Encontrei a dica a pouco no sítio Tecnoblog. Trata-se do sítio Stolen Camera Finder, que auxilia na localização de câmeras perdidas ou roubadas. Não se trata de um sítio "policial", nem de detetive particular, no estilo Sherlock Holmes.

O sítio utiliza para isso os dados EXIF que ficam guardados dentro das fotos. Normalmente, as fotos tiradas com uma câmera digital e armazenadas no formato JPEG, contém um campo chamado EXIF.

Segundo o sítio Tecnoblog,
É nesse campo que são armazenadas diversas informações sobre como a foto foi tirada, como o horário, o tempo de exposição, o balanço de branco e até se o flash estava ligado ou desligado. Algumas câmeras gravam também no campo EXIF a marca e modelo da câmera, bem como o seu número serial.

Como funciona a proposta do Stolen Camera Finder? Basicamente, quando alguém tirar uma foto e a postar em algum sítio na internet (Flickr, por exemplo), o sítio faz uma busca pelo número serial na base de dados pré-existente (já tem mais de 1 milhão de seriais cadastrados). Se o serial da foto for idêntico com algum na base de dados, ele indica onde está essa foto, ajudando a pessoa a localizar onde sua câmera foi parar.

Outra coisa interessante, apontada pelo sítio Tecnoblog, é a possibilidade de criação de registros de perda ou roubo. "Se a sua câmera foi perdida ou roubada, basta enviar para o site uma imagem tirada com ela e criar um registro com a data, seu e-mail e alguma nota importante sobre o que aconteceu com ela. Se uma imagem com o serial da câmera for encontrada, ele avisará por e-mail. Ou se alguém enviar uma foto com o serial da câmera perdida, o site exibe o registro", reforça o sítio.

Mais informações sobre o sítio podem ser acessadas no Google Code e também pelo FAQ.


Uma boa iniciativa foi disponibilizada pela Prefeitura do Rio que criou um sítio em que a população pode acompanhar pela Internet as principais transformações da cidade em função dos Jogos Olímpicos de 2016. Trata-se do Projeto Cidade Olímpica.

O objetivo do projeto é documentar e divulgar obras como corredores expressos, urbanização de favelas e a revitalização da zona portuária, que serviram de suporte para as Olimpíadas de 2016.

O sítio contém fotos 360º (aquelas tiradas de diversos ângulos, permitindo uma sensação de "estar no local"), vídeos, entrevistas, etc. Também integra as mídias sociais e mapas do Google, porém não permite uma interação com o público leitor, não havendo espaço para trocas, nem marcações urbanas. Pena, mas não deixa de ser uma forma de "auditagem" do que está sendo feito. Boa iniciativa.

Uma oportunidade na Espanha
Para aqueles interessados em ampliar seus horizontes profissionais, uma oportunidade muito interssante é o Programa Balboa para Jovens Jornalistas Ibero-americanos. Trata-se de uma seleção a bolsas de estudo, que tem duração de 26 semanas, entre fevereiro e julho de cada ano.

Como funciona? São 200 horas de aulas, divididas em sessões intensivas de um dia por semana, e 1300 horas práticas de trabalho em um meio de comunicação, empresa ou instituição pública ou privada em Madri (Espanha).

Segundo o sítio do Programa Balboa, os custos cobertos se referem a passagem e seguro-médico, além de uma bolsa mensal de 1000 euros para despesas de moradia e alimentação. São exigências para concorrer:

- Os candidatos devem ser graduados em jornalismo;
- Ter menos de 32 anos até a data da viagem; e
- Alto nível de espanhol, que deverá ser comprovado através de um certificado do Instituto Cervantes ou similar.

São 25 bolsas nesta seleção de bolsistas. Na edição de 2011, dos 25 selecionados, 4 eram provenientes do Brasil. Aproveite!  Mais informações por meio do sítio do Programa Balboa.

Quem já vivenciou a construção de uma revista, já tem noção de quão demorado e difícil é gestar os tempos e espaços dentro das páginas existentes. Também não é novidade o trabalho gerado para se colocar nas bancas um número. Se a edição for semanal então.... sem comentários!

Um vídeo divulgado e utilizado por Richard Turley, diretor criativo da revista de negócios Bloomberg BusinessWeek, em uma palestra para a Society of Publication Designers (SPD), mostra as diversas etapas, com suas especificidades. Claro que em tempo acelerado.

Veja a seguir. O vídeo está disponível no Vimeo e a dica foi dada Rodrigo Cunha no Blog do GJol (UFBA):


BUSINESSWEEK: THE MOVIE SORT OF from bizweekgraphics on Vimeo.

Foi publicado hoje no jornal do Tocantins, edição de 27.04.2011, na seção Opinião, um artigo direto e constrangedor da leitora Vanessa Cassol, intitulado "Impeachment 2011" . Em termos simples, mas claros, Cassol relembra o impacto dos movimentos de 1992 que geraram o impeachment do então presidente da república.

Fazendo a analogia com Palmas (TO), Cassol aponta para os escândalos que surgiram nos últimos meses, seja no Executivo ou mesmo no Judiciário tocantinense e o aparente descaso com que isso vem sendo encarado por todos. Pena que os argumentos parecem proceder.

Mas o que me chamou a atenção foi uma proposta feita por ela, na verdade, um convite. Reproduzo-o a seguir, por julgar que vale a reflexão sobre a situação na capital e em todo o estado:
Em face de tantas injustiças e corrupções que existem em nosso País, faço um convite à você gestor corrupto, a você mesmo que tem um poder incrível nas mãos para trazer benefícios àqueles que lhe pagam seu salário e todas as mordomias da sua família. Convido-lhe à passar 7 dias nas seguintes, e até então, hipotéticas situações: no primeiro dia você deverá passar pela  experiência de estar com problemas seríssimos de saúde (digo: seríssimos!) e utilizar um posto público para tratamento. No segundo dia, que seja preso e viva esse dia como tal. No terceiro, que passe a noite em uma calçada, na fila, para matrícula dos filhos na rede pública. No quarto, ter sido desempregado e saber que toda sua família dependia daquele salário mínimo. No quinto dia, chegar em "sua" casa de adobe, nos dias de muita chuva e saber que a vela acabou e que seus filhos estão com fome. No sexto dia você será atendido por um funcionário público, após horas aguardando, e ficará sabendo que o preço para que seu processo seja pago, ficará em 50% do valor que é de direito seu. E enfim, no sétimo, último e sagrado dia, lhe convido para voltar a toda sua vida real, que tenha a mesma rotina e viagens de sempre, que seus cartões de créditos continuem da mesma forma, que sua família lhe veja ainda que por uma cortina, com um orgulho fantasiado para não passar vergonha perante a sociedade, e assim pegue a Bíblia nas mãos, e olhe para os céus.


Para quem estiver procurando nova inserção profissional, a PUC-RJ abriu edital para seleção de docente na área de Comunicação Social. O salário bruto, informado pela instituição, é em torno dos R$ 7.000,00 (sete reais). A informação foi veiculada na lista da COMPÓS.

A vaga no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio é para professor, em regime de tempo integral e dedicação exclusiva. Os candidatos, que atuarão obrigatoriamente nos campos de ensino e pesquisa, na graduação e pós-graduação, devem preencher os seguintes requisitos:

1- Possuir título de doutor em Comunicação ou áreas afins há, pelo menos, dois anos;

2- Estar a, pelo menos, 15 anos da aposentadoria;

3- Não ter outro vínculo empregatício, no momento da assinatura do contrato de trabalho com a PUC-Rio;

4- Ter o perfil para assumir funções de administração acadêmica;

5- Ter comprovada experiência docente, produção acadêmica e atuação profissional na área de comunicação social.

São Documentos indispensáveis, em duas vias, para a candidatura:

1- Projeto de pesquisa na sua área de atuação, coerente com uma das linhas de pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUC-Rio: (a) Cultura de massa e representações sociais; (b) Cultura de massa e práticas sociais (ver a descrição dessas linhas, no final deste documento);

2- Curriculum Lattes do CNPq;

3- Dois exemplares de três publicações dos últimos três anos, que o candidato considere de maior relevância em seu CV.

O Programa mantém duas linhas, a saber:

Linha 1: Cultura de massa e representações sociais
Estudo das representações sociais tais como se materializam nas linguagens, nos processos e nos produtos da Comunicação e da cultura midiática. Privilegiam-se, em relação aos produtos midiáticos, as imagens e os significados construídos pelos meios e compartilhados na sociedade.

Linha 2: Cultura de massa e práticas sociais
Estudo das relações entre os produtos midiáticos e as práticas sociais, isto é, estudo que privilegia as mediações. O foco de atenção recai sobre o campo da recepção e das referências culturais que marcam nosso lugar no mundo e filtram nossa leitura e interpretação dos produtos midiáticos e das situações concretas do cotidiano.

Prazo de entrega da proposta: até 16 de maio de 2011, no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio (Rua Marquês de S. Vicente, 225, 6º andar, Ala Kennedy, Gávea, Rio de Janeiro – RJ, CEP 22543-900).

Segundo a instituição, "os candidatos pré-selecionados poderão ser, eventualmente, convidados para entrevista com uma Comissão de Professores do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio".

Acontece no dia 27.04.2011, na Faculdade de Comunicação da UFBA, o Ciclos de Jornalismo, uma atividade de extensão realizada periodicamente, que, segundo o sítio, "objetiva contribuir para o conhecimento de jornalismo e a aproximação da academia com o mercado de trabalho". O evento ocorrerá das 8h30 às 12h no Auditório da Facom/UFBA.

Nessa edição, a discussão terá como foco as competências formativas do jornalista. A proposta é discutir o pefil do jornalista multimídia. Segundo os organizadores, o debate abordará sobre o perfil do
[...] "jornalista multimídia". Aquele profissional que as empresas querem. O profissional que deveria ser formado na faculdade. Mas, existe mesmo o jornalista multimídia? O que significa dizer isso? Conhecer as diversas linguagens basta?
Participam no evento jornalistas e profissionais atuantes no mercado e na academia. Vale a pena conferir se estiver por Salvador(BA).


O evento ocorrerá em São Paulo, na ECA/USP, entre os dia 31 de julho e 02 e agosto de 2011, reunindo pesquisadores, professores e estudantes em comunicação de vários países.

O congresso abordará como tema central "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana", que serão desenvolvidos em painéis temáticos.

Para a apresentação de trabalhos, as proposições de autoria de professores e estudantes de pós-graduação, deverão refletir nas Sessões Temáticas o tema e subtemas do Congresso. Os trabalhos inscritos deverão ser encaminhados para uma das Sessões Temáticas abaixo listadas:

•ST1 – Audiovisual (Rádio, Televisão, Cinema)
•ST2 - Cibercultura
•ST3 - Comunicação Organizacional e Relações Públicas
•ST4 - Comunicação Pública da Ciência
•ST5 - Economia Política da Comunicação
•ST6 - Folkcomunicação
•ST7 – História da Mídia
•ST8 - Jornalismo
•ST9 - Marketing Político e Propaganda
•ST10 - Semiótica da Comunicação
•ST11 – Epistemologia da Comunicação
•ST12 – Políticas de comunicação e cultura
•ST13 – Estudos culturais
•ST14 – Estudos de audiência
•ST15 – Educomunicação
•ST16 – Publicidade e Propaganda

Mais informações no sítio da CONFIBERCOM.

Invisible Learning ou "aprendizagem invisível" é uma metateoria desenvolvida pelo  professor  Cristobal Cobo da Oxford Internet Institute (Universidade de Oxford) e por John Moravec, professor da Universidade de Minnesota.

Cobo e Moravec propõem no livro “Invisible Learning: Toward a new ecology of education”, que será lançado pela Universidade de Barcelola (Espanha) em maio próximo, uma análise do impacto dos avanços tecnológicos e alterações na educação formal, não-formal e informal, bem como a influência dos meta-espaços e do meio na aprendizagem. Alguns dos argumentos são interessantes e apontam para uma revisão necessária em teorias educativas e  formativas.

Uma prévia do que o livro trará pode ser visto no sítio Invisible Learning, dedicado ao lançamento. Mas se desejar, poderá ver a apresentação desse conceito por Cristobal Cobo, disponível no TEDx Laguna:



Um mundo ao dispor
Para os que estão procurando outros espaços de interação e aprendizagem, o programa Institutos Europeus para Estudos Avançados (Eurias) está oferecendo 36 bolsas de pesquisas em diversas áreas do conhecimento, em instituições da Europa e de Israel, para o ano acadêmico 2012-2013. O Eurias é um consórcio de 14 institutos de estudos avançados coordenado pela Rede Francesa de Institutos de Estudos Avançados (Rfiea).

Para se candidatar, os interessados devem se inscrever pela internet até 31 de maio. As bolsas são oferecidas principalmente para as áreas de ciências humanas e sociais, mas candidatos das áreas de ciências exatas e naturais também podem ser contemplados, caso seus projetos não exijam o uso de instalações laboratoriais.

No ano acadêmico 2012-2013, o programa oferece 36 bolsas, sendo 19 para pesquisadores juniores e 17 para pesquisadores seniores. Os programas de pesquisa nos 14 institutos participantes têm duração de 10 meses. Além da bolsa, os selecionados também terão alojamento à disposição, uma ajuda de custo para pesquisas e para despesas de viagem.

Os 14 institutos participantes estão em Berlim (Alemanha), Bolonha (Itália), Bruxelas (Bélgica), Bucareste (Romênia), Cambridge (Reino Unido), Helsinki (Finlândia), Jerusalém (Israel), Lyon (França), Nantes (França), Paris (França), Uppsala (Suécia), Viena (Áustria) e Wassenaar (Holanda).

Mais informações: www.2012-2013.eurias-fp.eu


Quando se fala em navegações, não é possível dissociar de piratas. O imaginário social da época fazia com que esses bucaneiros se transformassem em todo tipo de criaturas. Com isso, de forma consciente ou não, as vivências coletivas os transformaram em criaturas horrendas.

A animação de hoje nos apresenta um pouco desse imaginário. Ela é intitulada "Pirates - The curse of the evil eye" e apresenta uma visão imaginária de uma grupo de piratas. A animação foi produzida por Yves Geleyn e por Remy Tornior, com música de François Montmayeur, levando quase 4 anos para ser finalizada . Ela está disponível no Vimeo.

Aproveite, veja e ria com as peripécias desses piratas e o desfecho da aventura. Bom domingo.


PIRATES!!! "The Curse of the Evil Eye" from Rémy Tornior & Yves Geleyn on Vimeo.


Orientações e sugestões
A escola é um espaço do aprendizado, mas também pode ser o espaço de sofrimentos. Seja esse sofrimento resultante da relação entre aluno-professor ou aluno-aluno.

Nos últimos anos, casos de violência tem sido chamados de bullying. Não é um fenômeno novo. Existe desde que o "mundo é mundo". Trata-se do uso da força e/ou violência, seja física, seja psicológica.

Mas o que pouca gente ainda discute é quando o bullying vai para o espaço da internet. Encontrei um material bem interessante, criado pelo órgão Defensor del Menor en la Comunidad de Madrid. Trata-se de organismo, com previsão legal, na cidade de Madri (Espanha) com poderes de monitorar e propor reformas de procedimento.

O material intitulado Ciberbullying - Guía de Recursos, traz uma série de sugestões sobre como evitar o Ciberbullying. É um material básico de orientação a professores e gestores de escolas. 

Outros dois livros intitulado El maltrato entre escolares: guía para jóvenesEl maltrato entre escolares: guía para padres, trazem informações para jovens e pais sobre como proceder dentro das escolas.

Além do material de orientação, eles lançaram um vídeo que mostra como o jovem pode ser vítima de ciberbullying. Veja a seguir:


Outros vídeos sobre o uso da internet, produzidos pela Jefatura de Gabinete de Ministros de la Presidencia de la Nación Argentina, são bem instrutivos:






Imagem aérea da UnB entre 1963/1964. Fonte: CEDOC
Não poderia deixar passar em branco, já que estamos no mês de abril, o dia 09 de abril de 1964.

Trata-se do dia em que invadiram a Universidade de Brasília (UnB), considerada pelos militares um dos últimos espaços de "revolta" contra o novo regime.

Já postei algumas indicações e memórias em dois outros momentos (Em um 31 de março de 1964 e Em um 1º de abril de 1964).

Quando pesquisava em 2000 para a elaboração de um texto que faz parte da coletânea intitulada "Anísio Teixeira e o Ensino Superior", deparei-me com diversas imagens desse dia.

Tudo ocorreu no fatídico 9 de abril. Nesse dia, o Comando Supremo da Revolução baixou o Ato Institucional nº 1, que concentrava poderes no governo (exclusivo poder de decretar estado de sítio e de apresentar emendas), impunha punições a civis (suspensão de poderes políticos por dez anos e cassação de mandatos de parlamentares, bem como suspensão por seis meses das garantias constitucionais de estabilidade dos servidores públicos) e militares que considere subversivos.

De posse deste ‘ato jurídico legal’ invadiram, com suas forças militares, as instalações da Universidade de Brasília no mesmo dia. Nenhuma pessoa pôde entrar ou sair das dependências da Universidade, sendo professores presos.

Nas recordações do professor Darcy Ribeiro ficou claro o sofrimento por que passaram esses professores e funcionários:
Quando, amanhã, o Brasil – e dentro dele a Universidade de Brasília – conquistar a alforria para retomar o comando de seus próprios destinos, precisaremos recordar estes dias trágicos da travessia do túnel da iniqüidade. Entre eles, principalmente, o da invasão de 1964, em que, depois de assaltada por tropas motorizadas, a UnB teve diversos professores presos levados a um pátio militar para serem ali desnudados e assim humilhados por toda uma tarde. Este quadro de um magote de professores gordos e magros, velhuscos, uns secos de carnes, outros barrigudos, esquálidos, dois deles enfermos, todos nus num pátio policial não deve ser esquecido jamais: é o dia da vergonha.
Em 13 de abril de 1964 Anísio Teixeira, bem como todos os membros do Conselho Diretor da Fundação Universidade de Brasília, foram exonerados e foi nomeado para o cargo o reitor pró-tempore, Zeferino Vaz .

Veja algumas das fotos da época, que encontrei e que fazem parte do texto publicado, retratando o dia em que os professores e alunos foram presos e transportados em ônibus da viação Araguarina. Elas estão no acervo do CEDOC/UnB:





Está disponível para consulta e download o número 24, 1º/2011, da Revista Periodistas, que é publicada pela FAPE, Federación de Asociaciones de Periodistas de Espanã.

O número intitulado "Goodbye Gütenberg" apresenta diversas entrevistas e reportagens sobre o futuro do jornalismo e algumas indicações bem oportunas sobre o fazer jornalístico, além da indicação de alguns livros recentemente lançados.

Outros números também podem ser consultados no sítio da FAPE.


Um mapa, diversas experiências
Desde pequeno encantava-me olhar e tantar entender os mapas. Lembro-me de ficar horas debruçado sobre os livros de geografia e história, tentando ver onde cada linha do mapa iria parar e, ingenuamente, imaginando que conseguiria percorrer um dia cada uma delas. Coisa de criança!

Cresci. O mundo mudou. Os interesses mudaram e, hoje, a internet proporciona uma outra experiência, mais ampla e significativa do que tinha quando criança. A pouco, vi uma dica da colega Suzana Barbosa, no blog do GJOL, sobre um aplicativo que permite criar mapas online.

Trata-se do UMapper, que permite incorporar mapas com tecnologia Adobe Flash a praticamente qualquer tipo de sítio. O legal dessa proposta é que ele permite que você escolha modelos e mantenha o potencial de interação com o mapa. Vale a pena testar.

Bauman: mente inquieta
Zygmunt Bauman é um sociólogo polonês que tem impactado a forma de ver a sociedade moderna, atribuindo-lhe uma perspectiva de pós-modernidade.

De fato, seus livros traduzidos para o português tem defendido a existência de uma pós-modernidade líquida.

Apesar de gerar controvérsia no mundo acadêmico por conta dessa defesa, é um dos autores mais interessantes dos últimos tempos (em minha humilde avaliação).

Seus escritos, nas últimas décadas tem agregado muita análise e discussão na forma de se compreender o mundo moderno (ou pós-moderno) e as nuances sociais. Gosto especialmente do livro Vidas Desperdiçadas, onde ele discute a exclusão social.

Seus livros foram disponibilizados recentemente no blog LetrasUSP Download, fruto de uma tentativa de divulgação, todos em PDF para download. Diferente das outras indicações que damos aqui no Blog do Gipo, não há referência no sítio sobre os direitos autorais e sua utilização. A dica veio do blog do GJOL.

As revistas acadêmicas cumprem um papel importantíssimo na divulgação da ciência. Normalmente, são criadas e mantidas por universidades e/ou faculdades com corpos docentes bem estruturados e com pós-graduação, que assumem-na como elemento de divulgaçaõ de ações e pesquisas.

Mas existe espaço para outras iniciativas. Eu mesmo já vivenciei esse dia a dia, mantendo de 1999 a 2008 a Revista de Pedagogia, uma das primeiras revistas acadêmicas em educação totalmente na internet que chegou a ser avaliada como Nacional B e figurou um bom tempo na Qualis da Capes. Ela era mantida no sítio da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e tinha a "imensa" equipe de duas pessoas - eu e o programador visual. Ela parou de ser editada, pois os colegas da revista imprensa achavam que era concorrência e que tinha baixado a avaliação que receberam da ANPED na época (Nacional C). Como na época era mais complicado a manutenção de uma revista acadêmica sem "academia", ela foi descontinuada.

Lembro-me das diversas reuniões de editores universitários por ocasião dos momentos anuais da ANPED e da resistência que os colegas tinham a revistas online. É engraçado lembrar hoje, pois muitos são árduos defesores dessas iniciativas no presente (Como se diz por aqui, a fila anda).

De qualquer forma, aqueles que desejarem enveredar por esse caminho árduo, está disponível uma série de materiais que ajudam a facilitar esses processos. Entre eles, um guia foi elaborado por M. Alejandra Rojas e Sandra Rivera, intitulado  Guía de Buenas Prácticas para Revistas Académicas de Acceso Abierto. Vale a leitura e aplicação das sugestões para implantação de uma revista acadêmica aberta.

Estão disponíveis para download seis livros sobre comunicação, internet e direitos autorais publicados entre 2009 e 2010 pela Editora Cultura Acadêmica, que é segundo selo da Fundação Editora da UNESP.

Já indicamos outros livros publicados pela editora em outro post. Eles são gratuitos e fazem parte da proposta de disponibilizar as produções da UNESP, resultantes de financiamento público. Bom exemplo para as demais universidades que ainda titubeiam em tomar essa decisão.
Segue a seleção que fizemos. Caso tenha dificuldade de baixar ou o link esteja com problema, basta acessar o sítio da Editora Cultura Acadêmica:



Ano:2010

Autor(es)/Organizador(es): Elizabeth Roxana Araya e Silvana Vidotti

Sinose (da editora)
Um número cada vez maior de produtores de conteúdo informacional, embora de acordo com os padrões culturais prevalecentes nem sempre seja considerado qualitativamente favorável, evidencia uma nova configuração cultural exponencialmente representativa no fluxo da informação em que o indivíduo, que não há muito tempo era um mero consumidor de conteúdo intelectual, é agora também um participante ativo na criação desses conteúdos. Os indivíduos que lidam com essas novas formas de produzir, disseminar e usar conteúdos informacionais devem estar conscientes das diferenças que se impõem quando a informação é digital. Eles devem conhecer as implicações quanto ao fluxo da informação e seus aspectos simbólicos, bem como saber sob quais condições a lei de direitos autorais estabelece que essas práticas devam acontecer.



Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Marta Valentim

Sinose (da editora)
O livro "Gestão, mediação e uso da informação" vai ao encontro dos estudos teóricos e metodológicos de objetos e fenômenos que envolvem a gestão, a mediação, uso e apropriação da informação em distintos ambientes.







Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es):Maria Cristina Gobbi e Maria T. Kerbauy

Sinose (da editora)
Constituem a obra capítulos derivados de diferentes perspectivas acerca do tema da televisão digital terrestre, compondo um panorama prismático de diversos aspectos integrantes da inovação a partir das plataformas já existentes e da problemática da implantação, abarcando tópicos distintos componentes da implantação e manutenção do novo sistema - autores na sociedade tecnológica, diversidade cultural e política de informação, educação e participação por meio da interatividade, produção de conteúdos audiovisuais, regulação e políticas de educação, mobilidade e democracia, modelos de negócio, a viabilidade da interatividade, cenários e desafios para as emissoras públicas, a implantação no Brasil e na Espanha, a convergência com instituições educacionais, gestão de conteúdos narrativos, democracia digital, a implantação no Pará e a atuação de emissoras em cada estado, a transição do sinal analógico para o digital, a repercussão midiática sobre a implantação e as controvérsias e desinformações sobre o "apagão digital".



Ano:2010

Autor(es)/Organizador(es): Ana Lúcia de Castro

Sinose (da editora)
Este livro reúne a reflexão acerca das identidades na cultura contemporânea,realizada por pesquisadores que participaram do Seminário: Cultura contemporânea, corpo e novas tecnologias: diálogos em torno das identidades. O objetivo geral das reflexões aqui apresentadas é tomar as inovações tecnológicas e seus impactos na vida cotidiana - particularmente na renovação e reinvenção de formas de sociabilidade e de construção de identidades - como uma chave privilegiada para o adentramento em meandros da cultura contemporânea. O corpo, suporte da cultura e território de construção de identidades, ao incorporar os recursos tecnológicos disponibilizados pelo mercado estético, como próteses, implantes, intervenções e tratamentos à base de laser, tem seu estatuto modificado e as fronteiras entre natureza e cultura passam a ser revistas em novos parâmetros, impondo novos desafios à reflexão sócio-antropológica. Este livro busca contribuir para este debate, somar um pequena centelha ao enorme esforço que se faz necessário no sentido de repensarmos as clássicas dicotomias conceituais que vem marcando a reflexão das ciências humanas e se demonstrando cada vez mais abaladas em seu alcance explicativo, frente às aceleradas transformações vivenciadas na vida social nesta modernidade do início do século XXI.



Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Sabrina Rodrigues Garcia Balsalobre


Sinose (da editora)
O estudo das inter-relações entre língua e sociedade, a partir de um corpus jornalístico, é o foco primordial desse livro. Trata-se da investigação do sistema de formas de tratamento nos jornais da Imprensa Negra paulista - movimento realizado por negros e destinado a essa população no período posterior à abolição da escravatura no Brasil - e em O Combate - jornal de circulação mais ampla na cidade de São Paulo no início do século XX. As formas de tratamento representam um exemplo privilegiado da relação entre a escolha linguística e seu motivador social. Elas foram analisadas a partir da relação de alguns pontos de vista teóricos, a saber: o estudo do jornal como um hipergênero, proposta de Bonini (2003, 2004, 2006), com o intuito de se avaliar as características peculiares de cada um dos gêneros do jornal; a proposta de análise da situação do interlocutor no momento da enunciação de Soto (2001); a investigação das marcas de interatividade, proposta por Andrade (2008); e a semântica do poder e da solidariedade de Brown e Gilman (1972 [1960]). O estudo desse fenômeno linguístico revelou à necessidade dos negros do período de conquistarem um espaço na sociedade paulistana da época e, dessa forma, a Imprensa Negra representava um espaço de circulação de sua voz na sociedade.



Ano:2009

Autor(es)/Organizador(es): Mariângela Spotti Lopes Fugita

Sinose (da editora)
Por que é importante investigar a indexação durante a catalogação? A resposta é que, por meio de tal procedimento, é possível conhecer as realidades de bibliotecários e usuários. A pesquisa apresentada neste livro se destaca por dois motivos: trata-se de um trabalho coletivo, com objetivos, fundamentação teórica e metodológica comuns; adota uma abordagem sociocognitiva que não só evidencia a tarefa de indexação de assuntos na catalogação de livros por catalogadores, como também privilegia e entrelaça as diferentes visões dos usuários do catálogo, discentes, docentes, pesquisadores, bibliotecários de referência e dirigentes de bibliotecas - grupos que fazem parte do contexto sociocognitivo dos catalogadores, pois são usuários dos resultados da tarefa que realizam.



Estão disponíveis para download cinco livros sobre comunicação e design. Eles foram publicados entre 2009 e 2010 pela Editora Cultura Acadêmica, que é segundo selo da Fundação Editora da UNESP.

Os livros disponibilizados fazem parte do projeto PROPG-Digital, que tem como meta disponibilizar gratuitamente o 
[...] conhecimento gerado nas pesquisas da universidade pública, [sendo] a Coleção PROPG-DIGITAL [...] a primeira experiência da Fundação com o livro digital e será importante laboratório de novas iniciativas nesta área que conquista gradualmente seu lugar no imenso universo de possibilidades da publicação e da leitura acadêmica.
Os livros abordam temas variados em comunicação, mas todos oriundos de pesquisa acadêmica com financiamento público. Veja a seguir:


Ano: 2009

Autor(es)/Organizador(es): Marizilda dos Santos Menezes e Luis Carlos Paschoarelli

Sinopse
Essa coletânea reúne ensaios que permitem ao leitor se aproximar de boa parte da investigação científica desenvolvida na área, apresentando estudos que envolvem Design Étnico, Gestão de Design, Pratica Profissional, Metodologias Projetuais, Design de Moda, Design de Superfície, e ainda as relações do projeto de design Usabilidade, Tecnologias Computacionais, e Arquitetura. Textos produzidos sob a perspectiva dos novos enfoques e demandas da contemporaneidade, como as do meio ambiente (ecológico ou ecodesign e design de moda), preocupações com o bem-estar da comunidade e com os sentimentos e afetividade.




Ano: 2009

Autor(es)/Organizador(es):Marizilda dos Santos Menezes e Luis Carlos Paschoarelli

Sinopse
Essa coletânea ressalta a importância da aplicação da ergonomia no design de produtos e sistemas, com a finalidade de desenvolver tecnologias para melhorar a qualidade de vida humana. Dividido em doze capítulos, Design e ergonomia: aspectos tecnológicos destaca alguns deles, como os presentes na acessibilidade de equipamentos médico-hospitalares por indivíduos obesos e usabilidade de cadeiras de rodas por indivíduos idosos; avaliações ergonômicas sobre espaços e equipamentos escolares; análises sobre os problemas informacionais em rótulos e bulas de embalagens.




Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es):Paula da Cruz Landim

Sinopse
Esse livro verifica até que ponto a formação acadêmica ministrada nos cursos de design responde aos anseios da sociedade e do setor produtivo e o de coletar subsídios para a discussão da situação do ensino de design no Brasil e elaboração de estratégias que permitam sua melhoria de maneira a ter profissionais adequados ao desenvolvimento de produtos que, embora com a marca da nossa realidade e cultura, sejam também universais.




Ano: 2010

Autor(es)/Organizador(es): Maximiliano Martin Vicente

Sinopse
Realizando a convergência entre História e Jornalismo, Maximiliano Martin Vicente viabiliza a proposta de promover leituras englobando estes dois campos do conhecimento e pesquisar de maneira ampla o significado social desse veículo de comunicação na atualidade. Sua reflexão resultou em História e comunicação na nova ordem internacional, lançamento do selo Cultura Acadêmica, obra que explora as divergências na cobertura dos veículos estudados, como o Le Monde Diplomatique e a revista Veja, para verificar a possibilidade de operar na comunicação com as estratégias da história.




Ano: 2009

Autor(es)/Organizador(es):Murilo César Soares


Sinopse
Os textos deste livro analisam as representações da política e da mídia nas sociedades democráticas contemporâneas. A primeira parte da obra é dedicada aos aspectos cognitivos e retóricos do jornalismo e sua influência sobre as audiências. Na seqüência são examinadas as acepções da democracia e o papel do jornalismo na constituição das sociedades democráticas e na expansão dos direitos de cidadania. A parte final do livro trata do lugar ocupado pelos meios de comunicação nas eleições brasileiras de 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006. Aliando reflexão teórica e análise de situações concretas, esta obra salienta as conexões entre representações, jornalismo e democracia.

A UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) com escritório em Brasília, seleciona até o próximo dia 10.04, consultor para organização de seminário em Brasília sobre transparência e acesso a informação.

Segundo o edital de seleção, o consultor desenvolverá atividades
[...] com ênfase na transparência ativa, explorando a experiência nacional e internacional relevante sobre o assunto, de modo a permitir o debate e intercâmbio de experiências sobre o tema. Além do seminário, o consultor deverá também planejar e organizar missões guiadas que propiciem intercâmbio de experiências e conhecimentos entre o Brasil e outros países com atuação destacada em matéria de transparência e acesso à informação (visitas de cooperação).
São requisitos mínimos:
  • Graduações em ciências sociais ou humanas;
  • Completo domínio do inglês é indispensável.
São requisitos desejáveis:
  • Pós-graduação em ciências sociais ou humanas.
Quanto a experiência profissional, são requisitos mínimos:
  • Mais de 5 anos de experiência internacional comprovada na área de liberdade de informação.
São requisitos desejáveis na experiência profissional:
  • Experiências acadêmicas e/ou profissionais relacionadas à temática do acesso a informação pública
O edital, além de trazer uma programação provisória do evento a ser executado, também já define os países a serem visitados:
Os países a serem visitados são Estados Unidos, Reino Unido, África do Sul e Austrália. Cada visita deverá durar cerca de 5 dias e incluirá reuniões com o governo central, governo local, funcionários públicos, acadêmicos e organizações não governamentais cujo foco de atuação é na área de Liberdade de Informação e Governo Aberto.
Outras informações e exigências podem ser conseguidas por meio do edital  914BRA5009 Edital 01/2011.

Ética: construção permanente
O projeto “Códigos de ética jornalística: valores em transformação num cenário profissional de rápidas mudanças”, financiado pelo CNPq e orientado pelo professor Rogério Christofoletti tem disponibilizado um rico acervo de documentos na área da profissão jornalística.

O acervo atual, disponível no sítio objETHOS, possui 42 códigos de ética traduzidos para o português. Entre esses encontramos códigos provenientes dos Estados Unidos, Brasil, Noruega, Reino Unido, Paquistão, China, Rússia, Turkia, Pakistão, dentre outros.

Além dos códigos, o sítio ainda tem uma relação bem ampla de indicações na blogosfera mundial sobre a temática. Vale a pena o acesso e a comparação de como nossos colegas constróem a imagem profissional em outras partes do mundo.


Problemas à vista!
Navegar é preciso! Frase bastante conhecida aqui nas terras brasileiras. Mas como navegar em uma nau de borracha? Como enfrentar os perigos dos mares bravios?

Na animação Pfffirate, um pirata resolve desbravar os mares com uma nau de borracha, encontrando perigos diversos. Descubra como ele os enfrenta e os desafios dessa aventura.

O vídeo foi produzido pelos franceses Guillaume Hérent e Xavier André, com música de Bertrand Bossard. Com ele, Hérent se graduou em 2003. Alguns trabalhos posteriores de Hérent, como Valiant e As Crônicas de Nárnia - Príncipe Caspian, reforçam a beleza do trabalho como um profissional promissor.

O vídeo está disponível no Vimeo. Bom domingo.


Pfffirate from Guillaume Herent on Vimeo.


Direito autoral na medida certa
Os direitos autorais são um dos pontos mais sensíveis na hora de discutir o que vai para a internet. Não é ponto pacífico, mas já gerou centenas de discussões jurídicas e perda de tempo produtivo.

Já discutimos no Blog do Gipo, em outros posts, situações e materiais que apresentam posicionamentos legais.

Além disso, o Creative Commons é uma saída prática, legal e segura. Um vídeo interessante, partindo de uma dica do especialista em direito autoral Hélio Kuramoto, em seu sítio, complementa esse entendimento. Você pode vê-lo a seguir, de forma simples, clara e direta:



É pelo motivos expressos no vídeo que o Blog do Gipo possui uma licença Creative Commons do tipo "Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil (CC BY-NC-SA 2.5)". Traduzindo essa licença:

Você pode, partindo de meus posts existentes nesse blog:
Compartilhar — copiar, distribuir e transmitir a obra.
Remixar — criar obras derivadas.

Sob as seguintes condições:
Uso não-comercial — Você não pode usar esta obra para fins comerciais.
Compartilhamento pela mesma licença — Se você alterar, transformar ou criar em cima desta obra, você poderá distribuir a obra resultante apenas sob a mesma licença, ou sob uma licença similar à presente.

Ficando claro que:
Renúncia — Qualquer das condições acima pode ser renunciada se você obtiver permissão do titular dos direitos autorais.

Domínio Público — Onde a obra ou qualquer de seus elementos estiver em domínio público sob o direito aplicável, esta condição não é, de maneira alguma, afetada pela licença.

Outros Direitos — Os seguintes direitos não são, de maneira alguma, afetados pela licença:
•Limitações e exceções aos direitos autorais ou quaisquer usos livres aplicáveis;
•Os direitos morais do autor;
•Direitos que outras pessoas podem ter sobre a obra ou sobre a utilização da obra, tais como direitos de imagem ou privacidade.

Aviso — Para qualquer reutilização ou distribuição, você deve deixar claro a terceiros os termos da licença a que se encontra submetida esta obra. A melhor maneira de fazer isso é com um link para esta página.


Memória digital: bilhões de páginas disponíveis
Quando se pesquisa a internet e os impactos que as tecnologias tem sobre os espaços coletivos fica evidente a dificuldade que é manter uma memória viva desses processos. Quando então se fala das mudanças jornalísticas ao longo dos anos, aí que a tarefa se torna mais árdua.

Porém, sítios provenientes de projetos de preservação da memória têm surgido. É o caso das iniciativas Internet Archive e UK Web Archive, esse último já apresentado em post aqui no Blog do Gipo.

Um vídeo, disponível no sítio 233grados.com, mostra a utilização da memória preservada em espaços como os citados. O vídeo apresenta a página de entrada da edição online do New York Times nos últimos 15 anos. Ela foi criada com base nos arquivos do Internet Archive, por meio do projeto Wayback Machine, que possui mais de 15 bilhões de páginas desde 1996.

Perceba as mudanças que ocorrem ao longo do anos, como o aumento dos espaços e chamadas nas páginas, a mudança na ênfase das apresentações, o espaço maior que as propagandas passam a ter, o surgimento dos vídeos que ganham maior espaço ano a ano, dentre outros detalhes.


15 years of NYTimes.com from Vostok on Vimeo.


Confiança
Uma imagem publicada no Jornal do Tocantins de hoje, 1º de abril, me chamou a atenção. Apesar da notícia não ser animadora, já que aponta para a morte de 40 civis, a imagem é bem promissora.

Trata-se de uma jovem líbia, que ostenta em seu braço bandeiras dos países que participam da operação Protetor Unificado que tem o objetivo declarado de evitar que as tropas do governante líbio, Muamar Kadafi, matem civis por uso de aviões militares.

A foto, proveniente da Agência Estado, reflete o sentimento dos líbios que esperam a vitória e a transformação social. Nesse 1º de abril, a imagem é bem inspiradora.

Fonte: Jornal do Tocantins e Agência Estado, 1º de abril de 2011


Castello Branco e outros generais: início ou fim?
No Brasil, o dia 1º de abril é lembrado como o dia da mentira. Mas também é uma data importante para a nova história brasileira. É o dia em que se deu, efetivamente, o início da Ditadura Militar no Brasil.

Durante décadas, a história oficial apontou, durante o chamado "Regime de Responsabilidade", que a revolução social ocorreu em 31 de março de 1964, daí porque ontem fiz um post sobre a data.

A nova história brasileira contesta isso, e aponta que o golpe militar de 1964 ocorreu na madrugada do dia 1º de abril. Mas como explicar ou mesmo associar um evento dessa proporção ao dia da mentira? Melhor seria dar um "jeitinho brasileiro" nessa história. E foi o feito.

Negou-se durante o período militar a verdade clara: como uma mentira, obrigou-se uma sociedade democrática a se tornar a sociedade de uns poucos e, ainda por cima, sob o peso do fuzil. Nasci sob a égide do fuzil, ainda no governo do general Garrastazu Médici, passando pelos governos dos generais Ernesto Geisel e João Figueiredo. Eram tempos silenciosos em minha casa, em que o medo do "outro", da delação, era uma realidade.

Enquanto o discurso oficial pregava o progresso e o slogan "Brasil: ame-o ou deixe-o", colegas da Faculdade de Filosofia e Letras do Ceará eram amordaçados ou simplesmente sumiam (seja porque fugiam ou mesmo porque não eram mais vistos). E isso se repetiu em vários cantos do Brasil. Com um pequena pesquisa na internet, você encontrará sítios que apontam para centenas de desaparecidos nesse período. Todos esses negados pela história oficial.

Em meus tempos de Ensino Fundamental (antigo 1º grau), por me considerarem um aluno "tranquilo" fui obrigado a fazer parte do "famoso" Centro Cívico, sem direito a contestação ou mesmo negação. Era um "privilégio" que não podia ser declinado. E qual a atividade? Suprir a carência de professores no chamado turmo intermediário (ou como era chamado, o turmo da fome) que começava as 11:30 h e ía até às 14:30 h. Dava aulas de matemática para alunos da 1ª série. Nesse tempo eu estava na 4ª série. Era o milagre desse desenvolvimento social nacional! De menino-aluno virei menino-professor pela simples escolha do regime.

Dias de repressão ostensiva
Quando cresci mais um pouco e comecei a contestar, opondo-me a prestar continência e a cantar o hino nacional diariamente em nossa escola (que era obrigatório em todas as escolas durente o regime), constatemente era retirado da fila e levado para um longo sermão com as freiras, padres e professores na escola.

Não cheguei a sofrer punições maiores, apesar de ser desacreditado entre colegas de sala por ser levado diariamente para a direção na frente de todos. Mas até hoje não sei porque meu pai teve de trocar-me de escola ao final do ano letivo (não sei se por pedido da escola, por não renovarem minha matrícula ou por medo, já que o silêncio necessário não era contestado).

O que sei ao certo é que o Regime de Responsabilidade deflagrado oficialmente no dia 31 de março nunca existiu de fato. Foi um Regime Militar, fruto de um Golpe Militar em um 1º de abril de 1964 e, como todo 1º de abril, trouxe descaradamente uma mentira social. Forçados, amordaçados, humilhados e mortos, eis o saldo desse 1º de abril de 1964.

Vamos refletir para não permitir que isso ocorra novamente. Nos vídeos a seguir, análises sóbrias sobre o período são feitas.


Educação na Ditadura: A marca da Repressão - parte 1


Educação na Ditadura: A marca da Repressão - parte 2


Análise do período militar - Boris Fausto