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Está disponível para download o livro "Story-based inquiry: a manual for investigative journalists". Ele foi produzido pela UNESCO e teve como organizador Mark Lee Hunter, com participação de Nils Hanson, Rana Sabbagh, Luuk Sengers, Drew Sullivan, Flemming Tait Svith e Pia Thordsen.

Trata-se de um manual simples e direto que apresenta métodos e técnicas básicas do jornalismo investigativo. O manual é dividido em 8 capítulos que abortam o passo-a-passo do processo de investigação, indo desde a concepção até pesquisa, a redação, o controle de qualidade e a divulgação. 

O novo nesse manual, segundo os autores, é que se investiu "exaustivamente em estudos de caso em cada capítulo", para que o jornalista iniciante compreenda os meandros da pesquisa investigativa. Vale a pena baixar e verificar a aplicabilidade nos diversos espaços da investigação jornalística. 

Página de abertura do Vimeo Video School
Depois da verdadeira revolução que foi o compartilhamento de informações e vídeos na rede, o grande desafio tem sido a qualidade do que é partilhado. Nem sempre quantidade de produções quer dizer qualidade de produções. Nesse sentido, espera-se que as produções tenham melhor qualidade, na medida em que, os equipamentos tornem-se melhores.

Visando melhorar esses processos, o Vimeo, sítio de disponibilização de vídeos dos mais variados níveis de qualidade, tenta ambiciosamente melhorar o que se tem disponibilizado.

Para isso, lançou o Vimeo Video School, iniciativa importante que oferece de forma gratuita e dirigida a utilizadores com vários graus de conhecimentos, aulas, dicas e tutoriais para melhorar a qualidade dos processos. As indicações são atuais e de qualidade, inclusive com sugestões de materiais produzidos pela própria pessoa.

As aulas são rápidas, de 5-10 minutos em média, com excelente produção e extremamente bem-humoradas. Faça uma visita e confira. De repente você poderá aprender algo novo ou mesmo participar como instrutor, já que é possível participar enviando sugestões produzidas.

Veja um exemplo a seguir, sobre o enquadramento, onde Eric D. Franks apresenta a regra dos terços, muito utilizada nas produções:


Framing and Composition from Videopia on Vimeo.


Vez por outra, nos deparamos com uma expressão do tipo "que país/lugar tupiniquim é esse!" para criticar a falta de originalidade ou mesmo de desenvolvimento necessário. Quando eram os meios de comunicação o alvo, não havia muito o que questionar, salvo se o indivíduo desejasse adentrar por uma zona de conflito sem muita proteção.

Mas parece que temos alguns indicadores mais substanciais para rebater essa visão equivocada, principalmente se o alvo for a mídia. É que a UNESCO disponibilizou o livro “Indicadores de Desenvolvimento de Mídia”. Segundo Chico Sant'Anna, que deu a dica em seu blog,
Trata-se de um documento aprovado, em 2008, pelo Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC) da UNESCO. O texto é resultado de intenso trabalho de uma equipe formada por especialistas de organizações intergovernamentais, não-governamentais, universidades e associações profissionais de diversas regiões do mundo, em um claro esforço para que a diversidade e a complexidade do setor ao redor do planeta fossem contempladas na construção do documento.
O livro, disponível para download, está estruturado em cinco grandes categorias interrelacionadas: 
1. Um sistema regulatório favorável à liberdade de expressão, ao pluralismo e à diversidade da mídia; 
2. Pluralidade e diversidade da mídia, igualdade de condições no plano econômico e transparência da propriedade;
3.A mídia como uma plataforma para o discurso democrático; 
4.Capacitação profissional e instituições de apoio à liberdade de expressão, ao pluralismo e à diversidade;
5.A capacidade infra-estrutural é suficiente para sustentar uma mídia independente e pluralista. 

Cada uma das categorias apontadas, traz um marco legal e político que embasam os indicadores de qualidade, bem como uma indicação de leitura disponível na rede. 

Já tinha lido o trabalho da jornalista argentina Sandra Crucianelli, que foi disponibilizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas por ocasião do anúncio, mas tive tempo de disponibilizá-lo somente agora. O material intitulado Ferramentas digitais para jornalistas (em espanhol) é bem interessante. A versão em português, segundo o  Centro Knight ,estará disponível em breve. 

Entre os diversos pontos positivos do livro, encontram-se as discussões sobre a utilização de marcadores sociais, das redes sociais, da web semântica e, uma introdução sobre jornalismo cidadão e novos postos de trabalho, assunto na pauta geral dos cursos de formação.

Por certo, será um livro que figurará nas referências de cursos de formação, principalmente por ser totalmente free.


Paula Gonzalo escreveu para o sítio Periodismo Ciudadano.com sobre ferramentas úteis ao jornalismo cidadão para driblar tempos de censura ou restrição de liberdades de divulgação. Segundo Gonzalo, um dos "princípios do Jornalismo Cidadão é a possibilidade de preservar o anonimato de fontes, em países em que a liberdade de imprensa está seriamente ameaçada".


Essa é uma questão importante, já que, a internet tem facilitado a divulgação ampla de notícias sobre, particamente, tudo e todos, mesmo nos países em que há restrições ao jornalismo. Basta lembrar do episódio das eleições do Irã, desencadeado pelas notícias que foram divulgadas pelo Twitter. Praticamente foram as "únicas" notícias "não oficiais" durante um período turbulhento e de manifestações violentas.

Gonzalo listou um conjunto de ferramentas, capazes de preservar o "anonimato" de seus usuários no processo de divulgação da informação, mesmo sob censura:
- Blog por una Causa!: La Guía de Global Voices para el Activismo Blog, explica cómo utilizar los blogs como parte de las campañas contra la injusticia en todo el mundo. este maunal se centra en temas como: eludir el filtrado de Internet, el anonimato de blogs y la utilización eficaz de instrumentos basados en la Internet.
- “Anonymous Blogging with Wordpress and Tor“, es una guía escrita por Ethan Zuckerman para enseñar a los internautas a bloguear anonimamente con Wordpress y Tor. Recientemente han publicado una versión en árabe.

- Geo-Bombardeo: Guía de Global Voices para la distribución de campañas de vídeo en YouTube a través de las aplicaciones de mapeo de Google.

- ‘Access Denied Map’ (Mapa de acceso denegado) es otro magnífico proyecto contra la censura en la Red de Global Voices. Permite a los lectores interesados apoyar movimientos anti censura, mantiene a los lectores al día de la situación de filtros en varias partes del mundo. También facilita la colaboración entre activistas, permitiéndoles encontrarse entre ellos, compartir tácticas, estrategias y experiencias.

- “Psiphon”, es una herramienta de software gratuito que permite a los internautas vigilados, conectarse a un servidor que les da acceso seguro a páginas web en cualquier lugar, evitando las restricciones gubernamentales.

- BlogSafer, ofrece una serie de guías específicas de distintos países para bloguear de forma anónima. Una opción para, como dicen ellos mismos, colaborar con aquellos que han cometido “el delito de hablar críticamente sobre sus gobiernos” y no quieren acabar en la cárcel o algo peor.

- Herdict, es un proyecto del Centro Berkman, en la Universidad de Harvard. Se trata de una Iniciativa OpenNet, creada por el profesor Jonathan Zittrain, que pretende dar a conocer lo que los usuarios de todo el mundo están experimentando en términos de accesibilidad a la web, a través del crowdsourcing. Otra propuesta dedicada a vigilar, informar y contribuir a evitar la censura en la red.

- Reporteros sin Fronteras sacó a la luz su Manual para bloggers y ciberdisidentes, que también puede resultar de utilidad. ¿Cómo hacer un blog de manera anónima?, es una especie de guía en donde los “consejos no se destinan a expertos en criptografía, más bien a personas que viven en países donde no se respeta la libertad de expresión y que temen por su seguridad y quieren proteger su vida privada.

As dicas são úteis. Nunca se sabe quando estaremos em uma situação semelhante, durante o desenvolvimento profissional. Vale a pena visitar os sítios indicados e conhecer cada uma delas.

A dica veio do Blog do GJOL. O livro Tecnologia Social: ferramenta para construir outra sociedade foi lançado e disponibilizado na rede.

O livro foi organizado por Renato Dagnino da UNICAMP e resulta dos trabalhos que vem sendo realizados por pesquisadores da comunidade latino-americana dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia (ECTS).


O foco, segundo a introdução do livro, é


"voltado para o entendimento da exclusão social e da necessidade de conceber uma tecnologia que faça frente a esse contexto excludente. [...] O objetivo do livro é municiar o debate envolvendo as condições para sustentabilidade de empreendimentos solidários (ESs), que tem acompanhado o processo de democratização da América Latina, no sentido de auxiliar a elaboração de políticas voltadas para a inclusão."


Vale a pena destinar algum tempo na leitura da temática, principalmente se você deseja discutir com mais propriedade a temática. Achei interessante o capítulo "Como transformar a Tecnologia Social em Política Pública?", de Renato Dagnino e Carolina Bagattolli. Os autores apontam algumas estratégias para esse salto, transformando teoria em política pública. E você? Qual o mais interessante?


Não é de hoje que se tem uma grande preocupação com o que se escreve na rede. De fato, nos últimos meses muita briga tem surgido sobre a escrita na rede.
Faz-se necessário, dessa forma, um cuidado maior. Isso, obviamente, caberia para todos os meios, mas na internet ele se torna mais evidente, em face da facilidade de acessos que a rede mundial permite.
Nesse sentido, conselhos sobre a escrita na WWW nunca é demais! Coloco a indicação de um bom manual intitulado “Como escrever para a Web” de Guillermo Franco, disponibilizado pelo Knight Center for Journalism in the Americas. Ele está disponível em português e espanhol, trazendo sugestões que contribuem para uma melhor "escrita" na rede!

A seguir, coloco a disponibilização do ISSU em espanhol, caso queira ter uma idéia da dimensão do manual.



Você sabe quais são os cinco direitos fundamentais de toda criança e adolescente no Brasil? Não sabe? Pois é, se me perguntassm isso, ficaria de "calça justa" também, pois até rememorar e procurar na legislação brasileira os fundamentos legais, teria um pouco de trabalho.

Visando auxiliar o trabalho da mídia e, publicizar a informação de forma confiável e sem "ruídos", a rede ANDI lançou o livro "Estatuto da Criança e do Adolescente - Um Guia para Jornalistas". É um livro bem prático, sem muitos rodeios e com informação confiável. Esse aborda temas como guarda, adoção, educação, saúde, exploração sexual e medidas socioeducativas, além de trazer dicas de apuração, orientações e sugestões de fontes que irão auxiliar na melhor cobertura dos temas relacionados à infância e à adolescência.

Algumas dicas são importantes, tais como as explicitadas quando da entrevista de crianças e adolescentes e, que não custa lembrar:

* LEMBRE-SE de que o menino ou menina tem direito à privacidade, ao sigilo, e à proteção de situações de injúria (ofensa) e represália.

* IMAGENS OU RELATOS que possam colocar a criança, irmãos ou pessoas próximas em situação de risco (mesmo quando as identidades são trocadas ou omitidas) não devem ser publicados. Assegure-se de que a criança não será colocada em risco ou será prejudicada pela exposição de sua casa, comunidade ou localização.

* EM CASO DE ENTREVISTAS, certifique-se de que os responsáveis pela criança sabem que ela está falando com um jornalista; explique-lhes a proposta da entrevista e suas intenções de uso do material e obtenha a permissão para todas as entrevistas, gravações ou documentações fotográficas.

* EM GRAVAÇÕES em vídeo ou para rádio, lembre-se de que a escolha do cenário ou do acompanhamento musical podem inferir sobre a criança e sua história.

* NÃO ESTIGMATIZE a criança. Evite categorizações ou descrições que a exponham a futuras represálias – como danos físicos ou psicológicos, ofensas e descriminação ou rejeição por parte de sua comunidade.

* ASSEGURE A VERIFICAÇÃO independente das informações fornecidas pela criança, tendo atenção especial para garantir que essa confirmação ocorra sem colocar o menino ou menina em risco.

Essas são dicas importantes! E aí? Se te perguntarem novamente quais os cinco direitos fundamentais de toda criança e adolescente no Brasil? O que responderia? Sem dúvida, eu responderia que os cinco direitos são:

1 Vida e à saúde
[arts. 7º a 14]
2 Liberdade, respeito e dignidade
[arts. 15 a 18]
3 Convivência familiar e comunitária
[arts. 19 a 52]
4 Educação, cultura, esporte e lazer
[arts. 53 a 59]
5 Profissionalização e proteção no trabalho
[arts. 60 a 69]

Importante: As fotos acima são do site http://www.nychildren.org/, um projeto mantido por Danny Goldfield. Visite e conheça.

Boa leitura!


A agência Reuters dispensa muita apresentação. É uma das mais famosas e antigas agências de notícias do mundo, tendo sido fundada pelo alemão Paul Julius Reuter. A Reuters criou uma reputação invejável pelos furos de reportagem.

Com ampla credibilidade e experiência, a Reuters disponibiliza seu Manual de Jornalismo. Trata-se uma uma "preciosidade" (principalmente que agora não há limites dos 'novos' jornalistas na caça as notícias).

Entre os elementos destacados no manual da Reuters, ela define princípios e valores, resumindo-os em 10 elementos:

1. Mantenha sempre uma exatidão "sacrossanta".

2. Corrija sempre um erro abertamente.

3. Esforce-se sempre para ter um contrapeso, evitando a polarização.

4. Revele sempre um conflito de interesses a um gerente.

5. Respeite sempre informação privilegiada.

6. Proteja sempre suas fontes das autoridades.

7. Guarde sua opinião sempre que ela for de encontro a uma notícia.

8. Nunca fabrique ou plagie uma notícia.

9. Nunca altere uma imagem além das exigências do realce de imagem normal.

10. Nunca pague por uma história e nunca aceita um subôrno

Esses são os elementos centrais, porém uma lista mais extensa de outros aspectos são apontados em Reuters Trust Principles e Reuters Code of Conduct.