Você é obsessivo? É difícil no mundo moderno dizer quem não é (você pode até negar, mas será mesmo?). Muitos horários, muitas ansiedades e cobranças. São tantas instantes de exagero, que perdemos a noção do que deveria ser o mais importante. 

Saímos da infância para a vida adulta e nem sentimos quando isso aconteceu (se é que aconteceu!). Mas será que é possível diminuir o passo? Viver mais e melhor? Sorrir mais ao invés de sofrer tanto? Talvez. 

Na animação de hoje, intitulada "Second Hand", de Isaac King com música de Jeremy Singer e áudio de Greg Sextro, se examina o desequilíbrio e os resíduos criados por estas obsessões modernas, sobretudo o do tempo e dos espaços. Veja e avalie. Pode ser útil. Bom domingo. 


Second Hand from Isaac King on Vimeo.

Que tal ter seus tweets preservados mesmo ao longo dos meses e anos? Seguindo a sugestão de André Lemos, do sítio Carnet de Notes, fiz o tweetbook do meu endereço do Twitter (@gilporto). Esse serviço está sendo ofertado pela Bookapps Tweetbook Service, que permite criar livros impressos a partir dos posts no Twitter.

O serviço permite duas opções: uma impressa, paga e, um arquivo em PDF por email de graça. Do ponto de vista da preservação da memória, a proposta é muito boa e é bem vinda. O sistema conseguiu registrar mais de 3 mil tweets, desde 29.03.2010. Também é possível você ter acesso a todos as pessoas que interagiram com você e a data, além de um gráfico comparativo com os últimos 17 meses de atividade.

Agora uma dúvida cruel: será que todos os links que foram postados ainda existem? Testei aleatoriamente em uns 20 dos mais de 3000 e alguns funcionaram bem. Vamos esperar que todos ainda estejam lá. 

Se quiser ter uma ideia de como fica o resultado, confira a seguir o volume I do TweetBook @gilporto:

Arte 3D com fotografias antigas

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 18:51 0 Comments

A pouco vi pela postagem do colega português Nuno Costa um vídeo que me chamou a atenção. Trata-se do documentário Motalko, de Miklós Falvay, que usa uma série de imagens de arquivo sobre as primeiras bombas de gasolina na Hungria. Até aí pensei que seria mais um vídeo com recursos normais de apresentação 2D. Mas me enganei.

Miklós Falvay utilizou o blender, que é um programa de computador de código aberto, que tornou o passei histórico uma aventura 3D (caso queira ver outro exemplo, a animação Sintel é muito boa). Os resultados são sensacionais: o que antes era sem vida, ganha profundidade e novos contornos. Assista e veja o que acha. 


ARCHIVE PHOTO INSERTS FROM MOTALKO from Miklós Falvay on Vimeo.

Já faz algum tempo que queria partilhar uma forma de fazer jornalismo e transmitir informações que era bem comum no Brasil antes da popularização da TV. Trata-se do cinejornal, que era exibido no cinema, antes dos filmes, como forma de comunicar e de propagar notícias. A programação tinha formato e cunho jornalístico para exibição cinematográfica. 

Uma parte desse acervo está disponível no Arquivo Nacional e pode ser acessado via internet, pelo sítio da Zappiens.br. Essa é uma iniciativa experimental criada para ser um serviço gratuito de agregação e distribuição de conteúdo audiovisual científico, educativo, artístico e cultural da Comissão de Trabalhos de Conteúdos Digitais (CT-Conteúdos) do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Vale a pena conhecer e pesquisar no acervo.

No que indico a seguir, é possível assistir ao cinejornal "Atualidades Agência Nacional nº 3 (1963)", que traz as notícias sobre a visita dos cosmonautas Popovic e Nicolaiev ao Rio de Janeiro, a greve de ônibus elétricos no Rio de Janeiro, notícias sobre a 'melhoria' das condições de trabalho no campo, entre outras. É uma viagem pelo túnel do tempo e da forma como se fazia jornalismo em um Brasil do passado. Veja o vídeo:



Não é sempre que vemos entrevistas com jornalistas que falam sobre sua profissão e atuação no meio jornalístico. Encontrei a pouco a entrevista do jornalista Marcos Maracanã, que está atuando no Grupo Bandeirantes de Comunicação. A entrevista foi exibida em 19 de julho de 2011, na BAND Triângulo (MG) no Programa DNA.

Na entrevista, Maracanã fala sobre seu percurso como jornalista, as competências profissionais que teve de desenvolver, os obstáculos ao trabalho na mídia e, a relação entre mídia e público. É uma entrevista rápida, mas revela muito sobre a ação jornalística. O vídeo, que está disponível no You Tube,  pode ser visto a seguir:


Rumo à CONFIBERCOM

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 11:12 0 Comments

Já está disponível para download a programação do I Congresso Mundial da CONFIBERCOM - Confederação Ibero-Americana de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação. O evento ocorrerá em São Paulo, na ECA/USP, entre os dia 31 de julho e 02 e agosto de 2011, reunindo pesquisadores, professores e estudantes em comunicação de vários países.

O congresso abordará como tema central "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana", que serão desenvolvidos em painéis temáticos.

Participarei do painel ST-7 História da Mídia, na MESA 6 - JORNALISTAS: CENAS HISTÓRICAS DA PROFISSÃO, com o trabalho intitulado "Para uma pedagogia do jornalismo: notas sobre a história dos processos formativos em comunicação no Brasil e em Portugal". Trata-se de um trabalho em construção, fruto de alguns aspectos que desenvolvo e problematizo na minha tese de doutorado. Quem estiver por São Paulo na ocasião e quiser partilhar algumas idéias sobre a temática depois da apresentação, estou ao dispor. A seguir, outros participantes da mesa:



Está disponível para download o livro "Achegas à construção do Pensamento Jornalístico Português", uma obra coletiva, assinada por Jorge Pedro Souza (Coord.), Eduardo Zilles Borba, Liliana Mesquita Machado, Nair Silva e Patrícia Teixeira. O livro é disponibilizado por meio do Projeto Livros LabCom e é para livre download. A dica foi dada pelo blog do Gjol

Nesse livro, abordam-se os impactos que diversos periódicos tiveram no ecossistema jornalístico português, com destaque para o Boletim da Associação de Jornalistas e Escritores Portugueses, de 1884, o Boletim do Sindicato dos Profissionais da Imprensa de Lisboa (1926–1927), o Boletim do Sindicato Nacional de Jornalistas (1941–1945), o boletim Jornalismo da mesma estrutura sindical (1967–1971) e a Gazeta Literária (1952–1971), órgão da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Caso queira aprofundar a leitura sobre a temática, acesse os livros História do pensamento jornalístico português - Vol. I e Vol. II.

Já pensou em ter um currículo interativo? Já se imaginou apresentando seu currículo como um jornal, com diversos efeitos especiais? Pois é, a realidade aumentada chegou ao espaço do velho curriculum vitae para inovar. 

Realidade aumentada (RA) é quando inserimos objetos virtuais no ambiente físico, permitindo ao usuário a manipulação de objetos reais e virtuais. Já tivemos muitas postagens que apresentam sua funcionalidade e aplicação em diversos ambientes, indo da propaganda/publicidade à medicina (Veja as postagens anteriores sobre RA).

Dessa vez, o espaço tradicional do currículo ganha uma versão nova, com efeitos especiais e uma possível interação com aquele que acessa o perfil. A proposta foi elaborada pela CW Jobs, do Reino Unido. Vale a pena conferir no vídeo a seguir como ficou:



Se desejar saber como foi feito, acesse o vídeo a seguir com o making of ou o canal no You Tube, com outros vídeos:



Uma pesquisa, que não é nova, mas nem por isso deixa de ser interessante e reveladora, foi realizada no Reino Unido com foco na profissão de jornalista. Intitulada "Laid Off - What do UK journalists do next?", foi elaborada pelo jornalista François Nel, que é diretor do Journalism Leaders Programme da University of Central Lancashire (Preston, UK), em colaboração com o sítio Journalism.co.uk.

O foco da pesquisa foi no perfil dos profissionais do jornalismo e as expectativas após o processo de demissão, bem como a readaptação ao mercado de trabalho em mutação. Dos que participaram da pesquisa, alguns destaques: 23% tinham pós-graduação e 55% um curso de graduação, 41% foram os jornalistas por 10 anos ou menos, 64% foram despedidos em 2009, 54% são homens e somente 3% estava totalmente insatisfeitos com a profissão. Veja mais, lendo o relatório.

Algo é claro no estudo e que gera preocupação não apenas no Reino Unido, mas em praticamente qualquer lugar do mundo: existe uma lacuna entre conhecimento e experiência, deixando visível que muitas competências profissionais não são agregadas ao longo do trabalho jornalístico. Está aqui um problema a pensar no âmbito dos processos de formação e requalificação profissional.


Está disponível exclusivamente pela internet o volume 2 da série A Cibercultura em Transformação, intitulado "Poder, liberdade e sociabilidade em tempos de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos", organizado pelo prof. Eugênio Trivinho com Angela Pintor dos Reis e equipe do CENCIB/PUC-SP.

Segundo o organizador da obra, prof. Eugênio Trivinho,
Sob esse arco interdisciplinar, a espinha dorsal explícita ou pressuposta das sete Partes da obra envolve, fundamentalmente, as relações entre poder, liberdade, sociabilidade, mobilidade e transformação, conceitos nucleares complexos que, como fios condutores das argumentações propostas, mormente quando entrelaçados – relações de poder sob a égide das pulsões por liberdade; sociabilidade segundo a ética do compartilhamento, da cocriação e do contágio; e mobilidade à sombra da renovação de direitos –, nomeiam, não por acaso, os próprios fios condutores precípuos do processo civilizatório atual. Esse mosaico de fatores articulatórios radica, por sua vez, no bojo de processos específicos tão diferentes quanto aparentemente desconexos, abrigados na obra, a saber: a construção e consolidação de um campo emergente de conhecimento e o respectivo povoamento da divisão social do trabalho intelectual; as estruturas dinâmicas do capitalismo cognitivo, o acoplamento fatal entre ente humano, equipamento e rede, as configurações sociotecnológicas da inteligência coletiva, as modalidades de expressão e visibilidade do sujeito e do corpo no ciberespaço, as formações discursivas dos agentes promotores da cibercultura, o status sociotécnico de hierarquia e os estilos de vida no horizonte do nomadismo digital; o reescalonamento interativo da micropolítica, a recriação e colonização de novos espaços de atuação, urdidura e partilha nas cidades e na rede, a lógica da recombinação, do commons e das práticas colaborativas, e os contraditos legítimos à perpetuação da propriedade intelectual; a protuberância social invisível da videovigilância, a realização voyeurística e lúdica do controle generalizado e a mercantilização online das paixões e afetos; a superação coletiva do paradigma positivista de pensamento, os modos de criação e exposição pública da arte digital e a afirmação epocal de competências cognitivas e de práticas de consumo, entre outros processos relevantes.
Fazem parte da obra autores especializados na temática, entre eles Marcos Palacios, André Lemos,Erick Felinto, Sergio Amadeu da Silveira, Lucia Santaella e Francisco Rüdiger. O livro, com versão exclusiva pela intenet, também pode ser baixado em pdf.

Foi o tempo em que geolocalização era somente entrar no Google Maps e baixar uns mapas para se localizar em um determinado endereço. Com o avanço das tecnologias móveis, temos os "mapas e satélites" em nossas mãos.

Não é sem motivo que a geolocalização tem se tornado uma "febre" entre todos os que possuem dispositivos móveis. Além de ser uma ferramenta útil para localização (principalmente os pais tem gostado dessa aplicação), esses aplicativos tornam-se cada vez mais úteis ao profissional da comunicação/jornalismo que precisa localizar pessoas ou mesmo se localizar em determinadas situações, visando amplificar a sua ação profissional. 

Talvez você esteja pensando que isso é coisa para o futuro, mas a realidade aqui no Brasil tem indicado que nos próximos anos, a utilização de dispositivos móveis para fins profissionais/comerciais superará a simples curiosidade de "nerd", atualmente em voga.  De qualquer forma, é melhor ir se preparando, pois a utilização de muitos deles exigem competências profissionais que não são adquiridas da noite para o dia. 

Alguns desses aplicativos estão na internet e facilitam esse processo, além de serem bem interessantes. Entre eles estão:

Unsocial
Localiza e conecta-se a profissionais com interesses comuns que estão perto, tais como eventos de networking, exposições e conferências. Funciona com o iPhone, Android e BlackBarry.

Útil caso você planeje entrevistas e queira localizar possíveis informantes. É uma pena que ainda é apenas ativo em certas cidades dos EUA, mas promete ampliação em breve.

Veja o vídeo a seguir para uma breve demonstração do aplicativo.  



Foursquare
Aplicativo que permite compartilhar com seus amigos o lugar onde está e também escrever dicas a respeito do lugar. O Foursquare promove uma interação mais direta do mundo online com o offline, já que você pode fazer checki-in (atualizações) em bares, parques, museus e restaurantes, avisando onde você está para que amigos possam te encontrar. Funciona com o iPhone, Android, BlackBarry e Nokya. Já possui versão em português.  

Veja o vídeo a seguir para uma breve demonstração do aplicativo:



Waze
O aplicativo permite que você saiba como chegar ao seu destino de acordo com as condições de tráfego. Os mapas são gerados e atualizados automaticamente pelos membros desta rede quando este está dirigindo, por meio das informações recolhidas por GPS.

Já está ativo para uso no Brasil. Funciona com o iPhone, Android, BlackBarry e Nokya.

Veja o vídeo a seguir para uma breve demonstração do aplicativo. 




Localmind
O serviço permite que você faça perguntas sobre uma localização específica de interesse e receber respostas em tempo real de quem está lá (e tenha o aplicativo instalado). Ele funciona a partir do login que é feito por meio do Foursquare, Gowalla ou Facebook.

Veja o vídeo a seguir para uma breve demonstração do aplicativo. 




Lowffer
Aplicativo que publica experiências em tempo real de compras para os usuários. É útil caso queira indicar/compartilhar a localização de lojas/objetos adquiridos entre seus amigos. Pode ser útil no caso de apresentar possibilidades de compra.

Veja a seguir a visualização de como aparece e outras diretamente no blog do aplicativo:



Ditto!
Aplicativo diferente dos demais, não só serve para dizer onde você está, mas onde você espera estar (locais aonde chegará). Além disso, você pode compartilhar o destino futuro no Twitter e Facebook. É interessante, pois pode ser utilizado para planejamento de atividades gerais, reuniões de pauta, etc. Funciona no iPhone, iPod touch e iPad.

Também é possível acompanhar as indicações via web, no sítio Ditto.

Veja o vídeo a seguir sobre a utilização do Ditto!:


Uma reflexão divulgada por Allan D. Mutter, professor na Graduate School of Journalism da Universidade da Califórnia em Berkeley, revela algo que bem poucos discutem: a necessidade de se criar espaços que retratem a marca do profissional do jornalismo.

Pois é, muito se fala em formação nos espaços universitários, mas pouco se discute em profundidade a importância de se criar marcas que possam ser associadas a um determinado profissional. E não estou falando aqui em jargões repetitivos ou trejeitos que são utilizados como quase um "mantra", mas sim em algo muito mais palpável, que revele a essência do trabalho e da ação do profissional do jornalismo. Alguns vão dizer que “imprimir sua marca” é algo que o profissional do jornalismo faz depois de muitos anos de experiência e, que, dessa forma, não se deve gastar tanto tempo nesse exercício. Pode até ser bem verdade isso, mas um argumento de Mutter, também é real.

Segundo Mutter, cada vez mais, vivemos a escassez de empregos e a proliferação do trabalho freelance. Com isso, mais se exige do profissional do jornalismo. Espera-se que ele tenha algum diferencial. Que diferencial é esse? Uma pós-graduação? Um mestrado ou mesmo um doutorado? É, esses são diferenciais, mas são voltados para o trabalho jornalístico acadêmico. Além disso, a demanda por esse diferencial supera em muito a oferta que as universidades públicas (e particulares) têm oferecido. Além do que, muito colegas não almejam esse tipo de formação.

A proposta de Mutter, em sua reflexão, é perceber quais as lacunas existentes no universo comunicacional local e criar espaços que possam divulgar o trabalho do profissional em sua essência. Ele cita diversos exemplos, como o de Brian Stelter, um estudante de jornalismo, que em 2004 lançou um blog de fofocas sobre televisão intitulado TV Newser, tornando-se leitura obrigatória para os que escreviam sobre o assunto. Resultado? Stelter foi contratado pelo New York Times e se tornou referência nessa área. Também foi o caso de Michelle Lederer, que começou a publicar notícias corporativas, que eram consideradas “frias” e sem o apelo que grandes manchetes trazem, no sítio Footnoted.com. Resultado? Em 2010 ela vendeu o sítio pela módica quantia de 2 bilhões de dólares.

Esses e outros exemplos citados por Mutter reforçam o que todos já sabemos: o profissional do jornalismo, seja impresso, televisivo, radiofônico ou na web, precisa se mostrar mais, ser mais visível. Para isso, criar espaços públicos, de partilha, não é luxo ou “defesa de uma ideologia”, mas é parte das competências profissionais necessárias do ecossistema jornalístico. E não vale aqui a desculpa de que a falta de tempo não permite!

Algumas sugestões de Dario Antonio, jornalista mexicano e professor do Centro de Periodismo Digital de la Universidad de Guadalajara, são úteis na prática profissional. Antonio aponta para 18 sugestões para se transformar as redações em uma refinaria de histórias.

Não gosto muito da ideia de "refinaria", pois me remete a noção de produção em massa, proletarização, etc. Mas não posso, com isso, deixar de lado as sugestões que podem ser úteis ao desenvolvimento de novas competências profissionais da prática jornalística.

Achei interessante a indicação de que, o editor-chefe, deve ser o "[...] o homem mais bem informado da cidade, sabendo onde existem ruas com buracos, se o 'prefeito respirou' ou se haverá mais chuva durante a tarde". Essa ideia de Antonio remete a necessidade de proximidade do editor-chefe com a realidade social que circunda o periódico. 

É muito fácil o editor-chefe ceder aos apelos burocráticos e se trancar em um "castelo de cartas", com a mesa apinhada de afazeres e deixar o trabalho de campo para o repórter. É competência profissional, também do editor-chefe, a capacidade de se aproximar das fontes e interagir com ela. Não basta apenas confiar na experiência acumulada em anos anteriores. Ela é importante, mas nada comparado ao mergulho constante na prática profissional.  

Escute outras dicas do jornalista Dario Antonio no podcast a seguir: 

18 Tips para periodistas: Cómo convertir la Redacción en una Refinería de Historias. by Periodismo Indeleble

Esse é um tema interessante e preocupante na área da notícia e da informação, já que todos temos preferências por um ou outro veículo, ou mesmo por um sítio da internet.

Utilizamos para isso, muitas vezes, agregadores de feeds para marcar sítios que tem algo a acrescentar. Dessa forma, criamos um processo de mapeamento da internet, em um verdadeiro movimento de separação do que é potencialmente importante e útil, segundo um determinado olhar.

Mas, e se o que fazemos, criando preferências e indicando relevâncias, nos mantivesse em uma espécie de "bolha", impedindo novas entradas e conhecimentos diferenciados? E se, ao invés de melhorar nosso conhecimento, essas bolhas causassem uma filtragem extrema? Essas são questões que surgem ao assistir a exposição de Eli Pariser, para o TED.

Eli Pariser é autor do livro "The Filter Bubble", que discute os processos de preferências e relevâncias na internet e a criação  de processos de triagem, não mais realizados pelo indivíduo, mas indicados por mecanismos de busca. 

No vídeo intitulado "Beware online "filter bubbles", Pariser aponta para a triagem de preferências realizado pelo Google e Facebook e os mecanismos  de varredura que são realizados e apropriados pelas mídias jornalísticas.  Pode parecer simples, mas esse é um assunto que dá muito o que discutir. Veja o vídeo, que já foi legendado para 27 idiomas, a seguir: 




Está aberto para participação popular o abaixo-assinado que defende o fim do sigilo eterno de documentos oficiais. Trata-se de uma ação importante, já que o governo brasileiro tem mantido em sigilo documentos da época da ditadura militar que já deveriam ser de consulta pública. Segundo o Projeto de Lei da Câmara - PLC 41/2010, que tramita para aprovação, nenhum documento deve ficar mais de 50 anos sem acesso público.

Essa é uma necessidade premente, já que o governo brasileiro, em dezembro de 2010, já foi apontado pela Corte Inter-Americana de Direitos Humanos, "por violar o direito à liberdade de pensamento e expressão ao negar às famílias de desaparecidos entre 1972 e 1974 o direito de buscar e receber informação sobre seus entes queridos", afirma a petição.

Além disso, o próprio governo brasileiro assumiu o compromisso com a criação da Comissão Nacional da Verdade (Projeto de Lei 7376/10), de esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos no período da ditadura (1964-1985). Será que o governo vai esperar que o WikiLeaks faça esse trabalho?

Uma matéria publicada pelo repórter Ricardo Feltrin, da editoria de entretenimento da Folha de São Paulo, traz o levantamento feito com base na grade de programação das TVs abertas, durante o período de 04 a 10.07.2011.

A matéria aponta que o SBT  "é o canal que produz menos conteúdo próprio. A produção do SBT é de apenas 63 horas semanais". Não precisava de pesquisa para os telespectadores compreenderem isso (basta ver quantas reprises), mas ficou claro que ibope não é fruto apenas de "gostar de uma emissora" ou de "apenas um âncora", havendo necessidade de investimento e valorização das equipes de trabalho.

O primeiro e segundo lugares são ocupados pela Globo e pela Record, que batalham pela audiência e parecem ter investido muito em programação própria, para atrair novos consumidores e anunciantes. É claro que não entra nessa avaliação a qualidade da produção e do conteúdo. Pena mesmo! Veja o infográfico publicado pela Folha.com:


Não é sempre que se pode falar disso, mas um infográfico produzido pelo jornal The Economist, que trata sobre o futuro da indústria jornalística, coloca o Brasil, junto com China e Índia, na lista dos países em que a circulação dos jornais impressos mais cresceu.

A matéria intitulada "Bulletins from the future", traz a chamada para a série de debates com o jornalista Tom Standage, onde ele aponta para o crescimento e a modificação no ecossistema jornalístico, tendo por base a chamada "crise" dos meios noticiosos e as perspectivas para a indústria face às mudanças tecnológicas. 

Atente para o infográfico produzido pelo The Economist, com informações do comScore, WAN e Pew:


Observando-se o infográfico, se percebe uma queda na circulação dos jornais impressos de 11% nos Estados Unidos, de 8% na Europa e de 6% na Oceania. Em contrapartida, se vê o aumento de 30% de circulação na África, 13% na Ásia e de 5% na América do Sul.

Enquanto países como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Japão e Austrália enfrentam quedas de circulação, que já inviabilizou diversos periódicos de existirem nos últimos meses, o Brasil desponta com um aumento de 20,7% na circulação dos jornais impressos. 

Parece que a chamada "crise" ainda vai ficar longe dos espaços jornalísticos brasileiros. Pelo menos por enquanto, apesar de jornais começarem a migração para os espaços online, a situação ainda é bastante cômoda para as indústrias jornalísticas brasileiras. Vamos esperar que os ventos continuem favoráveis. 

Gente nova na rua! Esse era o chamado para novas amizades (e confusões). Já vivenciou isso? Pois é, a animação de hoje trata da temática de novos moradores na rua e, de quebra, de um jovem que se apaixona pela vizinha recém chegada.

A animação é intitulada "Blik" e foi dirigida por Bastiaan Schravendeel , com direção de arte de Sander Kamermans e som de Peter van der Velden. Já de saída você verá algo bem diferente: trata-se de uma animação, com uma história interessante (apesar de já batida), mas sem rostos. É isso mesmo. Contar uma história sem expressões faciais e diálogos. Vale conhecer. Bom domingo.


Blik from Polder Animation on Vimeo.


Não é sempre que um agregador torna-se tão útil. É o caso do Newspaper Map, um agregador de jornais mundial que permite visualizar mais de 10 mil jornais espalhados pelo mundo.

Esse agregador permite pesquisas por idioma, localidade, país, além de ter um aplicativo app que facilita a utilização pelo celular. As aplicações são inúmeras em um agregador dessa envergadura. Também é possível interagir os diversos links com as redes sociais, tais como Facebook e Twitter.  

Que tal conhecer os jornais da Groelândia ou da África Subtropical? Se quiser conhecer esse espaço, reserve bastante tempo, pois quando começar a navegar você não vai querer parar.

Os que tem interesse em divulgar seus estudos e pesquisas em Cibercultura tem até o próximo dia 15.07 para enviar suas propostas ao Grupo de Pesquisa Cibercultura da Intercom 2011. Os resultados dos trabalhos selecionados está previsto para o dia 29.07.

É importante lembrar que, cada pesquisador só poderá encaminhar um trabalho de sua autoria para o XI Encontro dos Grupos de Pesquisa. São admitidas exceções no caso de co-autoria. Também é requisito a utilização do modelo-padrão com timbre específico do evento. Mais informações podem ser acessadas no sítio Intercom.

Já não é novidade que o Twitter tem sido utilizado pela mídia como fonte de informações em primeira mão. Também não é novidade que muitas vezes, por falta de apuração das informações que são disponibilizadas pelas "celebridades", equívocos são constatados, divulgados e transformados em "verdadeiro" pelos veículos midiáticos. 

Visando diminuir esses equívocos, já que é impossível evitar, o Twitter lançou um guia de utilização para redações com foco nos profissionais de criação de notícias, TV, esportes e entretenimento. O guia se propõe a potencializar o uso do Twitter pelos profissionais da informação, promovendo a localização das "[...] fontes, verificando os fatos, a publicação de histórias". Legal, já que os equívocos - ou em alguns casos, a manipulação de possíveis fatos - tem sido disponibilizada sem os devidos cuidados que o ofício de jornalista exige.

O guia disponibiliza ainda ao usuário informações e diretrizes quanto ao uso do serviço do Twitter, bem como as políticas de tweets, marcas, direitos autoriais, privacidade, violência, spam, dentre outros tópicos nada fáceis de digerir. Vale a leitura e compreensão, com vistas a melhoria do uso da ferramenta na prática jornalística.

Newsgathering não é uma palavra nova, mas com o advento da internet e de uma certa facilidade na "recolha de informações", tornou-se uma prática bastante difundida.

Trata-se de um tipo de disponibilização de notícia, que tem por mote ofertar ao jornalismo e seus profissionais informação. Esse tipo de atividade noticiosa, longe do tradicional jornalismo que pressupõe a apuração, tem como cerne os releases produzidos por empresas e organizações. Em muitos casos, a apuração é descartada no processo e se "aceita" o que é produzido e divulgado pela entidade.

Trata-se de um mercado novo, ainda distante? Se você pensa assim é melhor rever suas premissas. Agregadores de notícias já são um realidade em diversos países. Um deles chamado "noodls" é um agregador global de informações em tempo real que disponibiliza a "voz das organizações corporativas". É claro que é a voz oficial. Não a que foi verificada, apurada, contestada, mas a que expressa a compreensão da organização de "certas verdades".

Segundo o sítio, mais de 100 mil releases são produzidos ao dia, sendo que destes, o noodls agrega 13.051 de 32.783 organizações líderes em 163 países e 90 mercados.

Os números impressionam. Mas a pergunta não quer calar: será esse um novo jornalismo? Bem, para muitas editorias que se alimentam desses agregadores têm sido. E você, leitor, sabe de onde vem a notícia que consome? Será que ela é fruto de apuração e crítica, ou trata-se de uma versão oficial, fruto de um olhar, o da entidade?

Depois de quase uma semana com problemas na internet e sem acesso, retornamos com a animação do dia. Trata-se de um trabalho conjunto, intitulado Magnus. Ele está disponível no Vimeo.

O trabalho foi dirigido por Nelson dos Santos e Omar Meradi, como trabalho final para o curso de Arte e Tecnologia da Imagem, na Universidade Paris VIII. O som é Phillipe Rey, que torna o cenário bastante envolvente com a melodia.

A proposta da animação é bem simples: um trem que faz um percurso até uma cidade. Nada tão megalomaníaco ou explosivo, como as que circulam na rede. A simplicidade dos momentos e das imagens, apesar da gradiosidade dos espaços é algo legal na animação.  Também os contrastes e cores são um elemento em destaque.

O som e algumas imagens me fez lembrar da infância e da estação de trem que havia perto de minha casa. Estação do século XIX que foi demolida pelo poder público com a desculpa de melhorar a urbanização. No lugar construíram um depósito. Pena mesmo... Veja que lembranças essa animação talvez possa lhe despertar. Bom domingo.


Magnus from Meradi Omar on Vimeo.