O Mercury News publicou hoje um artigo sobre a retração que o jornalismo científico vem sofrendo nos Estados Unidos. Essa discussão vem à tona com a divulgação que 35 das principais universidades americanas (entre elas Stanford e UC-Berkeley) divulgarão suas próprias notícias científicas diretamente em sítios de notícias da internet.


Essa situação, lembra o jornal, foi desencadeada pela eliminação de diversos espaços em períódicos da área e a falta de jornalistas especializados. A notícia lembra ainda, que em pouco mais de 20 anos, o número de revistas e jornais que tinham seções que divulgavam ciência, caiu de 150 para 20 e, mesmo essas, centram suas notícias no campo de saúde e estilos de vida. O exemplo mais recente dessa situação, foi o anúncio dado em dezembro último, que a CNN eliminou sua seção de ciência e de tecnologia, seguida em fevereiro, pelo "Boston Globe" que também fechou sua seção de ciência. 

As universidades de Princeton, de Yale, a Duke, a Universidade de Chicago e a UC-Irvine assumiram o papel de divulgadores, produzindo artigos que são enviados para a Universidade de Rochester, que após revisão, alimenta o portal futurity.org e, esse por sua vez, serve de fonte para o Yahoo, a Associated Press, o The New York Times e o San Jose Mercury News. Mesmo o Google já anunciou que também agregará informações do portal. 

O que tudo isso indica? Que o que alguns chamam de "crise" do jornalismo científico pode ser o "fim" de um modelo de negócio ou mesmo o reajuste de nicho de consumo. Pode-se ainda pensar nessa situação como um novo modelo de consumo de informações, agora com lastro na divulgação irrestrita da informação, tendo as mídias sociais e o open acess o seu espaço privilegiado. 

Seja qual for a(s) resposta(s) para essa situação, a questão parece ainda não ganhar tanta força no Brasil, a ponto de diminuir o número de periódicos na área. Vamos ver o que o tempo reserva para nós nesse assunto.

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