A Revista Época disponibilizou uma série de entrevistas intitulada "A década da internet" para consulta livre. A série traz entrevistas com diversos especialistas, entre esses, Rosental Alves (diretor do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas da Universidade do Texas), Thomas Kennedy (ex-diretor de Multimídia do Washington Post) e Jose Luis Orihuela (Faculdade de Comunicação da Universidade de Navarra).

As entrevistas são bem interessantes e destacam o desenvolvimento da internet, as contribuições das mídias sociais, bem como as novas plataformas existentes para propulsão da informação. 

As entrevistas são complementadas com um excelente infográfico online,  que permite ver os principais conceitos, as empresas, os eventos, as ferramentas, as tecnologias e outras informações dessa década pós-11 de setembro.

Está disponível para consulta e download o dossiê temático WikiLeaks - Cibercultura e Política, publicado pela Revista Contemporânea, da Faculdade de Comunicação (UFBA). 

O Wikileaks, foco da revista, se tornou uma importante fonte de documentos e informações confidenciais, tornando-se um incômodo para muitos países. Daí a necessidade de entendê-lo como possível mecanismo de renovação e redefinição do fazer jornalístico. 

O dossiê, editado por André Lemos, conta com artigos de Sergio Amadeu, Rodrigo Firmino, Juremir Machado da Silva,Elisabeth Saad Correa, Graciela Selaimen, Rogério Christofoletti e Candida de Oliveira, Gabriela Zago e Jandré Batista e Patricia de Melo.

Segundo Lemos, no editorial do número, os textos abordam questões importantes, tais como 
É possível controlar e censurar a internet? Qual o papel dos meios de comunicação de massa em meio a novos formatos de produção e distribuição de informação? No que se constitui, se é que se constitui, essa esfera pública global? Qual o limite da legalidade ou da ilegalidade no acesso e difusão de informações confidenciais? Toda informação deve ser livre? Quais os limites da soberania, do território dos Estados-Nação no controle da informação no ciberespaço? Como analisar o papel mediador das novas mídias e redes sociais nesses movimentos?
Com certeza esse número será útil nas discussões em sala de aula e nos processos de formação e qualificação em jornalismo.  

Fiz uma pequena seleção das capas que melhor retratam o dia em que se completa 10 anos desde os atentados do 11 de setembro. Utilizei para isso o "arsenal" do Newseum, museu virtual de mais de 630 jornais espalhados pelo mundo.

Na galeria de hoje, 11 de setembro, é difícil achar qual o jornal impresso nos Estados Unidos que não trouxe alguma notícia ligada aos atentados de 11 de setembro. É também difícil imaginar que algum jornal norte-americano arriscaria deixar  essa notícia de lado, sob o risco de ter boicote de seus leitores (seja hoje, seja no futuro).

Como indiquei, fiz a pequena seleção, das centenas de capas, que ao meu olhar, parecem mais significativas, seja porque são quase obras de arte, seja porque retratam a dor pela memória. De qualquer forma, esse é um olhar particular, não representando qualquer convicção ou linha de pensamento.  Caso queira escolher as suas, consulte a página do Newseum.




 


Um outro 11 de setembro

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 13:25 0 Comments

O 11 de setembro de 2001 ficou na história. Não apenas pela ação em si, mas principalmente, por ter sido em um país de tanta influência econômica e militar no mundo. Já escrevi sobre o 11 de setembro em outra postagem, fruto das minhas lembranças do dia do sinistro.

Hoje, que lembramos os 10 anos, pensei em partilhar sobre um outro 11 de setembro, pouco lembrado, pouco difundido, já que aconteceu nos anos 70 e, em um país que tinha pouca influência mundial, apesar de regionalmente significar muito para a América do Sul.

Trata-se do 11 de setembro de 1973, quando houve o golpe de Estado comandado pelo general Augusto Pinochet em parceria com os Estados Unidos contra o governo constitucional de Salvador Allende, de clara inclinação socialista. Diferente do 11 de setembro norte-americano, o chileno não é visto como um massacre ou crime (pelo menos do ponto de vista do capital internacional). 

Mas achei bem pertinente partilhar um pequeno documentário, produzido para o filme 11'0901, que reúne uma série de documentários de vários cantos do mundo sobre o acontecido no 11 de setembro. Ele foi indicado pela colega jornalista Ana Prado, no seu Facebook. 

O legal desse documentário é o contraponto: um chileno escreve sobre o 11 de setembro e os impactos. Veja, ficou bem interessante a perspectiva. Ele está disponível no You Tube.



Aos que tem interesse na área, estão abertas as inscrições para o curso "Etnometodologia e Análise da Conversa”, com o Prof. Dr. Rod Watson, da Universidade de Manchester, Inglaterra, de 13 a 23/09, nas dependências do Programa de Pós Graduação em Comunicação Social da PUC-Rio.

Segundo o convite de divulgação do evento, o prof. Watson "é um dos mais renomados pesquisadores na área da etnometodologia em todo o mundo, e trabalhou, estudou e conviveu com vários dos maiores nomes da ciência social no século XX, como Pierre Bourdieu, Erving Goffman, Max Gluckmann, Howard S. Becker, Norbert Elias, Eric Dunning, Harold Garfinkel e Harvey Sacks."

O curso terá a duração de 15 horas contando com tradução simultânea e transmissão ao vivo pela Internet, no endereço http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/. A programação poderá ser consultada a seguir:

13/09 - Terça-feira: What is Ethnomethodology?

15/09 - Quinta-feira: Ethnomethodology, Ethno-Inquiry and Conversation Analysis

20/09 - Terça-feira: Conversation Analysis: Members Ethnomethods for Speaking Together

22/09 - Quinta-feira: Conversation Analysis Major Approach: Sequential Analysis

23/09 - Sexta-feira: Bringing the Strands Together

Se desejar saber mais sobre a Etnometodologia, veja o vídeo a seguir, disponível no You Tube, sobre as bases históricas, apresentado pelo prof. Rod Watson: 

Está disponível para download o livro "Story-based inquiry: a manual for investigative journalists". Ele foi produzido pela UNESCO e teve como organizador Mark Lee Hunter, com participação de Nils Hanson, Rana Sabbagh, Luuk Sengers, Drew Sullivan, Flemming Tait Svith e Pia Thordsen.

Trata-se de um manual simples e direto que apresenta métodos e técnicas básicas do jornalismo investigativo. O manual é dividido em 8 capítulos que abortam o passo-a-passo do processo de investigação, indo desde a concepção até pesquisa, a redação, o controle de qualidade e a divulgação. 

O novo nesse manual, segundo os autores, é que se investiu "exaustivamente em estudos de caso em cada capítulo", para que o jornalista iniciante compreenda os meandros da pesquisa investigativa. Vale a pena baixar e verificar a aplicabilidade nos diversos espaços da investigação jornalística. 

Estado da arte das TICs no Brasil

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 15:12 0 Comments


Elas foram produzidas pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), que é o departamento responsável pela coordenação e publicação de pesquisas sobre a disponibilidade e uso da Internet no Brasil.

Para fazer o download é necessário um pequeno cadastro com informações sobre o país, área de atuação/segmento, faixa etária e escolaridade. Depois você poderá baixar o arquivo de, aproximadamente, 10,6 MB.

Aproveite e veja como anda o desenvolvimento da área das tecnologias no Brasil. Caso tenha problemas para fazer o download, entre em contato pelo e-mail infocetic@nic.br.  

O Festival CulturaDigital.Br é um encontro colaborativo entre aqueles que desenvolvem pesquisas e experiências na área da cultura com enfoque no digital. 

Na edição de 2011, que ocorrerá de 02 a 04 de dezembro, no MAM-Rio e no Cine Odeon, na cidade do Rio de Janeiro, serão desenvolvidas palestras, debates, encontros, atividades mão na massa, exibições e performances artísticas.

Os interessados em apresentar seus trabalhos e experiências ligadas a cultura digital tem até o dia 30 de setembro para enviar suas propostas. Após a data, as atividades serão avaliadas pelos curadores do evento. Os selecionados terão a ida ao Festival viabilizada pela organização do evento.

Segundos os organizadores, "a programação do encontro será colaborativamente organizada por meio de uma Chamada Pública Internacional de Atividades". O endereço para consulta é: http://culturadigital.org.br/#!/chamada-publica.

É muito complexo dizer qual a marca da geração que inicia o século XXI. Talvez seja mais fácil falar das gerações que adentram para o novo milênio. Essas diversas gerações, com suas perspectivas tradicionais, moderadas, avançadas e "transloucadas" criam diversas "sub-culturas" líquidas, que se refletem na mudança a nossa volta.

Um pequeno vídeo, disponibilizado pelo sítio United Photo Press no You Tube, desenvolve um percurso bem curioso sobre a juventude dos anos 60 até a transição do novo século. Com destaque para os avanços tecnológicos e sociais, a ênfase do vídeo é na "nova" constituição da sociedade do século XXI, desconexa, não-linear, pós-moderna.

Veja o vídeo a seguir e, mesmo que não concorde com a avaliação, a memória das imagens já valerá o tempo que gastar assistindo.