O fotógrafo Wilton de Sousa Júnior conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha pela imagem que retrata a presidente Dilma sendo "transpassada" por uma espada. 

Essa imagem ficou famosa no Brasil, sendo repercutida por muitos veículos de comunicação, entre eles o Estadão e a revista VEJA.

O prêmio internacional reforça a ideia de que imagens inusitadas, casuais, mas bem registradas, são a deixa para o reconhecimento e para a criação de momentos que entrarão para a hsitória. 

Depois dessa, muitos fotógrafos vão ficar de olho em situações corriqueiras, mas que podem ter um potencial para o registro.

Depois de um recesso merecido, que foi utilizado para rever dois capítulos de minha tese de doutoramento, voltamos a partilhar aqui no Blog do Gipo uma animação interessante.

Trata-se da produção canadense Le Noeud cravate, dirigida por Jean-François Lévesque e produzida por Michèle Bélanger e Julie Roy. A animação foi elaborado em Stop-Motion, levando 2 anos para ficar pronta. A imagem ao lado dá uma ideia do que um projeto dessa magnitude significa em horas de atenção e detalhes.

A animação ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Jutra Meilleur film d'animation de 2009 e o Prix du melleur court métrage du Festival du Film du Monde de Montréal, de 2008. 

O argumento da animação é simples e direto: o indivíduo, preso a rotina alienante do trabalho, perde suas paixões e sua identidade. Pior que muito do que retratado por ser visto diariamente nos espaços de trabalho, apesar de pouco reconhecido ou mesmo combatido. Vale a reflexão. Bom domingo.



Um projeto simplesmente fantástico está disponível na rede. Trata-se do "Chronicling America: Journalism's Voyage West", produzido pela Stanford University. Nesse projeto é possível, por meio de uma infografia interativa ter acesso, ano a ano, ao impacto de mais 140.000 jornais nos Estados Unidos ao longo da história.

O projeto abrange jornais que iniciaram em 1690 até 2011. É possível perceber pela infografia como os jornais foram, ao longo desses 321 anos de existência, cobrindo todo o território norte-americano com informações e notícias. Vale a pena tirar um tempo para conhecer os detalhes da infografia. No Vimeo é possível encontrar outros vídeos que informam o impacto de tiragens diárias, semanais e mensais e, em línguas diferentes do inglês. No vídeo a seguir, é possível ver esse processo de forma acelerada:


The Growth of US Newspapers, 1690-2011 from Geoff McGhee on Vimeo.

Quando falamos em consumo de produtos que permitem o ingresso nos espaços digitais, tais como smartphones, tablets e celulares, imaginamos que sejam muitos, mas sempre ficava no ar a pergunta: quantos realmente? A Go-Globe.com, empresa que trabalha com web design internacional e desenvolvimento, produziu a resposta.

Trata-se de uma infografia que aponta o consumo de diversos produtos digitais ou relacionados à internet a cada 60 segundos. Por exemplo, o amigo Thiago Castor, que indicou esse infográfico em seu Facebook, destacou que a cada 60 segundos 81 iPads e 941 IPhones são vendidos. Por outro lado, apenas 103 BlackBerry são vendidos a cada 60 segundos. Outros dados também chamam a atenção: 11 milhões de internautas conversam via mensagens instantâneas a cada 60 segundos, de cada 710 computadores vendidos por minuto, 555 deles tem processador Intel. Você ainda encontrará outras informações que impressionam, como pagamentos online, acessos a pesquisas, etc.

Veja o infográfico a seguir e tenha uma visão do consumo mundial. Pena que a Go-Globe não tenha informado de onde vem as estatísticas.



Um destaque do estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", disponibilizado pela Rooter, sob encomenda do Google, coloca o Brasil na frente de diversos países quanto ao uso de redes sociais e blogs.

Segundo o estudo, tem ocorrido um incremento na intensidade das atividades de criação, compartilhamento e transformação dos conteúdos, com constantes aumentos nos diversos países da União Europeia, América e Ásia, sendo que nos últimos 2 anos, esse incremento foi na faixa de 10 a 15 pontos percentuais. Pela figura comparativa a seguir, temos uma noção desse crescimento:


Como se observa na figura, o Brasil é utilizado como marco comparatório para os países listados. Entre 85% e 90% dos usuários no Brasil, segundo o estudo, utilizam o tempo de navegação em redes sociais e blogs. Itália, Espanha e Japão gastam entre 75% e 80% do tempo de uso em redes sociais e blogs. Outros países como Áustria, Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha estão com percentuais de navegação em redes sociais e blogs inferiores aos 75% do tempo de uso da rede.

Esses dados são bem reveladores, pois demostram o tamanho do problema que o estudo reforça: a produção de conteúdos na rede. De fato, cada vez mais conteúdos (alterados e sem direitos autoriais comprovados) são produzidos e lançados na rede, ampliando a pressão para a quebra desses direitos existentes. Só no Reino Unido, por exemplo, 32% dos usuários, em 2010, passaram a "subir" criações próprias - texto, imagens, vídeos, fotos, músicas remixadas, etc. - contra 19% em 2008. Na Espanha esse número era de 7% em 2008 e cresceu para 23% em 2010. Interessou? Veja outras indicações e acesse o relatório aqui

A consultoria espanhola Rooter, especializada em estudos em mídia, tecnologias e telecomunicações, recentemente contratada pelo Google para uma pesquisa sobre a geração de conteúdos na internet, apresentou seu relatório final. O estudo foi conduzido e coordenado por Franz Ruz, sócio-diretor da Rooter, com a participação de Ignacio Garrote, professor de Direito na Universidade Autónoma de Madrid.

O estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", destaca a problemática existente hoje na rede mundial: todos os usuários estão gerando milhões de páginas de conteúdo web que incorporam obras pré-existentes (música, vídeo, literatura, etc) ou mesmo adaptam obras já existentes, sendo que esses usos seria considerado criminoso e ilegal sob as regras atuais de propriedade intelectual.

Segundo a proposta do estudo, existe a necessidade premente de mudar o modelo de gestão dos direitos de propriedade intelectual no ambiente digital, a fim de transformar o que hoje é ilegal em usos legais. Isso facilitaria em muito a vida de grandes empresas quanto a questão dos direitos autorais, como o Google. É claro que isso pode ser considerado questionável em muitos países, inclusive no Brasil. De qualquer forma, veja o estudo e as indicações que ele dá. Não são novidade para quem estuda o espaço digital, mas são importantes para reforçar a necessidade de mudanças. 

Foto: Getty Images
Já não é mais novidade o uso das tecnologias móveis. Smartphones, tablets e celulares são uma realidade em boa parte dos países e, até mesmo nas regiões mais remotas (mesmo que seu uso seja bem precário!). Só possuir os "aparelhinhos" cria um novo "status quo" entre muitos jovens e crianças.  

A grande discussão entre educadores e comunicadores é sobre qual é a idade para o uso. Recentemente, postei uma discussão sobre a incorporação dessas tecnologias móveis e a preocupação com o gradual abandono da caligrafia (Você pode ler aqui).

Encontrei a pouco, por sugestão do colega Lorenzo García Aretio no sítio Educación a Distancia (EaD), uma infografia bem reveladora. Ela traz dados de acessibilidade por faixas etárias provenientes do Google e das agências MediaMark, SodaHead e USC Annenberg Center for Digital Future.

Você verá que os dados mostram algo que já sabemos (basta olhar em um shopping à volta e encontramos dezenas de crianças e jovens com seus móveis): um crescimento vertiginoso do uso das tecnologias móveis entre crianças e jovens. Veja você mesmo as informações que a infografia disponibiliza a seguir:



Procurando na rede livros sobre a área, deparei-me com alguns deles no Issuu, que é uma plataforma de publicação digital onde se prima por oferecer experiências de leitura de revistas, catálogos e jornais, além de livros.

Na pesquisa, encontra-se de tudo, daí a necessidade de se 'mergulhar' na rede e procurar o que interessa e, claro, tenha valor para o campo da pesquisa acadêmica. 

Alguns desses 'achados' valem a atenção, tais como o clássico de Luiz Beltrão "Introdução à Filosofia do Jornalismo":



Outros escritos que você encontrará nesse espaço e que valem a leitura:


Para quem estuda comunicação e telecomunicação no Brasil, é essencial o acesso aos três volumes da pesquisa "Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" organizada pelos pesquisadores Daniel Castro, José Marques de Melo e Cosette Castro e fruto do trabalho de campo do grupo de pesquisa MID – Mídias Interativas Digitais, da Universidade Federal de Mato Grosso.

A obra é chancelada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pela SOCICOM - Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Veja a seguir um pequeno resumo de cada um dos volumes:

Sinopse dos organizadores

O primeiro volume desta obra é dividido em duas partes: a primeira apresenta o estudo das tendências nas telecomunicações, e reúne artigos escritos exclusivamente para este livro, além de cinco textos publicados originalmente no Boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior nº 10, uma edição especial de telecomunicações lançada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em outubro de 2010. A segunda parte traz artigos que colaboram para o pensamento na área de comunicação e oferecerem um panorama das indústrias criativas e de conteúdos.


Faça o download 


Sinopse dos organizadores

O segundo volume desta obra é dedicado a resgatar, como o próprio título diz, a Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil, como resultado de parceria realizada entre o Ipea e a Federação Brasileira das Sociedades Científicas de Comunicação (Socicom).

Sinopse dos organizadores

O terceiro volume, apresenta o resultado (parcial) de quatro pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros da área da comunicação sobre o Estado da Arte nesse campo do conhecimento. Neste volume é possível conhecer o número de faculdades e cursos de pós-graduação em comunicação no país, analisando áreas de concentração e/crescimento. Um segundo ponto da pesquisa sobre o Panorama da Comunicação analisa as profissões existentes hoje e as novas habilidades necessárias para que o país possa investir em uma indústria de conteúdos e serviços digitais. A terceira parte do estudo analisa as indústrias criativas e de conteúdos e os movimentos das empresas em direção ao modelo digital. Finalmente, a pesquisa realiza estudo comparativo na área de comunicação com outros países, possibilitando a análise de nossas fragilidades e potencialidades.