia. The Guardian, outubro de 2011. Disponível em: yappen all day long 

Protestos em Zuccotti Park. The Guardian, setembro de 2011. Disponível em: [Clint]

Presidentes Obama e Merkel. The Guardian, Junho de 2011. Disponível em: purpleplanetcom 

Casamento real/primeiro beijo oficial. The Guardian, abril de 2011. Disponível em: allyhook


Na continuidade das atividades da manhã do dia 09.12.2011, o II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, que aconteceu na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), teve a mesa-redonda intitulada "Convergência e Ensino".

Os dois últimos trabalhos foram: "Matrizes curriculares em tempos de convergência: os casos de Columbia, nos EUA; Pompeu Fabra, na Espanha, e UFSC, no Brasil" de Elias Machado, Tattiana Teixeira e Mariana Rosa e Silva (UFSC) e "Educomunicação e o Ensino de Jornalismo Digital: Práticas Pedagógicas em Espaços Virtuais de Aprendizagem (EVA)" de Denise Regina Stacheski, Flávia Lúcia Bazan Bespalhok e Nanachara Carolina Sperb (UTP) (que não está mais disponível por solicitação da apresentadora em 17.12).

Veja as apresentações a seguir:








Na manhã de hoje (09.12.2011) o II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, que acontece na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), teve a mesa-redonda intitulada "Convergência e Ensino".

Os três primeiros trabalhos "Convergência midiática: jornalismo mais democrático?" de João Somma Neto e Kelly Prudencio – UFPR, "Currículos e metodologias no ensino de jornalismo no norte brasileiro: em tempos de novas tecnologias e convergência" de Edileuson Almeida - UFRR/UTP e "Imobilidade X convergência: atualização pedagógica em xeque, de Ana Paula da Rosa - UTP destacaram questões importantes sobre o ensino e a formação. Também foram apontados possibilidades ante as dificuldades formativas. 

Veja as apresentações a seguir: 
















A Mesa-redonda "Convergência e Experimentação" no II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo,  iniciou as atividades na tarde ontem (dia 08.12.2011) com a apresentação de\ diversas experiências relacionadas a jornais-laboratório. Partilho alguns trechos das apresentações dessa tarde. 

Lamento não disponibilizar todas, visto que a bateria da máquina fotográfica acabou antes do final. De qualquer forma, as apresentações dão uma deixa do que aconteceu nessa mesa redonda e nos debates posteriores.








Foto: Alberto Melo Viana
Para os que desejarem ver a apresentação que fiz no II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), disponibilizo os slides. 

Ela foi intitulada "Mudanças curriculares e ensino de jornalismo: notas sobre o impacto do processo de Bolonha nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo".

Nesse trabalho apresento os principais eixos de mudanças curriculares nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo incorporadas nos processos, na visão dos atores de implantação/implementação. Aguardem o texto completo.

Mudanças curriculares e ensino de jornalismo apresentação

O dia de hoje no II seminário Nacional de Ensino de Jornalismo em Curitiba (PR) foi muito produtivo.

Pela manhã apresentei meu trabalho, mas infelizmente, não pude registrar as apresentações. Agora a tarde, já consegui exercitar o registro.

A primeira apresentação da tarde foi proferida pela profa. Malu Fontes da FACOM/UFBA intitulada "Das oficinas às redações: a formação profissional e os processos de reportagem em tempos de convergência". A professora Fontes destacou a prática jornalística e os processos de formação na Faculdade de Comunicação da UFBA.  Também destacou as dificuldades enfrentadas como docente perante as limitações dos alunos (reais e construídas) durante o processo de aprendizagem. 

Veja a seguir os principais momentos da apresentação do trabalho:





Está disponível para download o livro "Ferramentas para Análise de Qualidade no Ciberjornalismo Volume 1: Modelos", organizado por Marcos Palacios, professor do curso de Comunicação Social (UFBA) e coordenador do GJOL. O livro foi publicado pelo LABCOM Livros da Universidade da Beira Interior (UBI), em Portugal.

O livro é fruto da colaboração estabelecida entre sete universidades brasileiras e sete universidades espanholas (Convênio CAPES/DGU) que resultou em um estudo sobre competências formativas no âmbito do jornalismo e da comunicação.


Na sinopse do livro, já se tem um indicativo de que elementos são discutidos:
A passagem do jornalismo para suportes digitais renovou os desafios já existentes, a eles acrescendo outros, derivados das especificidades do Webjornalismo: sua hipertextualidade, multimidialidade, instantaneidade, interatividade, imbricações com redes sociais e bases de dados, memória potencializada, usabilidade e design. [...] O resultado parcial de tais esforços é este livro, que se oferece não como um produto totalmente acabado, mas como uma contribuição inicial para uma sistematização de procedimentos na análise da Qualidade no Webjornalismo. São Fichas-Roteiros, com seus respectivos Manuais de Instrução, que podem ser utilizadas no todo ou em parte. São Ferramentas para serem apropriadas e testadas por analistas que se interessem em usá-las, modificá-las, aperfeiçoá-las.
Leitura obrigatória de todos os que pesquisam ciberjornalismo, o livro de Palacios traz uma riqueza de instrumentos que podem auxiliar em posteriores pesquisas. Vale a leitura! 

Alguns artigos bem interessantes sobre a profissão de jornalista e seu reconhecimento estão circulando nas últimas semanas. Temos posições das mais diversas, mas é muito bom que a discussão esteja acontecendo e que a formação esteja em pauta.

Também temos um discussão bem interessante acontecendo na lista da COMPÓS, que vale acompanhar. São muitas posições e pressões sobre quais competências profissionais e seu reconhecimento no Brasil.

Sugiro a leitura de alguns deles para sentir o clima:

Sim ao diploma de jornalista, de Terezinha Tarcitano no Correio do Brasil
Jornalista pensa que não é trabalhador, de Leonardo Sakamoto no Correio do Brasil
O jornalismo entre duas vertentes, por Thaïs de Mendonça Jorge no Observatório da Imprensa
Volta o debate sobre o diploma: Apelando ao Supremo, de Luciano Martins Costa no Observatório da Imprensa


O II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, promovido pelo projeto “O ensino do Jornalismo na Era da Convergência-Procad/Capes” ocorrerá entre os dias 8-10.12.2011 na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) em Curitiba (PR). A profa. Claudia Quadros, coordenadora do II seminário, já divulgou a programação do evento, que reproduzo abaixo.

No evento, apresentarei uma comunicação na Mesa-redonda– Convergência e Ensino, intitulada "Mudanças curriculares e ensino de jornalismo: notas sobre o impacto do processo de Bolonha em cursos de Comunicação Social/Jornalismo".


PROGRAMAÇÃO DO II SEMINÁRIO NACIONAL DE ENSINO DE JORNALISMO
Dia 08/12/2011
Local: Campus Barigui, sala 03 – subsolo do Bloco C
8h às 8h30 - Credenciamento
8h30 às 9h - Abertura
"No princípio era o verbo": a expressão escrita como iniciação na formação jornalística

MarcosPalacios, professor da UFBA e coordenador nacional do projeto “O ensino do Jornalismo na Era da Convergência-Procad/Capes”.

9h - 12 horas
Mesa -Redonda – Ensino e Convergência no Jornalismo: PROCAD
Mediador Elias Machado - UFSC

Matrizes curriculares em tempos de convergência:
(os casos de Columbia, nos EUA; Pompeu Fabra, na Espanha e UFSC, no Brasil)
Elias Machado, Tattiana Teixeira e Mariana Rosa e Silva

A convergência observada como matriz:
o ensino e o mercado do jornalismo para além da tecnologia e do conteúdo
Álvaro Larangeira, Claudia Quadros, Frederico Tavares e Kati Caetano - UTP

O (ainda) desafiante ensino do jornalismo digital em tempos de convergência
Suzana Barbosa – UFBA

14 horas – 18 horas
Mesa -Redonda – Convergência e Experimentação
Mediadora: Suzana Barbosa - UFBA

Laboratório de Convergência: Um experimento interdisciplinar em jornalismo online
Geane Alzamora, Nísio Teixeira e Tacyana Arce - UFMG

Três pressupostos para a produção de jornal-laboratório no contexto da convergência
Cristiano Anunciação - UFSC

Agência Megafone: experimentando o webjornalismo
Ana Paula Machado Velho - CESUMAR

Entre o Humanismo e o Tecnicismo: a experiência do Jornal Laboratório e do Estágio Universitário como prática simulada e assistida.
Robson Dias – UNB

Jornalismo comunitário na internet: convergências na produção de um novo saber-fazer
Maria Lucia Becker – UEPG

O ensino de jornalismo pela crítica cultural: Experiência de produção multimídia na formação profissional e cidadã.
Sérgio Luiz Gadini - UEPG

Dia 9/12/2011
8h às 12 horas
Mesa-redonda– Convergência e Ensino
Mediadora: Malu Fontes - UFBA

Ensino dos critérios de noticiabilidade
Beatriz Correa P Dornelles – PUCRS

Convergência midiática: jornalismo mais democrático?
João Somma Neto e Kelly Prudencio –UFPR

Currículos e metodologias no ensino de jornalismo no norte brasileiro: Em tempos de novas tecnologias e convergência
Edileuson Almeida - UFRR/UTP

Mudanças curriculares e ensino de jornalismo: notas sobre o impacto do processo de Bolonha em cursos de Comunicação Social/Jornalismo
Francisco Gilson Rebouças Porto Junior - UFBA/UNITINS

Educomunicação e o Ensino de Jornalismo Digital: Práticas Pedagógicas em Espaços Virtuais de Aprendizagem (EVA)
Denise Regina Stacheski, Flávia Lúcia Bazan Bespalhok e Nanachara Carolina Sperb

14h às 18 horas
Mesa-redonda- Convergência e Práticas
Mediadora: Kati Caetano – UTP

Reflexões sobre o ensino e a produção de telejornais na universidade
Antonio Brasil e Cárlida Emerim - UFSC

A produção no webjornalismo audiovisual universitário: as funções dos corpos docente e discente no trabalho em equipe
Juliana Fernandes Teixeira – UFSC

Espelho, espelho meu: ‘inscriacionices’ de jornalistas e a imagem de si
Maria Luiza Cardinale Baptista – UCS

O ensino, a pesquisa e a extensão de conteúdos audiovisuais: a experiência da PUCPR Mônica Cristine Fort, Mônica Panis Kaseker e Suyanne Tolentino de Souza.

Jornalismo cultural na web: a experiência do site Cultura Plural na formação acadêmica e na visibilidade da cultura popular dos Campos Gerais/PR
Karina Janz Woitowicz – UEPG

Notícias da Câmara: Práticas da cobertura política da Câmara Municipal de Ponta Grossa para o Portal Comunitário
Hebe Maria Gonçalves de Oliveira – UEPG

Coquetel de Encerramento

Um projeto espanhol, capitaneado pelo Ministério da Cultura, está recuperando e disponibilizando filmes antigos de momentos importantes da história da Espanha.

Os filmes são do arquivo da Biblioteca de Cinema Espanhol e agora podem ser vistos por meio do canal no You Tube. São 93 filmes (por enquanto), de diferentes momentos e períodos, que retratam o fazer e o viver de uma sociedade que passou por profundas mudanças sociais e econômicas.

Esse projeto é bem semelhante ao que temos aqui no Brasil, por meio do Arquivo Nacional e do Zappiens.br, que disponibiliza os jornais que eram veiculados no Cinejornal. Já falamos dele aqui no Blog do Gipo. 

Entre os vídeos, está o a seguir. Ele mostra o fazer jornalístico nos anos 1930. Foi produzido como noticiário para Cineclube, ainda mudo. Veja a riqueza de detalhes visuais e também a dificuldade de produção em uma época que fazer jornalismo era uma mescla de arte e ofício.


O ditado diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Pois é o que a imagem abaixo revela sobre a chamada "democracia da liberdade" praticada em alguns países.

A imagem é sobre as ações da Polícia de Nova Iorque na desocupação de Wall Street nos Estados Unidos. Ela estampou a primeira página do jornal Metro de Nova Iorque e foi repercutida aqui no Brasil em alguns jornais, mas com muito menos espaço.

Para quem não tem acompanhado esse assunto, já fazem mais de dois meses que diversos manifestantes  ocuparam uma praça em Nova Iorque para protestar. O movimento recebeu o nome de "Occupy Wall Street", com o  objetivo de protestar contra o sistema econômico capitalista e a exclusão. O movimento assumiu um caráter múltiplo, agregando manifestantes contra o sistema social, estudantes, desempregados, ecologistas e diversas manifestações sociais e culturais. De lá para cá, diversas tentativas de desocupação foram realizadas, mas sem muito sucesso.




Fazia um bom tempo que uma propaganda não causava tanto alvoroço. Pois é o que a propaganda "Unhate" (Não odeie) da empresa italiana Benneton causou. 

A campanha reúne líderes mundiais de potências rivais se beijando. Um típico "selinho" que virou moda aqui pelo Brasil entre as chamadas "celebridades". 

Segundo o que foi noticiado pelo Estadão, a campanha tem o objetivo de "[...] estimular uma cultura sem ódio em todo o mundo". Longe disso acontecer, o que se viu durante todo o dia de ontem nas páginas da mídia impressa e na internet foram reações que expressam mais ódio do que paz. Até o Vaticano se pronunciou contra a propaganda afirmando, segundo veículos jornalísticos, que processará a empresa. 

Selecionei algumas capas de jornais que apresentam fotos da propaganda ontem (17.11.2011). Elas estão disponíveis no Newseum. Achei muito interessante que no México, o Jornal Vanguarda, além de mostrar imagens da propaganda original, criticou uma imagem semelhante de dois candidatos presidenciais mexicanos, que segundo o jornal, 'parodiam' a campanha, já que trocaram também um selinho. Seguem capas:






A foto do ex-presidente Lula ganhou espaço em mais de 40 veículos noticiosos. A fotografia de Roberto Stuckert mostra o chamado "novo visual" do ex-presidente Lula que retirou o cabelo e a barba que peculiarmente o identificava, antecipando-se aos efeitos do tratamento de câncer. De fato, não o reconheci no primeiro momento, mas com um olhar mais cuidadoso, ficou claro de quem se tratava.

As capas são dos mais variados veículos de comunicação. Algumas delas dão um destaque grande a fotografia e a questão do tratamento de saúde de Lula.

Algumas outras capas colocaram a foto de Lula bem ao lado da crise que passa o ministro Carlos Lupi. No exterior, repercutiram a foto os jornais Buenos Aires Herald, e Portafolio e El Tiempo, de Bogotá.

Segue a seleção de capas caso deseje fazer outro tipo de análise. Elas estão disponíveis no Newseum: