Prezados/as acadêmicos/as,

Durante o semestre letivo 2013/2 na disciplina Planejamento Gráfico (Comunicação Social / UFT), você encontrará as aulas e o material de apoio. Todos as semanas disponibilizarei os conteúdos na página. Lembro que, além dos slides (.ppt) temos leituras obrigatórias a serem realizadas para complementação dos conteúdos. Bom semestre a todos/as!

Temos também um grupo fechado no Facebook para comunicação rápida: peça a sua inclusão no grupo Planejamento Gráfico UFT

Observação: A "aula" disponibilizada refere-se a um assunto que pode ser desenvolvido em sucessivas aulas presenciais...



Plano da disciplina: disponível no Portal do aluno (UFT)

Aula 1 - Noções de história da arte - parte 1
Aula 2 - Noções de história da arte - parte 2

Leitura(s) obrigatória(s):

JANSON, H.W.; JANSON, Anthony. Iniciação à História da Arte. São Paulo: Martins Fontes, 1996. (disponível em: Scribd)

COLI, Jorge. O que é arte. São Paulo: Brasiliense, 1995. (disponível em: Scribd)

DONDI, Donis A. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2003. (disponível em: Scribd)



Aula 3 e 4 - Planejamento Gráfico e Semiótica 

Leitura(s) obrigatória(s) da aula:

NIEMEYER, Lucy. Elementos da Semiótica aplicados ao design. Rio de Janeiro: 2AB, 2003. (disponível: Scribd)

SANTAELLA, Lucia. Semiótica Aplicada. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.

SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 2005.


Aula 5 - Teoria geral da Gestalt e Planejamento Gráfico 

Leitura(s) obrigatória(s) da aula:

FILHO, João Gomes. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras, 2004. (Disponível em: Google Books)


Aula 6 - Noções de Tipografia

Leitura(s) obrigatória(s) da aula:

COLLARO, Antonio Celso. Projeto Gráfico: teoria e prática da diagramação. São Paulo: Summus, 2000. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/138399257/PROJETO-GRAFICO-Teoria-e-Pratica- da-Diagramacao-Antonio-Celso-Collaro


Vídeo(s) indicado(s) para ampliação do conhecimento:

Tipografia. Disponível em: YouTube

História da Tipografia. Disponível em: YouTube

Gutemberg e a história da prensa. Disponível em: YouTube


Sugestões de ampliação de conhecimentos:

MENEZES, Marizilda S.; PASCHOARELLI, Luis C. Design e planejamento. São Paulo: UNESP, 2009. Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=63

MENEZES, Marizilda S.; PASCHOARELLI, Luis C. Design e ergonomia. São Paulo: UNESP, 2009. Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=64

LANDIM, Paula da Cruz. Design, empresa e sociedade.São Paulo: UNESP, 2009. Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=107



IMPORTANTE: Trabalho avaliativo 1

Trabalho avaliativo (1ª avaliação) da disciplina de Planejamento Gráfico:

Prezados/as em nossa última aula do dia 21.12, fechamos com os colegas presentes a atividade avaliativa. Ela será composta pela elaboração de um artigo (mínimo de 10 páginas e máximo de 15 páginas, sem bibliografia, letra Times, tamanho 12, espaçamento 1,5). 

Nesse texto-artigo você deverá analisar as capas de duas (02) revistas de uma mesma área de conhecimento (por exemplo: moda - Marie Claire e Vogue, etc....). A análise deverá considerar todo o conteúdo da disciplina, desde a aula 1 até a 6, incluindo as análises com apoio da bibliografia indicada. 

Você poderá acrescentar outras citações/análises de acordo com seu aprofundamento. 

Data da entrega: dia 25.01.2014 (Lembro que depois dessa data não receberei mais a atividade. Você(s) tem 1 mês para elaborar e entregar. Aproveite com cuidado seu tempo).

Prezados(s),

Finalizamos nossa primeira semana de aulas intensivas. Com isso, vocês já possuem um conjunto de referenciais, que agregam-se ao conhecimento que já possuem da Comunicação e do Jornalismo. Dessa forma, analisem as indicações a seguir e o vídeo indicado. Postem suas reflexões em forma de uma texto dissertativo de 10 linhas nos comentários desta postagem.

O design pode salvar os jornais? 

Muitas propostas foram feitas para salvar os jornais. Essas incluem a redefinição do foco jornalístico, o redesenho de suas plataformas e até a mudança na forma como o fato é tratado. Todas, apesar de bem estruturadas, encontram o mesmo problema: menos leitores. 

O grande problema, parece ter sido fidelizar os leitores e, dificilmente, neoleitores são agregados aos jornais de forma massiva. Mas a resposta pode estar em outro local. Pode estar na produção de imagens. Essa é a proposta de Jacek Utko, designer polonês, que tem trabalhado na Europa Oriental a mais de 20 anos em jornais. 

Jacek Utko, especializou-se em designer de jornais. Ele reconhece que a crise dos jornais, em âmbito mundial, é resultado da mudança de nicho, do impressso para o virtual e, também, da forma como os leitores interagem com os diversos tipos de mídias. Porém, ele defende que, uma cultura visual, pode fazer a diferença e salvar os jornais. 

Utko defende, de forma bem radical, um outro olhar, bem pessoal para a cultura visual dos jornais: 

"A primeira página virou nossa assinatura. Era meu canal pessoal para falar com os leitores. [...] Eu queria minha declaração artística, minha interpretação da realidade. Eu queria fazer pôsteres, não jornais, nem sequer revistas. Pôsteres. Experimentávamos com tipografia, com ilustrações, com fotos. E nos divertíamos. Logo começaram a aparecer os resultados. Na polônia, nossas páginas foram eleitas capas do ano por três vezes consecutivas. Mas o segredo não é só a capa. O segredo é que tratávamos o jornal como uma peça única, como uma composição - uma música. A música tem altos e baixos. O design é responsável por essa experiência." 

 Essa é uma proposta que parece nova (face às já defendidas em 2009): o jornal como criação individual, o jornal com cara de outra coisa, menos tradicional. Utko apresentou estatísticas de fazer qualquer dono de jornal sonhar: na Rússia, após o redesenho, o aumento foi de 11% em um ano, seguido de 19% no segundo ano e, de 29% no terceiro; na Polônia, o aumento foi de 13% no primeiro ano, de 22% no segundo e, de 35% no terceiro; e, na Bulgária, o aumento foi de 100% na circulação no primeiro ano. 

 É o design a salvação dos jornais? Utko reconhece que o design é parte do processo. É preciso mais. "Não basta apenas melhorar a aparência, mas melhorar o produto como um todo, mudando a rotina de trabalho dentro do jornal", reforça. Veja a apresentação feita por Jacek Utko no TED. A apresentação está traduzida para 14 idiomas, inclusive o português (basta clicar em subtítulos, se necessitar).




Fonte: http://blogdogipo.blogspot.com.br/2009/11/o-design-pode-salvar-os-jornais.html

Prezados/as acadêmicos/as,

Durante o verão que teremos - 15 a 27.07.2013 - na disciplina Planejamento Gráfico (Comunicação Social / UFT), aqui você encontrará as aulas e o plano de ensino. Todos os dias disponibilizarei os conteúdos na página. Lembro que, além dos slides (.ppt) temos leituras obrigatórias a serem realizadas para complementação dos conteúdos.


Aula 1 - Planejamento Gráfico e Semiótica I

Leituras obrigatórias da aula:

SANTAELLA, Lucia. Semiótica Aplicada. São Paulo: Pioneira Thomson, 2005.


SANTAELLA, Lucia. O que é semiótica. São Paulo: Brasiliense, 2005. 


Leituras obrigatórias da aula:

NIEMEYER, Lucy. Elementos da Semiótica aplicados ao design. Rio de Janeiro: 2AB, 2003.


Aula 3 - Teoria geral da Gestalt e Planejamento Gráfico

Leituras obrigatórias da aula:

      FILHO, João Gomes. Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma. São Paulo: Escrituras,             2004. (Disponível em: Google Books)


Aula 4 - Noções de Tipografia

Leituras obrigatórias da aula:

       COLLARO, Antonio Celso. Projeto Gráfico: teoria e prática da diagramação. São Paulo: Summus,              2000.  Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/138399257/PROJETO-GRAFICO-Teoria-e-Pratica-          da-Diagramacao-Antonio-Celso-Collaro

Sugestões de ampliação de conhecimentos:

      MENEZES, Marizilda S.; PASCHOARELLI, Luis C. Design e planejamento. São Paulo: UNESP,              2009. Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=63

      MENEZES, Marizilda S.; PASCHOARELLI, Luis C. Design e ergonomia.  São Paulo: UNESP,                 2009. Disponível em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=64

      LANDIM, Paula da Cruz. Design, empresa e sociedade.São Paulo: UNESP, 2009. Disponível                     em: http://www.culturaacademica.com.br/catalogo-detalhe.asp?ctl_id=107

Sugestões de Sites: 

1. Treehugger  2. MoCo Loco 3. Inhabitat 4. Cool Hunting 5. The Cool Hunter 6. NOTCOT 7. Hostess with the Mostess 8. Graphics and Illustrations9. Designspotter10. Design You Trust 11. Fuel Your Creativity 12. Swissmiss13. Cribcandy 14. Josh Spear15. Design Observer 16. Positive Space 17. Hawksmont 18. Oh Joy! 19. It’s Nice That 20. Functioning Form 21. The Ad Mad 22. Sub-Studio 23. Desire to Inspire 24. Reuben Miller


Aula 5 - Planejamento Gráfico e Teoria das Cores I

Leituras obrigatórias da aula:

      FARINA, Modesto; PEREZ, Clotilde; BASTOS, Dorinho. Psicodinâmica das cores em                           Comunicação. São Paulo: Blücher, 2006.

      GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, linguística e cultural da                    simbologia das cores. São Paulo: AnnaBlume, 2000.

Leituras complementares:

      CANEVACCI, Massimo. Antropologia da comunicação visual. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.



Aula 6 - Planejamento Gráfico e Teoria das Cores II

Leituras obrigatórias da aula:

      FARINA, Modesto; PEREZ, Clotilde; BASTOS, Dorinho. Psicodinâmica das cores em                           Comunicação. São Paulo: Blücher, 2006.

      GUIMARÃES, Luciano. A cor como informação: a construção biofísica, linguística e cultural da                    simbologia das cores. São Paulo: AnnaBlume, 2000.

Leitura(s) complementar(es):

      CANEVACCI, Massimo. Antropologia da comunicação visual. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.


Aula 7 - Diagramação

Leitura(s) obrigatória(s):

      BOMENY, Maria Helena Werneck. O panorama do design gráfico contemporâneo: a construção, a desconstrução e a nova ordem. (Tese). São Paulo: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, 2009.

Leitura(s) Complementar(es):

      SILVA, Tarcízio Roberto. Diagramando revistas culturais: reflexões sobre a Revista Fraude. (Monografia). Salvador: FACOM/UFBA, 2009.


Aula 8 - Planejamento Gráfico e Infografias

Leitura(s) Obrigatória(s):

         FASSINA, Uriá. A infografia como recurso comunicacional no processo de aquisição de informação e compreensão de tipografia. (Dissertação). Londrina: UEL, 2011.

          SILVEIRA, Luciana Hiromi Yamada. Modelo de caracterização de infográficos: uma proposta para análise e aplicação jornalística. (Dissertação) São Paulo: USP, 2010.

Leitura(s) Complementar(es):

      RODRIGUES, Adriana Alves. Infografia interativa em base de dados no jornalismo digital. (Dissertação) Salvador: FACOM/UFBA, 2009.





Depois de um longo período de mergulho e de total imersão em uma temática, na semana passada depositei a minha tese de doutorado no Programa de Pós-graduação da FACOM-UFBA. 

Foram meses de reclusão, abstração e pensamento em como organizar um conjunto tão grande de informações sobre o Processo de Bolonha. A pesquisa abordou o Processo de Bolonha, com foco em Portugal e as mudanças ocasionadas em quatro universidades portuguesas nos cursos de Comunicação Social/Jornalismo - Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Universidade Fernando Pessoa.

As mudanças ocorridas nas instituições pesquisadas são ilustrativas do que vem acontecendo nas universidades e politécnicos em Portugal, e nos diversos cursos de Comunicação Social/Jornalismo da União Europeia entre os países signatários de Bolonha. 

A defesa da tese está marcada para o próximo dia 17.12.2012, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Aos amigos que estiverem em Salvador nesse período e desejarem acompanhar a apresentação pública, o convite está feito. 


Já pensou em conhecer o mundo por meio das lentes de milhares de fotógrafos? 

Pois é isso que o Panoramio, programa criado em 2007 por Joaquín Cuenca Abela e Eduardo Manchón Aguilar e adquirido pelo Google efetivamente faz.

Você poderá visualizar qualquer lugar do mundo, acessando as fotos existentes no Google.  O sistema é bem fácil de utilizar, bastando alguns cliques em um mapa interativo ( o mesmo do Google Earth). Além da consulta é possível também compartilhar fotos que você produziu sobre um determinado lugar, que passam a ser visualizadas pelo mundo todo. 

A proposta é muito boa e a viagem visual vale a pena. Consulte e se divirta com o Panoramio

Prezados amigos, estou muito "ausente" do Blog nesses tempos devido a escrita da tese. Peço aos colegas que partilham informações por aqui e que visitam esse espaço para não imaginar que abandonei a escrita.... 

Mas é que tenho de fazer uma breve "retirada estratégica" para melhor desenvolver a tese. Em breve retomarei as postagens diárias como fiz anteriormente.

Enquanto isso, postarei esporadicamente algumas questões que julgo importante. Continue visitando e colaborando com esse espaço.

O fotógrafo Wilton de Sousa Júnior conquistou o Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha pela imagem que retrata a presidente Dilma sendo "transpassada" por uma espada. 

Essa imagem ficou famosa no Brasil, sendo repercutida por muitos veículos de comunicação, entre eles o Estadão e a revista VEJA.

O prêmio internacional reforça a ideia de que imagens inusitadas, casuais, mas bem registradas, são a deixa para o reconhecimento e para a criação de momentos que entrarão para a hsitória. 

Depois dessa, muitos fotógrafos vão ficar de olho em situações corriqueiras, mas que podem ter um potencial para o registro.

Depois de um recesso merecido, que foi utilizado para rever dois capítulos de minha tese de doutoramento, voltamos a partilhar aqui no Blog do Gipo uma animação interessante.

Trata-se da produção canadense Le Noeud cravate, dirigida por Jean-François Lévesque e produzida por Michèle Bélanger e Julie Roy. A animação foi elaborado em Stop-Motion, levando 2 anos para ficar pronta. A imagem ao lado dá uma ideia do que um projeto dessa magnitude significa em horas de atenção e detalhes.

A animação ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Jutra Meilleur film d'animation de 2009 e o Prix du melleur court métrage du Festival du Film du Monde de Montréal, de 2008. 

O argumento da animação é simples e direto: o indivíduo, preso a rotina alienante do trabalho, perde suas paixões e sua identidade. Pior que muito do que retratado por ser visto diariamente nos espaços de trabalho, apesar de pouco reconhecido ou mesmo combatido. Vale a reflexão. Bom domingo.



Um projeto simplesmente fantástico está disponível na rede. Trata-se do "Chronicling America: Journalism's Voyage West", produzido pela Stanford University. Nesse projeto é possível, por meio de uma infografia interativa ter acesso, ano a ano, ao impacto de mais 140.000 jornais nos Estados Unidos ao longo da história.

O projeto abrange jornais que iniciaram em 1690 até 2011. É possível perceber pela infografia como os jornais foram, ao longo desses 321 anos de existência, cobrindo todo o território norte-americano com informações e notícias. Vale a pena tirar um tempo para conhecer os detalhes da infografia. No Vimeo é possível encontrar outros vídeos que informam o impacto de tiragens diárias, semanais e mensais e, em línguas diferentes do inglês. No vídeo a seguir, é possível ver esse processo de forma acelerada:


The Growth of US Newspapers, 1690-2011 from Geoff McGhee on Vimeo.

Quando falamos em consumo de produtos que permitem o ingresso nos espaços digitais, tais como smartphones, tablets e celulares, imaginamos que sejam muitos, mas sempre ficava no ar a pergunta: quantos realmente? A Go-Globe.com, empresa que trabalha com web design internacional e desenvolvimento, produziu a resposta.

Trata-se de uma infografia que aponta o consumo de diversos produtos digitais ou relacionados à internet a cada 60 segundos. Por exemplo, o amigo Thiago Castor, que indicou esse infográfico em seu Facebook, destacou que a cada 60 segundos 81 iPads e 941 IPhones são vendidos. Por outro lado, apenas 103 BlackBerry são vendidos a cada 60 segundos. Outros dados também chamam a atenção: 11 milhões de internautas conversam via mensagens instantâneas a cada 60 segundos, de cada 710 computadores vendidos por minuto, 555 deles tem processador Intel. Você ainda encontrará outras informações que impressionam, como pagamentos online, acessos a pesquisas, etc.

Veja o infográfico a seguir e tenha uma visão do consumo mundial. Pena que a Go-Globe não tenha informado de onde vem as estatísticas.



Um destaque do estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", disponibilizado pela Rooter, sob encomenda do Google, coloca o Brasil na frente de diversos países quanto ao uso de redes sociais e blogs.

Segundo o estudo, tem ocorrido um incremento na intensidade das atividades de criação, compartilhamento e transformação dos conteúdos, com constantes aumentos nos diversos países da União Europeia, América e Ásia, sendo que nos últimos 2 anos, esse incremento foi na faixa de 10 a 15 pontos percentuais. Pela figura comparativa a seguir, temos uma noção desse crescimento:


Como se observa na figura, o Brasil é utilizado como marco comparatório para os países listados. Entre 85% e 90% dos usuários no Brasil, segundo o estudo, utilizam o tempo de navegação em redes sociais e blogs. Itália, Espanha e Japão gastam entre 75% e 80% do tempo de uso em redes sociais e blogs. Outros países como Áustria, Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha estão com percentuais de navegação em redes sociais e blogs inferiores aos 75% do tempo de uso da rede.

Esses dados são bem reveladores, pois demostram o tamanho do problema que o estudo reforça: a produção de conteúdos na rede. De fato, cada vez mais conteúdos (alterados e sem direitos autoriais comprovados) são produzidos e lançados na rede, ampliando a pressão para a quebra desses direitos existentes. Só no Reino Unido, por exemplo, 32% dos usuários, em 2010, passaram a "subir" criações próprias - texto, imagens, vídeos, fotos, músicas remixadas, etc. - contra 19% em 2008. Na Espanha esse número era de 7% em 2008 e cresceu para 23% em 2010. Interessou? Veja outras indicações e acesse o relatório aqui

A consultoria espanhola Rooter, especializada em estudos em mídia, tecnologias e telecomunicações, recentemente contratada pelo Google para uma pesquisa sobre a geração de conteúdos na internet, apresentou seu relatório final. O estudo foi conduzido e coordenado por Franz Ruz, sócio-diretor da Rooter, com a participação de Ignacio Garrote, professor de Direito na Universidade Autónoma de Madrid.

O estudo intitulado "El futuro del derecho de autor y los contenidos generados por los usuarios en la web 2.0", destaca a problemática existente hoje na rede mundial: todos os usuários estão gerando milhões de páginas de conteúdo web que incorporam obras pré-existentes (música, vídeo, literatura, etc) ou mesmo adaptam obras já existentes, sendo que esses usos seria considerado criminoso e ilegal sob as regras atuais de propriedade intelectual.

Segundo a proposta do estudo, existe a necessidade premente de mudar o modelo de gestão dos direitos de propriedade intelectual no ambiente digital, a fim de transformar o que hoje é ilegal em usos legais. Isso facilitaria em muito a vida de grandes empresas quanto a questão dos direitos autorais, como o Google. É claro que isso pode ser considerado questionável em muitos países, inclusive no Brasil. De qualquer forma, veja o estudo e as indicações que ele dá. Não são novidade para quem estuda o espaço digital, mas são importantes para reforçar a necessidade de mudanças. 

Foto: Getty Images
Já não é mais novidade o uso das tecnologias móveis. Smartphones, tablets e celulares são uma realidade em boa parte dos países e, até mesmo nas regiões mais remotas (mesmo que seu uso seja bem precário!). Só possuir os "aparelhinhos" cria um novo "status quo" entre muitos jovens e crianças.  

A grande discussão entre educadores e comunicadores é sobre qual é a idade para o uso. Recentemente, postei uma discussão sobre a incorporação dessas tecnologias móveis e a preocupação com o gradual abandono da caligrafia (Você pode ler aqui).

Encontrei a pouco, por sugestão do colega Lorenzo García Aretio no sítio Educación a Distancia (EaD), uma infografia bem reveladora. Ela traz dados de acessibilidade por faixas etárias provenientes do Google e das agências MediaMark, SodaHead e USC Annenberg Center for Digital Future.

Você verá que os dados mostram algo que já sabemos (basta olhar em um shopping à volta e encontramos dezenas de crianças e jovens com seus móveis): um crescimento vertiginoso do uso das tecnologias móveis entre crianças e jovens. Veja você mesmo as informações que a infografia disponibiliza a seguir:



Procurando na rede livros sobre a área, deparei-me com alguns deles no Issuu, que é uma plataforma de publicação digital onde se prima por oferecer experiências de leitura de revistas, catálogos e jornais, além de livros.

Na pesquisa, encontra-se de tudo, daí a necessidade de se 'mergulhar' na rede e procurar o que interessa e, claro, tenha valor para o campo da pesquisa acadêmica. 

Alguns desses 'achados' valem a atenção, tais como o clássico de Luiz Beltrão "Introdução à Filosofia do Jornalismo":



Outros escritos que você encontrará nesse espaço e que valem a leitura:


Para quem estuda comunicação e telecomunicação no Brasil, é essencial o acesso aos três volumes da pesquisa "Panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil" organizada pelos pesquisadores Daniel Castro, José Marques de Melo e Cosette Castro e fruto do trabalho de campo do grupo de pesquisa MID – Mídias Interativas Digitais, da Universidade Federal de Mato Grosso.

A obra é chancelada pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pela SOCICOM - Federação Brasileira das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. Veja a seguir um pequeno resumo de cada um dos volumes:

Sinopse dos organizadores

O primeiro volume desta obra é dividido em duas partes: a primeira apresenta o estudo das tendências nas telecomunicações, e reúne artigos escritos exclusivamente para este livro, além de cinco textos publicados originalmente no Boletim Radar – Tecnologia, Produção e Comércio Exterior nº 10, uma edição especial de telecomunicações lançada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em outubro de 2010. A segunda parte traz artigos que colaboram para o pensamento na área de comunicação e oferecerem um panorama das indústrias criativas e de conteúdos.


Faça o download 


Sinopse dos organizadores

O segundo volume desta obra é dedicado a resgatar, como o próprio título diz, a Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil, como resultado de parceria realizada entre o Ipea e a Federação Brasileira das Sociedades Científicas de Comunicação (Socicom).

Sinopse dos organizadores

O terceiro volume, apresenta o resultado (parcial) de quatro pesquisas realizadas por pesquisadores brasileiros da área da comunicação sobre o Estado da Arte nesse campo do conhecimento. Neste volume é possível conhecer o número de faculdades e cursos de pós-graduação em comunicação no país, analisando áreas de concentração e/crescimento. Um segundo ponto da pesquisa sobre o Panorama da Comunicação analisa as profissões existentes hoje e as novas habilidades necessárias para que o país possa investir em uma indústria de conteúdos e serviços digitais. A terceira parte do estudo analisa as indústrias criativas e de conteúdos e os movimentos das empresas em direção ao modelo digital. Finalmente, a pesquisa realiza estudo comparativo na área de comunicação com outros países, possibilitando a análise de nossas fragilidades e potencialidades.

Está disponível para consulta e download, o número 19 da Revista Conexão - Comunicação e Cultura, publicada pelo Centro de Ciências da Comunicação (CECC) da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O novo número é destinado a discussão do Ensino e aprendizagem em Comunicação.

A revista Conexões tem como proposta, segundo o sítio, "divulgar reflexões inéditas, enfatizando questões relacionadas à ética e à comunicação, à história da mídia, às tendências do setor comunicacional e suas múltiplas facetas, às discussões sobre a linguagem e à possibilidade de diálogos interdisciplinares". 

Segundo a editora, profa. Marle Sólio,
Para a edição 19 de nossa Conexão, convocamos pesquisadores e estudiosos a refletir sobre questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem em Comunicação. A edição apresenta 12 artigos, seis dos quais integram a questão posta: Temos: Ensino de Jornalismo: perfil profissional, regionalização das habilidades técnicas e competências, que busca um cotejo entre academia e mercado, passando por uma análise da flexibilização curricular empreendida aos cursos da área pelo MEC; Do discurso à educação: reflexões sobre comunicação e cultura contemporânea, que observa o processo de ensino e aprendizagem em Comunicação, apontando às relações interdisciplinares entre mídia e mercado; Ensinar ética e assumir responsabilidades: os novos desafios para as empresas informativas, que olha para a ética e a responsabilidade social das empresas informativas a partir dos códigos éticos das organizações enquanto são instrumentos de gestão ética; TV multimídia e sua relação com a Comunicação, a escola e a juventude, que investiga a interação da TV multimídia com professores, alunos, cultura e escola, destacando experiência desenvolvida no Paraná; O ensino de planejamento nos cursos de Comunicação/Relações Públicas no Brasil, que discute o valor do ensino de “planejamento”, com equilíbrio entre a abordagem operacional e a estratégia, transitando entre a teoria e a prática; Ensino “pra que te quero”?: práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação, que reflete sobre a possibilidade de desenvolvimento de práticas desejantes, amorosas e autopoiéticas no ensino de Comunicação como dispositivo de agenciamento da mobilização do sujeito para a aprendizagem.
Vale a pena refletir sobre essas questões. Essas não são novas, mas o contexto em que nos encontramos no momento (discussão sobre diploma, diretrizes curriculares, etc), tornam as questões essenciais e necessárias. Tive a oportunidade de receber um exemplar das mãos de uma das autoras, profa. Maria Luiza Cardinale e já iniciei a leitura. Aproveite e Boa leitura

Quando se pensa em um filme, já se imagina uma superprodução, com um orçamento bem caro e atores/atrizes famosos(as). De fato, na grande maioria deles, essa é a fórmula principal de um possível, mas não confirmado, sucesso.

Encanta quando, com bem pouco recursos, mas muita criatividade, encontramos pequenas jóias de animação. É o caso de Protéigon.

Protéigon foi realizado pelo animador francês Steven Briand, que utiliza a técnica clássica de stop motion. Ele está disponível no Vimeo. O filme é descontraído e com uma linguagem bem contemporânea. Vale assistir. Bom domingo!


PROTEIGON from BURAYAN on Vimeo.

Impresso, televisivo, digital, em quadrinhos e agora, em forma de lego. Parece não faltar mais nenhuma forma de se divulgar a informação e as notícias. A proposta não é oficial e permanente, mas é fruto do trabalho de diversos leitores que "simulam" em forma de Lego diversas notícias que tiveram impacto na mídia mundial.

A proposta de retratar eventos, no mínimo curiosa, foi utilizada pelo jornal britânico The Guardian, para incrementar o final de ano. A equipe do jornal mergulhou nas milhares de fotos do Flickr para localizar grupos que retrataram momentos noticiosos por meio do Lego.

Os momentos são dos mais variados, indo da morte de Steve Jobs, dos tumultos em Londres, do casamento real, até as dificuldades de segurança com o presidente Obama. Vale conhecer as experimentações visuais "jornalísticas". Algumas, que considero mais expressivas, estão a seguir:

Rebelião na Líbia. The Guardian, outubro de 2011. Disponível em: yappen all day long 

Protestos em Zuccotti Park. The Guardian, setembro de 2011. Disponível em: [Clint]

Presidentes Obama e Merkel. The Guardian, Junho de 2011. Disponível em: purpleplanetcom 

Casamento real/primeiro beijo oficial. The Guardian, abril de 2011. Disponível em: allyhook


Na continuidade das atividades da manhã do dia 09.12.2011, o II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, que aconteceu na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), teve a mesa-redonda intitulada "Convergência e Ensino".

Os dois últimos trabalhos foram: "Matrizes curriculares em tempos de convergência: os casos de Columbia, nos EUA; Pompeu Fabra, na Espanha, e UFSC, no Brasil" de Elias Machado, Tattiana Teixeira e Mariana Rosa e Silva (UFSC) e "Educomunicação e o Ensino de Jornalismo Digital: Práticas Pedagógicas em Espaços Virtuais de Aprendizagem (EVA)" de Denise Regina Stacheski, Flávia Lúcia Bazan Bespalhok e Nanachara Carolina Sperb (UTP) (que não está mais disponível por solicitação da apresentadora em 17.12).

Veja as apresentações a seguir:








Na manhã de hoje (09.12.2011) o II Seminário Nacional de Ensino de Jornalismo, que acontece na Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), teve a mesa-redonda intitulada "Convergência e Ensino".

Os três primeiros trabalhos "Convergência midiática: jornalismo mais democrático?" de João Somma Neto e Kelly Prudencio – UFPR, "Currículos e metodologias no ensino de jornalismo no norte brasileiro: em tempos de novas tecnologias e convergência" de Edileuson Almeida - UFRR/UTP e "Imobilidade X convergência: atualização pedagógica em xeque, de Ana Paula da Rosa - UTP destacaram questões importantes sobre o ensino e a formação. Também foram apontados possibilidades ante as dificuldades formativas. 

Veja as apresentações a seguir: