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 A lua em seu esplendor
Essa é uma pergunta que constantemente me faço, já que tenho tão pouco tempo de olhar para o céu. De dia é quase impossível fazer o exercício que Aristófanes fez seu personagem Sócrates, na obra As Nuvens, desenvolver: olhar para o céu simplesmente e imaginar. A noite, nem se fala, poucos são os momentos que superamos a luz dos grandes centros e vemos a beleza dos céus estrelados.

Mas, a pouco, recebi uma belíssima indicação via Twitter do colega José Man. Fernandes (@JMF1957). Trata-se da gravação do eclipse lunar, disponibilizado por William Castleman. O vídeo está disponível no Vimeo.  A cena gravada ao longo do evento é deslumbrante. Aproveitei e vi outras produções que Castleman disponibiliza. Veja. Pelo menos a êxtase, produzida pela imagens e a música, colaboram para a "experiência".

Eclipse lunar de 21.12, vista na Flórida(Estados Unidos)

Winter Solstice Lunar Eclipse from William Castleman on Vimeo.

Céu noturno em Linville, Queensland (Austrália)



Cena do descongelamento em Tolerantia
Nesses tempos de falta de tolerância, uma animação produzida na Bósnia retrata como a intolerância tem resultados catastróficos. A animação foi produzida por Ivan Ramadan e é intitulada “Tolerantia”, sendo premiada como "Melhor Curta Europeu" pela European Film Academy em 2008. Ela está disponível no Vimeo.

A história é bem simples: um homem pré-histórico é descongelado na idade do gelo e começa a construir a sua nova sociedade, dando destaque ao sol. Só que outro homem pré-histórico tem a mesma idéia, porém decidindo que adoraria, o que parece ser, a noite. Nem precisa falar o que vai acontecer. Bom domingo!


Tolerantia - a short animated film by Ivan Ramadan from Ivan Ramadan on Vimeo.


Campanha da Avesso
A Unilever está com uma nova campanha no ar. A campanha foi produzida pela Avesso, empresa de publicidade parceira do Blog do Gipo, e traz o novo conceito da Unilever que é “Cada Gesto Conta”. O foco é comunicar esse modelo de desenvolvimento sustentável defendido pela empresa.

Segundo Daniela Cachich, Diretora de Comunicação Corporativa da Unilever:
Estamos falando de um mundo melhor para todo mundo. No desenvolvimento dessa campanha focamos muito na questão da multiplicação dos gestos. Onde cada gesto pode parecer pequeno, mas se multiplicado por muitas pessoas, são muito grandes e tem um impacto muito forte.
A campanha é composta por cinco filmes, cada um focado em um produto da Unilever: Becel, Comfort, Dove, Lifebuoy e Omo. A criação da campanha é de Anselmo Ramos, Vice-Presidente de Criação da Agência Ogilvy. Veja os bastidores e entenda por que propaganda é a "alma" do negócio:




Evito entrar nesta seara, pois temos colegas mais aptos a discutir as relações entre política e comunicação, atendo-me as questões de ensino. Mas não posso ficar calado desta vez.

Algumas campanhas eleitorais estão perdendo o "rumo", se é que algum dia o tiveram! E aí entra m algumas questões que julgo importantes: quais os limites que a própria comunicação impõe a seus profissionais que durante os pleitos desenvolvem as campanhas? Devem existir limites? Devem ser éticos ou morais? Ou, por outro lado, devemos deixar a "liberdade" transformar-se em algo espúrio? Não tenho resposta a essas questões. 

Essas estão "pipocando" em minha cabeça depois de ver alguns dos vídeos da campanha de um candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo. O candidato resolveu apelar, no pleno sentido da palavra, e lançou uma série de pequenos vídeos que mesclam erotismo, direitos sociais e, óbvio, a defesa de sua candidatura. Não sei se o candidato será eleito, mas que terá os "15 minutos" de fama assegurado, isso terá!

Eles estão disponiveis no You Tube, mas coloco a seguir um deles. A dica veio do blog Futepoca.



Arara Azul. Foto: Alvaro Luiz Apolônio
Em minha ingenuidade, achei durante muito tempo que criar uma reserva, seja indígena, seja florestal ou mesmo um parque ecológico, era sinônimo de preservação na natureza (fauna e flora). Grande engano!

Ontem, na II Feira Internacional de Artesanato (Mundial Art), que acontece até o próximo dia 08 em Palmas (TO), me deparei com uma situação. O evento reúne a arte e a cultura do Brasil, da República Tcheca, do Peru, da Bolívia, do Equador, do Paquistão, do Quênia, da África do Sul, da Índia, do Nepal, da Turquia, da Grécia, do Egito, do Marrocos e de Cuba. Uma verdadeira Babel!

Passeando com minha esposa e aprecisando as diversas culturas e produções, encontrei um estande Pataxó. Fiquei encantado com a produção de artefatos e utensílios de madeira de primeira, mogno legítimo!. E aí comecei a pensar "cá com meus botões": de onde vem essa madeira? Tudo bem, você dirá: "Ah, eles podem tirar algumas árvores para produzir subsistência...". Tudo bem até aí.

Foto: Espaço Livre
Mas fiquei fascinado mesmo, foi com um cocar feito de penas. Belo ornamento, em um azul cintilante e estonteante. Novamente em minha ingenuidade, perguntei ao índio pataxó, todo ornamentado, se as penas eram sintéticas. A respostas foi curta e grossa: "Não, são de arara mesmo". E ainda perguntei de novo: "De arara azul mesmo? Originais?", para ouvir um outro sim. Fiquei me perguntando quantas araras deixaram de viver por causa daquele colar?

Mas vamos ao que interessa. Está aí, sem rodeios e de forma clara: a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) está na lista de animais em extinção desde 2003 no Apêndice 1 do CITES (Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção) e vulnerável de acordo com a IUCN (União Mundial para a Conservação da Natureza). 

E isso fica como? Como preservar, se o "preservado", que internacionalmente grita pela proteção às áreas, também destrói? E quanto era o belo cocar? O preço estava em R$ 1.000,00 (mil reais), sem desconto e à vista!