Aos que se interessam por cibercultura, a 5ª edição do Encontro Nacional dos Pesquisadores em Cibercultura, que é promovido pela ABCiber e que começou hoje em Florianópolis na UFSC e Udesc, está com programação sendo transmitida em tempo real via rede.

Um dos pontos altos do evento será a apresentação da polonesa Joasia Krysa, professora da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, que é diretora fundadora do KURATOR, agente curatorial da 13ª Documenta de Kassel (2012). A palestra de Joasia Krysa será sobre a função curatorial. 

Para assistir a transmissão ao vivo das principais conferências do evento, acesse o endereço do V Encontro ou pelo link alternativo http://server.stream.ufsc.br/eventos. Caso deseje escolher algumas das palestras, veja a seguir a programação das transmissões:

16/11 - quarta-feira

10:00 às 11:00
Cerimônia de Abertura
Auditório Garapuvu
Palestrante principal: Eugênio Trivinho, presidente da ABCiber

11:45
Vanessa Ramos-Velasquez
Antropofagia Digital (2010)
Local: Auditório Garapuvu - Centro de Cultura e Eventos
Duração: 10 min

17:00 às 19:00
Plenária Especial
Auditório Garapuvu
Hacktivismo
Giselle Beiguelman

19:00 às 21:30
Palestras Principais
(Keynote Speakers)
Auditório Garapuvu
Joasia Krysa
Jon Ippolito


17/11 - quinta-feira

09:00 às 10:30
Mesa Temática
Auditório Garapuvu
Tecnoestese e infocognição: fundamentos e pesquisas correntes

10:30 às 12:00
Mesa Temática
Auditório Garapuvu
Estudos de som e estéticas dos ruídos tecnológicos na cibercultura

17:00 às 19:00
Plenária Especial
Auditório Garapuvu
Laboratórios e Nós de Produção
Enrique Rivera


18/11 - sexta-feira

09:00 às 10:30
Mesa Temática
Auditório Garapuvu
Fluxos do poder na Internet

10:30 às 12:00
Mesa Temática
Auditório Garapuvu
Televisão digital interativa: contextos e perspectivas em design, produção e modelos de negócios

14:00 às 17:00
Mesas Temáticas
Auditório Garapuvu
Ator, rede e cibercultura: diálogos I e II

17:00 às 19:00
Plenária Especial
Auditório Garapuvu
Arte e Cultura Digital
Cícero Inácio da Silva

Fotografia e movimento

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 10:08 0 Comments

Filmes que utilizam fotografia como pano de fundo surgem todos os dias. Mas que provoquem sentimentos e evoquem a reconstrução de memória com suavidade são bem poucos. É o caso do filme Paper Memories, escrito, dirigido e editado por Theo Putzu e que está disponível no Vimeo. 

O filme foi construído com cenas de fotografias utilizando a técnica Stop-Motion, usando cerca de 4000 fotografias. Até o momento, o filme já conquistou 33 prêmios em festivais pela Itália, Estados Unidos e Reino Unido.

O filme é suave, simples e evoca lembranças de momentos vividos pelo personagem principal, já idoso e solitário, ao lado de sua esposa. A história não é inédita, mas a experiência de assistir gera sentimentos novos em quem o vê pela primeira vez. As fotos, junto aos lugares, funcionam como um tipo de marcação, que evoca os sentimentos e as lembranças. Vale a pena assistir!


PAPER MEMORIES from Theo Putzu on Vimeo.


Já pensou em fazer uma pesquisa na internet diferente do que usualmente faz com buscadores como Google e Yahoo? Estamos acostumados a receber uma longa lista de links que nos levam a textos diversos. Mas um buscador inovou. Trata-se de Qwiki. Talvez você já o conheça, mas vale a pena lembrar.

O Qwiki pretende ser, segundo seus administradores, "[...] o primeiro a transformar informação em uma experiência. Acreditamos que só porque os dados são armazenados por máquinas não significa que devem ser apresentados como uma lista legível por máquina".  Utilizando imagens livres, sons e textos disponíveis na internet, a pesquisa é transformada, de fato, em uma experiência visual. 

E realmente, para quem usa o Qwiki, a experiência de navegação é totalmente diferenciada. O buscador permite disponibilizar sua pesquisa nas redes sociais Facebook e Twitter, além de integrar a blogs e enviar por e-mail. Veja  a pesquisa que fiz sobre Palmas (TO). Aumente o som e curta a apresentação.

Importante: Atualize o Shockwave Flash de seu computador para poder assistir sem travamentos. Você o atualiza gratuitamente no sítio da Adobe. 


View Palmas, Tocantins and over 3,000,000 other topics on Qwiki.

Um infográfico bem diferente está circulando nos últimos dias. Trata-se de um info sobre a sinceridade dos usuários de blogs e redes sociais. A pesquisa foi elaborada pelo Centro de Estudos da Opinião Pública da Rússia (VTSION). 

Essa é uma temática complexa e, por mais que as pesquisas queiram abarcar esse universo, muito ainda se precisa avançar na compreensão do espaço virtual, de sua utilização e das (in)possíveis interações. Mas, de qualquer forma, pesquisas como essa já são um bom começo. Vamos aos dados!

A pesquisa traz algumas informações interessantes sobre o percurso de navegação dos que utilizam redes sociais e blogs. Segundo a pesquisa, 52% dos russos entrevistados utilizam as redes sociais, sendo que apenas 7% fazem visitas regulares a blogs. Ainda é grande a margem dos que não estão inseridos nas redes, chegando a 40%.

Veja mais detalhes no infográfico a seguir:



Um livro bem interessante está disponível para download. Trata-se do livro produzido por Barbara Drillsma, intitulado "Science Journalists' Association". 

O livro foi produzido para o encontro da Federação Mundial dos Jornalistas Científicos (WFSJ), com o apoio da International Development Research Centre (IDRC) of Canada e, trata-se de uma passo-a-passo de como montar uma associação e fazê-la funcionar.

Em linguagem simples e com sugestões ainda bem atuais, o livro de Drillsma aponta de forma favorável para a necessidade de se aproximar jornalistas e interesses mútuos. Se tiver interesse, faça download e me convide para participar, caso deseje iniciar uma associação na área. Aproveite e baixe também o livro-guia "Science Journalist Association Guide", produzido por Jessica White, que permite uma visão das associações espalhadas pelo mundo. 

Não é sempre que encontramos um curso gratuito que seja simples e fácil de acessar. As vezes, mesmo com a propaganda de diversos cursos na área do jornalismo, as listas de espera acabam por tornar-se um elemento de exclusão.

Mas não é o caso do curso on line de jornalismo científico, desenvolvido pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos (WFSJ) e pela Rede de Ciência e Desenvolvimento (SciDev.Net). Esse curso, composto por 8 lições on line, abrange temáticas bem variadas. Entre elas estão o planejamento e a estruturação do trabalho jornalístico, a avaliação de notícias científicas, a entrevista e a escrita do jornalismo científico, além de noções de como filmar a ciência.

Além da aula virtual, o curso disponibiliza questões e exercícios que permitem o aprofundamento das temáticas tratadas no material instrucional. O curso está disponível em português, árabe, turco, inglês, chinês, francês e espanhol. Aproveite, visite o sítio e, se achar interessante, consulte os materiais produzidos para o curso. 

O jornal britânico The Guardian deu destaque em galeria de fotos para os jogos indígenas que ocorrem na Ilha de Porto Real na cidade Porto Nacional (TO). 

A galeria, do fotógrafo brasileiro Eraldo Peres, jornalista da agência americana Associated Press, apresenta imagens de diversos momentos da competição, entre elas, a que aparece ao lado e foi repercutida em veículos de comunicação pelo Brasil.

Os jogos indígenas reúnem até o próximo dia 12.11 cerca de 35 etnias diferentes. Na cerimônia de abertura dos jogos, perto de 1.400 indígenas e 8 mil pessoas prestigiaram o momento. Segundo o portal Terra, do
[...] Tocantins, são 230 atletas de seis etnias, segundo a Secretaria da Cultura. São elas: Apinajé, de Tocantinópolis; Krahô, de Itacajá; Xerente, de Tocantínia; Karajá, da Ilha do Bananal; Javaé, de Formoso do Araguaia; e outra Karajá, de Xambioá. Um aldeia foi montada na ilha, com 32 ocas para receber os atletas, dirigentes e imprensa. A área foi apelidada de "Aldeia Olímpica Indígena".
o evento tem a cobertura de cerca de 200 jornalistas do Brasil e de países como Japão, Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos, que desde o último dia 5, tem feito a cobertura da XI Edição dos Jogos dos Povos Indígenas.

Veja a galeria completa no The Guardian.

Já fazia algum tempo que queria partilhar essa temática por aqui, mas a ocasião não havia chegado. Trata-se de um vídeo produzido pelo TED.

Para quem não conhece, TED é uma organização sem fins lucrativos que começou em 1984 como uma conferência reunindo pessoas de três "mundos"/áreas: tecnologia, entretenimento e design. De lá para cá, são cada vez mais comuns as palestras curtas, muitas vezes polêmicas, mas extremamente atuais.

Uma delas, intitulada "After your final status update", foi ministrada por Adam Ostrow que é editor-chefe da Mashable e, trata sobre a vida no mundo virtual, mesmo quando o indivíduo já deixou de existir "nas bandas de cá". Já aviso que a proposta dela não é a de uma vida pós-morte no ambiente virtual, coisa bem futurista e longe de nossa atual compreensão. A discussão de Ostrow está no campo da produção de informação e memória. Segundo ele, "[...]todos nós atualmente estamos criando arquivos. E isso é algo completamente diferente do que qualquer coisa que já tenha sido criado por qualquer outra geração anterior". Sua perspectiva está na possibilidade da apropriação pela tecnologia desse conteúdo produzido. 

Dito de outra forma: o que há de interessante nesta palestra de menos de 6 minutos, é a possibilidade que Ostrow vê desse conteúdo produzido em vida pelo indivíduo continuar ativo e ser utilizado. Segundo Ostrow,
[...] Eu acho que com a capacidade das máquinas de entender a linguagem humana e como o processo de análise de vastas quantidades de dados continua a melhorar, será possivel analisar o conteúdo de uma vida toda -- os Tweets, as fotos, os vídeos, as postagens em blogs -- tudo que estamos produzindo em tão grande quantidade. E penso que assim que isso acontecer, será possível para a nossa persona digital continuar interagindo no mundo real por muito tempo depois que morrermos graças à quantidade de conteúdo que estamos criando e a capacidade da tecnologia de dar sentido a tudo isso.
Muito futurista? Talvez nem tanto, visto que isso começa a se tornar um negócio. De qualquer forma, escute a palestra e visite o sítio da IfiDie.org, que já tenta construir possibilidades em torno dessa proposta, com disponibilização de mensagens que somente serão entregues depois da morte do indivíduo. Assim como eu, também deverá ficar cheio de indagações. Outras experiências podem ser acessadas aqui. 


O espaço formativo é um lócus de embates. Cada profissional envolvido nesse processo tem sua visão sobre o que devem ser as competências formativas, isso apesar de termos, em linha gerais, diretrizes amplas que encaminham o processo de ensino dentro dos espaços formais. 

Alguns defendem a inclusão e ampliação das competências e habilidades, partindo de uma formação inicial sólida na área da comunicação. Outros defendem que essa pode ser agregada por experiências diversas, fruto da inserção laboral, não necessariamente devendo o indivíduo ser da área. Qualquer que seja a sua defesa, vale refletir sobre as visões de alguns colegas da área. Delas percebe-se um conjunto de competências e habilidades que reforçam o fazer e o aprender dentro da área de comunicação e  jornalismo. 

A seguir, temos uma série de pequenos depoimentos sobre o ensino de jornalismo e algumas competências necessárias: