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O Festival CulturaDigital.Br é um encontro colaborativo entre aqueles que desenvolvem pesquisas e experiências na área da cultura com enfoque no digital. 

Na edição de 2011, que ocorrerá de 02 a 04 de dezembro, no MAM-Rio e no Cine Odeon, na cidade do Rio de Janeiro, serão desenvolvidas palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas.

Os interessados em apresentar seus trabalhos e experiências ligadas a cultura digital tem até o dia 30 de setembro para enviar suas propostas. Após a data, as atividades serão avaliadas pelos curadores do evento. Os selecionados terão a ida ao Festival viabilizada pela organização do evento.

Segundos os organizadores, "a programação do encontro será colaborativamente organizada por meio de uma Chamada Pública Internacional de Atividades". O endereço para consulta é: http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.

Está disponível exclusivamente pela internet o volume 2 da série A Cibercultura em Transformação, intitulado "Poder, liberdade e sociabilidade em tempos de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos", organizado pelo prof. Eugênio Trivinho com Angela Pintor dos Reis e equipe do CENCIB/PUC-SP.

Segundo o organizador da obra, prof. Eugênio Trivinho,
Sob esse arco interdisciplinar, a espinha dorsal explícita ou pressuposta das sete Partes da obra envolve, fundamentalmente, as relações entre poder, liberdade, sociabilidade, mobilidade e transformação, conceitos nucleares complexos que, como fios condutores das argumentações propostas, mormente quando entrelaçados – relações de poder sob a égide das pulsões por liberdade; sociabilidade segundo a ética do compartilhamento, da cocriação e do contágio; e mobilidade à sombra da renovação de direitos –, nomeiam, não por acaso, os próprios fios condutores precípuos do processo civilizatório atual. Esse mosaico de fatores articulatórios radica, por sua vez, no bojo de processos específicos tão diferentes quanto aparentemente desconexos, abrigados na obra, a saber: a construção e consolidação de um campo emergente de conhecimento e o respectivo povoamento da divisão social do trabalho intelectual; as estruturas dinâmicas do capitalismo cognitivo, o acoplamento fatal entre ente humano, equipamento e rede, as configurações sociotecnológicas da inteligência coletiva, as modalidades de expressão e visibilidade do sujeito e do corpo no ciberespaço, as formações discursivas dos agentes promotores da cibercultura, o status sociotécnico de hierarquia e os estilos de vida no horizonte do nomadismo digital; o reescalonamento interativo da micropolítica, a recriação e colonização de novos espaços de atuação, urdidura e partilha nas cidades e na rede, a lógica da recombinação, do commons e das práticas colaborativas, e os contraditos legítimos à perpetuação da propriedade intelectual; a protuberância social invisível da videovigilância, a realização voyeurística e lúdica do controle generalizado e a mercantilização online das paixões e afetos; a superação coletiva do paradigma positivista de pensamento, os modos de criação e exposição pública da arte digital e a afirmação epocal de competências cognitivas e de práticas de consumo, entre outros processos relevantes.
Fazem parte da obra autores especializados na temática, entre eles Marcos Palacios, André Lemos,Erick Felinto, Sergio Amadeu da Silveira, Lucia Santaella e Francisco Rüdiger. O livro, com versão exclusiva pela intenet, também pode ser baixado em pdf.

Viajar! Viajar! Viajar! Esse parece um sonho de quase todos os que trabalham. Esse é o sonho partilhado por André Lemos, em seu novo livro Caderno de Viagem: Comunicação Lugares e Tecnologias. 

Trata-se de um diário de viagem pela comunicação, mediada pelas vivências do autor e, muitas delas, partilhadas quase em tempo real em seu blog, o Carnet de Notes.

A dica foi dada pelo Blog do Gjol. Sobre esse livro, Marcos Palacios, coordenador do blog GJOL comenta:
Combinando observações e vivências pessoais com referências de leitura, imagens, comentários sobre tecnologias, idéias, reflexões, o livro é um mosaico construído a partir das vivências de um dos mais importantes teóricos da Cibercultura no panorama brasileiro e internacional.

Confira!

Essa foi uma das perguntas que Umberto Eco, 78 anos, escritor e semiólogo, fez sobre o futuro dos livros, em face da internet e da cultura da digitalização, publicada no jornal Crítica de la Argentina, de Buenos Aires. Eco é internacionalmente conhecido por obras tais como "O nome da Rosa", "O pêndulo de Foucault", "Como se faz uma tese", entre outras. 

Para Eco, “o livro de papel não desaparecerá” e “o computador é amigo dos livros”. Essas afirmações reforçam a perspectiva positiva de que, essas tecnologias não deviam ser concorrentes, mas complementares no processo de formação de neoleitores.

Eco destacou que a internet permitiu avanços importantes:
“La computadora multiplicó los libros. Hoy nos la pasamos imprimiendo”, afirmó Eco, para luego asegurar que, entre sus ventajas, “la computadora permitió que todos puedan publicar sin pagar, así que arruinó a los editores que cobraban para publicar a los malos poetas” y que también dio nuevos lugares de expresión allí donde hay dictaduras.
Mas também apontou problemas. O primeiro é centrado na questão dos filtros, para Eco a:
[...] “internet es un gran peligro para los libros porque no filtra. La cuestión es saber cuáles son los lugares donde buscar información sobre temas que no son de nuestra competencia. Si tengo que buscar algo sobre Física, no estoy en condiciones de saber qué es serio y qué no. Es un problema, porque la cultura radica en conservar algunas cosas y en dejar pasar otras. Ésa es su fuerza. Así que la materia del mañana en las escuelas será enseñar a filtrar”, explicó.
Outro problema é a durabilidade da mídia digital. Eco afirma:
“Hoy sabemos que un libro de papel dura al menos 600 años, porque lo tenemos. Pero en la actualidad, no tenemos ninguna prueba científica de que lo digital pueda durar. ¿Quién puede garantizar cuál será la duración de un disquete y si lo podremos utilizar en el futuro? El libro de papel se hace y nadie lo puede cambiar”, aseguró Eco, y dijo, en tono jocoso, que otra desventaja es que aún nadie sabe cómo se hará para dedicar un libro digital.
Essas questões apontadas por Umberto Eco são importantes, mas não desmotivam ou desmerecem o potencial que os meios digitais assumiram em nossa sociadade. Lembro-me agora, ao escrever isso, do livro de Thomas Kuhn, A Estrutura das Revoluções Científicas, onde ele afirma que, um paradigma dominante existirá até que o último defensor morra, sendo substituído pelo paradigma emergente.

Pensando alto, o paradigma dominante, a impressão de livros em papel existirá por muitas décadas, quem sabe séculos, mas o paradigma emergente, o digital, é uma realidade inconteste. É o futuro que vemos engatinhar no presente.



Foi publicado pela Columbia University um estudo que analisa estratégias para a reconstrução do jornalismo nos Estados Unidos. O relatório intitulado  The Reconstruction of American Journalism é assinado por Michael Schudson, vice-presidente do The Washington Post e professor da Arizona State University e por Leonard Downie Jr, professor de jornalismo da Columbia University . A dica foi dada pelo Blog do GJOL.

O relatório expressa bem a situação de crise que os jornais passam, reconhecendo já de saída, que a base tradicional de manutenção econômica das edições, a publicidade, está em colapso. Para os autores do relatório, a crise de receitas não afeta apenas os jornais impressos, mas também os noticiários da televisão aberta. Mas, pelo menos, algo é positivo para eles: os jornais e os noticiários não vão desaparecer, mas serão reinventados pela evolução do mundo digital. Eles atribuem um papel duplo a internet: tornou possível novos espaços jornalísticos, mas prejudicou o apoio do mercado tradicional ao jornalismo impresso.

Como eles percebem a "saída" dessa constatação? Bem, eles fazem seis recomendações, no mínimo, bem polêmicas:
1. Controle do Congresso de organizações de notícias independentes, que deveriam ser criadas ou convertidas em entidades sem fins lucrativos ou com baixo lucro, para servir ao interesse público, independente de seu "mix financeiro", com patrocínio comercial e publicitário, permitindo explicitamemte o investimento de fundações filantrópicas nessas novas organizações híbridas;

2. Filântropos, fundações e fundações comunitárias devem aumentar substancialmente o seu apoio a organizações de notícias que têm demonstrado um compromisso substancial com os assuntos públicos e prestação de contas;

3. O público do rádio e da televisão devem ser substancialmente reorientados para fornecer informações importantes à imprensa local em cada comunidade, servidas por estações públicas e seus sites. Isso exige uma ação urgente e reforma da Corporation for Public Broadcasting, bem como um aumento do financiamento e do apoio do Congresso para a comunicação pública;

4. Universidades, tanto públicas como privadas, deverão tornar-se fontes locais de sujeitos especializados, além de notícias e prestação de contas, como parte de sua missão educacional. Elas devem explorar as suas próprias organizações jornalísticas, sendo plataformas de acolhimento de notícias sem fins lucrativos e de organizações de jornalismo investigativo e, ser laboratórios para a inovação digital na captação e partilha de notícias e informações.

5. Um fundo nacional de notícia deve ser criado com o dinheiro do Federal Communications Commission, que poderia ser coletado dos usuários de telecomunicações, televisão e de radiodifusão sonora licenciados ou prestadores de serviços de internet, administrados por conselhos locais de notícias.

6. Mais deve ser feito por jornalistas, organizações sem fins lucrativos e governos para aumentar a acessibilidade e a utilidade das informações coletadas pelo público em âmbito federal, estadual e local, facilitando a captação e difusão da informação pública por parte dos cidadãos, ampliando o reconhecimento público das muitas fontes.
É, as propostas são fora do "convencional", para um país capitalista. Retiram da mão de poucos o poder da informação e fragmenta em pequenas comunidades. Mas, a situação é muito mais complexa do que aparenta e, por mais que essas recomendações forneçam um caminho, vão enfrentar muitas críticas. De fato, mal o relatório tornou-se público, David Carr, William Carleton, Dan Gillmor e Jeff Jarvis, criticaram as posições assumidas. 


Já fiz diversos posts sobre a WWF (WWF: campanhas de preservação, Água: campanhas WWF, WWF e o 11 de setembro e, WWF:campanha "faça a diferença" ). Todas apontando os impactos em maior ou menor grau da degradação do homem ao ambiente em que vivemos e ao planeta, com reflexos imediatos e outros, a longo prazo.

A WWF dispensa apresentações, sendo uma das mais atuantes entidades de preservação ambiental. Já que estamos no Blog Action Day, vale a pena rememorar algumas dessas campanhas promovidas pela entidade para tentar "fazer a cabeça" dos mais duros corações capitalistas.


Campanha: You can Help




Campanha: You can't afford to be slow in a emergency. Act now for the planet.



Campanha: Give a hand to wildlife (produzida pela agência Saatchi & Saatchi Simko de Genebra)




 Campanha: Nature can't be recycled



Fonte: WWF, The design Inspiration.