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A consultoria espanhola Rooter, especializada em estudos em mídia, tecnologias e telecomunicações, recentemente contratada pelo Google para uma pesquisa sobre a geração de conteúdos na internet, apresentou seu relatório final. O estudo foi conduzido e coordenado por Franz Ruz, sócio-diretor da Rooter, com a participação de Ignacio Garrote, professor de Direito na Universidade Autónoma de Madrid.

O estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", destaca a problemática existente hoje na rede mundial: todos os usuários estão gerando milhões de páginas de conteúdo web que incorporam obras pré-existentes (música, vídeo, literatura, etc) ou mesmo adaptam obras já existentes, sendo que esses usos seria considerado criminoso e ilegal sob as regras atuais de propriedade intelectual.

Segundo a proposta do estudo, existe a necessidade premente de mudar o modelo de gestão dos direitos de propriedade intelectual no ambiente digital, a fim de transformar o que hoje é ilegal em usos legais. Isso facilitaria em muito a vida de grandes empresas quanto a questão dos direitos autorais, como o Google. É claro que isso pode ser considerado questionável em muitos países, inclusive no Brasil. De qualquer forma, veja o estudo e as indicações que ele dá. Não são novidade para quem estuda o espaço digital, mas são importantes para reforçar a necessidade de mudanças. 

Você já ouviu falar em lábio leporino? O nome talvez lhe seja desconhecido, mas a imagem de uma pessoa com desenvolvimento incompleto do lábio e/ou do palato, talvez lhe seja familiar. Pois é, esse desenvolvimento incompleto ocorre enquanto o indivíduo está sendo formado no útero, onde o lábio e o palto (popularmente chamado céu da boca) se desenvolvem separadamente.

Estudos realizados no Brasil, apontam que de cada mil nascimentos, ocorre uma variação de 1,54 a 0,47 indivíduos nascidos vivos que apresentam desenvolvimento incompleto do lábio. Isso representa "aproximadamente 260.908 portadores de fissuras labiopalatais no país", reforça estudo realizado por Biazon e Peniche, publicado em 2008. Também existe uma vasta literatura médica sobre o assunto disponível online, caso queira saber mais.

De qualquer forma, as políticas brasileiras desenvolvidas nas últimas décadas tentam diminuir o sofrimento desses cidadãos que vivem um isolamento social e, na maioria das vezes, são estigmatizados pela comunidade local, seja por preconceito social, seja pela própria ignorância. 

O problema se concentra na classificação dessa situação. Normalmente, a cirurgia reconstrutiva, chamada de palatoplastia, não é considerada de emergência, podendo se arrastar por meses e até anos, antes da total reconstrução. No Brasil, apesar dessa situação, o governo ainda assume a responsabilidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Mas em diversos cantos do mundo, as pessoas acometidas do desenvolvimento incompleto do lábio dependem da ação de entidades sem fins lucrativos e assistenciais para terem apoio. É o caso da Smile Train, que tem desenvolvido ações de reconstrução facial em diversos cantos do mundo. Veja o vídeo a seguir e, se possível, colabore para diminuir o sofrimento de milhares de jovens. 




Parece uma afirmação forte, mas se tratando de regimes fechados, não poderia ser muito diferente. É o que afirma a revista Columbia Journalism Review em seu número de março/abril 2011.

Para Stephen Franklin que assina o relatório "Sunrise on the Nile: Egypt’s news media enter a new era", os jornalistas egípcios ficaram por quase trinta anos na escuridão não podendo tocar em temas considerados como tabu, sob pena de multa e até prisão. Mas com o fim do governo do presidente Hosni Mubarak a situação tende a mudar.

Nesse relatório, disponível no sítio da Columbia Journalism Review, Franklin aponta para o poder do Twitter como um verdadeiro "megafone eletrônico", onde eram ofertadas notícias práticas (por exemplo, quais ruas eram seguras, onde se precisava de médicos, etc) e partilhada as emoções dos participantes do levante.

São as mídias sociais fazendo parte da construção de uma história, uma história do tempo presente e do que virá a ser o século XXI, e tudo em tempo real. Novos tempos, novas tecnologias, novas histórias.

Demorou um pouco, mas Palmas entrou no circuito das manifestações organizadas por interação com as mídias sociais. Seguindo o modelo de outras cidades no Brasil e no mundo, que utilizaram as mídias sociais para mobilizar, um grupo de estudantes utilizou o Facebook para convidar consumidores para a ação.

O foco do protesto foi o aumento da gasolina nos postos de Palmas. Por meio do Facebook, twitter e mensagens via celular, uma ação rápida de protesto foi organizada no último dia 28.04.2011. O protesto consistiu em se abastecer no máximo com R$ 0,50 (cinquenta centavos de real) com cartão de crédito ou com notas de R$ 50 e  R$ 100 e exigir a nota fiscal devidamente preenchida.

Outro protesto está marcado para hoje, 03.05.2011, às 18:30 h, e está sendo organizado pelo Facebook.

O vídeo a seguir mostra como o protesto foi desenvolvido e as repercussões.



Achei esse infográfico sobre o perfil dos usuários do Facebook e do Twitter. Apesar da temática ser "Facebook vs. Twitter" não consigo vê-los como discordantes ou mesmo antagônicos, mas como complementares na ação da comunicação. Pelo menos tem sido assim no uso cotidiano dessas mídias sociais.

Valem outras reflexões e discussões. Fiquem a vontade para isso. Segue a infografia produzida pela Digital Surgeons:



Fonte: UNESCO
A filosofia está presente no dia a dia das pessoas. Ela faz parte, mesmo que o indivíduo não a perceba, da forma como ele se comporta, se posiciona e critica uma certa situação. Nessa amplitude, a prática jornalística não pode esquecer que, em seu cerne, a filosofia é uma aliada importante da construção de competências.

Aproveitando que hoje é o Dia Mundial da Filosofia, que é lembrado toda terceira quinta-feira de novembro desde 2002, disponibilizo a mensagem que a UNESCO deixa nesta data:

Mensagem da Sra. Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO, por ocasião do Dia Mundial da Filosofia, 18 de novembro de 2010.

Todo ano o Dia Mundial da Filosofia representa uma oportunidade única de reunir a comunidade filosófica internacional e estimular a reflexão sobre questões contemporâneas. Segundo sua Constituição, a UNESCO se esforça para promover o livre pensamento e o diálogo por meio de suas atividades no campo de educação, cultura, ciência e comunicação. Como a defesa da paz deve ser construída na mente dos seres humanos, é nosso dever trabalhar para fortalecer essas mentes por meio do pensamento crítico e do entendimento mútuo.

Em 2010, o Dia Mundial da Filosofia também se inscreve no marco do Ano Internacional para a Aproximação das Culturas e, portanto, é revestido de suma importância. De fato, a filosofia ensina lições de diversidade por meio de suas múltiplas escolas de pensamento em todas as épocas e todos os continentes.

A complexidade dos problemas atuais nos convida a aproveitar essa riqueza para construirmos nossa capacidade de analisar a realidade. A intensificação de todos os tipos de intercâmbio encerra uma grande promessa de oportunidades de compartilhar, mas também envolve o risco de mal-entendidos e tensão. É necessário redobrar os esforços coletivos para garantir a todos uma educação de qualidade e um ambiente favorável, onde cada homem e mulher possa expressar suas ideias e enriquecer o debate público, promovendo a justiça e a paz.

Para tanto, os organismos internacionais, especialmente a UNESCO, devem desempenhar um papel fundamental, como o apoio de todos os agentes acadêmicos, científicos e culturais e o envolvimento das universidades, da mídia, da sociedade civil e dos governos. A filosofia é uma das exigências de nossa época, e sua consolidação é um eixo primordial de meu compromisso com o novo humanismo.

Por ocasião deste Dia Mundial da Filosofia, a UNESCO reunirá filósofos, cidadãos ilustres ou pessoas simples, com mentes inquiridoras, em mesas redondas, conferências e simpósios para aprofundar nosso entendimento sobre as questões contemporâneas: Como podemos conciliar a universidade de valores e a diversidade de culturas? Qual o papel da filosofia na aproximação dos povos? Oitenta eventos internacionais serão realizados no mundo inteiro, com apoio de nossos parceiros, das Cátedras UNESCO, das Comissões Nacionais e redes de peritos, como a Rede Internacional de Mulheres Filósofas, para que este exercício de questionamento, que é o primeiro passo para a sabedoria, possa ser difundido ao máximo.


Logo da campanha do GRAACC
O GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer) é uma instituição sem fins lucrativos, criada em 1991 para garantir o acesso de crianças e adolescentes de baixa renda ao tratamento do câncer.

O hospital do GRAACC já conta com mais de 400 voluntários, realizando mensalmente cerca de 2.500 atendimentos, entre sessões de quimioterapia, consultas médicas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias, transplantes de medula óssea e outros.

A campanha “Sou Fã de Criança” tem o objetivo de atrair mais visibilidade e divulgar a luta contra o câncer infanto-juvenil. Os bastidores de um flash mob (“flash mobilization”, mobilização rápida) realizado no aeroporto de Congonhas, mostra a movimentação em torno da campanha. Leia o manifesto da campanha.  A campanha conta com a realização da agência AVESSO, parceira do Blog do Gipo.




pessoa africana com falta de agua
Fonte: Blog Action Day
O Blog Action Day é um movimento mundial, composto por blogueiros de diversos países. O Blog do Gipo tem participado desde 2009 e, neste ano, a temática é destinada a preservação das águas.

Segundo o sítio do Blog Action Day, "mais de 1 bilhão de pessoas carecem de água no planeta". Em contrapartida, informa o sítio, "o desperdício de água é imenso no planeta, principalmente por parte de países industrializados. Por exemplo, para produzir um hambúrguer se gasta cerca de 24 litros de água. Isso significa que se consumiriam 19,9 bilhões de litros de água para fazer apenas um hambúrguer para cada pessoa na Europa", aponta.

Qualquer que seja a situação, a realidade é clara: temos de preservar nossos manaciais e rios, sob pena de ter um futuro sombrio.


Um vídeo bem interessante foi produzido pela agência TBWA, com produção de Warm & Fuzzy e pós-produção da empresa francesa Digital District. O material foi elaborado para a Anistia Internacional. Vale a reflexão sobre a pena de morte nos países que a mantém. O vídeo está disponível no vimeo.



Amnesty International from Digital District™ VFX Post-Pro on Vimeo.


Em uma sociedade do hiperconsumo, para lembrar de Gilles Lipovetsky em "A Felicidade Paradoxal", quais os significados da pirataria? Como a comunicação e os processos formativos a compreendem? Alguns autores tem apontado para a idéia de que a pirataria no meio digital, não é apenas a necessidade de consumir, mas também de se interferir na elaboração dos conteúdos, compartilhando. 

Essa é uma das idéias de Cândida Nobre, da UFPB, no trabalho intitulado "Os processos de ressignificação da pirataria no ciberespaço", apresentado na COMPÓS/2010. Nobre, ao conceituar pirataria, esclarece:
Reforçamos que a pirataria não envolve única e exclusivamente a motivação de lucro direto diante da cópia da obra. É possível ao usuário realizar uma cópia para si próprio, bem como ver um vídeo disponibilizado no YouTube que, a princípio seria protegido por direitos autorais e a indústria ainda assim rotular seu comportamento como pirataria. A razão que leva o indivíduo ao consumo da cópia é variável. Assim como o interesse da comercialização da cópia é o lucro, há os que consomem tais produtos por estarem abaixo do preço e, portanto, compartilham da mesma motivação do vendedor. Há, no entanto, obras que eram de difícil acesso até estarem disponíveis na rede, de forma que recorrer ao “pirata” é a única maneira de entrar em contato com o produto.
E, finalmente, há ainda a dificuldade de acesso do público em relação aos produtos culturais. Neste caso, não estamos tratando das pessoas que têm a opção de ir ao cinema ou comprar um filme no comércio informal, mas daqueles que só terão acesso às obras se estas forem adquiridas por meio da pirataria. Para esta parte da população, a pirataria pode ser entendida como um caminho para a inclusão social. Tanto é assim que mais uma vez destacamos a pesquisa feita no Brasil constatando que a pirataria não é vista com maus olhos pela maioria da população e a prática estaria associada ao mesmo princípio de Robin Hood, de extrair algo dos ricos para os pobres terem acesso (BOECHAT e HERDY, 2008). A diferença seria que, ao menos à primeira vista, o consumo da cópia não restringe o outro do acesso à obra.

Esses argumentos dão muito em que pensar, já que essa visão ampliada associada a pirataria, resgata a noção básica de compartilhamento do conhecimento. Nobre propõe, ainda, uma tipologia de compreensão desses argumentos. Vale a pena a leitura dos argumentos.

É inegável que, a cada ano, as pessoas se tornam mais conscientes e interessadas em expandir o uso das tecnologias a sua volta. Com isso, também se tornou prática a utilização dessas tecnologias para campanhas de mudança social e política. Na literatura, chamamos isso de ativismo digital.

Mas quais os impactos desse ativismo na sociedade moderna? Como se desenvolvem? Essas são questões que nortearam o recente livro organizado por Mary Joice, da Meta-Activism Project. Trata-se do livro "Digital activism decoded: the new mechanics of change", disponível para download.

O livro é dividido em três partes, apresentando os aspectos ligados ao meio ambiente do ativismo digital, as práticas existentes e os efeitos na sociedade moderna. Participam do livro nomes ligados a área e pesquisadores, tais como Trebor Scholz, Brannon Cullum, Katharine Brodock, Tom Glaisyer, Anastasia Kavada, Steven Murdoch, Dave Karpf, dentre outros.