No ano que lembramos de Charles Darwin e sua teoria da evolução, algo "cheira" diferente. É que o projeto genoma, ao decifrar o DNA do ser humano, agregou conhecimentos e especificidades do genótipo humano que antes era visível apenas do ponto de vista do fenótipo.
Em outras palavras: a teoria evolucionista atribuída a Darwin associava o ser humano e os símeos a um antepassado comum. Porém as descobertas levam a deslocar o homem mais para próximo do rato e de roedores. É isso mesmo: cientístas descobriram que o número de genes no DNA do homem é o mesmo de um rato, cerca de 25 mil.

Sobre a proximidade genética, o JC-Email, publicado pela SBPC, reproduziu a matéria do Estado de São Paulo do dia 28.07, trazendo a constatação da professora e pesquisadora Lygia Pereira, do Instituto de Biociências da USP:
Adicione um gene aqui, desligue outro ali e o resultado são animais diabéticos, obesos, com propensão a tumores, colesterol alto, sem sistema imunológico, que chacoalham a cabeça compulsivamente ou com cérebros aumentados, como o modelo apresentado na revista Science.

Pode parecer cruel, mas o objetivo é salvar vidas humanas. Com esses modelos, os pesquisadores podem realizar experimentos que são básicos para a compreensão de doenças e do próprio organismo, mas impraticáveis em seres humanos.

'Sem dúvida, o camundongo é o modelo experimental mais próximo do homem', diz a pesquisadora Lygia Pereira, do Instituto de Biociências da USP, criadora do primeiro camundongo transgênico do país. Pode machucar o ego, mas estudos comparativos indicam que os genomas do homem e do camundongo divergem em apenas 2%. Geneticamente falando, somos quase idênticos.
É Darwin iria ter uma grande dor de cabeça para readequar seu modelo teórico a isso.... De bandido e vilão na Idade Média à herói e 'parente' próximo no século XXI.  E da próxima vez, que quiser matar um roedor, cuidado : o rato pode salvar sua vida em um futuro próximo.

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