Você é obsessivo? É difícil no mundo moderno dizer quem não é (você pode até negar, mas será mesmo?). Muitos horários, muitas ansiedades e cobranças. São tantas instantes de exagero, que perdemos a noção do que deveria ser o mais importante. 

Saímos da infância para a vida adulta e nem sentimos quando isso aconteceu (se é que aconteceu!). Mas será que é possível diminuir o passo? Viver mais e melhor? Sorrir mais ao invés de sofrer tanto? Talvez. 

Na animação de hoje, intitulada "Second Hand", de Isaac King com música de Jeremy Singer e áudio de Greg Sextro, se examina o desequilíbrio e os resíduos criados por estas obsessões modernas, sobretudo o do tempo e dos espaços. Veja e avalie. Pode ser útil. Bom domingo. 


Second Hand from Isaac King on Vimeo.

Que tal ter seus tweets preservados mesmo ao longo dos meses e anos? Seguindo a sugestão de André Lemos, do sítio Carnet de Notes, fiz o tweetbook do meu endereço do Twitter (@gilporto). Esse serviço está sendo ofertado pela Bookapps Tweetbook Service, que permite criar livros impressos a partir dos posts no Twitter.

O serviço permite duas opções: uma impressa, paga e, um arquivo em PDF por email de graça. Do ponto de vista da preservação da memória, a proposta é muito boa e é bem vinda. O sistema conseguiu registrar mais de 3 mil tweets, desde 29.03.2010. Também é possível você ter acesso a todos as pessoas que interagiram com você e a data, além de um gráfico comparativo com os últimos 17 meses de atividade.

Agora uma dúvida cruel: será que todos os links que foram postados ainda existem? Testei aleatoriamente em uns 20 dos mais de 3000 e alguns funcionaram bem. Vamos esperar que todos ainda estejam lá. 

Se quiser ter uma ideia de como fica o resultado, confira a seguir o volume I do TweetBook @gilporto:

Arte 3D com fotografias antigas

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 18:51 0 Comments

A pouco vi pela postagem do colega português Nuno Costa um vídeo que me chamou a atenção. Trata-se do documentário Motalko, de Miklós Falvay, que usa uma série de imagens de arquivo sobre as primeiras bombas de gasolina na Hungria. Até aí pensei que seria mais um vídeo com recursos normais de apresentação 2D. Mas me enganei.

Miklós Falvay utilizou o blender, que é um programa de computador de código aberto, que tornou o passei histórico uma aventura 3D (caso queira ver outro exemplo, a animação Sintel é muito boa). Os resultados são sensacionais: o que antes era sem vida, ganha profundidade e novos contornos. Assista e veja o que acha. 


ARCHIVE PHOTO INSERTS FROM MOTALKO from Miklós Falvay on Vimeo.

Já faz algum tempo que queria partilhar uma forma de fazer jornalismo e transmitir informações que era bem comum no Brasil antes da popularização da TV. Trata-se do cinejornal, que era exibido no cinema, antes dos filmes, como forma de comunicar e de propagar notícias. A programação tinha formato e cunho jornalístico para exibição cinematográfica. 

Uma parte desse acervo está disponível no Arquivo Nacional e pode ser acessado via internet, pelo sítio da Zappiens.br. Essa é uma iniciativa experimental criada para ser um serviço gratuito de agregação e distribuição de conteúdo audiovisual científico, educativo, artístico e cultural da Comissão de Trabalhos de Conteúdos Digitais (CT-Conteúdos) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Vale a pena conhecer e pesquisar no acervo.

No que indico a seguir, é possível assistir ao cinejornal "Atualidades Agência Nacional nº 3 (1963)", que traz as notícias sobre a visita dos cosmonautas Popovic e Nicolaiev ao Rio de Janeiro, a greve de ônibus elétricos no Rio de Janeiro, notícias sobre a 'melhoria' das condições de trabalho no campo, entre outras. É uma viagem pelo túnel do tempo e da forma como se fazia jornalismo em um Brasil do passado. Veja o vídeo:



Não é sempre que vemos entrevistas com jornalistas que falam sobre sua profissão e atuação no meio jornalístico. Encontrei a pouco a entrevista do jornalista Marcos Maracanã, que está atuando no Grupo Bandeirantes de Comunicação. A entrevista foi exibida em 19 de julho de 2011, na BAND Triângulo (MG) no Programa DNA.

Na entrevista, Maracanã fala sobre seu percurso como jornalista, as competências profissionais que teve de desenvolver, os obstáculos ao trabalho na mídia e, a relação entre mídia e público. É uma entrevista rápida, mas revela muito sobre a ação jornalística. O vídeo, que está disponível no You Tube,  pode ser visto a seguir:


Rumo à CONFIBERCOM

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 11:12 0 Comments

Já está disponível para download a programação do I Congresso Mundial da CONFIBERCOM - Confederação Ibero-Americana de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. O evento ocorrerá em São Paulo, na ECA/USP, entre os dia 31 de julho e 02 e agosto de 2011, reunindo pesquisadores, professores e estudantes em comunicação de vários países.

O congresso abordará como tema central "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana", que serão desenvolvidos em painéis temáticos.

Participarei do painel ST-7 História da Mídia, na MESA 6 - JORNALISTAS: CENAS HISTÓRICAS DA PROFISSÃO, com o trabalho intitulado "Para uma pedagogia do jornalismo: notas sobre a história dos processos formativos em comunicação no Brasil e em Portugal". Trata-se de um trabalho em construção, fruto de alguns aspectos que desenvolvo e problematizo na minha tese de doutorado. Quem estiver por São Paulo na ocasião e quiser partilhar algumas idéias sobre a temática depois da apresentação, estou ao dispor. A seguir, outros participantes da mesa:



Está disponível para download o livro "Achegas à construção do Pensamento Jornalístico Português", uma obra coletiva, assinada por Jorge Pedro Souza (Coord.), Eduardo Zilles Borba, Liliana Mesquita Machado, Nair Silva e Patrícia Teixeira. O livro é disponibilizado por meio do Projeto Livros LabCom e é para livre download. A dica foi dada pelo blog do Gjol. 

Nesse livro, abordam-se os impactos que diversos periódicos tiveram no ecossistema jornalístico português, com destaque para o Boletim da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses, de 1884, o Boletim do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (1926–1927), o Boletim do Sindicato Nacional de Jornalistas (1941–1945), o boletim Jornalismo da mesma estrutura sindical (1967–1971) e a Gazeta Literária (1952–1971), órgão da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Caso queira aprofundar a leitura sobre a temática, acesse os livros História do pensamento jornalístico português - Vol. I e Vol. II.

Já pensou em ter um currículo interativo? Já se imaginou apresentando seu currículo como um jornal, com diversos efeitos especiais? Pois é, a realidade aumentada chegou ao espaço do velho curriculum vitae para inovar. 

Realidade aumentada (RA) é quando inserimos objetos virtuais no ambiente físico, permitindo ao usuário a manipulação de objetos reais e virtuais. Já tivemos muitas postagens que apresentam sua funcionalidade e aplicação em diversos ambientes, indo da propaganda/publicidade à medicina (Veja as postagens anteriores sobre RA).

Dessa vez, o espaço tradicional do currículo ganha uma versão nova, com efeitos especiais e uma possível interação com aquele que acessa o perfil. A proposta foi elaborada pela CW Jobs, do Reino Unido. Vale a pena conferir no vídeo a seguir como ficou:



Se desejar saber como foi feito, acesse o vídeo a seguir com o making of ou o canal no You Tube, com outros vídeos:



Uma pesquisa, que não é nova, mas nem por isso deixa de ser interessante e reveladora, foi realizada no Reino Unido com foco na profissão de jornalista. Intitulada "Laid Off - What do UK journalists do next?", foi elaborada pelo jornalista François Nel, que é diretor do Journalism Leaders Programme da University of Central Lancashire (Preston, UK), em colaboração com o sítio Journalism.co.uk.

O foco da pesquisa foi no perfil dos profissionais do jornalismo e as expectativas após o processo de demissão, bem como a readaptação ao mercado de trabalho em mutação. Dos que participaram da pesquisa, alguns destaques: 23% tinham pós-graduação e 55% um curso de graduação, 41% foram os jornalistas por 10 anos ou menos, 64% foram despedidos em 2009, 54% são homens e somente 3% estava totalmente insatisfeitos com a profissão. Veja mais, lendo o relatório.

Algo é claro no estudo e que gera preocupação não apenas no Reino Unido, mas em praticamente qualquer lugar do mundo: existe uma lacuna entre conhecimento e experiência, deixando visível que muitas competências profissionais não são agregadas ao longo do trabalho jornalístico. Está aqui um problema a pensar no âmbito dos processos de formação e requalificação profissional.