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Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio

Quando falamos em consumo de produtos que permitem o ingresso nos espaços digitais, tais como smartphones, tablets e celulares, imaginamos que sejam muitos, mas sempre ficava no ar a pergunta: quantos realmente? A Go-Globe.com, empresa que trabalha com web design internacional e desenvolvimento, produziu a resposta.

Trata-se de uma infografia que aponta o consumo de diversos produtos digitais ou relacionados à internet a cada 60 segundos. Por exemplo, o amigo Thiago Castor, que indicou esse infográfico em seu Facebook, destacou que a cada 60 segundos 81 iPads e 941 IPhones são vendidos. Por outro lado, apenas 103 BlackBerry são vendidos a cada 60 segundos. Outros dados também chamam a atenção: 11 milhões de internautas conversam via mensagens instantâneas a cada 60 segundos, de cada 710 computadores vendidos por minuto, 555 deles tem processador Intel. Você ainda encontrará outras informações que impressionam, como pagamentos online, acessos a pesquisas, etc.

Veja o infográfico a seguir e tenha uma visão do consumo mundial. Pena que a Go-Globe não tenha informado de onde vem as estatísticas.



Quando se pensa em um filme, já se imagina uma superprodução, com um orçamento bem caro e atores/atrizes famosos(as). De fato, na grande maioria deles, essa é a fórmula principal de um possível, mas não confirmado, sucesso.

Encanta quando, com bem pouco recursos, mas muita criatividade, encontramos pequenas jóias de animação. É o caso de Protéigon.

Protéigon foi realizado pelo animador francês Steven Briand, que utiliza a técnica clássica de stop motion. Ele está disponível no Vimeo. O filme é descontraído e com uma linguagem bem contemporânea. Vale assistir. Bom domingo!


PROTEIGON from BURAYAN on Vimeo.

E se o mundo só tivesse um único dia? Pois é, o que você faria dele? Que coisas você privilegiaria nesse único e especial dia e que deixaria registrado? Milhares de pessoas indicaram o que fariam nesse único dia de 24 horas.

O resultado foi um filme/documentário intitulado "Life In A Day" (A vida em um dia), produzido por nada menos do que o premiado Ridley Scott e pelo canal You Tube, com direção de outro diretor premiado, Kevin Macdonald.

A proposta do filme foi a produção de pequenos vídeos retratando momentos de um dia (em quaisquer espaços e momentos) que deveriam ser enviados para o You Tube. O dia 24 de julho de 2010 foi escolhido para esse envio. 

O que se vê no filme-documentário, de cerca de 1 h e 35 min, disponível no You Tube e que você vê a seguir (se ainda não o viu no cinema), são momentos, todos misturados, juntos, aglutinados, num dissolver da sociedade complexa. É um verdadeiro passei por culturas e costumes que nunca poderiam ser vivenciados dessa forma por qualquer pessoa no planeta, já que temos limitações de tempo e espaço. Mas no mundo do cinema, essa barreira é quebrada. Assista e vivencie. Ele está legendado em português.


O ditado diz que uma imagem vale mais do que mil palavras. Pois é o que a imagem abaixo revela sobre a chamada "democracia da liberdade" praticada em alguns países.

A imagem é sobre as ações da Polícia de Nova Iorque na desocupação de Wall Street nos Estados Unidos. Ela estampou a primeira página do jornal Metro de Nova Iorque e foi repercutida aqui no Brasil em alguns jornais, mas com muito menos espaço.

Para quem não tem acompanhado esse assunto, já fazem mais de dois meses que diversos manifestantes  ocuparam uma praça em Nova Iorque para protestar. O movimento recebeu o nome de "Occupy Wall Street", com o  objetivo de protestar contra o sistema econômico capitalista e a exclusão. O movimento assumiu um caráter múltiplo, agregando manifestantes contra o sistema social, estudantes, desempregados, ecologistas e diversas manifestações sociais e culturais. De lá para cá, diversas tentativas de desocupação foram realizadas, mas sem muito sucesso.




Fazia um bom tempo que uma propaganda não causava tanto alvoroço. Pois é o que a propaganda "Unhate" (Não odeie) da empresa italiana Benneton causou. 

A campanha reúne líderes mundiais de potências rivais se beijando. Um típico "selinho" que virou moda aqui pelo Brasil entre as chamadas "celebridades". 

Segundo o que foi noticiado pelo Estadão, a campanha tem o objetivo de "[...] estimular uma cultura sem ódio em todo o mundo". Longe disso acontecer, o que se viu durante todo o dia de ontem nas páginas da mídia impressa e na internet foram reações que expressam mais ódio do que paz. Até o Vaticano se pronunciou contra a propaganda afirmando, segundo veículos jornalísticos, que processará a empresa. 

Selecionei algumas capas de jornais que apresentam fotos da propaganda ontem (17.11.2011). Elas estão disponíveis no Newseum. Achei muito interessante que no México, o Jornal Vanguarda, além de mostrar imagens da propaganda original, criticou uma imagem semelhante de dois candidatos presidenciais mexicanos, que segundo o jornal, 'parodiam' a campanha, já que trocaram também um selinho. Seguem capas:






Filmes que utilizam fotografia como pano de fundo surgem todos os dias. Mas que provoquem sentimentos e evoquem a reconstrução de memória com suavidade são bem poucos. É o caso do filme Paper Memories, escrito, dirigido e editado por Theo Putzu e que está disponível no Vimeo

O filme foi construído com cenas de fotografias utilizando a técnica Stop-Motion, usando cerca de 4000 fotografias. Até o momento, o filme já conquistou 33 prêmios em festivais pela Itália, Estados Unidos e Reino Unido.

O filme é suave, simples e evoca lembranças de momentos vividos pelo personagem principal, já idoso e solitário, ao lado de sua esposa. A história não é inédita, mas a experiência de assistir gera sentimentos novos em quem o vê pela primeira vez. As fotos, junto aos lugares, funcionam como um tipo de marcação, que evoca os sentimentos e as lembranças. Vale a pena assistir!


PAPER MEMORIES from Theo Putzu on Vimeo.


Não é sempre que encontramos um curso gratuito que seja simples e fácil de acessar. As vezes, mesmo com a propaganda de diversos cursos na área do jornalismo, as listas de espera acabam por tornar-se um elemento de exclusão.

Mas não é o caso do curso on line de jornalismo científico, desenvolvido pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos (WFSJ) e pela Rede de Ciência e Desenvolvimento (SciDev.Net). Esse curso, composto por 8 lições on line, abrange temáticas bem variadas. Entre elas estão o planejamento e a estruturação do trabalho jornalístico, a avaliação de notícias científicas, a entrevista e a escrita do jornalismo científico, além de noções de como filmar a ciência.

Além da aula virtual, o curso disponibiliza questões e exercícios que permitem o aprofundamento das temáticas tratadas no material instrucional. O curso está disponível em português, árabe, turco, inglês, chinês, francês e espanhol. Aproveite, visite o sítio e, se achar interessante, consulte os materiais produzidos para o curso. 

Já fazia algum tempo que queria partilhar essa temática por aqui, mas a ocasião não havia chegado. Trata-se de um vídeo produzido pelo TED.

Para quem não conhece, TED é uma organização sem fins lucrativos que começou em 1984 como uma conferência reunindo pessoas de três "mundos"/áreas: tecnologia, entretenimento e design. De lá para cá, são cada vez mais comuns as palestras curtas, muitas vezes polêmicas, mas extremamente atuais.

Uma delas, intitulada "After your final status update", foi ministrada por Adam Ostrow que é editor-chefe da Mashable e, trata sobre a vida no mundo virtual, mesmo quando o indivíduo já deixou de existir "nas bandas de cá". Já aviso que a proposta dela não é a de uma vida pós-morte no ambiente virtual, coisa bem futurista e longe de nossa atual compreensão. A discussão de Ostrow está no campo da produção de informação e memória. Segundo ele, "[...]todos nós atualmente estamos criando arquivos. E isso é algo completamente diferente do que qualquer coisa que já tenha sido criado por qualquer outra geração anterior". Sua perspectiva está na possibilidade da apropriação pela tecnologia desse conteúdo produzido. 

Dito de outra forma: o que há de interessante nesta palestra de menos de 6 minutos, é a possibilidade que Ostrow vê desse conteúdo produzido em vida pelo indivíduo continuar ativo e ser utilizado. Segundo Ostrow,
[...] Eu acho que com a capacidade das máquinas de entender a linguagem humana e como o processo de análise de vastas quantidades de dados continua a melhorar, será possivel analisar o conteúdo de uma vida toda -- os Tweets, as fotos, os vídeos, as postagens em blogs -- tudo que estamos produzindo em tão grande quantidade. E penso que assim que isso acontecer, será possível para a nossa persona digital continuar interagindo no mundo real por muito tempo depois que morrermos graças à quantidade de conteúdo que estamos criando e a capacidade da tecnologia de dar sentido a tudo isso.
Muito futurista? Talvez nem tanto, visto que isso começa a se tornar um negócio. De qualquer forma, escute a palestra e visite o sítio da IfiDie.org, que já tenta construir possibilidades em torno dessa proposta, com disponibilização de mensagens que somente serão entregues depois da morte do indivíduo. Assim como eu, também deverá ficar cheio de indagações. Outras experiências podem ser acessadas aqui


Quando soube da morte de Steve Jobs pelo Facebook hoje pela manhã, assim como boa parte dos que acompanham tecnologias, senti a perda. Não que ele fosse próximo, mas suas ideias e visão sobre tecnologias são, inquestionavelmente, sensacionais. Será duro para os tecnocratas da Apple substituí-lo.

Também estava bastante curioso para ver o que os jornais tinham feito com essa notícia. Para minha surpresa, poucos jornais nos Estados Unidos deram um grande espaço para a morte de Jobs. De fato, boa parte deles, mostram um Jobs debilitado pelo câncer, cansado e fraco. Selecionei algumas que fugiram a esse esteriótipo do "vencido pela doença". Em algumas capas, aparece Jobs em diversos momentos, seja com o Mac, o iPhone ou mesmo com o iPad. 

Ao mesmo tempo, encontrei capas de jornais brasileiros que foram bem criativos e mostraram um Jobs ativo e positivo. As capas brasileiras foram bem melhores do que as americanas no dia de hoje, sobretudo a do Diário de Pernambuco.  Veja a seguir algumas das capas que selecionei.