A UNESCO no Brasil está com um edital aberto para consultor na área de comunicação. O edital é para pesquisador da área de mídia e comunicação social com graduação em Comunicação Social ou Jornalismo e doutorado na área de Comunicação Social ou áreas afins.

O edital exige experiência de 10 anos, preferencialmente em projetos relacionados à pesquisas sobre mídia, regulação de mídia, análise de conteúdo e/ou análises de recepção, bem como capacidade de formular e analisar indicadores de resultados quantitativos e qualitativos.

A seguir você tem outras informações sobre o edital:

PROJETO 914BRZ5005 - Gestão do Conhecimento para Defesa do Consumidor
EDITAL Nº 01/2011
Perfil: Pesquisador da área de mídia e comunicação social
Responsável Técnico pela Seleção: UNESCO
Data limite para entrega do currículo: 01.06.2011
Baixar: 914BRZ5005 - Gestão do Conhecimento para Defesa do Consumidor Edital Nº 01/2011

Está disponível para download, desde o último dia 23.05, o número "La médiatisation des problèmes publics", da revista francesa Études de communication. A revista é aberta a todos os pesquisadores envolvidos no campo das ciências da informação e da comunicação, sendo publicada regularmente pelo Centre de recherche GERiiCO e pelo Conseil Scientifique de l’université de Lille 3.

O número foi lançado em 1999, mas só agora teve seu conteúdo liberado gratuitamente. O dossiê destaca o trabalho dos jornalistas, no desempenho de sua função de informar e mediar o conhecimento das questões publicas. Nesse número, participam autores renomados, entre eles, Patrick Charaudeau, Erik Neveu e Bernard Delforce. Acesse e leia os textos produzidos. 

Minoria esquecida

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:55 0 Comments

Você já ouviu falar em lábio leporino? O nome talvez lhe seja desconhecido, mas a imagem de uma pessoa com desenvolvimento incompleto do lábio e/ou do palato, talvez lhe seja familiar. Pois é, esse desenvolvimento incompleto ocorre enquanto o indivíduo está sendo formado no útero, onde o lábio e o palto (popularmente chamado céu da boca) se desenvolvem separadamente.

Estudos realizados no Brasil, apontam que de cada mil nascimentos, ocorre uma variação de 1,54 a 0,47 indivíduos nascidos vivos que apresentam desenvolvimento incompleto do lábio. Isso representa "aproximadamente 260.908 portadores de fissuras labiopalatais no país", reforça estudo realizado por Biazon e Peniche, publicado em 2008. Também existe uma vasta literatura médica sobre o assunto disponível online, caso queira saber mais.

De qualquer forma, as políticas brasileiras desenvolvidas nas últimas décadas tentam diminuir o sofrimento desses cidadãos que vivem um isolamento social e, na maioria das vezes, são estigmatizados pela comunidade local, seja por preconceito social, seja pela própria ignorância. 

O problema se concentra na classificação dessa situação. Normalmente, a cirurgia reconstrutiva, chamada de palatoplastia, não é considerada de emergência, podendo se arrastar por meses e até anos, antes da total reconstrução. No Brasil, apesar dessa situação, o governo ainda assume a responsabilidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Mas em diversos cantos do mundo, as pessoas acometidas do desenvolvimento incompleto do lábio dependem da ação de entidades sem fins lucrativos e assistenciais para terem apoio. É o caso da Smile Train, que tem desenvolvido ações de reconstrução facial em diversos cantos do mundo. Veja o vídeo a seguir e, se possível, colabore para diminuir o sofrimento de milhares de jovens. 




Infográfico enfoca WikiLeaks

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 09:10 0 Comments

Um infográfico recente apresenta de forma ampliada os principais elementos e o percurso do WikiLeaks na disponibilização da notícia. O WikiLeaks revolucionou a forma de enxergar as relações entre países e as notícias, quando disponibilizou milhares de documentos confidenciais que retratam a visão de dezenas de Embaixadas de diversas nações. 

O infográfico foi elaborado pela OnlineSchools.org. Alguns elementos visuais enfocados no infográfico esclarecem, com base nos dados publicados no Yahoo News, na CNN, na Times e na CBSNews, as informações e fontes do WikiLeaks.

Um dos pontos interessantes está nas comunicações diplomáticas. Segundo o infográfico, 145.222 "cable" são sobre relações e política externa, 122.954 são sobre política interna e, do total das comunicações, 97.070 são consideradas confidenciais.



Atualizado em 16.04.2013

A consulta ao infográfico não está mais está disponível. A pedido, o link foi removido. Pena para os leitores que confiavam na informação.




As propagandas da Anistia Internacional geralmente são muito boas: claras, diretas e curtas. Como é o caso dessa produzida pela agência La Chose, de Paris, com direção de arte de Axel Didon e Kevin Colinet. O vídeo está disponível no Vimeo.

A propaganda mostra situações de falta de direitos civis na Rússia e as atrocidades que são cometidas internamente no país. Isso inclui a pressão sobre a imprensa para não divulgação de situações em que os direitos civis são suprimidos. Vale a reflexão.


Amnesty International - Russian Dolls from bif on Vimeo.

Ontem tive um dia bem produtivo na pesquisa que desenvolvo sobre ensino de jornalismo. Conheci as instalações e um pouco do curso de Jornalismo e Editoração mantido na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Entrevistei a professora Beth Saad, que desenvolve pesquisas na área de jornalismo e mídias digitais e, também o chefe do Departamento de Jornalismo e Editoração, o prof. José Coelho Sobrinho.

Ainda importante para pesquisa, participei da reunião da comissão departamental que está responsável por propor mudanças na estrutura curricular e no projeto pedagógico do curso de jornalismo, que ocorre todas as segunda-feiras. A proposta de reestruturação curricular em pauta pode ser vista na apresentação do prof. José Coelho. 

A liberdade de comunicar não é um direito universal. Nem tampouco foi exercitada de forma geral. Ela é o resultado de disputas e conquistas, com muito sofrimento e, em muitos casos, regada a muito sangue. Daí por que é tão importante que a valorizemos.

O mapa interativo a seguir, por exemplo, nos mostra a situação da liberdade de imprensa no mundo. Talvez você já o tenha visto, mas vale a pena ver que, bilhões de pessoas ainda não a possuem plenamente.

Se desejar, poderá ler outras notícias sobre censura e liberdade de imprensa produzidas aqui no Blog do Gipo


via chartsbin.com


Tem um ditado popular que diz que "um dia da caça, o outro do caçador". Na animação de hoje, o caçador tenta transformar um indivíduo diferente em presa sua e leva a pior.

Essa bela animação foi produzida por Gordon Pinkerton, estudante de animação gráfica e é intitulada "Hunted". Ela foi produzida para seu trabalho final no Ringling College of Art and Design, sendo disponibilizada na Vimeo. Bom domingo.



Hunted - Gordon Pinkerton - Ringling Thesis 2011 from Gordon Pinkerton on Vimeo.


Foi disponibilizado pelo blog Monitorando, mantido pelo colega Rogério Christofoletti, o debate “Redes sociais transformam o jornalismo?”, realizado no último dia 19, na Rádio Ponto da UFSC.

O debate aconteceu no programa “Jornalismo em Debate”, produzido por alunos de graduação e pós-graduação e parte da Cátedra FENAJ.

No debate participaram os jornalistas César Valente, do blog De Olho na Capital, Alexandre Gonçalves, do Coluna Extra e Alexandra Zanela, editora do Diário.com,  além do próprio Rogério Christofoletti. Por telefone, participou o jornalista Douglas Dantas, do Sindicato de Jornalistas do Espírito Santo. A supervisão dos trabalhos foi de Valci Zuculotto e a mediação foi de Áureo Moraes, ambos professores da UFSC.

Um dos pontos importantes no debate foi a questão da credibilidade das mídias sociais, principalmente o seu uso para compor notícias. Também se problematizou a utilização das mídias sociais como elemento formador de opinião.

Ouça esse debate a seguir:


Aqueles que estudam e acompanham o desenvolvimento da área de jornalismo não podem perder o 9º Encontro da SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo) que será realizado de 3 a 5 de novembro de 2011 no Rio de Janeiro, na Escola de Comunicação da UFRJ.

Com o tema “Jornalismo e Mídias Digitais”, o evento abre espaço para pesquisadores apresentarem seus estudos sobre a temática. Veja a chamada de trabalhos disponibilizada para o 9º encontro:

CHAMADA DE TRABALHOS

9º Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo
Tema: “Jornalismo e Mídias Digitais”
Rio de Janeiro, Brasil – 3 a 5 de novembro de 2011
Promoção: SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo)
Realização: Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ)

1. Modalidades de apresentação:
Os trabalhos poderão ser encaminhados na forma de Comunicações Livres ou Comunicações Coordenadas.

2. Comunicações Livres:
O autor deve encaminhar o texto completo, que deve conter de 20 mil a 35 mil caracteres (com espaço), já inclusas as referências bibliográficas e notas de rodapé. São obrigatórios os seguintes itens: título, resumo de até 10 linhas, 5 palavras-chave, resumo do currículo do autor em até 3 linhas (incluindo sua vinculação institucional). O texto deve ser redigido em fonte Times New Roman, corpo 12, entrelinhamento 1,5. Citações recuadas devem ser redigidas em corpo 10, espaço simples.

O autor deve redigir seu texto utilizando o modelo elaborado para o encontro. O modelo está disponível para download na página da SBPJor.
O tamanho total do arquivo não deve exceder 2 Mb (dois megabytes).

3. Comunicações Coordenadas:
As Comunicações Coordenadas poderão ser propostas por associados plenos (doutores) da SBPJor. Cada Coordenada deve ter de quatro a seis trabalhos, com pelo menos três autores doutores de diferentes instituições. O proponente deverá ser um dos autores. São obrigatórios os seguintes itens: título da Comunicação Coordenada, ementa que sintetize e justifique a proposta da Comunicação Coordenada (10 a 15 linhas), 5 palavras-chave. Todos os textos que compõem a Comunicação Coordenada deverão ser encaminhados completos, seguindo as mesmas regras estabelecidas para as Comunicações Livres no item 2 (incluindo resumo, palavras-chave e currículo resumido do autor).

4. Prazo e forma de encaminhamento:
Os trabalhos serão recebidos de 01 de junho a 22 de julho de 2011, através da página http://www.sbpjor.org.br/artigos2011/. Não é necessário pagar inscrição para submeter trabalhos, apenas para apresentá-los, se aprovados, no encontro.

5. Seleção:
As Comunicações Livres que estiverem adequadas às regras estabelecidas no item 2 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois pareceristas indicados pela Diretoria Científica entre os associados plenos (doutores) da SBPJor. Serão consideradas aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro parecerista ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. Trabalhos que estiverem fora do tamanho e/ou não cumprirem os itens obrigatórios não serão submetidos à avaliação.

As Comunicações Coordenadas que estiverem adequadas às regras estabelecidas nos itens 2 e 3 serão avaliadas em seu mérito científico por pelo menos dois membros do Conselho Científico da SBPJor ou da Diretoria Executiva da entidade. Serão aprovadas as comunicações que receberem dois pareceres favoráveis. Casos de empate serão decididos por um terceiro membro do Conselho Científico ou, na falta de tempo hábil, pela diretora científica. A proposta de Coordenada poderá ser aprovada no todo ou em parte, havendo possibilidade de recusa individual. Se os trabalhos não forem aprovados como Coordenada, mas o forem individualmente, serão automaticamente distribuídos entre as Comunicações Livres.

Todos os trabalhos serão enviados aos avaliadores sem identificação de autoria, gerando “pareceres cegos”.

6. Critérios de avaliação:
O trabalho será avaliado sob os seguintes critérios gerais: pertinência ao campo da pesquisa em jornalismo, relevância científica, explicitação do problema ou objetivo, adequação e atualização da bibliografia, qualidade da reflexão teórica, explicitação e consistência da metodologia (quando pertinente), domínio da linguagem científica, adequação do título e das palavras-chave ao objeto de estudo.

7. Observações:

7.1. Os trabalhos necessariamente devem ser inéditos. Por inéditos, compreendem-se textos que não foram publicados ou divulgados em qualquer tipo de suporte, nem apresentados em outros congressos científicos. O autor que descumprir esta regra, e por ventura tiver seu trabalho selecionado e incluído nos anais do 9º. Encontro, ficará automaticamente impedido de apresentar trabalho no 10º.Encontro da SBPJor.

7.2. Cada autor só pode submeter um trabalho, em autoria única ou co-autoria. Não é permitido ao mesmo autor participar simultaneamente de uma Comunicação Coordenada e de uma Comunicação Livre, mesmo em co-autoria.

7.3. Trabalhos de graduandos só serão aceitos em regime de co-autoria com pesquisadores que tenham, no mínimo, título de mestre.

8. Resultados:
Os resultados da seleção serão comunicados aos autores das Comunicações Livres e aos proponentes das Comunicações Coordenadas até 5 de setembro de 2011. Os trabalhos serão aprovados ou recusados, não havendo aceite condicionado a reformulações.

9. Inclusão nos anais:
Só será incluído nos anais o trabalho do autor que efetivar sua inscrição no congresso até o dia 10 de outubro de 2011.

Dentro das atividades efetuadas no âmbito do trabalho doutoral que desenvolvo, está a participação em seminários doutorais nas instituições participantes do PROCAD.

Nesta quinta-feira, dia 19.05, participei do Seminário Avançado promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Linguagens da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), intitulado "Conceitos fundamentais da filosofia e das teorias da linguagem aplicados ao campo da comunicação".

O seminário foi ministrado pela Profa. Dra. Kati E. Caetano, que tratou da rediscussão de conceitos-chave utilizados nas pesquisas de comunicação e ciências da linguagem e sua contextualização ao campo da comunicação (bidimensional, tridimensional, multidimensional, virtual, atual, realidade virtual, potência, subjetividade), com o propósito de adensar as reflexões em que se inserem nos projetos investigativos.

Excelente discussão e interação com colegas no âmbito das instituiçõe!


O Jornal do Tocantins, principal veículo de comunicação diário, completa 32 anos. Criado em 18 de maio de 1979, o principal jornal impresso do Estado do Tocantins passou por diversas mudanças editoriais ao longo dos anos.

Em 2010, o Jornal do Tocantins ganhou novo formato e uma nova página na internet  que apresenta atualizações em tempo real das notícias do Tocantins, do Brasil e do mundo, e conteúdo extra (vídeos e galerias de fotos), disponível apenas aos assinantes.

Uma linha do tempo foi publicada na edição de aniversário, que apresenta mais detalhes sobre grandes momentos do periódico:

1979 - Nasce um novo tempo no jornalismo da região Norte do país. Antes mesmo da criação do Estado, a primeira edição do Jornal do Tocantins é lançada. A homologação do aeroporto de Araguaína estampa a manchete veiculada em 18 de maio.
1988 - O Estado do Tocantins é criado com a promulgação da Constituição brasileira de 1988 e o jornal normaliza sua periodicidade (uma vez por semana). Na primeira edição do JTo do ano seguinte, o ato de instalação do mais novo Estado da Federação brasileira devidamente registrado e estampado na primeira página do jornal.

1991 - Ainda editado e impresso no Estado de Goiás, passa a circular duas vezes por semana. Neste ano, a retirada de ossadas da época da Guerrilha do Araguaia foi uma das manchetes do JTo.

1994 - A demanda por informações do novo Estado fez com que o JTo se tornasse trissemanário a partir de outubro. A edição de 7 a 8 daquele mês estampou a vitória de Siqueira Campos, eleito pela segunda vez governador, e Fernando Henrique Cardoso, presidente da República.

1998 - No dia 31 de março, após quase 20 anos desde a primeira edição e já com sua editoria geral em Palmas, o JTo passa a circular diariamente, de terça a domingo, com novo projeto gráfico. O avanço foi testemunhado por autoridades do Estado.

2000 - Em sintonia com o avanço das tecnologias em comunicação, o Jornal do Tocantins lança sua na internet.
2004 - Já sob novo projeto gráfico e editorial, a edição de 3 de outubro focava todas as atenções no cidadão e na responsabilidade do eleitor para eleger prefeitos e vereadores.
2005 - Uma das datas mais tristes para os católicos de todo o mundo. A morte do Papa João Paulo II recebeu tratamento diferenciado na capa do Jornal do Tocantins de 3 de abril, trabalho reconhecido ao ser escolhido um dos finalistas do Prêmio Esso de Jornalismo, mais importante prêmio do jornalismo brasileiro.

2005 - O mais recente passo rumo à consolidação do Jornal do Tocantins no Estado foi a transferência para a sede própria da Organização Jaime Câmara, em Palmas, inaugurada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da OJC, Jaime Câmara Júnior, no dia 10 de agosto.

2009 - O JTo lança novo projeto gráfico-editorial com alteração na mancha-gráfica, ordem das editorias e conteúdo. A mudança é focada na ampliação de serviços ao leitor.

2010 - O JTo lança sua nova página na internet com destaque para atualização em tempo real das notícias do Tocantins, do Brasil e do mundo, e para o conteúdo extra - como vídeos e galerias de fotos, disponível aos assinantes.

Vale a pena observar o que as previsões de desenvolvimento tecnológico tem a ofertar sobre a internet, seu uso e o desenvolvimento da área. Não que elas sejam confiáveis, mas revelam a intensidade de desenvolvimento possível e ansiado pela área.

Entre as expectativas, temos indicações sobre o tráfego na internet, utilização da rede, previsões sobre o número de aparelhos celulares em uso e a atividade dos hackers. Vale a expectativa.


Uma outra animação  produzida por Ian Worrel (já tivemos outra chamada Second Wind), com trilha sonora de James Mark, intitulada "Icarus and the Tree Herder" traz uma releitura de animação com mistura de estilos visuais. Ela está disponível no Vimeo.

A animação teve os desenhos  feitos a mão por Ian Worrel e mistura situações mitológicas diferentes. A animação é extremamente filosófica. Vale a reflexão sobre o renascimento. Bom domingo.


Icarus & the Tree Herder from Ian Worrel on Vimeo.

O trabalho do cartunista.  Fonte: Ilustração
Para muitos, os quadrinhos são apenas uma forma de diversão e entretenimento. Estórias fantásticas alegram e geram emoções de espanto e força. Mas há quadrinhos que são história realmente. (Não entrarei no mérito da diferença, aqui no Brasil, de história [acontecimentos, fatos] e estória [fábulas, contos]).

Essas histórias, em formato de quadrinhos, trazem informação e reflexão onde a fotografia não pode (ou não é permitida). Por meio desse tipo de "cobertura" é possível perceber questões como direitos humanos, igualdade, justiça social e econômica, imigração, educação, trabalho e saúde. Um exemplo bem interessante de jornalismo em quadrinhos que vi recentemente é o de Sarah Glidden.

Glidden é uma cartunista americana que trabalha com temáticas voltadas para o oriente médio. Um dos seus trabalhos está disponível no Cartoon Movement e é intitulado "The Waiting Room". A história trata dos refugiados provenientes da Síria e a dificuldades de entrada em outros países. Apesar de voltado para esse país, o mesmo é vivenciado por milhares de outros provenientes de muitas terras e partes do mundo. Veja os traços de Glidden a seguir e confira a história toda no Cartoon Movement:


 

Passa rápido: o Blog do Gipo completa hoje dois anos de funcionamento. Foram ao todo 600 postagens até hoje, 13.05.

Essas postagens versaram sobre ensino, mídias sociais, ensino de jornalismo, dados sobre formação, entre tantos outros assuntos.

E não foram apenas indicações ou links, mas reflexões sobre aspectos ligados as competências formativas, tão essenciais na prática docente em comunicação e jornalismo.

E quanto ao acesso dos colegas? O gráfico a seguir nos dá uma ideia do movimento em torno dessas temáticas:

Parece pouco? Se comparado a sítios de trivialidades é bem pouco. Mas se pensarmos que esse espaço é destinado a profissionais, estudantes e interessados na temático do Ensino do Jornalismo, esse número é bem promissor. Por exemplo, algumas postagens, pelo assunto e possível impacto, tiveram em um único dia, durante os últimos meses, mais de 5000 visualizações de página.

Agradeço aos colegas e aos que fazem esse espaço. Continuamos na labuta pela manutenção desse espaço, ainda acreditando que o esforço para atualização diária (ou quase!) é uma necessidade e contribui para expandir a temática.



Circulou hoje na lista da COMPÓS a divulgação do Seminário Internacional Análise de Telejornalismo: desafios teórico-metodológicos, que é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas/UFBA por meio do Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo.

O evento ocorrerá entre os dias 23 a 26 de agosto de 2011, em Salvador(Bahia). A coordenação do evento está a cargo da professora Itania Maria Mota Gomes. Segue outras informações divulgadas:

CHAMADA DE TRABALHOS
O Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, através do Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo, realiza, no período de 23 a 26 de agosto de 2011, o Seminário Internacional Análise do Telejornalismo: desafios teórico-metodológicos. O evento busca reunir pesquisadores, docentes, profissionais e estudantes em torno das questões teóricas e metodológicas que envolvem a análise do jornalismo televisivo.
O seminário ocorre por ocasião da comemoração dos dez anos do Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo (www.telejornalismo.facom.ufba.br ).

ENVIO DE TRABALHOS:
O Seminário visa constituir um ambiente para compartilhar experiências de pesquisa em análise do telejornalismo entre investigadores nacionais e estrangeiros e favorecer a interlocução acadêmica sobre métodos e conceitos para análise do telejornalismo.
Os eixos temáticos para envio de propostas são:
1. Metodologias de análise de telejornalismo
2. Desafios da pesquisa empírica em telejornalismo
3. Telejornalismo, Sociedade, Cultura e Poder
4. Telejornalismo e História: temporalidades, memórias, trajetórias
5. Processos de produção de sentido no telejornalismo.
INFORMAÇÕES GERAIS:
Prazo para submissão dos resumos: 20 de junho de 2011
Prazo para divulgação dos resumos aceitos: 30 de junho de 2011
Prazo para envio dos textos completos: 31 de julho de 2011

Para submissão de artigos aos grupos de trabalho, os candidatos deverão encaminhar título do paper, resumo de até 500 palavras, nome do(s) autor(es), dados de identificação institucional e contato. E-mail para submissão e informações: analisedetelejornalismo@gmail.com

A avaliação dos trabalhos submetidos será feita de acordo com os critérios de pertinência em relação à temática do seminário, mérito científico e abordagem do tema a partir dos desafios teórico-metodológico para análise.
Os textos completos deverão ser encaminhados até 31 de julho de 2011, de modo a serem incluídos nos anais. Os trabalhos devem ter no máximo 40 mil caracteres, incluindo as referências e notas, e devem ser apresentados em fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento entre linhas de 1,5. O resumo, no artigo final, deve conter entre 500 e 1000 caracteres.
Para a apresentação do trabalho no Seminário, será necessário que pelo menos um de seus autores tenha realizado inscrição no evento. Os autores podem apresentar apenas um trabalho. Em caso de co-autoria, será possível que um dos autores apresente mais de um trabalho.

Valores prazos da inscrição:
Pesquisadores, professores e profissionais:
Até 31 de julho: R$ 180,00
Após 1º de agosto: R$ 200,00

Alunos de pós-graduação:
Até 31 de julho: R$ 80,00
Após 1º de agosto: R$ 100,00

Alunos de Graduação/Iniciação Científica:
Até 31 de julho: R$ 30,00
Após 1º de agosto: R$ 50,00

A inscrição no evento será gratuita para docentes, pesquisadores e alunos do PósCom/UFBA.

Estão abertas as inscrições para o 1º Seminário Brasil-Argentina de Pesquisa e Investigação em Jornalismo (Bapijor). O evento ocorrerá nos dias 9 e 10 de junho em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O seminário tem como objetivo expor, debater e dialogar sobre a realidade da profissão e da academia nos dois países. Para isso, contará com a participação de renomados pesquisadores e jornalistas brasileiros e argentinos.

O seminário tem realização do Observatório da Ética Jornalística – objETHOS – e promoção do Programa de Pós-Graduação em Jornalismo da UFSC, com patrocínio da FAPESC – Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina . Tem o apoio, ainda, da ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, ACI – Associação Catarinense de Imprensa, FAPEU – Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária e PRAE – Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da UFSC.

As inscrições, gratuitas e limitadas a 150 vagas, podem ser feitas através do site http://www.bapijor.ufsc.br/, onde também estão disponíveis mais informações e a programação completa.

A UNESCO no Brasil está com dois editais abertos para consultor na área de comunicação. Os editais são para organização da 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social – Consocial.

Em ambos se exige que o candidato tenha experiência mínima comprovada na mediação ou facilitação de conferências ou encontros nacionais promovidos por órgão ou entidade do Poder Executivo Federal.

A seguir você tem outras informações sobre os editais:

PROJETO 914BRZ5009 Edital 04/2011
Perfil: Consultor para atuar no planejamento, organização, capacitação e treinamento da 1ª Consocial.
Vagas Disponíveis: pós-graduação nas áreas de administração, comunicação ou educação.
Responsável Técnico pela Seleção: UNESCO
Data limite para entrega do currículo: May 11, 2011
Baixar: 914BRZ5009 - Edital 04/2011


PROJETO 914BRZ5009 Edital 05/2011
Vagas Disponíveis: pós-graduação nas áreas de administração, comunicação, educação ou ciências sociais
Perfil: Consultor para desenvolver e acompanhar o Projeto Metodológico da 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social – Consocial.
Responsável Técnico pela Seleção: UNESCO
Data limite para entrega do currículo: May 11, 2011
Baixar: 914BRZ5009 - Edital 05/2011


Muitos ainda não entendem bem como o Facebook funciona. Tenho colegas que muitas vezes perguntam para que serve e que utilização se pode dar a ele.

A recente pesquisa "Navigating News Online", do Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, dá uma amostra do que pode se tornar o Facebook, quando o assunto é divulgação noticiosa.

Segundo a pesquisa, o Facebook que possui aproximadamente 500 milhões de usuários, tem contribuído para a disseminação de notícias qualificadas. É importante entender que o espaço tem evoluído de uma simples rede de compartilhamento de informações gerais para uma rede de recomendações e interligações qualificadas. Como destaca a pesquisa, "[...] se a procura de notícias foi o mais importante desenvolvimento da última década, o compartilhamento de notícias pode estar entre os mais importantes da próxima década".

O gráfico a seguir, mostra o crescimento da audiência, via Facebook, para os principais meios nos Estados Unidos:



Também na tabela a seguir é possível ver outros aspectos da contribuição crescente do Facebook ao acesso às notícias:


Diversos veículos notíciosos pelo mundo repercutiram hoje a pesquisa realizada pelo Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, que analisou fontes de tráfego para sítio noticiosos nos Estados Unidos.

Nos dados da pesquisa, o Google Search, Google News e o Google Maps são responsáveis por 30% do tráfego para sítios noticiosos. Parece pouco? Mas não é. Segundo o jornal português Público, essa cifra "[...] deixa muito pouco espaço para a concorrência, já que o tráfego proveniente de links externos oscila entre os 35 e os 40 por cento".

O gráfico a seguir mostra o percentual de audiência a partir do Google, comparado ao de outras empresas de comunicação:


A pesquisa "Navigating News Online", do  Pew Research Center's Project for Excellence in Journalism, pode ser acessada na íntegra e revela outros elementos importantes nessa procura pela audiência/tráfego na internet.

"Criança é sempre criança", não importa de que parte do mundo ela venha. Essa é uma máxima que parece ser bem verdade. No momento fotográfico capturado por Lee Jin-man para a Associated Press, essa máxima ganha mais contorno.

Na foto repercutida como destaque do dia em diversos veículos do Brasil (Folha, Bol, dentre outros), três crianças coreanas usam óculos 3D para brincar com celulares durante uma visita a museu da SK Telecom, empresa de telecomunicações da Coreia do Sul, em Seul.

Parabéns a Lee Jin-man e a Associated Press pelo registro. Segue foto:


Não é brincadeira quando se fala que caminhamos para uma equipe jornalística formada por apenas uma pessoa.

A reportagem que anteriormente exigia um jornalista/repórter, um ou dois cinegrafistas e mais um editor, tem sido substituído gradualmente por um "jornalista multiuso".

Cortes orçamentários, novas formas de interação e construção da noticiabilidade, além da própria vontade de alguns profissionais (de se adequar as exigências das empresas), tem tornado esse espaço de produção cada vez mais restritivo, com constantes diminuições nas equipes de trabalho.

O vídeo a seguir, mostra um dia de "jornalista multiuso" em seu trabalho de  produção de notícias, desenvolvendo competências que antes eram partilhadas por diversos membros das equipes jornalísticas. Será esse o futuro?


One Man Band from Fast Forward News on Vimeo.


Desde que a febre por e-books (livros digitais) começou, mais e mais são produzidos e trazem consigo agregações tecnológicas interessantes. Essas parecem estimular o sentimento de que o livro impresso está com os dias contados.

Mas esqueça todos produzidos até agora. O que vem por aí vai superar todos esses já existentes. Essa é a afirmação de Mike Matas na apresentação intitulada "A next-generation digital book", no TED.

Matas trabalhou na Apple, onde projetou interfaces de usuário para o iPhone, o iPad e o Mac OS X. O vídeo, de quase 5 minutos e legendado em 11 idiomas, apresenta as inovações dos e-books, que vão desde os aspectos estéticos até a interação ampliada com os conteúdos.

Surpreende ver o que nos aguarda na "próxima" geração, já tão presente entre nós. Vale assistir o vídeo a seguir:

As amizades não são interações simples. São complexas e, muitas vezes, até conflitantes. Mas são uma das boas coisas de se viver em sociedade. Como cultivá-las? Quando deixá-las? Quando permitir novas interações? Essas não são questões simples.

Na animação de hoje, essas são indagações que circundam a temática da amizade e geram reflexões. A animação é intitulada "Second Wind" e foi produzida por Ian Worrel, com trilha sonora de James Mark. Retrata a história de um homem e seu gato gigante. Ela está disponível no Vimeo. Aproveite e reflita no que ocorre. Bom domingo.


Second Wind from Ian Worrel on Vimeo.


Quer experimentar uma nova forma de ver notícias, tweets ou mesmo as postagens de seu blog? Um programa gratuito chamado Dipity permite que você crie timelines, flipbooks, listas e mapas com praticamente uma infinidade de informações, tudo de forma fácil e sem complicação.

Basta um cadastro simples com seu e-mail e pronto, você já pode utilizar a versão gratuita do programa, agregando todas as informações que você desejar nele.

Veja o teste que fiz com o feed do Blog do Gipo, a seguir:

Timeline


Flipbook


Lista


Mapa


Aprecio muito os infográficos. Eles ampliam o campo de visão e permitem compreeender elementos complexos de forma mais fácil. É o caso dos aspectos que apontam para estatísticas de usabilidade. Quando o assunto é internet, um infográfico amplia e facilita o aprendizado.

Esse é o caso do infográfico que foi disponibilizado pela Pew Internet, conceituada agência de pesquisas estadunidense, revelando as preferências de uso, segundo o conceito geracional. As gerações foram divididas em seis categorizações e, partindo-se delas, a utilização de aspectos diferenciados da rede. Note que, em algumas faixas etárias, a utilização de aspectos da rede, tal como o blog, é quase inexistente, segundo a pesquisa do Pew.


No último dia 03 de maio (dia mundial da liberdade de imprensa), John Slattery, jornalista que atua em Londres (Inglaterra), registrou em seu sítio um comentário sobre a curiosa campanha de contestação  "I’m a Photographer, Not a Terrorist!" ("Eu sou um fotógrafo, não um terrorista"), realizada em frente ao City Hall, de Londres, com entrega de uma carta ao prefeito Boris Johnson.

O flashmob teve como objetivo protestar contra as leis que tem impedido indivíduos de tirar fotografias em espaços públicos. Essas leis antiterrorismo têm sido aplicadas em diversos países da Europa e nos Estados Unidos.

A contestação, segundo o grupo manifestante, é que os fotógrafos profissionais estão sofrendo cada vez mais o assédio dos seguranças, o que tem atrapalhado (e até impedido, em muitos casos) o trabalho realizado. Faz sentido: a sensação de constante medo, têm prejudicado e gerado instabilidade no desenvolvimento das ações de segurança em locais públicos e privados abertos a visitação (a exemplo do que aconteceu ao brasileiro Jean Charles de Menezes, que foi morto com oito tiros pela polícia londrina, que o teria confundido com um homem-bomba).

A campanha tenta alertar a todos os que trabalham e apreciam fotografia de que o que pode correr risco é a história visual que é construída pelos clics, já que todo sujeito com uma máquina de fotografar pode ser visto como uma potencial ameaça.

Valeu a manifestação! Uma seleção de fotos do flashmob pode ser vista a seguir:




Em um extenso artigo intitulado "True Enough: The second age of PR", John Sullivan discutiu na edição de maio/junho 2011 da revista Columbia Journalism Review, sobre quem está ocupando o espaço jornalístico.

Citando diversos autores e críticos atuais da suposta crise do jornalismo, Sullivan faz referência a afirmação do correspondente John Nichols de que a "enorme sensação de vazio, provocado pelo colapso do jornalismo tradicional não está sendo preenchido pelos novos meios de comunicação, mas por relações públicas".

Por que essa afirmação? Basicamente, segundo o jornalista citado por Sullivan, é por que cada vez mais os repórteres tem menos tempo para verificar os fatos e, além disso, os governos e/ou empresas tem conseguido gerar mais histórias, o que faz com que os repórteres as prefiram, do que a ida ao campo.

Qual o problema disso? Pode parecer, a princípio, que se supre uma lacuna informacional. Mas a longo prazo, "grupos externos passam a ter mais poder para definir a agenda", afirma Sullivan.   É, esse é um problema sério: pautar a mídia. Mas não é novidade, apesar de problemático.

Outras discussões e argumentações reforçam que esse pode ser um problema ainda mais sério para o jornalismo, desfigurando a imagem profissional. Leia mais e tire suas conclusões.

Parece uma afirmação forte, mas se tratando de regimes fechados, não poderia ser muito diferente. É o que afirma a revista Columbia Journalism Review em seu número de março/abril 2011.

Para Stephen Franklin que assina o relatório "Sunrise on the Nile: Egypt’s news media enter a new era", os jornalistas egípcios ficaram por quase trinta anos na escuridão não podendo tocar em temas considerados como tabu, sob pena de multa e até prisão. Mas com o fim do governo do presidente Hosni Mubarak a situação tende a mudar.

Nesse relatório, disponível no sítio da Columbia Journalism Review, Franklin aponta para o poder do Twitter como um verdadeiro "megafone eletrônico", onde eram ofertadas notícias práticas (por exemplo, quais ruas eram seguras, onde se precisava de médicos, etc) e partilhada as emoções dos participantes do levante.

São as mídias sociais fazendo parte da construção de uma história, uma história do tempo presente e do que virá a ser o século XXI, e tudo em tempo real. Novos tempos, novas tecnologias, novas histórias.

Doodles: uma arte que apenas começou

Postado por Gilson Pôrto Jr. às 20:44 0 Comments

Doodles? Todo mundo que navega no Google já viu um, mas nem sempre, quando indagado, sabe o que é. Os doodles foram criados pela empresa Google entre 1999/2000 e "consistem em mudanças no visual do logotipo do Google para celebrar feriados, aniversários e as vidas de cientistas e artistas famosos", conforme o histórico produzido pela empresa.

Segundo o Google, "a equipe de doodles já criou mais de 300 doodles para o site www.google.com, nos Estados Unidos, e mais de 700 para o resto do mundo".

Recentemente a empresa resolveu abrir um concurso intitulado "Doodle4Google" com a temática "O Brasil do futuro" com foco em estudantes de 6 a 15 anos, permitindo que seus desenhos apareçam na logo.

O concurso pré-selecionou 36 como semifinalistas da competição e premiou a estudante Maria Luiza Carneiro de Faria, do Colégio Santo Inácio, que concorria na categoria 6 a 9 anos. Parabéns a Maria Luiza. A seguir o doodle vencedor:



Vez por outra encontro em livros que falam da história da mídia referências a uma "época de ouro" do jornalismo. Alguns dizem que os anos 1930 e 1940 foram as décadas do crescimento jornalístico e nada se compara a essa época. São épocas de grande saudosismo para esses.

De fato, foi a época das grandes "indústrias jornalísticas" que surgem como impérios pessoais, não apenas no Brasil, mas por todo o mundo. Eram épocas em que as prensas não podiam parar e as máquinas imperavam nos espaços de escrita. Mas não foi uma "época de ouro" para todos. Realmente, foi dourada apenas para quem ganhou muito, seja o glamour, o reconhecimento/premiação, seja o dinheiro que isso proporcionava.

A ponta dessa cadeia produtiva, a força de trabalho que era o "rosto desconhecido da notícia", o distribuidor de rua, sempre foi o elo mais fraco. Algumas imagens dessa época dourada foram preservadas pelos clics de Lewis W. Hine, que retratou o trabalho infantil e a expropriação do indivíduo nos Estados Unidos.

A seguir, algumas dessas imagens mostram esse período "áureo" das indústrias jornalísticas. As notas de cada fotografia foram produzidas por MarGGa Duval e disponibilizadas na coletânea feita por ela sobre Hine com foco no trabalho infantil:
Michael McNelis (8). Havia acabado de se recuperar de um segundo ataque de pneumonia. Quando foi fotografado havia saído de uma chuva forte (Filadélfia, Pensilvânia)

Tony Casale (11). Vendeu jornal por quatro anos. Vendia jornal até as 22 horas. Tinha marcas em seus braços: mordidas de seu pai por ter vendido pouco. Segundo ele: "bêbados dizem palavras feias para nós"

Num sábado à tarde (St. Louis/Missouri)

Dormindo na escada




Um documentário produzido por Marty Stalker e intitulado "Egypt: After The Revolution", mostra as perspectivas dos egípcios após os movimentos ocorridos no país em março último. Jovens entre 18 e 19 anos, bem como outros setores da sociedade, relatam no documentário suas expectativas por justiça, democracia e liberdade, mas demonstram entender que se trata de uma construção que ainda está longe de sua completude.

Essas são expectativas importantes já que o país esteve mergulhado em contradições que colocavam de lados opostos uma classe minoritária extremamente rica e, do outro, uma massa empobrecida e amordaçada.

O documentário foi filmado em uma Canon 5D Mark II e você poderá ver os bastidores dessa empreitada de Stalker no sítio Scattered Images.


Egypt: After The Revolution from Marty Stalker on Vimeo.


Quem acompanhou na semana passada a lista da COMPÓS, deve ter observado o "embate" entre duas posições formativas em torno da exigência ou não da formação específica em comunicação para editais de seleção de docentes na universidades.

O estopim dessa discussão, que se arrastou durante toda a semana com posições pró e contra, foi o edital para quatro vagas na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que exigia a formação em núcleo duro de Comunicação.

O primeiro a se manifestar foi o prof. Marcos Palacios, que apontou para alguns problemas:
Para cumprir o ritual, não posso deixar de, mais um vez, apontar o caráter restritivo das exigências estabelecidas para o concurso.  Admito que para as vagas 1 e 4 seja aceitável a exigência de Graduação em Comunicação, porém com a ressalva de igual admissibilidade para candidatos com Mestrado e/ou doutorado em Comunicação, como alternativa. Já para as vagas 2 e 3 a exigência de Graduação em Comunicação é simplesmente insustentável (suponho que até mesmo no plano jurídico), uma vez que são áreas de conhecimento perfeitamente passíveis de preenchimento por candidatos oriundos de várias graduações. Aceitável seria, neste caso, a exigência de Mestrado ou Doutorado na área de Comunicação.Mais uma vez, lamento o fechamento e o corporativismo que continuam imperando em nossos concursos.

Após essa mensagem de Palacios, começou a exposição de diferentes olhares, quer favoráveis, quer contrários a opinião. Entre eles estava a colega Rose Vidal, que recentemente terminou se mestrado em Comunicação Social. Segundo Vidal,
Eu discordo totalmente dos meus colegas, pois já existem tão poucos concursos para nós, comunicólogos, e quando surge ainda contestam. Deveriam contestar esse absurdo da queda do diploma para jornalistas. Nós que estamos saindo de mestrados e doutorados da área sabemos o quanto é difícil encontrar concurso.. É pela desunião da classe que a situação está cada vez pior. De 30 concursos abertos (efetivos) apenas este está oferecendo oportunidade para comunicação com formação (incluindo mestrado principalmente)....a escassez de oportunidade ninguém reclama...

Daí para frente, mais um enxurada de posicionamentos, que demonstram a diversidade natural existente na área de Comunicação, tão comum em outras tantas áreas. Mas em meio a diversas posturas, achei especialmente interessante a sugestão do colega José Luiz Braga. Leia a seguir seus argumentos:
As posições apresentadas são certamente compreensíveis, de parte a parte – na medida em que cada um percebe um lado da questão. Talvez essa reflexão pudesse ser, entretanto, aprofundada se não tentássemos definir uma espécie de padrão universal – tipo “todos os concursos devem favorecer um ingresso transdisciplinar” ou “todos os concursos devem favorecer formações específicas”. Creio que o critério que deve prevalecer em cada concurso específico seria o melhor preenchimento da vaga específica – segundo os objetivos especificamente atribuídos ao/à professor/a a ser contratado/a. Creio que em alguns casos, uma formação abrangente e diversificada será interessante, pois o professor deve trabalhar perspectivas comunicacionais que exijam justamente abrangência, articulação de conhecimentos diversos, percepção contextual daquilo que ensina, desenvolvimentos de interface com outra CHS. Nesse caso, cabe pedir que um dos níveis (ou graduação, ou mestrado, ou doutorado) tenha sido feito na área da Comunicação – aceitando, e mesmo preferindo que os outros níveis sejam diversos.
 Em outros casos, o departamento ou curso pode efetivamente estar interessado em um “especialista” – e talvez mais, alguém que tenha experiência profissional específica, além de uma formação voltada para um ângulo específico. Podemos precisar de um professor de jornalismo, que tenha graduação em jornalismo, eventualmente cobrar experiência profissional – e que tenha desenvolvido pesquisas (de mestrado e doutorado) sobre questões de jornalismo. Se esse é o perfil do professor necessário, não vejo porque não exigir tal especificidade (igualmente para qualquer das outras habilitações comunicacionais).
O problema, então, é que, talvez, organizadores de concursos não pensem nessa especificidade – e decidam uma coisa ou outra apenas com base em um padrão abstrato, ditado por um a priori ou por uma questão meramente burocrática. Se isso deve ser criticado, creio que não devemos cair também em posição apriorística – “tudo tem que ser x” ou “tudo tem que ser “y”. O que deveríamos reivindicar é que os concursos apresentem boas razões - ou seja, relacionadas ao perfil efetivamente pretendido para o professor - para determinar “x” ou “y”. Para além dessa pretensão de seriedade seletiva, podemos ainda refletir sobre um complemento. Se o Departamento não tem tanta certeza assim do perfil pretendido especificamente, seria inteligente não “fechar” o concurso – informando preferência pelo perfil de tal tipo – mas aceitando perfis próximos. Pois quem sabe aparece como candidato um “perfil próximo”, mas que, na especificidade do concurso, demonstra ser aquele que mais produtivamente assumirá as funções em concurso. Mesmo porque a especificidade pretendida pode não depender de “todos os níveis de formação”, mas ser desenvolvida em um ou dois deles.
 Assim, acredito na vantagem da abertura – simplesmente porque esta amplia a probabilidade de selecionar o candidato com perfil mais adequado. A obrigação maior de quem organiza um concurso não é o de atender a preferências genéricas abrangentes, mas sim a de maximizar a probabilidade de encontrar o professor (a professora) que efetivamente fará o melhor trabalho.
É interessante acompanhar esses embates, que representam a preocupação com a consolidação de uma área. Mas tendo a concordar com o prof. Palacios em suas indicações. Explico o porquê: tenho graduação em Pedagogia/Educação e, posteriormente em Comunicação Social/Jornalismo. Iniciei o processo de doutoramento em Comunicação Social antes de cursar a garduação nessa área. Procurei-a por achar que agregaria mais conhecimento e capacidade de intervenção na área por "falar de dentro da própria área", mas não foi isso que vi ocorrer. De fato, a graduação em comunicação agregou bem pouco em minha formação já pré-existente. Sim, conheci as teorias que antes não tinha acesso, troquei idéias com outros colegas, cresci. Mas não o quanto pensava e esperava para fazer diferença em meu processo de doutoramento.

Então, em que eu ganhei? Afirmo que graduar-me na área dura de comunicação me deu tranquilidade para falar de seus processos formativos. Posso falar da formação em comunicação/jornalismo por ter sido "agente" desse processo. E aí em tom bem "durkheiminiano" fui agente, isto é, percebi como no processo de formação, a passividade do alunado é grande e como a (de)formação ocorre durante as disciplinas.  Ganhei também por ter um "laboratório próprio", onde percebia as fragilidades formativas de meus colegas docentes tentando ensinar, quando na verdade não tinham fundamentação para falar do assunto. É, essa é uma realidade aqui no Tocantins e, arrisco-me a generalizar um pouco, talvez em boa parte das faculdades/universidades espalhadas pelo Brasil.