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Algumas sugestões de Dario Antonio, jornalista mexicano e professor do Centro de Periodismo Digital de la Universidad de Guadalajara, são úteis na prática profissional. Antonio aponta para 18 sugestões para se transformar as redações em uma refinaria de histórias.

Não gosto muito da ideia de "refinaria", pois me remete a noção de produção em massa, proletarização, etc. Mas não posso, com isso, deixar de lado as sugestões que podem ser úteis ao desenvolvimento de novas competências profissionais da prática jornalística.

Achei interessante a indicação de que, o editor-chefe, deve ser o "[...] o homem mais bem informado da cidade, sabendo onde existem ruas com buracos, se o 'prefeito respirou' ou se haverá mais chuva durante a tarde". Essa ideia de Antonio remete a necessidade de proximidade do editor-chefe com a realidade social que circunda o periódico. 

É muito fácil o editor-chefe ceder aos apelos burocráticos e se trancar em um "castelo de cartas", com a mesa apinhada de afazeres e deixar o trabalho de campo para o repórter. É competência profissional, também do editor-chefe, a capacidade de se aproximar das fontes e interagir com ela. Não basta apenas confiar na experiência acumulada em anos anteriores. Ela é importante, mas nada comparado ao mergulho constante na prática profissional.  

Escute outras dicas do jornalista Dario Antonio no podcast a seguir: 

18 Tips para periodistas: Cómo convertir la Redacción en una Refinería de Historias. by Periodismo Indeleble

Não é demais indagar sobre as competências formativas do profissional do jornalismo. De fato, todos os envolvidos com processos formativos tem em mente a necessidade de problematizar diversos dos aspectos envolvidos em todo o percurso. 

Nessa caminhada que tenho feito no período de doutoramento, indago-me muitas vezes sobre a necessidade de tantos elementos formativos que existem nos projetos pedagógicos de curso, mas que não passam de discurso, já que a prática existente é bem distante do que foi planejado e dito nesses projetos.

Em um entrevista, com Renata Cabrales, jornalista do jornal "El Tiempo" da Colômbia, fica evidente competências profissionais que não são previstas na maioria dos processos formativos, mas que são exigidas no mercado de trabalho.  Atente para as perspectivas de Cabrales na entrevista a seguir:


El nuevo perfil del periodista by CFPD UDG

Foi disponibilizado pelo blog Monitorando, mantido pelo colega Rogério Christofoletti, o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, realizado no último dia 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra FENAJ.

No debate participaram os jornalistas César Valente, do blog De Olho na Capital, Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra e Alexandra Zanela, editora do Diário.com,  além do próprio Rogério Christofoletti. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

Um dos pontos importantes no debate foi a questão da credibilidade das mídias sociais, principalmente o seu uso para compor notícias. Também se problematizou a utilização das mídias sociais como elemento formador de opinião.

Ouça esse debate a seguir:


Prof. João Canavilhas e profa. Annamaria Palacios.
A profa. Dra. Annamaria Jatobá Palacios fechou as atividades da mesa redonda "Discursos mediáticos", coordenada pelo prof. João Canavilhas (UBI), com o trabalho "Modos de dizer da publicidade e do jornalismo para públicos seniores, em Portugal: marcas de intertextualidade entre duas práticas sócio-discursivas".

Na apresentação, profa. Annamaria apontou para as propagandas que tem como foco os idosos em Portugal. Para isso, selecionou uma amostra de quatro jornais portugueses e durante 30 dias, acompanhou as publicações de notícias e publicidades que tinham foco na terceira idade. Durante a apresentação, foi apontado uma possível compreensão, por meio de uma tipologia criada para analizar as intertextualidades nos diversos grupo.

Ouça a apresentação da profa. Annamaria Palacios e dos aspectos de contato entre publicidade e jornalismo:





Hoje estava "meio" livre - se é que existe a noção de metade de tempo livre, ou melhor, de ócio! - e passeava sem muita obrigação por sites da internet. Encontrei meio por acaso o site do Walter Longo (já postei antes sobre ele), e uma reflexão que me chamou muita atenção.

Tratava-se de uma opinião intitulada "Silêncio, estamos em reunião!". Esse título causou-me estranheza. Na sinopse do podcast, Longo afirmava: "As reuniões, apesar de importantes, têm se tornado uma praga dentro das organizações. Data-shows, frases prontas e a obsessão pelo consenso substituem a coragem competitiva e a responsabilidade individual, emperrando tomadas de decisões importantes e a agilidade na busca por novos negócios".

Parei e resolvi escutar. Faça o mesmo! O podcast está em: Silêncio, estamos em reunião.

Achei tremendamente elucidativo, pois é isso que vivenciei quando trabalhei em órgãos públicos, onde diariamente temos uma agenda de reuniões que parecem não ter sentido. Reuniões sobre reuniões! Que vida sem sentido. Fazer reuniões para discutir como as reuniões serão feitas... frases prontas... powerpoints com frases de motivação....e, o fim: balões coloridos... que extremo!

E que dizer da Universidade? A semelhança é real: reuniões de conselhos (quando eles realmente existem) para partilhar decisões que não serão tomadas, pois quem decide está com os "imortais" em conselhos superiores. Quanta mediocridade!