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Na maioria dos discursos sobre as redes sociais temos a impressão nítida de que elas vieram para quebrar os grupos fechados, ampliando espaços e oportunidades. É claro que alguns dirão o contrário: que as redes sociais estão tornando o indivíduo mais individualista e centrado no imaterial.

Qualquer que seja a sua posição, talvez tenha tido a mesma impressão que experimentei a pouco. Como "os usos" são fruto da necessidade, surgiu uma rede social bem segmentada, destinada a desportistas. Trata-se da rede Spoortal.

O Spoortal é uma rede social de desportistas, criada em Portugal, que integra os apreciadores de alguma modalidade esportiva com as instalações desportivas, permitindo aos interessados localizar outros amantes do esporte e marcar jogos. O registro é bem simples, podendo ser feito via Facebook ou diretamente no sítio, informando dados e esporte que se interessa. Já fazem parte da rede 460 interessados em práticas desportivas, segundo o que se vê na tela de acesso inicial. 

Está aqui um exemplo de como os interesses comuns vão criando espaços diferenciados para vivências diferenciadas. Vivencie, de repente você encontrará outros que queiram praticar esporte com você.

Duas palestras estão disponíveis no Vimeo, fruto do evento Blogpower 2011. Ambas abordam perspectivas de desenvolvimento da internet e dos impactos das mídias/redes sociais na vida cotidiana e também na forma de se compreender a participação.

A primeira é do prof. Jose Luis Orihuela, que atua na Universidade de Navarra no Departamento de Cultura y Comunicación Audiovisual, intitulada "¿Revoluciones tuiteadas? Medios sociales y protestas ciudadanas".

A segunda foi proferida pelo prof. Antoni Gutiérrez-Rubí, Director de Ideograma, consultor de comunicação estratégica e y professor de comunicación política, intitulada "Red, Evolución, Re(D)volución". Atualize-se no debate internacional. 



Presentación José Luis Orihuela - Blog Power 2011 from La Tercera TV on Vimeo.


Antoni Gutiérrez-Rubí en Blogpower 2011 from La Tercera TV on Vimeo.

Já não é novidade que o Twitter tem sido utilizado pela mídia como fonte de informações em primeira mão. Também não é novidade que muitas vezes, por falta de apuração das informações que são disponibilizadas pelas "celebridades", equívocos são constatados, divulgados e transformados em "verdadeiro" pelos veículos midiáticos. 

Visando diminuir esses equívocos, já que é impossível evitar, o Twitter lançou um guia de utilização para redações com foco nos profissionais de criação de notícias, TV, esportes e entretenimento. O guia se propõe a potencializar o uso do Twitter pelos profissionais da informação, promovendo a localização das "[...] fontes, verificando os fatos, a publicação de histórias". Legal, já que os equívocos - ou em alguns casos, a manipulação de possíveis fatos - tem sido disponibilizada sem os devidos cuidados que o ofício de jornalista exige.

O guia disponibiliza ainda ao usuário informações e diretrizes quanto ao uso do serviço do Twitter, bem como as políticas de tweets, marcas, direitos autoriais, privacidade, violência, spam, dentre outros tópicos nada fáceis de digerir. Vale a leitura e compreensão, com vistas a melhoria do uso da ferramenta na prática jornalística.

Dentre a programação do 9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo, que será realizado entre os dias 3 e 5 de novembro de 2011, na Escola de Comunicação da UFRJ, haverá uma mesa específica sobre ensino de jornalismo.

O evento, que tem como tema central “Jornalismo e Mídias Digitais", destacará em seu Painel 3 a temática "A pesquisa e o ensino de jornalismo digital no século XXI", tendo como debatedores os professores Ramón Salaverría (Universidad de Navarra – Espanha) e Elias Machado (Universidade Federal de Santa Catarina). Essa será uma excelente oportunidade de discutir aspectos relacionados a docência e as problemáticas inerentes a formação.

Veja a seguir a programação completa:

3 de Novembro – Quinta-feira
8h – Entrega de material aos participantes
9h-12h – I Encontro de Jovens Pesquisadores em Jornalismo
14h30 – 18h30 – Meio a Meios: Debate sobre jornalismo e novas mídias
18h30 –Abertura Oficial:
- Ivana Bentes – Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ ( ECO-UFRJ)
- Carlos Franciscato – Presidente da Sociedade Brasileira dePesquisadores em Jornalismo ( SBPJor)
18h45 – Entrega do Prêmio Adelmo Genro Filho

19h00 –Painel 1 : Jornalismo e Mídias Digitais
Palestrantes:
John Pavlik (State University of New Jersey – Estados Unidos)
Marcos Palácios (Universidade Federal da Bahia)
Mediação:
Raquel Paiva (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

21h00 – confraternização

4 deNovembro – Sexta-feira
9h –10h50 – Painel 2: Reconfigurações das práticas e mediações Jornalísticas
Palestrantes:
Axel Bruns (Queensland University of Technology – Australia)
Henrique Antoun (Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Mediação:
Ana Paula Goulart (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

10h50 –11h10 – Coffee-break

11h10–13h00 –Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Livres

13h00 –14h30 –Intervalo para o almoço

14h30 –18h30
- Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Coordenadas
- Meio a Meios: oficinas

18h30 – Assembléia dos associados daSBPJor

19h30 – Sessão de Lançamento de livros

5 deNovembro – Sábado
9h –10h50 – Painel 3: A pesquisa e o ensino de jornalismo digital no século XXI
Ramón Salaverría (Universidad de Navarra – Espanha)
Elias Machado (Universidade Federal de Santa Catarina)
Mediação:
Claudia Quadros (Universidade Tuiuti do Paraná)

10h50–11h10min – Coffee-break

11h10 –13h00 –Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Livres

13h00 –14h30 –Intervalo para o almoço

14h30 –18h30
- Apresentação de trabalhos nas sessões de Comunicações Coordenadas
- Meio a Meios: oficinas

18h30 – Assembléia de posse da novadiretoria da SBPJor

19h – Encerramento

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) anunciou, no último dia 13, que está está desenvolvendo uma versão de fácil acesso ao Portal de Periódicos para aparelhos smartphones e tablets.

Em parceria com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), a versão para equipamentos móveis permitirá acesso a todo o conteúdo atual do portal. A versão ainda está em fase de testes, mas está recebendo contribuições e sugestões por meio do e-mail: periodicos@capes.gov.br. Também é possível visualizar o ambiente para versão mobile.

Com isso, a CAPES torna o Portal de Periódicos presente em praticamente todos os espaços. Basta agora mudar sua política de acesso e permitir que todas as instituições, e não apenas as conveniadas (que são apenas 311), tenham acesso aos conteúdos. Com isso, a política de divulgação científica com recursos públicos estaria completa e totalmente aberta aos interessados em pesquisas e consultas.

Foi disponibilizado pelo blog Monitorando, mantido pelo colega Rogério Christofoletti, o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, realizado no último dia 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra FENAJ.

No debate participaram os jornalistas César Valente, do blog De Olho na Capital, Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra e Alexandra Zanela, editora do Diário.com,  além do próprio Rogério Christofoletti. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

Um dos pontos importantes no debate foi a questão da credibilidade das mídias sociais, principalmente o seu uso para compor notícias. Também se problematizou a utilização das mídias sociais como elemento formador de opinião.

Ouça esse debate a seguir:


Muitos ainda não entendem bem como o Facebook funciona. Tenho colegas que muitas vezes perguntam para que serve e que utilização se pode dar a ele.

A recente pesquisa "Navigating News Online", do Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, dá uma amostra do que pode se tornar o Facebook, quando o assunto é divulgação noticiosa.

Segundo a pesquisa, o Facebook que possui aproximadamente 500 milhões de usuários, tem contribuído para a disseminação de notícias qualificadas. É importante entender que o espaço tem evoluído de uma simples rede de compartilhamento de informações gerais para uma rede de recomendações e interligações qualificadas. Como destaca a pesquisa, "[...] se a procura de notícias foi o mais importante desenvolvimento da última década, o compartilhamento de notícias pode estar entre os mais importantes da próxima década".

O gráfico a seguir, mostra o crescimento da audiência, via Facebook, para os principais meios nos Estados Unidos:



Também na tabela a seguir é possível ver outros aspectos da contribuição crescente do Facebook ao acesso às notícias:


Parece uma afirmação forte, mas se tratando de regimes fechados, não poderia ser muito diferente. É o que afirma a revista Columbia Journalism Review em seu número de março/abril 2011.

Para Stephen Franklin que assina o relatório "Sunrise on the Nile: Egypt’s news media enter a new era", os jornalistas egípcios ficaram por quase trinta anos na escuridão não podendo tocar em temas considerados como tabu, sob pena de multa e até prisão. Mas com o fim do governo do presidente Hosni Mubarak a situação tende a mudar.

Nesse relatório, disponível no sítio da Columbia Journalism Review, Franklin aponta para o poder do Twitter como um verdadeiro "megafone eletrônico", onde eram ofertadas notícias práticas (por exemplo, quais ruas eram seguras, onde se precisava de médicos, etc) e partilhada as emoções dos participantes do levante.

São as mídias sociais fazendo parte da construção de uma história, uma história do tempo presente e do que virá a ser o século XXI, e tudo em tempo real. Novos tempos, novas tecnologias, novas histórias.

Segundo o infográfico produzido pela Parapluie Design, o Facebook cresceu 156% no gosto dos usuários atingindo a marca de 17,9 milhões de usuários no Brasil.  Os dados tem como fonte as pesquisas realizadas pela Alexa, ComScore e Social Bakers, especializadas em tráfego pela internet.

O infográfico revela o crescimento na preferência do brasileiro pelo Facebook, tendo um penetração de 8,52% na população brasileira. Na população online essa cifra sobe para 22,57%. E para quem dizia que Facebook era para o público mais maduro, o infográfico revela que 31% dos usuários já está na faixa etária dos 18 aos 24 anos.  Veja mais dados a seguir:


Achei esse infográfico sobre o perfil dos usuários do Facebook e do Twitter. Apesar da temática ser "Facebook vs. Twitter" não consigo vê-los como discordantes ou mesmo antagônicos, mas como complementares na ação da comunicação. Pelo menos tem sido assim no uso cotidiano dessas mídias sociais.

Valem outras reflexões e discussões. Fiquem a vontade para isso. Segue a infografia produzida pela Digital Surgeons:



Que imprensa? Que Jornalista?
Qual o papel da imprensa no Governo de Dilma Roussef? Essa foi a questão debatida no último dia 28.01 no Comitê de Imprensa, um programa da TV Câmara que debate com jornalistas políticos os grandes temas do País, a pauta do Plenário e das comissões.

No programa, disponível a seguir, a colunista da Folha de São Paulo Eliane Cantanhêde e o repórter da Rádio Jovem Pan José Maria Trindade discutem se exige uma nova postura da imprensa, levando em consideração que as oposições encontram-se fracas em relação à situação.

Desse debate, eclodem competências críticas e formativas para a ação do jornalismo no governo que se inicia. O vídeo tem cerca de 25 minutos.



Caso o vídeo não abra imediatamente, clic no endereço do Comitê de Imprensa.




Logo do evento
O Enterprise Social 2.0: Building Customer Relationships through Social Media ocorrerá em Bruxelas (Bélgica) entre os dias 08 e 09 de março de 2011. O evento discutirá como os meios de comunicação social tem influenciado as relações, sobretudo, nas empresas.

A estratégia do evento é reunir especialistas em marketing de mídias sociais e outros para partilhar conhecimentos através de estudos de casos reais. Alguns temas, já confirmados, são:
•Establishing an effective internal governance strategy and structure to build relationships online through social media
•Going back to basics – building a customer centric company, philosophy and profitable customer relationships
•Creating a successful internal strategy to capitalise on “social CRM”
•Identifying the most successful tools and platforms to reach your customers and build relationships
•Maximising location based tools to engage customers with your company, product and brand
•Creating a strong internal strategy to fully capitalise on building relationships through social media
•Using social media to react to customer complaints
•Driving consumer engagement, business efficiency and customer relationship through social media
O evento também aceita apresentação de cases. Veja mais detalhes.


Fonte: Dossiê Redes Sociais
Está disponível o dossiê Redes Sociais da Revista Eletrônica de Jornalismo Científico ComCiência (Unicamp), que é lastreada pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O objetivo da revista é popularizar os assuntos científicos e, dessa forma, os artigos são escritos de forma a clarificar assuntos mais complexos. Dessa forma, os autores do dossiê eleboraram artigos de fácil compreensão, indicando questões centrais.

Entre os autores, estão nomes conhecidos como Adriana Amaral, Mirna Tornus, Alex Primo e Raquel Recuero.


Segue o sumário:

Editorial
A banalização do banal - Carlos Vogt
Reportagens
Privacidade na rede: questões de segurança e de direito
@candidato vai seguir você
Plataformas sociais auxiliam a construção do conhecimento?
A vida social numa rede de avatares
Os quinze minutos de fama e a espetacularização do cotidiano
Artigos
Redes sociais e sites de relacionamento: em busca de comunidades
Raquel Recuero
O jornalismo e a reconfiguração midiática
Mirna Tonus
Redes sociais de música: segmentação, apropriações e práticas de consumo
Adriana Amaral
Como o Wikileaks vem transformando jornalistas em decifradores de código
Tiago C. Soares
A internet na história dos movimentos anti-vacinação
Paulo Roberto Vasconcellos-Silva e Luis David Castiel
Resenha
A cauda longa
Por Rafael Evangelista
Entrevista
Alex Primo
Poema
Figuração do tempo
Carlos Vogt


Pois é, as redes sociais ganham espaço a cada segundo e, não precisa muito esforço para provar isso. Foi o que o Ethan Bloch do sítio Flowtown fez.

Resolveu produzir um "mapa mundi" onde as redes sociais representassem seus milhões de "seguidores". Independente das contestações estatísticas, a "obra de arte" ficou interessante e reveladora: é inegável o crescimento do Facebook, do Twitter e de outras redes que, pouco a pouco, ganham espaço entre jovens e adultos. Durante essa década precisaremos discutir seriamente o papel destas mídias nos processos formativos, já que elas já estão povoando as conversas e as práticas de muitos professores, além dos profissionais.

Veja o novo mapa. Será que pega?

Esse é um dos assuntos mais produtivos dos últimos tempos. Parece persistir a "dúvida cruel": as redes sociais são um forma de jornalismo? Ao meu ver, uma rede social pode ser utilizada como um espaço de produção jornalística, mas não quer dizer que toda rede social seja jornalismo. Mas quais os elementos diferenciadores?

Achei muito interessante a dica do colega português Pedro Jerônimo, no blog Jornalices. Ele dispobilizou o vídeo, que coloco a seguir, da entrevista de Jennifer Preston, responsável pela rede social do The New York Times. 

Para Preston, as redes sociais são um meio do jornal se comunicar com a audiência, sendo uma ferramenta muito valiosa para o jornalismo. Ela cita o caso do Twitter do NYT, com mais de 2,5 milhões de seguidores, onde se pode compartilhar em tempo real as informações disponibilizadas no jornal, bem como a comunidade no Facebook, com 600 mil fãs, destinado a fotografias de todo o mundo compartilhadas pelos leitores.

Veja outros pontos destacados por Jennifer Preston a seguir.


O jogo Farmville, desenvolvido pela produtora Zynga e disponibilizado pelo Facebook, entrou no rol das 50 piores idéias dos últimos tempos da revista Time. O jogo conta atualmente com 70.220.564 de usuários. 

Trata-se de um jogo onde o usuário tem de evoluir como um fazendeiro administrando uma fazenda virtual. Entre as atividades desenvolvidas, estão o plantio, o cultivo e a colheita de diversas plantas, árvores e animais, além da construção de casas, celeiros e outros elementos típicos de uma fazenda.

Segundo a Time, o jogo, ou melhor, "a série de tarefas" que são desencadeadas pelo constante clic do mouse, é uma das piores invenções, devido a perda de tempo que o 'jogo' ocasiona. Na lista publicada, figuram ainda o Spam E-mail, o Smile Checks, o Microsoft Bob, o Clippy e o Nintendo Virtual Boy. A lista completa traz algumas surpresas. Veja o por quê.

Não precisa muito esforço para perceber que as redes sociais caíram no gosto das pessoas como meios de comunicação. Um mapa disponibilizado pela INCOS, empresa de manutenção e assistência na internet, é bem revelador da preferência das pessoas no mundo quanto as redes sociais. A arte foi criada pela empresa Many Eyes, especializada em visualizações de dados de pesquisas.

O mapa revela as preferências dos consumidores de redes sociais: o Brasil e a Índia são apontados como grandes utilizadores do Orkut, enquanto que Canadá, Estados Unidos e diversos países da América do Sul e Europa, tem preferência pelo Facebook.



Essa foi a temática central da discussão realizada por John Berman, correspondente da ABC News desde 2002,  Susan Chira, editora de Negócios Estrangeiros do New York Times desde 2004, Jason Fry, ex-assistente de edição do Wall Street Journal Online e Alexander Heffner,fundador da Scoop44, um diário online que cobre a administração Obama.
 
Os jornalistas discutiram sobre o desenvolvimento das tecnologias, a crise no modelo de negócios do jornalismo impresso e os impactos das mídias digitais sobre a profissão, que tende a perder seus espaços tradicionais - as redações - como local produtor de notícias.

Uma problemática interessante nesse debate, levantada por  Jason Fry é a questão da audiência. Segundo ele, a mídia impressa tem uma audiência que envelhece e que não está sendo substituída por uma mais jovem. É a questão que já falamos em outros momentos: como atrair neoleitores ao modelo impresso? Se é que será possível, já que esses neoleitores são 'nativos digitais' e vivenciam outras experiências do ato de ler, que envolvem aspectos multimídia e interação.

De qualquer forma, uma transcrição desta mesa redonda foi disponibilizada na Revista Andover, sob o título "Your Daily Newspaper Is Dying. Now What?". 


A íntegra da mesa redonda pode ser vista a seguir:

Journalism Roundtable from Phillips Academy on Vimeo.


O sítio espanhol Bitácoras.com disponibilizou uma pesquisa bastante interessante sobre a situação dos blogs nos países hispanos. O estudo intitulado "Informe sobre el estado de la blogosfera hispana Bitacoras.com 2010" apresenta uma visão sobre quem são os blogueiros/usuários e como eles se comportam.

Alguns dados importantes podem ser vistos a seguir:


Outros dados são bastante esclarecedores. Por exemplo, o blogueiro hispano típico é homem, entre 25 e 34 anos, tecla da Espanha, México, Argentina e Chile, escreve em mais de um blog, escreve sobre atualidades, música e curiosidades e, normalmente, o faz no horário da tarde.

Segundo a pesquisa, essas informações apontam para a criação de uma rede importante e um grau de maturidade, mas alertam que:
Uno de los principales indicadores del grado de madurez alcanzado en la blogosfera hispana es el elevado número de redes de blogs, profesionales y amateurs que la integran. Tras analizar sus principales indicadores de actividad, podemos afirmar que existe una relación directa entre volumen de publicación y popularidad de una red de blog. Así mismo, un amplio catálogo de blogs en una red no es sinónimo de alta actualización o popularidad.

A pesquisa completa está disponível para download.


Ethan Bloch, co-fundador e CEO da Flowtown, publicou um estudo sobre o uso das redes sociais, intitulado Social Media Demographics: Who’s Using Which Sites?. Nesse trabalho, Bloch apresenta visualmente uma demografia bem interessante, apontando para aspectos de formação, utilização por sexo e faixa etária.

A demografia dessas redes sociais, proposta por Bloch, reforça a idéia de que as redes tem suas bases de usuários em determinados públicos. Pela apresentação visual dessa demografia é possível sabermos, por faixa etária e formação educacional, por exemplo, quais as redes sociais que mais os atraem. Os maiores usuários do Facebook encontram-se, segundo Bloch, entre a faixa etária de 45-54 anos de idade. Já o MySpace, tem sua base de usuários na faixa etária de 0-17 anos de idade.

Veja outros detalhes, clicando na imagem.