Nunca é demais saber como anda a "cotação" das tecnologias quanto a sua usabilidade. Foi o que Jane Hart, consultora da The Centre for Learning & Performance, disponibilizou. Trata-se de um Top 100 de mídias sociais e assemelhados.

Como era de se esperar, o Twitter ficou em 1º lugar na pesquisa. É importante entender que, em 2007 o microblogging Twitter ocupava a 43ª posição, subindo em 2008 para a 11ª e, agora em 2009, para o 1º lugar.

Já o Delicious, um serviço de compartilhamento de links favoritos, caiu para o 2º lugar em 2009. Ele vem mantendo a preferência, já que desde 2007 oscila entre 1º e 2º lugares.

Esse Top 100 é um bom guia e termômetro de como andam as diversas ferramentas, úteis na sala de aula e também nas redações. A grande questão é se, de fato, a amostra representa a realidade de usabilidade. Não consegui localizar a metodologia, nem o quantitativo dos pesquisados nesse ranking. Se alguém souber, contribua nos comentários.

De qualquer forma, vale a visualização dos resultados a seguir.




A NewsMeBack, sítio destinado ao jornalismo cidadão, aposta em 10 conselhos para todos os que desejam desenvolver um trabalho como "jornalista cidadão". Os conselhos são relativamente simples, mas não custa lembrar, já que muitas vezes, perdemos uma boa oportunidade de registar uma situação, por falta de atenção.

Seguem os conselhos:

1. Seja realista, não adicione ou subtrai nada por conta própria.Verifique cada aspecto da informação antes de escrever.
2. A notícia está ao seu redor, esperando para ser contada. Se você estiver atento ao que acontece em torno, vai encontrar muitas coisas interessantes a relatar.
3. Escreva a partir do seu ponto de vista. O ângulo pessoal e/ou a sua perspectiva é que faz a diferença.
4. Compartilhe seu trabalho com os outros. Mais pessoas vão vê-lo se você compartilhar.
5. Nenhuma notícia deve ser maquiada, deixe a imaginação para fazer outras coisas. Ninguém gosta de mentiras.
6. Escreva sobre coisas cotidianas. Concentre-se nas notícias da vida diária.
7. Seja descritivo, mas não exagerado. Uma descrição simples é sempre melhor do que um exagero.
8. Seja preciso. Não coloque mais informações do que as informações precisas. As pessoas confiarão no que é dito corretamente e não se decepcionarão.
9. Use a gramática correta. É difícil para as pessoas entenderem o que você quer dizer, se não escrever corretamente.
10. Leve um notebook, laptop, celular, câmera ... Você nunca sabe quando algo interessante pode acontecer.

Simples? Mas é bom não esquecer. A marca do jornalismo cidadão deve ser a seriedade, não a espetacularização da notícia. Seja uma fonte sóbria e confiável.

Se desejar ver em forma de animação, o vídeo a seguir agregar outras idéias as já descritas.




Essa é uma questão que me instiga: quais as competências formativas necessárias para o trabalho jornalístico? Lembro-me, quando eu mesmo passava pela graduação na área, de ouvir professores-jornalistas, falarem sobre a importância de uma formação sólida. Quando indagados sobre essa tal de "formação sólida", que é bem o discurso das diretrizes curriculares nacionais, todos engasgavam e titubeavam muito antes de ensaiar uma pseudo-resposta.

Qualquer que seja a resposta, algo está muito claro: as diretrizes curriculares nacionais para qualquer área não são o fim em si. Explico melhor: elas são referenciais de qualidade, vislumbres do que deveria ser uma formação mínima (esqueça a idéia de currículo mínimo, não é o caso). O problema é que não existe "a formação", mas formações possíveis. Prefiro a palavra no plural e, se houvesse uma forma de ampliar esse plural, o faria.

Nosso espaço formativo é muito fragmentado, o que é bom por um lado, já que permite a eclosão de novas possibilidades criativas de processos formativos. É entre essas diversas formações, algumas difusas (é verdade), surgem possibilidades híbridas de pensamento, que transcendem as tênues linhas da formação em uma determinada área. Daí, porque me atrai muito a idéia - sei que o acento foi retirado, não consigo ver a palavra "idéia" sem o acento - de formação ampla do profissional e não restritiva, fragmentando ainda mais o frágil conhecimento de área.

Dessa forma, penso que o conhecimento amplo da área jornalística, perpassa e é perpassada por muitas áreas do conhecimento. É o caso do planejamento. Ele é o tipo de conhecimento que é comum e as mesmo tempo específico. Veja os vídeos a seguir, disponibilizados por Carlos Vilela, do sítio CHMKT, que dão uma boa idéia das possibilidades do planejamento como competência formativa essencial.



2 from Carlos Vilela on Vimeo.


1 from Carlos Vilela on Vimeo.



Circula em vários sites a reprodução de um texto supostamente (digo isso, pois não consegui encontrar um banco de dados com a cópia fac-símile da edição, quem souber avisa) publicado no jornal português "Jornal do Comércio", de 25 de Fevereiro de 1868, intitulado "O jornalismo no ano 2000".

O texto é muito interessante, pois reflete o sonho de um outro jornalismo, mais engajado (se é que ainda podemos esperar que isso aconteça de fato). Algumas "predições" são interessantes. Por exemplo, a de que o jornal
Daqui a 50 anos, os jornais publicarão uma folha, inteiramente nova, de hora a hora, e, daqui a 100 anos, de minuto a minuto, de instante a instante. Será um moto-contínuo e ainda não satisfará a curiosidade pública. Cada cidadão fará um jornal: o artigo de fundo constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima.
Essa idéia, longe de ser a realidade no meio impresso, o é no mundo virtual da web. A cada instante temos centenas de novas informações circulando. Em poucas horas, milhões transitam freneticamente. E que dizer do jornal pessoal, que "constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima"? Não serão os blogs, Twitter e outras comunidades sociais a resposta a essa idéia? Bem, leia e tire suas conclusões.

A seguir reproduzo o artigo que circula. Agradeço a Nuno Costa e Gabriel Silva, ambos de Portugal, pela dica.

«O Jornalismo no ano 2000
Considerando no que é hoje, observando as suas tendências, pode conjecturar-se, aproximadamente, o que virá a ser. Um curioso aprofundou esta questão e lisonjeia-se de ter descoberto, com plausibilidade, as condições em que há-de achar-se o jornalismo no ano 2000.


Há fome e sede de notícias: todos querem saber tudo – o que pode e deve saber-se e o que não pode nem deve saber-se -, a máquina reproduz em minutos o pensamento, para ser transmitido a todos os pontos da terra, e já não é só a máquina para estampar o jornal, é também a máquina para compor; inventou-se o tipógrafo-máquina e deve esperar-se, portanto, que venha a idear-se o redactor-máquina.


O jornal é hoje diário e o mais é que chega a reproduzir a mesma folha em duas ou três edições, com alguns aditamentos ou notícias. Isto será atraso e fossilismo no ano 2000. Daqui a 50 anos, os jornais publicarão uma folha, inteiramente nova, de hora a hora, e, daqui a 100 anos, de minuto a minuto, de instante a instante. Será um moto-contínuo e ainda não satisfará a curiosidade pública. Cada cidadão fará um jornal: o artigo de fundo constará sempre das notícias da sua vida pública e íntima.


Como o jornalismo assume tais proporções, talvez se pense que faltará papel, porque é necessário advertir que de cada jornal se tirarão, de minuto a minuto, milhares de folhas; mas a isto há-de ocorrer-se com facilidade, porque, assim como o jornal é instantâneo, instantânea há-de ser a leitura; e o papel vai, minutos depois de lido, para a fábrica, a fim de se reproduzir [...] apenas o superfino será reservado para os brindes aos assinantes, os quais, ao cabo da sua assinatura, já possuirão uma biblioteca de 525 000 volumes, pois tantos são os minutos que tem o ano; já se vê que a cada folha acompanhará um brinde.


O telégrafo eléctrico generalizar-se-á, cada cidadão terá o seu telégrafo em correspondência mútua, de maneira que em um minuto se saberá o que se passa nos pontos mais afastados e, em Lisboa, se poderá saber, de instante a instante, até à vida caseira do mais boçal esquimó; com o que os povos hão-de folgar, deleitar-se e instruir-se.


O jornal caseiro será alheio à política; para esta haverá jornais especialíssimos e os seus redactores nem serão amigos, nem distintos, quando não forem da mesma parcialidade; quando, porém, comungarem na mesma pia (também em 2000 se darão destas), então serão inteligências robustas, caracteres provados… no que forem.


Mas como é de crer que no ano 2000 já exista a paz universal e a união entre todos os homens, acabará a política, os governos governarão sempre conforme… à nossa vontade, portanto, serão inúteis os jornais políticos; não haverá, pois, nem turibulários, nem oposicionistas; todos serão amigos e distintíssimos cavalheiros, unidos no pensamento comum de amarem a sua pátria. Assim seja.»



Letras, palavras, frases, sentenças bem elaboradas... Não faltam possibilidades no fazer jornalístico. Mas achar que esse "fazer" reduz-se apenas a contar uma boa história, é um ledo engano.

O trabalho de escrita jornalística compara-se ao trabalho de historiar. Não é de hoje que digo isso. Já declarei anteriormente que "existe uma linha muito tênue entre história e jornalismo" (Pôrto Jr, Gilson (Org). História do Tempo Presente, Edusc, 2007). O historiador tem seu objeto de cientificidade no tempo passado (não tão distante como normalmente se assume) e, o jornalista, no tempo presente (o ontem, não tão distante, mas também no agora).

É nessa construção passado-presente, que emaram-se palavras, criando histórias de um presente efêmero, que encantam e informam. Mas o trabalho do jornalista e do próprio jornalismo, é mais do que apenas a escrita de uma boa história publicável.  Jeff Javis, que é professor na Universidade de Nova York, aponta para outras possibilidades no trabalho jornalístico. Ele defende o trabalho jornalístico como processo e não apenas como produto

Por que é esse posicionamento importante? Javis argumenta que o trabalho do jornalismo no presente assume diversas possibilidades que vão desde a construção de dados e algoritmos, até escrita em colaboração e o crowdsourcing. Todos esses são vistos por ele enquanto processo.

O contar histórias não. Ele é produto, está acabado. E, nesse aspecto, o escritor de uma história "reinvidica para si o papel de centro da história", de criador e do "tom" que ele deve assumir. É como ele afirma: "contador de histórias está no controle".Não é esse o papel do jornalista? Também o é. Mas não deveria ser apenas esse.

Javis resume bem sua defesa de um jornalismo centrado nos processos e não apenas no produto:

Mas se continuarmos a assumir que o nosso papel é o do contador de histórias, e nos limitar a isso, então corremos o risco de fechar-nos às formas de captação e partilha de informações que não acabem sob a forma de histórias, que não estão organizados dessa forma. Quando nos abrimos, podemos pensar nos jornalistas como catalisadores, como organizadores da comunidade (e não apenas de informação, mas de uma comunidade, com habilidade para organizar as suas próprias informações), como professores, como curadores (como eu poderia passar por isso sem usar a palavra pelo menos uma vez?), como filtros, como fabricantes de ferramentas, como escritores de algoritmos.

Penso que essa defesa de Jarvis, indica bem quais os caminhos, ou melhor, que competências e habilidades devem fazer parte de qualquer  processo de formação. É claro que não descartamos a construção de histórias, mas não podemos reduzir o fazer jornalístico a apenas histórias efêmeras, quando temos pela frente um "rio de possibilidades" nesse século que apenas está começando.

Chico Montenegro, do Blog Mídia Boom, divulgou um mapa das mídias sociais bem interessante. O mapa, chamado de The Conversation, foi produzido por Brian Sollis e JESS3.

A idéia é "dar uma sensação" de conversa entre diversas mídias sociais, desde aquelas que são plataformas, tais como o Blogger e Wordpress, até aquelas que integram lifestreams (Ping, Life), vídeos (YouTube, Blip.tv) e produções colaborativas (Twiki, kyte, Qik).



Existe também uma variante bem interessante desta exposição, feita pelos dois autores, que agregam a idéia do movimento nessas "conversações" da rede.


The Conversation Prism by Brian Solis and Jesse Thomas

Jornalismo e mídias sociais

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 11:21 0 Comments


Mark Scott, diretor da Australian Broadcasting Corporation (ABC), anunciou novas diretrizes para a utilização de mídias sociais, por parte dos jornalistas da emissora e dos funcionários. Essa é uma tendência na maioria dos grandes jornais e redes, que tentam impedir que seus "furos" sejam veiculados antes. Esses "vazamentos" de informação, já custaram empregos de bons profissionais da mídia.

As regras são bem simples e diretas, mas permitem aos jornalistas e funcionários o trânsito nas mídias sociais, tais como Facebook, MySpace, Twitter e You Tube. São elas:
Não misturar o profissional e o pessoal, desencadeando formas/processos que possam trazer descrédito a ABC.
Não prejudicar a sua eficácia no trabalho.
Não implicar o endosso de suas opiniões pessoais à ABC.
Não divulgar informações confidenciais obtidas através do trabalho desenvolvido na ABC.
É uma pena que as "regras" sejam apresentadas no "imperativo negativo". Ainda penso que isso faz parte da lógica e da ética do trabalho jornalístico. Nem precisava dizer. Mas, já deixa os profissionais mais tranquilos quanto a utilização.


Um debate realizado na semana, no programa The Brian Lehrer Show, reacendeu a discussão sobre a utilização do Twitter como meio de divulgação de notícias. Um resumo da discussão foi apresentado no  EditorsWeblog.org. Como debatedores, estavam Paul Carr, autor do artigo NSFW: After Fort Hood, another example of how 'citizen journalists' can't handle the truth publicado em  TechCrunch e Jeff Jarvis, professor e jornalista.

O artigo de Carr, apresentava uma discussão sobre o tiroteio ocorrido em Fort Hood, Texas, quando um soldado americano, o Major Nidal Malik, abriu fogo contra outros soldados aquartelados.

A crítica apresentada por Carr, consistia na ausência de informações iniciais "confiáveis" sobre o ocorrido. Essas informações não vieram por meio da mídia tradicional, nem  por meio de especialistas ou blogs militares, mas sim por uma conta de Twitter. É que Tearah Moore, um soldado de Linden (Michigan), que estava em Fort Hood na ocasião, vez vários tweets sobre o que se passava no interior do forte, inclusive divulgando uma foto de um soldado ferido (que estava no endereço http://twitpic.com/oejh5 e foi retirada). Rapidamente a foto e as notícias do Twitter se espalharam na rede como a  "informação mais qualificada". Problema? A princípio, seria uma informação de uma fonte ocular, como tantas outras que já circularam pelo Twitter, mas era "mentira ou boato" (ou pelo menos, não era o que estava descrito).

Com isso, críticas ao uso do Twitter ecoaram nos meios tradicionais.  Jarvis, entusiático do jornalismo cidadão, veio em defesa do uso das mídias sociais e, apontou que essas deram uma grande contribuição na divulgação e fortalecimento do jornalismo. É claro, que Jarvis não é partidário da utilização de qualquer informação indiscriminadamente. Ele defende a utilização das técnicas jornalísticas (averiguação da veracidade, confirmação de fontes, etc.), aplicadas as mídias sociais.

O embate dos dois, no programa de Brian Lehrer, consistia na defesa de Carr de "quem faz tweets, não o faz para si mesmo e seus amigos, mas para o mundo" e que exige que "quem escreve tweets, o saiba fazer corretamente". Já Jarvis, defendeu a própria postura do que é jornalismo cidadão. Ele disse
[...] o jornalismo cidadão é uma estrutura diferente, em que as testemunhas podem compartilhar o que vêem, e que vai mudar a notícia. Costumava ser, que a notícia não acontecia até o repórter chegar lá ... e publicar as fontes. Agora, isso confunde os jornalistas, porque a história começa antes de os jornalistas chegarem. O que os jornalistas precisam se perguntar, é como adicionar o jornalismo a estas informações já existentes. [...] a notícia não é um produto,  é um processo. 
Pensando nos dois posicionamentos, não é possível dizer que ambos sejam antagônicos ou mesmo que um seja melhor do que o outro. Realmente, o uso do Twitter - um uso dado pelos próprios usuários - mudou. Não é mais o simples "estou em casa", "estou na escola" ou mesmo "fui ao cinema ver o filme do...", é um espaço de informação individual e, quanto maior a exposição do autor, maior será a credibilidade atribuída ao que se está veiculando em 140 caracteres. Mas também, não podemos nos dar ao luxo de obrigar a todos a repensarem um espaço - o Twitter - que surgiu sem regras, a assumirem o "seu espaço", como espaço coletivo.

É aqui que o argumento de Jarvis é bem interessante: "os jornalistas precisam se perguntar, é como adicionar o jornalismo a estas informações já existentes". Antes de publicar ou mesmo citar - e isso é uma regra simples que aprendemos na formação universitária - confirmem-se as fontes! Foi um equívoco da mídia publicar e dar crédito, sem verificar e investigar. E aqui, volta-se a um antigo problema: vou perder o furo?

Se quiser ouvir o programa de Lehrer:





Quando se fala em jornalismo, obviamente se pensa em produção. É o que a lista produzida pelo sítio Journalism Journeyman fez. Apontou 50 blogs de jornalismo.

É claro que trata-se de um recorte, mas é uma lista obrigatória para quem quer conhecer as tendências do jornalismo internacional. As indicações são atuais e passam por temática das mais diversas: desde o jornalismo cidadão e organizações à blogs pessoais. Para que serve uma lista dessas? Para situar o leitor do que vem ocorrendo no campo do pensar sobre as notícias e a profissão de jornalista.

A seguir, reproduzo a lista. Boa pesquisa.

Citizen Journalism

  1. Cplash: This is a citizen journalism platform where citizens can express, share and discuss their views and opinions about any issue.
  2. CyberJournalist.net: This site is a news and resource site that focuses on how the Internet, convergence and new technologies are changing the media.
  3. Global Voices: Over 200 bloggers around the world work together to provide translations and reports that normally are not heard from traditional media.
  4. Media Shift: PBS and host, Mark Glaser, deliver information to the “Digital Media Revolution,” including topics on legacy media, business, social media and more.
  5. Online Journalism Blog: This blog offers opinion and news on topics that range from citizen journalism to online journalism and focuses on Internet-published content.
  6. Wired Journalists: This is a social media network “home” for collaborative journalism on the Web, powered by citizen journalism and supported by Publish2.

Personal Blogs

  1. Aronpilhofer.com: Aron Pilhofer works for the New York Times and shares his perspectives about journalism on his blog.
  2. BuzzMachine: Jeff Jarvis, author of What would Google Do? and associate professor and director of the City University (NY) interactive journalism program, blogs about media and news at this blog.
  3. Common Sense Journalism: Doug Fisher, former broadcaster, newspaper reporter and wire service editor, provides his perspective on journalism today.
  4. Craig Silverman: Silverman is a freelance journalist and author who lives in Montreal, Canada.
  5. Cybersoc: Robin Hamman has over ten years experience devising, implementing and managing social media projects, particularly within the broadcasting and media sector.
  6. Depth Reporting: Mark Schaver, assistant metro editor for the Louisville, Kentucky, Courier-Journal, shares his perspectives on journalism, technology, useful Web sites and other information.
  7. DigiDave: David Cohn has worked with pioneering journalism bloggers such as Jay Rosen and Jeff Jarvis. He is an open source journalism advocate.
  8. Invisible Inking: Ryan Sholin has been a corporate online news evangelist, an online editor, a reporter, a bartender and more. Now, he directs news innovation at Publish2.
  9. Jaron Report: Jaron Gilinsky is a journalist and documentary filmmaker, correspondent for Time, the New York Times and Current TV, based in Jerusalem.
  10. Jon Slattery: A freelance journalist out of London, England, provides outlooks from his neck of the woods.
  11. Journalistics: Jeremy Porter, out of Atlanta, Georgia, started this blog on journalism, public relations and social media topics.
  12. Journerdism: Will Sullivan is the Nerd behind this blog, a constant student and teacher who works days as Interactive Director at the St. Louis Post-Dispatch.
  13. Julie Posetti: This journalist and journalism academic from Australia who focuses on advocacy issues and who blogs at J-Scribe about many other issues.
  14. Megan Taylor: Taylor is a web developer, multimedia producer and journalist who works with the Poynter Institute, PBS MediaShit and Norwood News among other organizations.
  15. Teaching Online Journalism: Mindy McAdams teaches university courses about online journalism and shares her knowledge in this blog.

School-Supported Journalism Blogs

  1. Center for Social Media: The School of Communication at American University sponsors this blog, which focuses on digital journalism.
  2. CommPilings: The Annenberg School for Communication Library offers a blog filled with tidbits and links to resources related to a broad definition of communication – including journalism.
  3. Jschool Student Blog: Students at the Journalism Education and Training college in Australia offer this blog. They include a list of online journalism student blogs from around the world as well as commentary.
  4. Nieman Journalism Lab: This blog is a collaborative attempt to define journalism today. This blog is based out of Harvard, and collaborators include the Harvard Business School, the Berkman Center for Internet and Society and the Hauser Center for Nonprofit Organizations.
  5. Notes from the Edge: This blog is sponsored by the Knight Digital Media Center, which is partnered with the UC Berkeley Graduate School of Journalism and the USC Anneneberg School for Communication.
  6. Poynter Online: Supported by a St. Petersburg, Florida school for journalism, Poynter Online delivers journalism topics and issues via this Web site, RSS, podcasts, Twitter and Facebook.
  7. Reportr.net: Professor Alfred Hermida, an award-winning online news pioneer and journalism educator who teaches integrated journalism at the University of British Columbia, provides his take on media, society and technology.
  8. Socialnetwork: CUNY Graduate School of Journalism hosts this blog and more on this site.
  9. The Kicker: One of two blogs offered by Columbia University through their Columbia Journalism Review online.
  10. The Spectrum: This blog is supported through the Urban Journalism Workshop at New York University, and is designed to encourage minority students to consider a journalism career.

Organizations

Find more organizations at Journalistics’ list.
  1. Freepress: This is a national, nonpartisan and nonprofit organization that works to reform media and to encourage diverse and independent media ownership, strong public media, quality journalism and universal access.
  2. Online Publishing Association: Founded in June 2001, the Online Publishers Association (OPA) is a non-profit trade organization dedicated to representing high-quality online content providers before the advertising community, the press, the government and the public.
  3. PJNet: The Public Journalism Netword is a global professional association of journalists and educators. The blog is mainly written by Leonard Witt, the Robert D. Fowler Distinguished Chair in Communication at Kennesaw State University, who focuses on citizen journalism.
  4. Society of Professional Journalists: This organization, founded in 1909, is a broad-based organization dedicated to encouraging free journalistic practice based upon high ethical standards. They include a list of blogs through their site as well as news.

New Media Focus

  1. Editor & Publisher: This site and it’s blog/news resource covers all aspects of the North American newspaper industry.
  2. Hypercrit: Michael Becker writes about journalism, but with a broader lens on new media and digital culture.
  3. Innovation in College Media: The Center for Innovation in College Media is a non-profit think-tank that was created to help college student media adapt and flourish in the new media environment.
  4. Innovation Journalism: This blog on journalism, information, public affairs, public relations and media is provided by Jan Sandred, 2004 Innovation Journalism Fellow and Business Reporter at San Francisco Chronicle 2005.
  5. Mediactive: The goal behind this blog is to help people become active and informed media users, consumers and creators. Dan Gillmor, director of the Knight Center for Digital Media Entrepreneurship at Arizona State University’s Walter Cronkite School of Journalism and Mass Communication, is in charge.
  6. Multimedia training and video journalism: Robb Montgomery trains journalists and media professional in multimedia reporting. His blog provides insight into his work.
  7. Photojournalism From A Student’s Eye: A student in photojournalism shares his portfolio as well as his perspectives on this form of journalism.
  8. Publishing 2.0: This blog focuses on how technology is transforming media, news and journalism.
  9. The Digital Journalist: This online magazine focuses on journalism as presented mainly through images. Watch this one closely, as it has grown tremendously over the past few years.
  10. The Nonprofit Road: A look at journalism as a nonprofit venture, an emerging business model.

Resources

  1. Capital Eye Blog: This blog, sponsored by OpenSecrets.org, focuses on a nonpartisan perspective about money, influence and elections and public policy.
  2. Governmentdocs Blog: This collaborative project contains a vast database of government documents obtained through the Freedom of Information Act. The blog focuses on news, transparency and accountability.
  3. LittleSis: The proclaimed “antidote” to Big Brother, this is a free database that details “connections between powerful people and organizations.” The blog is where the LittleSis team and guest bloggers post commentary, research and updates.
  4. OpenCongress Blog: OpenCongress uses open source tools to track bills, representatives, funding, and votes and provides some analysis and site news on its blog.
  5. The GovTrack Blog: This blog focuses on site news and occasional analysis of U.S. legislation and is part of a larger tool that feeds legislation from various states.


Muitas propostas foram feitas para salvar os jornais. Essas incluem  a redefinição do foco jornalístico, o redesenho de suas plataformas e até a mudança na forma como o fato é tratado. Todas, apesar de bem estruturadas, encontram o mesmo problema: menos leitores.

O grande problema, parece ter sido fidelizar os leitores e, dificilmente, neoleitores são agregados aos jornais de forma massiva. Mas a resposta pode estar em outro local. Pode estar na produção de imagens. Essa é a proposta de Jacek Utko, designer polonês, que tem trabalhado na Europa Oriental a mais de 20 anos em jornais.


Jacek Utko, especializou-se em designer de jornais. Ele reconhece que a crise dos jornais, em âmbito mundial, é resultado da mudança de nicho, do impressso para o virtual e, também, da forma como os leitores interagem com os diversos tipos de mídias. Porém, ele defende que, uma cultura visual, pode fazer a diferença e salvar os jornais.

Utko defende, de forma bem radical, um outro olhar, bem pessoal para a cultura visual dos jornais:
A primeira página virou nossa assinatura. Era meu canal pessoal para falar com os leitores. [...] Eu queria minha declaração artística, minha interpretação da realidade. Eu queria fazer pôsteres, não jornais, nem sequer revistas. Pôsteres. Experimentavámos com tipografia, com ilustrações, com fotos. E nos divertíamos. Logo começaram a aparecer os resultados. Na polônia, nossas páginas foram eleitas capas do ano por três vezes consecutivas. Mas o segredo não é só a capa. O segredo é que tratávamos o jornal como uma peça única, como uma composição - uma música. A música tem altos e baixos. O design é responsável por essa experiência. 
Essa é uma proposta que parece nova (face às já defendidas em 2009): o jornal como criação individual, o jornal com cara de outra coisa, menos tradicional. Utko apresentou estatísticas de fazer qualquer dono de jornal sonhar: na Rússia, após o redesenho, o aumento foi de 11% em um ano, seguido de 19% no segundo ano e, de 29% no terceiro; na Polônia, o aumento foi de 13% no primeiro ano, de 22% no segundo e, de 35% no terceiro; e, na Bulgária, o aumento foi de 100% na circulação no primeiro ano.

É o design a salvação dos jornais? Utko reconhece que o design é parte do processo. É preciso mais. "Não basta apenas melhorar a aparência, mas melhorar o produto como um todo, mudando a rotina  de trabalho dentro do jornal", reforça.

Veja a apresentação feita por Jacek Utko no TED. A apresentação está traduzida para 14 idiomas, inclusive o português (basta clicar em subtítulos, se necessitar).



Ken Robinson, Ph.D. pela Universidade de Lodres e especialista em critiavidade na educação, discute um problema importante: como tirar o máximo proveito das pessoas em processo de formação? Essa é uma questão que todo professor tem interesse, seja nas áreas de exatas, humanas ou sociais aplicadas.

Robinson defende que "somos educados para nos tornamos bons trabalhadores, ao invés de pensadores criativos". Essa é uma crítica presente em todos os espaços de formação. Queremos acadêmicos mais atuantes e capazes de boas reflexões, mas a formação parece não ser suficiente, em muitos casos.

Robinson aponta o impacto que a "tecnologia e seu efeito transformador" tem "no trabalho" e, afirma:
De repente, diplomas não valem mais nada. Não é verdade? Quando eu estudava, quem tinha um diploma tinha um emprego. Quem não tinha emprego, era porque não queria. [...] Mas agora, garotos com diploma universitário estão voltando para casa para jogar videogames por que pedem mestrado para o trabalho que necessitava antes de uma bacharelado, e doutorado para o trabalho que necessitava mestrado. É um processo de inflação acadêmica. E é um indicativo de que toda a estrutura educacional está mudando na frente do nosso nariz. Precisamos repensar radicalmente nossa visão de inteligência.
Essas reflexões são interessantes e, reforçam o que já defendemos em outro post sobre jornalismo, formação e  trabalho. Veja mais, no vídeo a seguir. Ele foi legendado para 30 idiomais, inclusive o português. Para usar as legendas (caso necessite), clique em subtítulos e selecione o idioma.



Jornalismo, formação e trabalho

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 20:34 0 Comments


Trabalho e emprego. Essas são duas palavras quase mágicas para todo recém-formado. O egresso acostumou-se a viver trabalhando (bicos, free, etc) e, na maioria dos casos, emprego que é bom nada! Essa é uma realidade em todos os campos de formação. A diferenciação entre as duas palavras, nem sempre, é facilmente entendida: trabalho não significa emprego. Com reestruturação do trabalho nos anos 1990, as duas palavras foram descoladas e, hoje, vivenciamos "trabalho" enquanto categoria que não significa necessariamente emprego. Entenda-se aqui emprego, como uma categoria que pressupõe carteira assinada, "direitos" (mesmo que poucos) assegurados, estabilidade, etc.

Lembro-me que, a uns 10 anos atrás já discutia com alunos da graduação a "formação para o desemprego". Defendia na época, que o mercado modificava-se rapidamente e, a universidade também precisava entender isso e, proporcionar aos alunos, condições de competitividade. Recordo-me que foi uma guerra: fui chamado na coordenação de curso e acusado de "terrorismo", de fazer fazer alunos desistirem da área, pois alertava os acadêmicos para a possibilidade do desemprego e da necessidade de abertura de novos espaços laborais, sob pena de ficarmos "ultrapassados" para um mercado flutuante e em constante mutação.

O que esse tempo todo mostrou? Que essa é uma certeza inegável: diversas áreas encontram-se em "crise" de identidade, por não atualizarem seu cabedal de conhecimento e suas técnicas e/ou metodologias. Novas habilidades são exigidas diariamente e, nossos acadêmicos, devem ser alertados para as potencialidades de uma mercado em mutação, que exige novas competências a todo instante.

Nessa linha de pensamento, Dina Rickman escreveu uma reflexão bem interessante no Journalism.co.uk, site especializado em jornalismo. Sob o título What does a jobs crisis mean for journalism education?, Rickman alertou para a necessidades dos futuros jornalistas serem informados sobre a "crise de emprego". Por que esse alerta é importante? Porque tem-se um aumento, segundo ela, de 15,7% ao ano no Reino Unido no ingresso de novos acadêmicos nas faculdades. Esses tem "sonhos" ( como qualquer acadêmico de aparecer na "telinha" ou ser um editor de algum grande jornal), porém encontram a realidade de um mercado saturado.

Segundo Rickman, citando as estatísticas divulgadas pela untistats.com's,

[...] os dados sobre o emprego de pessoas com cursos de graduação de jornalismo revelam algumas estatísticas preocupantes.  Uma pesquisa realizada com estudantes,  após seis meses da formatura, verificaram que, com excepção dos licenciados de Bournemouth e Kingston [universidades inglesas], nenhum curso teve mais de 40 por cento dos formandos de jornalismo trabalhando em alguma mídia associada à profissão.  Um quarto dos diplomados da University of the Creative Arts estavam trabalhando como assistentes ou caixas de vendas de varejo, em comparação com apenas 15 por cento que tinham emprego garantido na mídia ou em indústrias associadas.
O que pensam os formadores nas universidades? Sara McConnell, que dirige o curso de jornalismo na  Kingston University apontou que
[...] há "muitos cursos de 'jornalismo no Reino Unido e é preciso haver um" debate sério "sobre o futuro do ensino de jornalismo". Algumas universidades estão olhando apenas para  o rendimento dos estudantes e, universidades sem escrúpulos,  podem ser desonestas a respeito de perspectivas de emprego. Seria irresponsável para nós fingimos que uma graduação é uma porta de entrada para um emprego.
Independente do que pensemos, é importante sermos honestos: um diploma não é, necessariamente, sinônimo de emprego. Isso acontece lá nos Estados Unidos e aqui também no Brasil. É claro que, as chances aumentam para aqueles que possuem competências e habilidades adquiridas no espaço acadêmico, mas  não implicam em sucesso, necessariamente.

O que temos de fazer? Como formadores nas universidades, assumir o que defendi a 10 anos atrás: o mercado modifica-se rapidamente e, a universidade precisa entender isso e, proporcionar aos alunos, condições de competitividade, sobretudo, as que dizem respeito ao jornalismo digital. Não estou aqui fazendo "apologia ao mercado", queria poder não depender dele, mas a verdade é "nua e crua": somos peças de uma jogo bem elaborado nessa máquina capitalista. Ela sabe bem as regras, e nós?



Esse é um dos medos modernos: perdemos o que resta de humano em nós. Alguns apontam para a tecnologia como "o início do fim". O cinema esbanja capacidade criativa nesse sentido: dezenas de títulos tem como lema a máxima "o homem constroi, a máquina aspira a humanidade, o homem é destruído, a máquina reeinventa o humano, o homem destrói a máquina".

Esse tem sido o "script" básico da maioria dos filmes. Não é, que a máxima não divirta nas horas livres, mas penso que poderíamos agregar "mais valor contemplativo" sobre o ato de "criar" histórias (na maioria deles).  Lembro-me ainda, da primeira vez, que assisti ao filme Metropolis (1927), de Fritz Lang. O mesmo sentimento de "medo" de perder a humanidade é transmitada pelo filme. O homem "cria e é devorado" por sua criatura.


Do expressionismo alemão de Fritz Lang à ficção científica de Michael Ferris, John Brancato, Robert Venditti e Brett Weldele: muita coisa continua na mesma. É o que esse "novo e apocalíptico" filme transmite. Ele é intitulado Surrogates (no Brasil, com tradução para Susbtitutos). O filme é baseado em uma história em quadrinhos e se passa em 2054 (veja o trailer). Em poucos segundos da introdução, você fica sabendo que foi desenvolvido por uma empresa uma tecnologia robótica para aplicar aos mutilados e/ou com algum tipo de deficiência, mas que em poucos anos ela é apropriada pela "indústria da moda", como forma de beleza. O lema é: "fique em casa, onde você está mais seguro e, viva intensamente, por meio do seu substituto". Obviamente, o que seria exceção - seres com partes robóticas transitando entre os humanos - vira regra: o belo está em ficar em casa (onde é mais seguro e confortável) e, deixar seu substituto cibernético em seu lugar no trabalho, na rua, na escola e até nas relações humanas (sexo, namoro, festas, etc...).

O enredo do filme é uma espécie de "Second Life", aonde toda a sociedade optou por abandonar o real - perigoso, doentio e feio - pelo "virtualmente belo", um robô susbtituto que assume a vida principal. Dá para se ter uma idéia do potencial: corpos perfeitos, "gente" sempre jovem e bonita, quase indestrutíveis. É a vida que todo mundo "sonha" (pelo menos no filme).

Não vou contar o filme para não estragar quem tenha tempo e disposição para assistir, mas não posso furtar-me a não comentar: no presente, muitos tentam transformar o que, geneticamente herdamos (beleza, "feiura", altura, espacialidade, etc.). O mundo virtual tem sido uma válvula de escape para alguns. A história em quadrinho e o filme apontam para o perigo de "deixarmos  nossa humanidade" de lado. O que nos faz humanos? Sermos do jeito que somos: com gordurinhas localizadas, com narizes "grandes" ou "arredondados", sermos altos ou baixos, gordos ou magros... A tecnologia media uma série de experiências, mas não podemos trocar, por exemplo, uma caminhada no parque, por simplesmente "assistir via streaming" o parque e a vida.

É nessa mediação entre o real e o virtual, que nós seres humanos, devemos aprimorar nossa humanidade, nossa existência. É por isso que, depois desse pequeno "delírio", vou andar um pouco no parque e sair de frente do computador.... Pelo menos por agora!

Corrigindo: começou a chover, vou ter que me contentar mesmo com a "experiência virtual". 



Em 2009, a expressão "O futuro do jornalismo" foi utilizado largamente em artigos e palestras pelo mundo acadêmico. A utilização da expressão, chama atenção para algo "novo", que existe no campo discursivo e, que, dia-a-dia, parece criar um "pânico" em quem a lê. Digo isso, porque em conversa com colegas da área e acadêmicos, quando fala-se em "futuro do jornalismo", a expressão aparentemente foi ressignificada para "crise", "fim", "desemprego" e palavras afetas a essas.

O futuro nunca pareceu tão complexo para uma área, como aparentemente, sentem os profissionais envolvidos no processo, quer acadêmico, quer laboral. É quase uma "escatologia jornalística", aonde profissionais e acadêmicos parecem inflar e potencializar em suas falas, algo natural em outros campos do conhecimento, que é o esvaziamento de um modelo de negócios.

As palestras, artigos, notícias e outras comunicações do gênero, parecem atribuir um "fim" ao modelo de negócios da mídia tradicional, que realmente, deverá ser ressignificado, afim de se preservar. Mas o "fim", apesar dos discursos inflamados, não ocorre com a perda de certos "direitos" (como no caso do fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, no Brasil). Esse "fim", encontra-se em um "futuro" ainda incerto, mas promissor. É o que revelam as falas dos três vídeos a seguir.

The Future of Journalism, é uma palestra realizada na Stanford University com Leonard Downie Jr., um dos vice-presidentes do The Washington Post e, que reforça o confronto que parece existir entre o iornalismo impresso e o ambiente web. Nessa fala, já se vê os indícios do que ele defenderia no relatório The Reconstruction of American Journalism, já falado aqui no Blog do Gipo.




Também intitulado The Future of Journalism, Jonathan Este, diretor de comunicação da Media Alliance’s,  fala na University of South Australia. Entre os diversos pontos, Jonathan Este fala sobre a relação entre blogueiros e jornalistas pagos, o uso de ferramentas de mídia digital e a relação entre meios de comunicação social e notícias.



O último vídeo, um pouco mais antigo, mas igualmente interessante, é a entrevista de Nicholas Lemann, da Journalism School of Columbia University, que discute a relação entre blogueiros, jornalismo e notícias. Apesar de nem sempre essa relação ser muito "amistosa", Lemann vê um futuro para a difusão de notícias nesse modelo que parece ser desenhado.




Alguns afirmam que o rádio, em tempos de internet, é coisa obsoleta. Em certo sentido, isso até poderia ser afirmado, mas a realidade de alguns locais tem mostrado que ele continua forte como um veículo de difusão de notícias.

É o que o estudo realizado por Michael W. Link, da The Nielsen Company, mostrou. Ele disponibilizou o relatório intitulado How U.S. Adults Use Radio and Other Forms of Audio.O estudo aponta para o rádio como o mais importante meio de difusão de notícias entre os adultos norte-americanos.

O estudo foi realizado com base em 752 dias de programação. Os resultados são bem interessantes. Entre esses, o estudo concluiu:

• 90% dos adultos estão expostos a algum tipo de mídia de áudio em uma base diária, com transmissão, tendo no rádio a maior parte de tempo de audição;

• A exposição ao "áudio" se dá em quatro níveis de uso, entre os ouvintes:
(1) Usa a transmissão de rádio via satélite (atingiu 79,1% diariamente; sendo 122 minutos diários entre os usuários);
(2) CDs e fitas (chegou a 37,1% diariamente; 72 minutos);
(3) Áudio portátil, tais como iPods/MP3 (chegou a 11,6% diariamente; 69 minutos), áudio digital armazenado em um computador, tais como arquivos de música transferidos e utilizados em um computador (alcance de 10,4% diariamente; utilização média de 65 minutos), streaming de áudio digital em um computador (atingir 9,3% ao dia; 67 minutos) e;
(4) Áudio em celulares (chegou a 2% diariamente; 9 minutos).

• O papel dos dispositivos de áudio portátil:
i) Importância dos players de MP3 e iPod, com média de 8 minutos de escuta por dia entre toda a amostra observada;
ii) entre os ouvintes (11,6%), o maior alcance estava entre aqueles com idade de 18-34 anos (20,8%), solteiros (18,5%), e aqueles que tendem a ser mais esclarecidos quanto ao uso da tecnologia (18,2%);
iii) Mesmo entre aqueles que usam outras formas de mídia de áudio, a transmissão de rádio ainda tem um amplo alcance. Por exemplo, entre aqueles que também ouviram o áudio portátil, tais como dispositivos leitores de MP3 ou iPod, o rádio teve um alcance diário de 81,6% e, 97 minutos de média de tempo de audição.

• A exposição ao áudio na mídia tem o maior alcance entre aqueles com níveis mais elevados de educação e renda;

• A radiodifusão é a forma dominante de mídia de áudio em casa, no trabalho e no carro;

• O "Broadcast" do rádio atinge a faixa etária entre 18-34 anos, com taxas equivalentes às de adultos em geral, ficando na faixa de 79,2% dos ouvintes, com uma média de 104 minutos por dia;

• Entre as plataformas de mídia, a televisão ao vivo foi a mais elevada do alcance e uso diário entre os pesquisados (95,3%, 331 minutos), seguida pela transmissão de rádio (77,3% alcance, 109 minutos), Web / Internet [excluindo o uso do e-mail] (63,7%, 77 minutos), jornais (34,6%, 41 minutos) e revistas (26,5%, 22 minutos); 

• Em média, as pessoas gastam quase idêntico tempo durante a semana (454 minutos) e nos finais de semana (458 minutos), usando um das cinco principais fontes de mídia.
 Nos gráficos a seguir, provenientes do Nielsen Wire, esses dados são melhor visualizados:



Outro dado que "salta aos olhos", é referente ao tempo, nos dias úteis, de audição aos meios. O rádio é o segundo colocado, perdendo apenas para a Televisão:

Longe de estar aposentado, o rádio continua a ser um veículo importante de difusão de notícias. Mas ,é importante, pensar em como ele será reinventado e se articulará com a própria web e com o jornalismo digital.

Você pode ler o estudo completo aqui.


Essa é uma questão importante. O trabalho jornalístico, na modernidade, pressupõe a independência na produção da informação. Isso é tão evidente que, ao menor "ruído" de censura, as entidades representativas e os próprios profissionais já se manifestam.

De qualquer forma a pergunta intriga: quão independente é o jornalista? Se ele atuara em um grande jornal com uma linha editorial bem definida, como ele deve agir? E se, por outro lado, ele exerce suas funções em um pequeno veículo local, como responder aos anseios da comunidade e mesmo assim, ainda ser independente? Essas são situações que perpassam pela noção de ética.

É claro que, um código de ética, deve delinear essas questões limítrofes, permitindo aos profissionais da área, uma margem de atuação, dentro da Lei. É o que a França está fazendo, conforme noticiado pelo sítio Journalisme.com. Desde a eleição de Nicolas Sarkozy, a França passa por profundas modificações sociais. Segmentos antes "ignorados" (grupos minoritários, grupos religiosos e étnicos), são atualmente considerados "perigosos" ao convívio social democrático.

Com isso, a impresa e o jornalismo, precisam rever seus conceitos e a forma de atuação. É isso que Le Comité des Sages, composto por 11 jornalistas tem feito. Fazem parte desse comitê, figuras "ilustres" do  jornalismo francês: Marie-Laure Augry, Master Basile Ader, Alain Boulonne, Jerome Bouvier, Jean-Pierre Caffin, Olivier da Lage, Jean-Marie Dupont, Bruno Frappat Pascal Guenée, CatherineVincent Lorenzo Virgili.

O projeto francês do novo código de ética do jornalista, é bem curto. Compõe-se de apenas 4 temas e 15 artigos: 1. O Metier do Jornalista; 2. A recolha e o tratamento das informações; 3. A proteção da Lei às pessoas e, 4. A independência do jornalista. Apesar de bastante reduzido, ele estabelece bases amplas para a compreensão do fazer jornalístico.

O projeto de código tem algumas definições claras de atuação. Por exemplo, no artigo  1.2, deixa-se claro que o jornalista, quando atuar em uma editoria, com chefe definido e linha editorial clara, deve atuar conforme as regras definidas pela agência. Já no artigo 1.4, aponta-se para a liberdade do jornalista de veicular notícias, mas alerta o "jornalista deve sempre estar ciente das conseqüências, positivas ou negativas, das informações que divulga".

No artigo 2.2 atesta-se para a importância da "análise com rigor e vigilância, de informações críticas, documentos, imagens ou sons que lhe chegaram". É interessante que, mesmo em tempos de velocidade da informação, o código alerte para a importância de "não dispensar uma verificação prévia da credibilidade das fontes" e ser "sensível a críticas e sugestões do público".

No artigo 4.2, achei algo bem interessante e, que não poderia ser diferente. O artigo diz: "O jornalista não confunde seu trabalho com o oficial de polícia ou juiz. Não se trata de um oficial de inteligência. Ele nega qualquer confusão entre informação e promoção ou publicidade".

É, o novo código francês avança em algumas questões importantes. Agora resta saber, mesmo estando em lei própria, se os jornalistas conseguirão atuar nos moldes estabelecidos. Não por que eles sejam difíceis de serem atingidos, mas pela dificuldade de se definirem quais patamares discursivos servirão de base, para as decisões.

Leia o projeto do Código de Ética francês aqui.


Jornalismo, mudanças e crise

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 10:54 0 Comments

Na quinta-feira, dia 29.10.2009, Miriam Leitão entrevistou o jornalista Rosental Calmon Alves, que é professor de jornalismo na University of Texas at Austin e diretor do Knight Center for Journalism in the Americas.


O centro da conversa foi sobre a comunicação e como as empresas podem lidar com o mundo digital. Entre os destaques da entrevista estão as competências formativas, o diploma e a crise do modelo de negócios nos Estados Unidos. Esses são elementos importantes que já discutimos no Blog do Gipo. Assista a entrevista a seguir.




Paul Bradshaw, diretor do curso de jornalismo da Birmingham City University, no Reino Unido, escreveu uma reflexão bem interessante sobre a formação em jornalismo. O artigo escrito para o Online Journalism Blog intitulado Are there too many journalism courses?, apresentou uma série de competências necessárias para a formação do profissional que atua em jornalismo.

Segundo Bradshaw, a diversidade de graus possíveis para a formação em "jornalismo não existem apenas para treinar as pessoas para entrar na indústria de notícias. Esta é a diferença entre "educação" e "formação" " e, indicou um conjunto de competências/habilidades que são desenvolvidas durante esse percurso:
* Construção do núcleo de competências acadêmicas, como a investigação, o conhecimento conceitual e as habilidades críticas;
* Desenvolver habilidades práticas, tais como a comunicação, pesquisa e produção;
* Desenvolver habilidades criativas;
* Desenvolver habilidades de gerenciamento de projetos;
* Desenvolver habilidades de trabalho em equipe e a capacidade de trabalho por iniciativa;
* Criar uma compreensão crítica dos processos de notícias e relações de poder;
* Fornecer espaço para explorar como o jornalismo ea  publicação é, e poderia ser diferente, (particularmente importante quando se está em crise);
* Permitir que as pessoas saibam se eles querem trabalhar na indústria de notícias;
* Permitir que os estudantes compreendam que conseguirão uma graduação em uma área que é  desafiadora e gratificante;
* E sim, a formação de pessoas para entrar na indústria de notícias;
* E qualquer indústria que envolve profissionais da comunicação;
 Será a formação universitária a chave para o sucesso profissional? Bradshaw afirma que, apesar de todos estudarem jornalismo, nem todos que tem "esperança de ser", serão, por exemplo, âncoras ou titulares de editoria em grandes jornais (já que essas posições já encontram-se ocupadas), mas é extremamente importante essa formação.  Porquê? Ele afirma:
Algumas pessoas não são muito boas, algumas pessoas não se esforçam muito, algumas pessoas apenas se "encostam" ao longo do caminho,  na lei do menor esforço - não se pode conceber que, em nosso sistema de ensino, sem excluir aqueles que trabalham duro, que são talentosos e dedicado e querem conseguir grandes coisas. Um diploma não é a promessa de uma carreira bonita - é a promessa de uma oportunidade de desenvolvimento pessoal, que  é embasado em seu próprio compromisso e capacidade individuais, tanto quanto a dos professores,  do pessoal de apoio e das universidades.
É, está aqui uma visão bem sóbria da formação universitária! Ela permite "uma oportunidade de desenvolvimento pessoal", que agregada as competências e habilidades, desenvolvidas ao longo do curso, podem dar valor ao conhecimento adquirido durante todo o processo e permitir uma melhor inserção profissional.


O Projeto Pew Research Center for Excellence in Journalism divulgou os resultados de sua pesquisa  - The State of News Media - sobre a mídia americana em 2008/2009. A pesquisa é desenvolvida desde 2004, permitindo uma série estatística dos indicadores, sendo financiada pelo Pew Charitable Trusts.

A pesquisa utiliza métodos empíricos para avaliar e estudar o comportamento da imprensa. Segundo a organização, o objetivo da realização das pesquisas na área jornalística:
[...] é ajudar os jornalistas que produzem as notícias e, os cidadãos que a consomem a desenvolver uma melhor compreensão do que a imprensa está entregando, como os meios de comunicação estão mudando, e as forças que estão moldando essas mudanças. Temos enfatizado a pesquisa empírica na crença de que, quantificar o que está ocorrendo na imprensa, em vez de simplesmente oferecer a crítica, é a melhor abordagem para a compreensão.
O que os dados de 2009 revelam? Novamente o que outros estudos tem apontado: uma crise generalizada no atual modelo de negócios da mídia. Segundo Tom Rosenstiel, jornalista que assina a pesquisa e coordena o projeto, os resultados "parecem assustadores", pois
"as receitas de publicidade em jornais caíram 23% nos últimos dois anos. Alguns jornais estão em processo de falência e outros perderam 75% de seu valor. Estimamos que, cerca de um em cada cinco jornalistas, que trabalhavam em jornais, em 2001, não estavam mais nesse mercado no final de 2008 e 2009. [...] Ocorre uma migração acelerada do público para a Internet. O número de americanos que utilizam regularmente a Internet para acesso à notícias, de acordo com um levantamento, aumentou 19% nos últimos dois anos, sendo que em 2008, o tráfego para sites de notícias importantes aumentou 27%;
Apesar da sobrevida que as eleições americanas proporcionaram ao jornalismo impresso, a pesquisa foi enfática:
No ano passado, aconteceram duas coisas importantes que, efetivamente, reduziram o tempo restante no 'relógio'. Em primeiro lugar, a migração acelerada da audiência para a Web, significando que a indústria da notícia deve se reinventar, mais cedo do que pensávamos, embora a maioria dessas pessoas estejam visitando os destinos tradicionais de notícias na web. Pelo menos, no curto prazo, o crescimento da audiência online tem piorado e não ajuda a situação de sites de notícias tradicionais.
Depois, veio o colapso da economia. Os números são apenas suposições, mas os executivos acreditam que a recessão, pelo menos, ocasionará o dobro de perdas de receitas no setor de mídia imprensa em 2008, e talvez ainda mais sobre as redes de televisão. Ainda mais importante, é o fato de que a recessão afetou os esforços para encontrar novas fontes de receita. Em uma tentativa de reinventar o negócio, 2008 parece ter sido um ano perdido e, 2009 ameaça ser a mesma coisa.

Alguns outros dados da pesquisa ajudam a visualizar o tamanho da crise:

1. Variação percentual da audiência de 2007 a 2008, por setores da mídia.

 

2. Variação percentual da receita de anúncios de 2007 a 2008, por setores da mídia.

3. Declínio percentual de circulação durante seis meses, período de 2003-2008.


4.  Edições impressas vs. Receita de publicidade online no período 2003-2007.

5. Visitantes únicos por mês para sites selecionados de revistas (Novembro de 2006, novembro de 2007 e novembro 2008).

Longe de assustar, eles representam a migração para uma novo modelo, que ainda é "nascedouro", mas que dá sinais de força. Vamos esperar para ver os resultados. O relatório está disponível completo em inglês e, um resumo executivo, em espanhol.


Quando se usa a palavra ecossistema, dificilmente pensamos em algo que não seja a natureza, florestas e árvores. Nos acostumamos a utilizar essa palavra com esse significado. Porém, ela já ganha contornos diferenciados que modifica o significado.

Steven Johnson propõe a utilização dessa palavra voltada para o jornalismo. Ele defende que o espaço da notícia é como um verdadeiro ecossistema. Isso se dá pela diversificação, complexidade e interligação presente no espaço de criação da notícia. Se pensarmos bem, faz muito sentido, já que as interligações (links, feeds, etc.) presentes na internet, são quase infinitas. E aí, é bom fazermos uma ressalva: entendemos que a "infinitude" da internet é ainda um conceito abstrato, que consolida-se, na medida em que, a tecnologia de armazenamento permite espaços nunca antes imaginados. A internet, comparada a um "cérebro virtual" está consolidando sua rede neural, suas conexões sinápticas.

Para Johnson, o mais importante "não é futuro da indústria da notícia, ou o negócio do jornal impresso, mas o futuro da notícia em si". Por que essa preocupação? Basicamente, por causa dos discursos "truncados" quando falamos em futuro do jornalismo, que beira muitas vezes à falácia. Para o autor,
[...] há realmente dois cenários piores que nos preocupam agora, e é importante distinguir entre eles. Primeiro, há o pânico de que os jornais vão desaparecer como empresas. E, depois, há o pânico de que as informações cruciais vão desaparecer com eles, que nós vamos sofrer culturalmente, porque os jornais não serão, por muito tempo, capazes de gerar as informações que temos invocado por tantos anos.
A angústia de não saber que rumo tomar, ou antes, a agonia de tentar sobreviver, face à crise, tem levado empresas jornalísticas a atacar os blogs e as redes sociais. Esses se tornaram os "vilões", os emissários  e 'culpados' pela crise do modelo jornalístico. Essa ingênua falácia, cria preconceito. O preconceito tenta desacreditar. Vimos isso recentemente no Brasil, pela campanha do Estadão contra os blogueiros. Longe de ter bons resultados, ampliou apenas o abismo de colaboração.

Nesse ecossistema jornalístico, os blogs já ganharam espaço. A era do papel e do jornal impresso ainda não acabou, mas os sinais de desgaste são evidentes. Como ressalta o autor:
[...] o novo ecossistema do jornalismo de investigação está em sua infância. Existem dezenas de projetos interessantes sendo encabeçados por pessoas muito inteligentes, algumas delas sem fins lucrativos,  outras para alguns fins lucrativos. Mas elas são mudas.
Mudas? Embriões do quê? De um novo modelo de jornalismo. Um jornalismo híbrido, em que participam empresas jornalísticas, fundações sem fins lucrativos e blogueiros empreendedores. Esse é o novo modelo, ou pelo menos, é o que aparenta para Johnson. Ele afirma que esse ecossistema se parecerá com a figura a seguir:



Nesse ecossistema jornalístico, a produção de notícias não será exclusiva dos jornalistas, mas será o resultado de uma mescla de novos atores no espaço noticioso. É interessante a presença de um processo partilhado de edição (curadoria), onde haveria a presença de editores profissionais, mas não exclusivamente.

Comentando sobre essa proposta de Johnson, de um ecossistema jornalístico híbrido, Tim Kastelle escreveu no blog Innovation Leandership Network afirmou:

Parte da inovação, que nós estamos procurando, é como podemos criar uma combinação dessas funções em um único modelo, que vai ter alguma combinação de conteúdo livre, junto com um mecanismo de geração de renda. Porque eu continuo dizendo, em geral, as funções que parecem fazer o dinheiro ,neste tipo de sistemas, são agregação e filtragem - por isso, eu ainda acho, que o caminho para construir um modelo desse tipo de negócio é incluir uma ou ambas as funções.
 Já para Mindy McAdams, jornalista que atua na área de ensino, o gráfico de Johnson,
[...]  tenta representar o ambiente de notícia como ela é agora, sem se inclinar em direção a um modelo idealista, que não corresponde à realidade. O que eu não concordo é, com as setas de um caminho  único - tudo neste modelo tem fluxos em dois sentidos agora.
Seja qual for o futuro, com ou sem empresas jornalísticas (arrisco a dizer que elas existirão em outros formatos), com ou sem papel, algo é certo: a internet será um dos atores mais importantes nessa construção da notícia, assim como o é nesse começo de século XXI.