Disponibilizo o material da oficina "Educação em contextos de privação de liberdade: construindo caminhos" que ministrarei no IV Congresso Pensar 2011 que acontece em Palmas/TO, entre os dias 5 e 8 de outubro, no Sesc. O evento reúne profissionais da área de educação de todo o estado.

A oficina apresentará e discutirá referenciais desenvolvidos a partir da linha de pesquisa "Avaliação e Gestão da Educação em Sistemas Prisionais", mantida desde 2006 no Grupo de Pesquisa Educação, Cultura e Transversalidade (Visite a página do grupo e o blog). 

Sugere-se aos participantes a consulta ao seguinte material:



A Socine - Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual disponibilizou para download os dois volumes resultantes do encontro de 2010 realizado nas instalações da Universidade Federal de Recife, em Pernambuco.

Os dois volumes foram organizados por Laura Cánepa, Adalberto Muller, Gustavo Souza e Marcel Vieira a apresenta parte dos mais de 300 trabalhos apresentados ao SOCINE 2010.

Segundo os organizadores, os dois volumes estão divididos em 27 textos cada, sendo que o volume 1 aborda temas como teoria e método, crítica e recepção, mercado audiovisual e relações do cinema com televisão, com literatura e com o teatro. 

Já o volume 2, tem predominância de trabalhos de análise fílmica, divididos em cinema brasileiro, cinema mundial, documentário e sonoridades.

Também é possível no sítio ter acesso a outras obras, fruto de eventos e pesquisas na área de cinema e audiovisual. Boa leitura! 

O termo "primavera árabe" tornou-se conhecida do ocidente como sinônimo de conquistas sociais. Pelo menos é a imagem que faço quando escuto esse termo, já que representa o esforço de, pelo menos, 17 países árabes, em sua maioria no continente africano, de terem reformas sociais reais.

O Iêmen (ou Yemen) é desses países que, mesmo ainda não havendo troca de governo, tem conquistado muitas liberdades que outrora nem eram imaginadas a algumas décadas. A foto de Mohammed Huwais tirada em 12.06.2011 e disponível pela AFP, mostra um pouco desse movimento. 

Também, uma entrevista com Nadia Al-Sakkaf, editora do Yemen Times, em julho/2011, mostra os avanços internos que o país teve e como as mulheres tem um papel crucial nessas vitórias, mesmo ainda com o muito preconceito existente. Essa entrevista, disponível no TED, está legendada para 26 línguas, inclusive o português (do Brasil): 



Já faz alguns meses que esse vídeo saiu, mas só agora conheci. Trata-se do vídeo The Stars on Facebook, onde de forma descontraída, são apresentados diversos estereótipos de usuários do Facebook. O engraçado no vídeo é que os estereótipos acabam por mostrar um pouco do percurso que diversos usuários fazem dentro dessa rede social.

Para alguns, o Facebook é apenas espaço trocas de letras, frases feitas, fotos ou mesmo apenas para aqueles que querer clicar e curtir o que os outros escreveram. Ainda há aqueles vidrados em geolocalização e em recordar memórias passadas. Seja qual for o perfil, o legal é perceber que tenho amigos que se encaixam em todos eles. Boas risadas!


Altoids Celebrates the Stars on Facebook from Evolution Bureau on Vimeo.

Cada vez assusta mais a estudantes da área de comunicação/jornalismo quando se fala que a produção de textos jornalísticos para a web é diferente de tudo que o se faz no impresso.

Até mesmo professores sentem o desconforto de tal afirmação, já que a escrita - lócus por excelência da ação jornalística - parece não ser tão diferente assim. É claro que não vou entrar na especificidades e diferenciações que manuais fazem. Não é meu objetivo nessa postagem fazer isso.

De fato, o mundo mudou. Isto é, a forma como as pessoas liam um determinado texto transformou-se e, nesse movimento, a compreensão de onde a pessoa inicia o texto também. A hipertextualidade, elemento facilitado pela tecnologia e pela "leveza" da internet, permite novas construções aos neoleitores. Mas, nem sempre, quem constrói o texto, atenta para isso ou mesmo compreende que isso acontece.

Daí surgirem nos últimos anos tantos estudos sobre o percurso do olhar (Eye tracking) sobre determinados espaços de informação, mediados pela internet. Mas é bom lembrar que isso não é novo, já que desde 1800 se fazem estudos para definir onde determinadas informações serão disponibilizadas.

No campo do jornalismo não poderia ser diferente, já que as indústrias jornalísticas querem ter os melhores resultados em seus negócios. Algumas empresas, entre elas a Eyetracking, fundada na Universidade de San  Diego, tem utilizado recursos de ponta, para testar e construir um referencial de usabilidade no campo dos estudos dessa área. Utilizando diversas técnicas, entre elas o mapa de calor, eles podem definir o percurso do olhar em páginas web, em anúncios, em prateleiras do supermercado, etc. Com isso, se tem uma perspectiva de leitura. O Google já vem utilizando isso a um bom tempo. 

São infalíveis os estudos com mapas de calor? É claro que não. Os mapas de calor tem brechas, já que muitos que o olham pela primeira vez, imaginam que as áreas mais quentes representam inequivocamente o espaço mais visto. De fato o é, se não fosse a diferença de tempo que se leva para ver uma imagem e se ler um parágrafo.

Segundo a Eyetracking, "[...] A razão que eles não aparecem como pontos quentes é que leva muito mais tempo para ler um parágrafo do que para ver uma imagem. Assim, o impacto do olhar de cada usuário em relação a imagem se torna mais diluído em cada segundo gasto lendo o texto." Dessa forma, muitos estudos de usabilidade de sítios jornalísticos tem utilizado além de mapas de calor, a análise estatística dos dados para complementar esses estudos.

Complexo? Muito, mas bastante intrigante. Se desejar ler mais, o sítio Eyetracking traz uma indicação bibliográfica bem extensa sobre o assunto, fruto dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo e publicado em diversos períodicos.


Não é de hoje que muito se aposta no jornalismo móvel como um dos grandes espaços de atuação jornalística. Com o avanço das tecnologias móveis, mais e mais profissionais reinventam sua prática profissional, agregando as novas possibilidades que a tecnologia permite.

Com o iPAD não é diferente. Desde que a geração 2 surgiu, mais utilizações tem sido propostas. Uma dessas, que vi a pouco, me deixou muito confiante no potencial da ferramenta a preços mais baixos. Trata-se de algo bem simples, mas muito útil. 

É o Makayama Movie Mount, uma base multiuso criada para acoplar o iPAD 2 a lentes objetivas, tripé e luzes extras. Simples, mas extremamente útil quando você não tem equipamento profissional e equipe para usá-lo. O preço também é convidativo: US$ 69,95. É claro que o valor do investimento sobe quando você compra lentes e outros acessórios básicos, mas nada comparado ao investimento em um equipamento profissional. 

O vídeo a seguir mostra as utilizações. Vale ousar e inventar!



A Revista Época disponibilizou uma série de entrevistas intitulada "A década da internet" para consulta livre. A série traz entrevistas com diversos especialistas, entre esses, Rosental Alves (diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas), Thomas Kennedy (ex-diretor de Multimídia do Washington Post) e Jose Luis Orihuela (Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra).

As entrevistas são bem interessantes e destacam o desenvolvimento da internet, as contribuições das mídias sociais, bem como as novas plataformas existentes para propulsão da informação. 

As entrevistas são complementadas com um excelente infográfico online,  que permite ver os principais conceitos, as empresas, os eventos, as ferramentas, as tecnologias e outras informações dessa década pós-11 de setembro.

Está disponível para consulta e download o dossiê temático WikiLeaks - Cibercultura e Política, publicado pela Revista Contemporânea, da Faculdade de Comunicação (UFBA). 

O Wikileaks, foco da revista, se tornou uma importante fonte de documentos e informações confidenciais, tornando-se um incômodo para muitos países. Daí a necessidade de entendê-lo como possível mecanismo de renovação e redefinição do fazer jornalístico. 

O dossiê, editado por André Lemos, conta com artigos de Sergio Amadeu, Rodrigo Firmino, Juremir Machado da Silva,Elisabeth Saad Correa, Graciela Selaimen, Rogério Christofoletti e Candida de Oliveira, Gabriela Zago e Jandré Batista e Patricia de Melo.

Segundo Lemos, no editorial do número, os textos abordam questões importantes, tais como 
É possível controlar e censurar a internet? Qual o papel dos meios de comunicação de massa em meio a novos formatos de produção e distribuição de informação? No que se constitui, se é que se constitui, essa esfera pública global? Qual o limite da legalidade ou da ilegalidade no acesso e difusão de informações confidenciais? Toda informação deve ser livre? Quais os limites da soberania, do território dos Estados-Nação no controle da informação no ciberespaço? Como analisar o papel mediador das novas mídias e redes sociais nesses movimentos?
Com certeza esse número será útil nas discussões em sala de aula e nos processos de formação e qualificação em jornalismo.  

Fiz uma pequena seleção das capas que melhor retratam o dia em que se completa 10 anos desde os atentados do 11 de setembro. Utilizei para isso o "arsenal" do Newseum, museu virtual de mais de 630 jornais espalhados pelo mundo.

Na galeria de hoje, 11 de setembro, é difícil achar qual o jornal impresso nos Estados Unidos que não trouxe alguma notícia ligada aos atentados de 11 de setembro. É também difícil imaginar que algum jornal norte-americano arriscaria deixar  essa notícia de lado, sob o risco de ter boicote de seus leitores (seja hoje, seja no futuro).

Como indiquei, fiz a pequena seleção, das centenas de capas, que ao meu olhar, parecem mais significativas, seja porque são quase obras de arte, seja porque retratam a dor pela memória. De qualquer forma, esse é um olhar particular, não representando qualquer convicção ou linha de pensamento.  Caso queira escolher as suas, consulte a página do Newseum.